[Primer] [Competitivo] Grixis Reanimator
 [Primer] [Competitivo] Grixis Reanimator
Lezard

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Belo Horizonte - MG

Postado em: 23/09/15 03:07
UBR Grixis Reanimator UBR






Salve, necromantes!

Sei que já existe um tópico para a discussão do Reanimator, mas lá se trata da versão UB. Este artigo tratará especificamente de uma versão deste deck desenvolvida por mim: a grixis (Preto, Azul e Vermelho).

Quem aqui do fórum que já me conhece e me vê direto aqui na seção Legacy deve estar pensando agora porquê eu estou publicando isto sendo que eu joguei com esse deck anos atrás e hoje jogo de Omnitell. Muito simples: eu voltei à ativa com o deck, por enquanto na internet, mas já estou montando-o IRL novamente, mas sem me desfazer do Omnitell, vou ficar com os dois. Eu aperfeiçoei a lista antiga e corrigi as falhas do passado, principalmente a base de mana. Tudo isso será visto neste artigo.

Essa não é aquela versão com LED e Burning Wish que usa Unburial Rites que apareceu lá fora algumas vezes. Esta é uma outra build, que não tem nada a ver com aquela. Eu tive a idéia de bolar uma lista de Reanimator com B Wish muito antes dessa lista com LED aparecer lá fora, as pessoas que me conhecem sabem disso. Eu já tinha percebido antes o potencial dessa carta pra esse deck. Inclusive, se vocês vasculharem o tópico do UB Reanimator, vão ver que as datas em que eu comecei a postar lá sobre essa minha lista são de muito antes da primeira versão lá de fora vir a público.

O fato de, algum tempo depois, alguém lá de fora ter pensado a mesma coisa que eu pensei com relação ao Burning Wish no deck, só mostra que realmente faz sentido e que isso é muito mais do que uma simples tech, se trata de todo um plano de jogo, novo e independente, que merece uma discussão específica para ele. E é pra isso que eu estou aqui: irei compartilhar todo o meu conhecimento, tudo o que eu sei mesmo. Só de Reanimator foram 8 anos, vendo, enfrentando, ganhando, perdendo, trocando de lista e testando de tudo, então se preparem para um dos primers mais gigantes e completos que vocês já viram – pelo menos assim eu espero. Não vou guardar nenhum segredo, vou falar de todos os "pulos do gato", pelo menos os que eu sei, que não sei se chegam a ser todos, mas com certeza são muitos. Ao final, sintam-se à vontade para acrescentar algo que tenha faltado e/ou discutirem :)

Índice (Pressione CTR + F para ir direto para parte que você quiser)

1) Um pouco de história
2) O nascimento – A primeira lista
3) Lista final
3.1) A base de mana
3.2) O corpo do deck
3.3) Cards adicionais que podem jogar
3.4) Melhores criaturas para reanimar
3.5) Sideboard


4) Como um jogador de Reanimator deve se comportar
4.5) Regras que todo jogador de Reanimator tem que saber
5) Matchs
5.1) Burn
5.2) Miracles
5.3) Storm
5.4) Dredge
5.5) Death and Taxes
5.6) Infect
5.7) RUG (Canadian)
5.8) UWR (Patriot)
5.9) BUG
5.10) Sneak and Show
5.11) Omnitell
5.12) Maverick
5.13) Elves
5.14) Goblins
5.15) Affinity
5.16) Lands
5.17) Merfolks
5.18) Reanimator

6) Conclusão e agradecimentos especiais

1) Um pouco de história





A minha história com o Reanimator é longa. Não foi meu primeiro deck, mas foi o deck com o qual joguei por mais tempo: cerca de 8 anos. Comecei de monoblack, jogo Magic desde 1999, peguei o Reanimator mais ou menos em 2006 e me mantive com ele até final de 2013 – começo de 2014, quando troquei pro Omnitell.

A minha vida competitiva começou em 2011. Meio tarde pra quem começou a jogar em 1999, mas eu nunca me dediquei somente a Magic, eu dividia (e ainda divido) a minha atenção ao jogo com outros hobbies, mas o que importa é que apesar de não ser tanto, eu consigo fazer ser produtivo o tempo que eu dedico ao jogo.

2011, meu primeiro campeonato oficial, um LQ numa cidade próxima, Conselheiro Lafaiete. Na época eu ainda morava em minha cidade natal, Ouro Preto. Eu tinha lá alguns amigos e jogávamos exaustivamente sempre que dava, investíamos nos nossos decks, mas nunca tínhamos jogado um torneio sancionado. Naquele ano, resolvemos entrar de cabeça, ficamos sabendo do campeonato, acordamos cedo e fomos. Foi o último torneio em que Mental Misstep foi válida, ela viria a ser banida no mês seguinte. Naquela época as criaturas mais overpowers que se tinham eram os pretores, Elesh, Sheoldred e Jin, e ainda jogavam cartas como Avatar da Mágoa e Anjo de Platina. Pois bem, contrariando todas as expectativas (pois meu deck era tido como rogue), consegui fazer top 8 no meu primeiro torneio, com direito a jogada épica na última partida do suíço: o oponente jogava de UW Control, com Jace na mesa já. Como já estávamos no late game e nós dois já tínhamos gastado boa parte das cartas e ele só com 2 na mão, eu resolvi considerar que se ele ainda pudesse me anular, não passaria de um counter só. E resolvi jogar um boi de piranha: casto o Animate Dead, ele dá o Spell Pierce e fica com uma carta na mão. Eu só com 1 mana em pé. Arrisco que a carta na mão dele não tinha mais como ser counter, uso a mana que tenho, jogo um Dark Ritual, resolve, com as 3 manas dou um Enterrado Vivo, resolve, jogo 3 bombas no grave e ulto a Liliana Vess que tinha na mesa, reanimando tudo de vez, quebrando o Jace (uma das bombas era um Anjo do Desespero), levando o game e também ao delírio os que estavam assistindo o jogo em volta. Infelizmente, como o torneio começou MUITO atrasado, eu tive que dropar antes do top 8 e vir embora pra não perder o último ônibus pra casa. Mas voltei extremamente satisfeito com minha performance, e naquele momento eu decidi que entraria na vida competitiva de vez.

Foi quando eu saí da casa dos meus pais e vim morar sozinho aqui em BH, e aos poucos fui fazendo o upgrade para a versão UB. Eu fiz várias modificações e testes nela, dei mil toques na lista, mas isso não vem ao caso agora. O que importa é que, algum tempo depois, eu resolvi tentar algo mais ousado: o UBR Grixis Reanimator UBR , e é a partir daqui que começa o nosso primer!

2) O nascimento – A primeira lista





Foi quando eu senti necessidade de algo diferente, algo que não fosse tão manjado quanto o UB e que pudesse responder qualquer ameaça. E se desse certo, seria um deck exclusivo meu, algo criado por mim. Isso foi o combustível pra que eu entrasse de cabeça nessa idéia, pois em tudo o que eu faço, a minha marca é essa: jamais copiar nada de ninguém, jamais me conformar apenas com o que os outros já sabem, tentar ir mais longe, ver mais além, conseguir as coisas por mim mesmo, com meu próprio esforço. Como diz o meu pai, ser uma locomotiva, ao invés de se contentar em ser um simples vagão. Na pior das hipóteses, se não desse certo eu voltava pra UB, mas e se desse certo? Qual o mal em tentar? As grandes invenções da humanidade surgiram quando alguém resolveu tentar algo diferente. Nisso, após muita pesquisa, quando passei os olhos por Faithless Looting eu percebi que talvez no Vermelho eu encontrasse as respostas que procurava. Vi no Burning Wish a possibilidade de poder responder qualquer coisa, chamei meu parceiro de treinos mais fiel, esse cara, contei pra ele meu plano maligno e pedi que ele testasse a lista comigo na internet, se desse certo eu compraria as cartas e montaria o deck.

Aproveito para deixar registrado meu eterno agradecimento a ele por sempre ter estado à disposição pra testar minhas loucuras pela madrugada afora e aguentar os meus rages quando alguma coisa não dava certo.

Quando quiserem alguma dica sobre Dredge e/ou Affinity, podem escutar o que ele fala porque o cara destrói com esses decks. Era exatamente por isso que eu só chamava ele pra treinar online, porque ele é pedreira, então se algo desse certo contra ele, daria contra qualquer outro.

Não me enganei.

Depois de testes satisfatórios na internet eu resolvi montar o deck IRL.

A lista que eu usava naquela época era diferente da que eu uso agora. Mas vamos por partes. No começo era mais ou menos assim:

MAIN DECK

1 U Sea
1 Volcanic Island
1 Badlands
1 Montanha
2 Ilha
2 Pântano
3 P Delta
3 Scalding
3 Bloodstained

Faithless Looting (2 - 4)
Careful Study (4)
Burning Wish (3)
Entomb (4)
Reanimate (3)
Exumar (3)
FoW (3 - 4)
Spell Pierce (2 - 4)
Brainstorm (4)
Ponder (2 - 4)

6 - 8 criaturas pra reanimar

SIDEBOARD (voltado mais pra Burning Wish)

1 - 4 P Needle (Tormod\'s Crypt, Relic of Progenitus, Karakas, Jace, Liliana)
1 Raze (principalmente Karakas)
1 Reanimate (reserva para Burning Wish)
1 Exumar (reserva para Burning Wish)
1 Shattering Spree (artefatos que não são pegos pela Needle como Ponte Traiçoceira, tirar Cálice do Vácuo pra 1 – replicando, a cópia não é anulada – e também pra tirar possíveis Needles no seu Griselbrand)
1 Piroclasma (Goblins e aggros em geral)
1 Massacre (Piroclasma de D&T / Maverick / Patriot / Esper / Miracles e decks com branco em geral)
1 Overmaster (carta ótima contra decks muito controls, você pode usá-la para atrair a counterwar para ela ao invés da spell que você quer resolver)
1 Dreadbore (criaturas problemáticas e planinautas em geral, principalmente Liliana e Jace)
1 Perish/Nature’s Ruin ou Virtue’s Ruin (ou mesmo ambas dependendo do seu field ou do que você teme mais)
1 Cabal Teraphy (quando você só perde o jogo ou não comba se o oponente tiver determinada carta, nesse caso busque a Teraphy e nomeie essa carta)
1 - 4 Show and Tell (1 sempre fica no side, de reserva para Burning Wish. Todos os outros que tiver sobem pro deck no pós-side)
1 - 4 Echoing Truth (resolver casos como Leyline e permanentes chatas em geral, bem como pra tirar várias tokens de uma vez, como anjos de Miracles)

+ outros feitiços relevantes. Não lembro tudo exatamente, mas as principais eram essas, o side era mais wishboard.

No começo eu peguei muita gente de surpresa, e consegui alguns bons resultados, tomei uns paus também (normal, nada dá completamente certo de primeira, você vai apanhando e consertando), o problema maior era a base de mana. Mesmo tendo básicos no deck, a necessidade de buscar uma dual era constante, e nisso, uma wasteland bem dada e já era. Porém, se a base de mana não fosse atacada ou eu conseguisse jogar só com os básicos, era muito difícil perder. Dar pau em muito deck tier 1 com essa lista considerada "torta" não tinha preço. No dia em que eu fiz 3 – 0 num torneiozinho de FNM descendo o cacete só em tier 1, RUG, Miracles e Esper, voltei pra casa com aquela satisfação de quando você ganha de lavada de alguém que te menospreza.

O problema é que em Legacy a base de mana vai ser atacada em 99% das vezes e quase nunca vai dar pra jogar só com básicos, não em um deck de 3 cores. Por causa disso, apesar de ter gostado do deck e estar orgulhoso de mim mesmo, acabei voltando pra UB e recentemente troquei o deck pelo Omnitell, deck com o qual me adaptei rapidamente, porém eu nunca deixei o Reanimator completamente de lado, eu sempre acompanho o tópico lá do UB , afinal eu dediquei 8 anos da minha vida à esse deck, o conhecimento agregado foi muito grande. Não é o tipo de coisa que se ignora.

Até que alguns dias atrás um jogador e grande amigo meu de SP veio me perguntar se eu ainda tinha a lista do Reanimator Grixis que usei um dia. Ele queria testá-la de novo. Me fez altos elogios que fizeram sair suor hétero dos meus olhos e isso reacendeu em mim a chama do deck! (caralho, isso foi MUITO gay)

Dei uma discutida com ele sobre a lista, me empolguei, meti as cartas no programa da internet e bora fazer testes novamente! Era hora do pau!!! (gay, gay, gayeeeeeeeeeeeeeee)

3) Lista final

3.1) A base de mana






É por aqui que se começa a montar qualquer deck, é a primeira coisa que se pensa. Assim como músculos fortes não servem para nada se não tiverem um esqueleto que dê sustentação, a base de mana é o esqueleto do seu deck.

Pela experiência do passado eu já sabia que não poderia jogar como antes. Era preciso algo mais sólido. Então eu me fiz duas perguntas:

1) Qual o deck de 3 cores com a base de mana mais sólida?
2) Como a base de mana desse deck é construída?

Quando eu digo base de mana sólida, é diferente de base de mana consistente. Toda base sólida é consistente, mas nem toda base consistente é sólida. Se o deck consegue se manter e aguentar uma ou outra interferência, a base de mana já é consistente e vários decks conseguem isso: Miracles, Esper, Patriot, etc...

Quando eu falo sólida, me refiro a algo mais atrevido, que seja montada sem medo e que mesmo assim triunfe soberana. Em outras palavras, algo resiliente.

E qual o deck mais resiliente que eu conheço? Na minha opinião, é o RUG Delver, também chamado de Canadian Threshold ou simplesmente Canadian. O deck não usa NENHUM terreno básico e mesmo assim não é tão fácil travá-lo com uma Blood Moon, Choke ou Wasteland. O deck consegue se proteger muito bem, já ganhou vários campeonatos importantes (e fez top 8 em outros infinitos) e inclusive o atual campeão nacional enquanto eu escrevia este artigo (2014) é esse deck. Nenhum jogador competitivo tem dúvida de que esse é e sempre será um deck tier 1.

Quanto à segunda pergunta, o RUG usa a sua base de mana assim:

3x Tropical Island
3x Volcanic Island
4x Misty Rainforest
4x Scalding Tarn
4x Wasteland

Olhando assim, parece loucura, mas na prática se vê que funciona. Então se eu aplicasse esse modelo ao Reanimator, poderia surgir algo assim:

3x Underground Sea
3x Volcanic Island
4x Polluted Delta
4x Bloodstained Mire
4x Scalding Tarn

Ou sendo um pouco mais ousado:

3x Underground Sea
3x Volcanic Island
4x Polluted Delta
4x Bloodstained Mire
4x Wasteland

What? Wasteland no Reanimator???

Se a base de mana for tão sólida quanto a de um RUG, porquê não? Sabemos que um dos grandes inimigos desse deck é Karakas. Fora que você otimiza sua Daze e seu Spell Pierce, da mesma forma que o RUG faz.

É a mesma razão de usar somente duals com azul, pra que você possa dar qualquer counter com qualquer terreno. Você faz mana-vai e já pode potencialmente dar 3 counters de uma vez (FoW, Pierce e Daze). Acreditem, isso não é tão incomum de acontecer, já perdi counterwar de RUG exatamente assim e não foi só uma vez.

Você também pode usar Daze pra subir uma dual pra mão e tirar o alvo de uma Wasteland adversária (põe qualquer spell na pilha e dá o Daze).

Como bônus a Wasteland ainda pode pegar também aquele Porto de Rishada pentelho, aquela Dark Depths antes que ela vire uma Marit Lage ou mesmo outra Wasteland adversária para que você possa descer uma dual sossegado.

Ok, nós já temos duas opções de bases de mana sólidas, pelo menos teoricamente, até a hora de efetivamente jogar. Agora vamos cuidar do resto das spells.

3.2) O corpo do deck





Agora que nós já temos o esqueleto (a base de mana) é hora de cuidar dos músculos, as spells propriamente ditas. O que eu cheguei na conclusão que seria o ideal é mais ou menos isso:

Faithless Looting (2 - 4)
Careful Study (4)
Burning Wish (3)
Entomb (4)
Reanimate (3)
Exumar (3)
FoW (3 - 4)
Spell Pierce (2 - 4)
Brainstorm (4)
Ponder (2 - 4)
Dig Through Time (1 – 2)

6 - 8 criaturas pra reanimar, estourando 9, mas eu não passaria de 8

Os reanimates clássicos costumam usar descartes, eu resolvi colocar Spell Pierce no lugar. Por dois motivos.

1) Ter mais cartas azuis pra FoW;
2) Ter alvos mais certeiros do que um descarte no escuro.

Mas isso vai da preferência de cada jogador.

A quantidade de cada carta pode variar, mas o importante é que as 60 do maindeck serão fechadas em cima disso aí.

3.3) Cards adicionais que podem jogar





Alguns cards que eu não coloquei na minha lista por não gostar/não ter espaço, mas que valem a pena você pelo menos saber que existem (vai que você gosta/encaixa na sua lista):

Thoughtseize/Duress: já falei mais acima a razão de eu não usar, mas isso é uma preferência minha, não uma regra absoluta. Se você se sentir mais à vontade pode usá-los no lugar das Spell Pierce ou mesmo das Daze.

Lotus Petal: um acelerador e no caso de um deck de 3 cores pode ser um importante corretor de mana. Mas eu particularmente não gosto de Pétala em Reanimator, primeiro por ser menos carta azul pra FoW, segundo por ela só ser boa na primeira mão e terceiro por achar que não vale a pena sacrificar resiliência em prol de velocidade. Mas isto também fica a critério de cada jogador.

Stifle: já testei essa carta na versão UB e ela teve seu mérito. É azul pra FoW e te permite, por 1 mana e em velocidade de instant, contornar 90% dos hates de cemitério: Relic, Tormod, Shaman, Fada Macabra, Bojuka, Ooze, anular a habilidade de um Stingscourger, anular a habilidade de um Venser, impedir o Relicário de buscar um terreno (que geralmente é uma Karakas ou Bojuka), anular a habilidade da Karakas nem que seja só por 1 turno pra você conseguir bater uma vez com seu Griselbrand, proteger sua dual de uma Wasteland, anular a habilidade de uma Vendilion, e dependendo até dar na fetch do cara quando ele estoura uma em resposta à uma jogada sua, dificultando a resposta dele (ou fazendo-o gastar counter na Stifle ao invés de na sua reanimação). O mal dela é que não contorna coisas como Surgical, Grafdigger e Leyline.

Dispel: pode ser usada no lugar das Spell Pierce. Tem a vantagem de não ficar ruim no late game e por 1 mana pega quase tudo o que você precisa anular, que são basicamente outros counters, Plowshares e Surgical. De quebra ainda pode pegar uma Dig Through Time , um Cunning Wish, um bounce em alguma criatura sua, os rituais de um Storm ou o Ad Nauseam ou até mesmo um Brainstorm alheio. A desvantagem é que não pega descartes.

Flusterstorm: excelente contra storm e contra decks que anulam muito, pois a possibilidade de fazer várias cópias pode te ajudar a ganhar uma counterwar. O problema é que ela não tem a versatilidade de um Spell Pierce e só pega instants e sorceries. Por isso, se for usar, recomendo que seja de side.

3.4) Melhores criaturas para reanimar





Essa é a parte que eu considero a mais divertida de montar o deck, escolher o seu time de beaters. Criaturas lendárias e/ou gigantescas, as coisas mais estúpidas que o jogo pode oferecer, capazes de ganharem a batalha pra você sozinhas. Um Reanimator escolhe criaturas com uma presença de campo tão forte que costumam ser inlidáveis para o oponente, fazendo na maioria das vezes com que seja impossível para ele ganhar o jogo de você se ele não conseguir tirar a sua criatura do campo.

Não se prenda somente às que eu vou citar abaixo, aliás o ideal é justamente que você aprenda a raciocinar as coisas por si mesmo, sem ficar limitado somente ao que os outros fazem, mas no geral vou falar as criaturas mais usadas e também algumas que eu particularmente recomendo ou que simplesmente vale a pena você saber que elas existem.

Dica: pra saber se vale a pena colocar uma criatura no deck, faça-se a seguinte pergunta: "existe alguma situação onde eu daria um Entomb pra isso?". Se você conseguir responder Sim para pelo menos uma situação, vale a pena testar. Se não, é porque ela não faz tanta diferença assim, mas você pode adquirir a criatura para ter em sua pool de cartas, afinal nunca se sabe o dia de amanhã.

Vamos a elas:

Griselbrand






Dispensa comentários. É só olhar para a carta e você já percebe porque precisa tê-lo em seu arsenal.

Recomendo pelo menos 3 cópias.

Inkwell Leviathan






Este aqui é outro dos bichos mais estúpidos que você vai ver em uma mesa de Magic. Poder contar com ele vai salvar a sua vida muitas vezes, mesmo em situações aonde nem mesmo Griselbrand é capaz de dar conta sozinho, como por exemplo em um confronto contra um Miracles. Ele já é bom contra qualquer coisa que tenha ilhas (Legacy é 90% decks com azul), mas pode te socorrer mesmo contra decks que não as tenham, pois a combinação de Trample + Shroud em um corpo tão gigantesco transforma esta criatura numa das maiores forças da qual o Reanimator pode usufruir. Muitas vezes a única forma do oponente lidar com ele é tentando te fazer sacrificá-lo através de uma Liliana, por exemplo, pois ganhar a corrida de uma criatura com poder 7 e Atropelar não é uma coisa muito fácil de se fazer.

E na hora do aperto, ele é azul, serve pra FoW.

No geral os decks usam 1 cópia só, variando entre o maindeck e o side, conforme o gosto do jogador. Mas dependendo do seu field, não é irracional ter 2.

Iona, Shield of Emeria






Essa daqui é outra das criaturas mais brutais que você pode usar contra seus inimigos. Apesar de ser um anjo, a mão dela é bem pesada, e além disso ela é capaz de travar toda uma cor do baralho inimigo. Imagina você não poder jogar nenhuma spell de determinada cor do seu deck por causa da mera presença dessa criatura em campo. Na verdade a mera entrada dessa criatura na mesa já é suficiente para ganhar o jogo contra certos tipos de deck, situação que veremos um pouco mais pra frente, na parte dos matchs. Fora 7 na cabeça todo turno. Pois é, é uma baita pica né.

Alguns jogadores argumentam que Iona deixou de ser essencial no deck depois do surgimento de Griselbrand, que de certa forma "é a Iona melhorada". Essa afirmação não está de todo errada porque na maioria das vezes o lock do Griselbrand é tão eficaz quanto o da Iona, mas à medida que você joga e fica experiente com esse deck, percebe que são criaturas diferentes, com poderes diferentes. Veremos isso mais detalhadamente na parte dos matchs, mas, há situações onde uma Iona é garantia de vitória e o Griselbrand não, como por exemplo contra um Omnitell ou Dredge.

Por isso, recomendo fortemente que você não abra mão de ter 1 cópia dessa poderosíssima criatura no seu arsenal.

Sphinx of the Steel Wind






Máquina de bater. Não existe melhor expressão para definir esta criatura.

O cachorrinho da Cleópatra é free-win contra vários dos decks mais difíceis pra você, a exemplo do RUG. Também fecha o caixão de Goblins e Burn, além de ser excelente contra D&T e variações de GW como Maverick e Junk.

Recomendo fortemente ter 1 cópia, se não quiser usar de maindeck, que seja no side. Quando você invocar esta criatura e presenciar as coisas que ela é capaz de fazer, nunca mais irá tirá-la do seu deck.

Elesh Norn






A rainha dos phyrexianos é uma resposta eficiente para lidar com uma mesa cheia do oponente e o melhor, ela faz isso enquanto cresce a sua mesa. Se as suas criaturas já são gigantes, com Elesh do lado elas se tornam verdadeiros colossos. Frequentemente ela chega a ganhar o jogo sozinha se o adversário não conseguir tirá-la do campo. É free-win contra Merfolks, seu pior match, e também contra Dredge e Affinity, além de ajudar demais contra D&T, Patriot, Goblins, Maverick e até contra um Storm quando ele comba pra goblins.

Já deu pra perceber que ela faz muita falta, né. Sempre tenha 1 à disposição, ainda que seja só no side.

Tidespout Tyrant






O tipo desta criatura não poderia ser mais adequado: o gênio aqui é capaz de realizar os seus desejos, que em uma partida de Magic se resumem a tirar as pedras do caminho para que você possa descer o cacete. Somente ele é capaz de lidar com certas ameaças como A Grande Pica e no match contra Lands ele vai ser decisivo principalmente por causa dessa coisa absurda e/ou pra tirar da reta aquele hate que está te travando.

Tenha 1, nem que seja no side, pois acredite, mais cedo ou mais tarde você vai precisar dele e vai agradecer aos céus por tê-lo à disposição.

Ashen Rider






Arcontes sempre estiveram entre as minhas criaturas mitológicas favoritas, por serem seres leais e inclinados à justiça, além de muito poderosos. No Magic não é diferente, todos compartilham da cor branca, têm corpo e boas habilidades. Este aqui é forte o suficiente a ponto de ter tomado o lugar no deck do antigo Anjo do Desespero. Ele pode te ajudar a se livrar daquela permanente chata que esteja sendo uma pedra no seu sapato, como uma Karakas ou Ponte.

Alguns jogadores argumentam que se você já usa um Tyrant, não precisa usar o arconte, é um ou outro. No meu caso eu gosto do gênio de main deck mas também gosto de ter o arconte no side, para aqueles casos em que voltar pra mão não resolve e você precisa realmente tirar algo do jogo permanentemente.

Empyrial Archangel






Essa mocinha aqui teve seus tempos de glória na época da sua edição. No finado orkut tinha um tópico de discussão sobre o Reanimator, e quando essa anja saiu, foi consenso lá que jogaria no deck, e de fato jogou muito, coloquei uma no meu e era uma bomba muito difícil de lidar. Hoje nós temos um Magic de um power level muito maior que naquela época, mas ela continua capaz de ajudar bastante em algumas situações. Tem a vantagem de não tomar remoção e te protege ao mesmo tempo que bate. Pode ajudar muito contra decks tipo Patriot, Maverick, Esper Stoneblade e D&T. E é talvez a melhor criatura para se lidar com um gênio adversário no mirror.

Hoje em dia eu não vejo ela aparecendo na maioria das listas, mas ocasionalmente eu vejo alguma. A utilidade dela vai depender muito do seu field e do seu gosto. Mas de toda forma é uma criatura que vale a pena você saber que existe.

Simic Sky Swallower






Assim como o Inkwell, este é outro brutamontes que combina Shroud e Trample e ainda por cima é voador. A diferença entre os dois leviatãs é que o Inkwell é melhor em 99% dos casos porque mata em 3 tapas e este aqui em 4, além disso o Inkwell quase sempre conecta sem direito a block e tem um corpo muito maior. O Simic só vai ser melhor para casos em que seu field esteja infestado de GW, pois ele não toma remoção e não pode ser bloqueado pelo Relicário.

Sheoldred






O rei pretor já chegou tomando o lugar no deck da antiga e valorosa Reya, carta da qual eu sempre vou ter boas lembranças dos velhos tempos de Reanimator, onde resolver um Enterrado Vivo pra Reya, Avatar da Mágoa e Akroma fazia o oponente entrar em pânico. Bons tempos.

Assim que Sheoldred foi impresso ele foi testado com sucesso e apareceu em várias listas, inclusive eu tinha um no deck quando joguei aquele LQ de 2011 que narrei no começo do artigo. Mas depois de um tempo ele foi perdendo espaço, mesmo sendo muito forte no deck, por causa daquela perguntinha que eu ensinei no começo deste tópico: quando você dá um Entomb pra ele? Você sempre vai preferir um Griselbrand, uma Iona, um Inkwell...

Entretanto ele pode ser uma boa pedida para fields infestados de Snt.decks. Se ele entra via Snt adversário, o oponente até pode colocar um Emrakul, mas vai ser obrigado a sacrificá-lo antes de poder atacar. Apesar que para esses casos o Tidespout Tyrant já serve bem, como já comentei antes.

É uma criatura muito forte e que vale a pena você saber que existe, a questão é que hoje em dia ele quase nunca é primeira opção.

Jin-Gitaxias






O terceiro e último dos reis pretores foi o que mais causou "boom" quando saiu. Naquele tempo ainda não existia Griselbrand, e Jin-Gitaxias era uma coisa muito mais absurda do que qualquer outra bomba que existia. O oponente tinha 1 turno para conseguir tirá-lo ou a morte era certa.

Hoje, que existe Griselbrand, esse cara perdeu espaço, mas algumas listas ainda utilizam 1 cópia, mesmo que seja no side, por causa de sua segunda habilidade, que pode tirar toda a mão do cara (o que geralmente significa derrota).

Senhor da Insanidade






Esse bicho é máquina nas versões mono B , nas versões UB e nesta grixis eu não curto, porque apesar de tirar a mão do cara, tira a sua também, e você precisa dela. A monoblack não, essas costumam gastar toda a mão de uma vez pra combar, e depois ficam sem gás. Então esse bicho é lucro.

Aqui na cidade uma vez aconteceu essa situação aqui em um campeonato:





Obviamente era uma versão monoblack do deck.

Apesar de eu não recomendar essa criatura para a versão do deck deste artigo, estou citando a carta para você saber que ela existe, e tirar seu próprio julgamento. Não tome as minhas falas como leis absolutas (nem as de ninguém), e sim como recomendações. Você pode e deve fazer as alterações que quiser.

Stormtide Leviathan






Outro leviatã, esses bichos são todos uns brutamontes, verdadeiras montanhas. Este aqui é uma espécie de fusão entre Inkwell + Arconte, e ele é até legalzinho, já testei no deck por um tempo. O problema é que leva Plow. Além do que, ele mata em 3 tapas do mesmo jeito, como seu primo Inkwell, e a diferença na vida no caso de um Reanimate é de apenas 1 ponto, por isso este daqui acaba perdendo a concorrência para o seu primo com Manto.

Blazing Archon






Esse aqui já brilhou muito num passado não tão distante assim, hoje em dia é muito maior a chance de ele tomar uma remoção, mas ainda assim ele pode te ajudar muito em alguns casos, por exemplo, assim como a Elesh, ele ganha jogo contra Merfolk, seu pior match. Também é capaz de segurar o ímpeto de um Sneak&Show, Dredge, Affinity ou Infect, não deixando esses decks te matarem até que você possa trazer a criatura correta.

Dependendo do seu field pode valer a pena sim ter 1 no side.

Grave Titan:






Criatura interessante e muitas listas atualmente usam esse gigante. Ele já entra em campo colocando tokens, o que te dá blockers, ajuda a contornar uma Liliana ou Jace e mesmo se levar Plow, não te deixa pelado, você ainda tem as fichas.

Do lado de uma Elesh Norn então...

Inferno Titan






Na maioria das vezes a Elesh faz o mesmo trabalho desse cara, só que melhor. No entanto ele tem alguns pontos positivos em relação à rainha phyrexiana: bate mais que ela, não toma Karakas e mata planinauta. Os 3 de dano da habilidade, se forem dados no jogador, você pode avisar que está redirecionando o dano do jogador ao planinauta (isso é regra). Então você pode atacar ao mesmo tempo o planinauta do cara e o jogador (joga os 3 de dano da habilidade no planinauta mas declara atacante no jogador). E com suas manas vermelhas você pode até ativar a primeira habilidade dele e fazê-lo causar mais dano ainda. Levando em conta esses pontos, pode ser uma alternativa interessante em alguns matchs. O problema é que também toma Plow.

Akroma, Anjo da Ira






Essa daqui é minha carta favorita no Magic. E ela já teve seus tempos de glória no Reanimator, quem é das antigas lembra: tinha lista rodando com 2x Akroma main deck e quando ela entrava na mesa era desespero do cara... Ah como eu tenho saudade daqueles tempos. Só quem jogou sabe que a década de 90 foi a época de ouro do Magic.

Hoje em dia ela não é mais tão onipotente como já foi, mas está longe de ser desprezível. Akroma é free-win contra Jund, 90% GG contra Goblins e mesmo Infect e Affinity podem ter trabalho com ela por causa da Iniciativa. Akroma também é capaz de neutralizar um Griselbrand adversário.

Keranos






A idéia de usar esse cara no deck veio de uma zoeira. Quando os primeiros spoilers de Theros estavam começando a sair, eu estava apostando com um amigo a possibilidade de vir um deus preto jogável no deck. Aí veio Érebo e essa esperança murchou. Porém, quando saiu a última edição do bloco e eu vi esse cara, olhei pra carta e falei "uai, peraí". Mostrei pra ele e falei "acho que isso joga no deck" e ele "será?". Fomos testar e não deu outra: o deus trovão é uma máquina!

Ele conta como criatura em todas as zonas de jogo menos na mesa, que é justamente onde você não vai querer que ela seja criatura, para evitar remoções. Ele não precisa bater, a mera presença dele no campo já ganha o jogo: afinal, ele é um deus! Portanto você pode mirá-lo no cemitério usando seu Reanimate, o preço na vida é baixo se comparado às outras criaturas (somente 5) e nessa versão grixis ele pode até ser castado no braço mesmo.

Qualquer um dos dois efeitos da habilidade dele é bom pra você. Ele escapa de praticamente todas as remoções (somente Council e coisas do tipo podem tirá-lo), você não ganha tão rápido com ele, mas o importante é que ganha.

Ele é ótimo contra decks muito controls, a exemplo de Miracles e Pox. Já ganhei lindamente desses dois decks usando ele. O cara tinha como lidar com qualquer coisa, menos com ele KKKKKKKKKKKKKKKKKKK

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Bom, acredito que essas são as criaturas mais relevantes. Sintam-se à vontade para comentar mais alguma que achem interessante ou que eu por ventura tenha esquecido.

Fechando o time de criaturas, nós já temos nosso main deck. Estamos quase lá, mas antes de ir pro pau (hmmmmm) ainda temos que cuidar da última parte do nosso deck mas não menos importante: o sideboard.

3.5) Sideboard





É aqui que o Burning Wish brilha. Aqui ficarão todas as respostas para que o deck consiga sair de situações que os reanimates clássicos não conseguem (ou têm muita dificuldade pra conseguir).

O que eu recomendo:

1 - 4 P Needle (Tormod\'s Crypt, Relic of Progenitus, Karakas, Jace, Liliana)
1 Raze (principalmente Karakas)
1 Reanimate (reserva para Burning Wish)
1 Exumar (reserva para Burning Wish)
1 Shattering Spree (artefatos que não são pegos pela Needle como Ponte Traiçoceira, tirar Cálice do Vácuo pra 1 – replicando, a cópia não é anulada – e também pra tirar possíveis Needles no seu Griselbrand)
1 Piroclasma (Goblins e aggros em geral)
1 Massacre (Piroclasma de D&T / Maverick / Patriot / Esper / Miracles e decks com branco em geral)
1 Overmaster (carta ótima contra decks muito controls, você pode usá-la para atrair a counterwar para ela ao invés da spell que você quer resolver)
1 Dreadbore (criaturas problemáticas e planinautas em geral, principalmente Liliana e Jace)
1 Perish/Nature’s Ruin ou Virtue’s Ruin (ou mesmo ambas dependendo do seu field ou do que você teme mais)
1 Cabal Teraphy (quando você só perde o jogo ou não comba se o oponente tiver determinada carta, nesse caso busque a Teraphy e nomeie essa carta)
1 - 4 Show and Tell (1 sempre fica no side, de reserva para Burning Wish. Todos os outros que tiver sobem pro deck no pós-side)
1 - 4 Echoing Truth (resolver casos como Leyline e permanentes chatas em geral, bem como pra tirar várias tokens de uma vez, como anjos de Miracles, ou várias cópias de um mesmo hate. Na pior das hipóteses mandam pra mão 2 Goyfs/Delvers e te ajudam a ganhar tempo)

E outros feitiços que considere relevante, de acordo com seu field. Adapte o deck à sua necessidade e ao seu modo de jogo.

Caso sinta necessidade se estiver sentindo muita dificuldade contra decks pretos (descartes), você pode tentar usar Leyline branca. Mas se for usar, use 4 ou então nenhuma.

4) Como um jogador de Reanimator deve se comportar





1) No geral, você é o beater, o agressor, mas isso não significa sair jogando as spells sem pensar e analisar o que está fazendo. Aprenda a descobrir rapidamente do que o oponente está jogando, a partir do primeiro land que ele dropa e da primeira spell que ele faz. Uma Ilha-Ponder pode representar vários decks, mas com certeza NÃO é um RUG (que não usa básicos, lembra?). Então com certeza você não vai tomar Stifle e pode jogar suas fetchs sossegado. Uma Planície-Vial só pode ser um D&T, assim como Montanha-Vial só pode ser um Goblins, e por aí vai. Se ligue nesse tipo de coisa.

2) No mais, você vai se comportar como se estivesse usando um reanimator UB normal, o ideal é que você não precise usar o Burning Wish, mas poupe-os porque você pode precisar. Só os gaste em caso de necessidade, pois se usar sem realmente precisar, pode acabar ficando sem quando realmente precisar.

3) Outra das vantagens dessa versão é contar com Faithless Looting em adição a Careful Study. Somados a isso 4 Entombs, você tem um "discard pack" poderoso, pois a redundância de cartas torna praticamente impossível que o oponente te impeça de jogar as bombas pro cemitério. A Faithless ainda pode ser usada de novo do cemitério. Ele pode até conseguir anular ou descartar algumas e te segurar no começo, mas ele não vai conseguir anular TUDO. Portanto seja paciente e não se afobe, mais cedo ou mais tarde a spell vai entrar.

4) Bons jogadores não costumam anular somente as reanimações, eles podem e vão tentar impedir a spell que joga a criatura no grave também, então tome cuidado antes de sair castando seus enablers sem proteção.

5) Foque os seus counters para proteger o seu combo. Não fique anulando Goyf e Delver, preocupe-se em garantir que a sua bomba entre na mesa, uma vez que isso aconteça não importa muito o que o oponente tenha, salvo raras exceções. Uma vez que a sua bomba permaneça na mesa, geralmente é win. Então poupe seus counters geralmente para os counters e descartes do oponente. Ou seja, na maioria dos casos você só anula ofensivamente (para proteger o seu combo). Só abra exceção à essa regra e anule defensivamente caso o oponente faça algo que interfira seriamente em seu jogo (uma Liliana do Véu, por exemplo). Bons jogadores jogam iscas para que você gaste seus counters em coisas irrelevantes. Não caia nessa. Só gaste counter naquilo que realmente tem que ser anulado.

6) Por último e não menos importante: esteja ciente de que jogar de Reanimator não é fácil. Não é um deck que te carrega igual o Sneak&Show mesmo se você for um amebão, mas é um deck que premia o bom jogador, pois amebões não conseguem resultado com esse deck. No começo você pode tomar uns cacetes, ISSO É NORMAL, com tudo na vida é assim, os grandes mestres todos tomaram seus cacetes quando estavam no começo, pergunta pra qualquer pessoa boa no que faz se ela não apanhou muito no começo, e isso é necessário pois não se evoluiria se você acertasse tudo de primeira, há coisas que você só aprende no erro e na derrota, para acertar depois. Isso se chama experiência. Portanto não desanime, continue treinando e seja esforçado, que a recompensa vem. Não é vergonha perder, vergonha é não tentar.

4.5) Regras que todo jogador de Reanimator tem que saber





Você não precisa ser um doutor nas regras (pra isso existem os juízes), mas é essencial que pelo menos as regras básicas do jogo você saiba. E se tratando de competitivo, existem muitas coisas que você tem que saber pra não ser roubado, e pra um jogador de Reanimator principalmente as abaixo:

1) Saiba a diferença entre habilidades estáticas e desencadeadas. Habilidades desencadeadas SEMPRE começam seus textos com "when", "whenever" ou "at". Traduzindo, "quando", "sempre que" que é a mesma coisa de "toda vez que", ou "no começo de" ou "no final de". Quando você olha pra uma Iona ou Agulha Medular, você não vê nenhuma dessas expressões. Você vê a palavra "as", que significa "conforme". Ou seja, as habilidades dessas cartas NÃO desencadeiam quando elas entram em campo, elas já são intrínsecas na carta, uma vez que a carta resolveu, a habilidade já está valendo, sem direito a resposta do oponente. Em outras palavras, essas habilidades são estáticas, e como tal, não podem ser respondidas. O que o oponente pode responder é a própria carta na pilha, mas uma vez que resolveu, já era, a habilidade já está valendo. Isso impede que o oponente jogue um édito em resposta à sua Iona entrar para preto em campo. Ele pode responder à spell de reanimação que está mirando a Iona, mas depois que resolveu e ela entrou, já era, a cor já está travada. O mesmo vale pra Agulha Medular e qualquer outra carta com "as" (conforme). Fique esperto nesse tipo de coisa e não deixe ninguém te roubar.

2) Use a nova regra de criaturas lendárias a seu favor. Como dar Vigilância pro Griselbrand: você tem um Grisel na mesa e outro no cemitério. Você ataca, e depois do combate, na main phase 2, joga um Exumar ou Animate Dead, traz o do cemitério pro campo e escolhe qual dos dois sacrificar: sacrifica o virado. Pronto, você acabou de atacar com o Griselbrand e ainda o tem desvirado pro block, prontinho pra te dar +7 de vida caso o oponente se atreva a atacar. Em alguns casos, uma jogada como essa pode significar a diferença entre ganhar ou perder um jogo, pois pode frustrar os planos do adversário, que planejava te atacar na volta mas não esperava por uma jogada dessas.

3) Seu Reanimate pega criaturas de QUALQUER CEMITÉRIO, saiba se aproveitar disso. Aquele Delver ou Snapcaster que a sua Elesh matou, podem por 1 ou 2 pontos de vida ser de grande valia pra você. Eu já roubei um Delver antes de dar um Exumar pra um bichão e assim contornar a Liliana que o cara tinha na mesa, da mesma forma que já roubei um Snapcaster pra recapitular um Entomb. O Meddling Mage que seu Massacre tirou pode te servir para travar aquele Terminus que você tanto teme. Quando você aprende a enxergar esse e outros tipos de jogadas, você se torna capaz de extrair o potencial máximo do seu deck.

4) Por mais incrível que possa parecer, lembre-se que FoW e Daze não são jogáveis apenas pelos custos alternativos. FoW pode ser jogada sem remover nada por 5 manas, e Daze pode ser jogada por 2 manas sem ter que subir um terreno pra mão. Eu já presenciei jogador que tinha 5 manas na mesa e não deu a FoW que tinha na mão numa hora em que tinha que dar por achar que não podia, por não ter uma outra carta azul na mão. Aí ele perdeu o jogo por isso, eu falei isso pra ele depois da partida e ele "nóóóó é mesmo porra! Que vacilo!".

5) Seu Entomb não pega só criaturas, ele pega QUALQUER CARTA do deck. Lembre-se que você pode puxar uma Faithless Looting com ele e usá-la do cemitério ;)

5) Matchs





Agora é a parte que todo mundo gosta, hora de colocar a mão na massa. A hora do x1!!!

Não vou falar de todos os decks que existem, vou citar os mais relevantes e a melhor criatura para se reanimar em cada caso.

5.1) Burn

Melhor criatura: Iona, Shield of Emeria

Aqui não tem muito o que falar. O match é altamente favorável pra você.

A menos que o seu deck resolva te trollar, você não vai ter problemas pra fazer 2x0 em menos de 5 minutos. A melhor criatura é Iona, mas quase qualquer coisa que você reanimar costuma resolver.

Iona, Griselbrand, Sphinx of the Steel Wind, Empyrial Archangel, todas essas quatro criaturas dão GG no deck.

Se o cara não tiver criaturas na mesa, escolha Iona e o jogo acaba na hora. Se ele tiver criaturas, faça as contas se elas te matam antes da sua Iona matar ele. Se a resposta for não, puxe Iona. Se a resposta for sim, e você tiver uma Sphinx of the Steel Wind, pode chamar que é GG na hora também. Por mais que ele vomite dano em você, a Vigilance da Sphinx te dá um Lifelink de 12 (6 quando você bate e 6 se ele te bater com alguma coisa) e ele não dá conta de rushar isso.

No Entomb você não escolhe Griselbrand, mas se ele vier no Estudo Cuidadoso, somente bata, não use a habilidade. O lifelink por si só já ganha a partida. Se você abaixar muito a sua vida ele pode te matar.

Até um Empyrial Archangel costuma dar GG nesse deck.

No pós-side, vários Burns que eu já vi costumam usar Fada Macabra, então é uma boa você subir Pithing Needle e nomear essa carta. Se estiver usando a build que usa Stifle, não precisa.

No mais, aproveite o bye, porque você só vai perder de Burn se estiver em um dia MUITO ruim.

5.2) Miracles

Melhor criatura: Inkwell Leviathan ou Keranos, God of Storms

Aqui você tem que ter bastante atenção e não há muito espaço para erros. Um único vacilo pode te custar o jogo, mas isso vale pra ele também. As builds UW não usam Wasteland e você pode jogar seus terrenos tranquilo, nesse match pelo menos essa preocupação você não tem. Já as builds UW-R usam Blood Moon no side e carregam Pyroblast/REB main deck, então fique esperto.

Nos dias de hoje você quase nunca vai pegar as builds de Miracles que usam aquele combo de RIP + Energy Field porque hoje eles querem usar Dig Through Time e Snapcaster, e precisam de um cemitério cheio pra isso. Mas, se por algum acaso você enfrentar um e ele colocar o combo na mesa, espere até o seu turno e tente resolver um bounce no RIP, e em seguida jogue um descarte. Assim, mesmo que ele anule o descarte, a anulação dele vai pro cemitério quando resolver e ele vai ter que sacrificar o Energy Field.

O match é favorável pra ele, mas isso não quer dizer que não dê pra você ganhar. Ele vai fazer de tudo pra resolver um countertop (Tampo + Counterbalance) o quanto antes, porque isso por si só ganha sozinho de Reanimator. Lembra de quando eu falei que você deve poupar seus counters pra proteger seu combo e só os usá-los defensivamente se for algo que realmente exija isso? Pois é, agora é hora de se lembrar disso: não deixe o Counterbalance resolver de jeito nenhum. Mas vai ser difícil mesmo, porque nesse match a counterwar tende a ser dele. Se resolver, avalie as possibilidades, se você acha que consegue jogar algum boi-de-piranha (uma isca) pra tentar resolver alguma coisa, pode até tentar, mas nesses casos 9 em cada 10 vezes é melhor conceder pra poupar tempo e desgaste de neurônios e tentar empatar/virar no próximo game.

Sua melhor chance de vitória aqui é o Inkwell. Todas as outras criaturas, ou tomam Plowshares, ou tomam Karakas, ou tomam Jace. Se você estiver usando a build com Wasteland e tirar a Karakas, a coisa muda de figura e um Griselbrand pode ser a boa, mas se estiver com a build que usa Raze, dificilmente vai conseguir resolvê-la e mesmo Griselbrand não vai ficar na mesa por tempo bastante pra finalizar, mas é bem vindo reanimá-lo caso ele venha num Estudo/Faithless, para que com os draws que ele te proporciona você possa combar para a criatura certa. Se for via Entomb, pegue o Inkwell direto, e caso compre outro Entomb no decorrer da partida, não o use para uma 2° criatura, segure-o, pois se resolver um Terminus, use-o para puxar o Inkwell de volta. O peixão é a criatura que mais tem chance de permanecer na mesa e bater 3 vezes pra ganhar o jogo, uma vez que ignora Karakas, Jace, Plowshares e só pode ser tirado por Terminus ou Council\'s Judgment. Fora que ele bate sem direito a bloqueio por causa da Islandwalk, é 7 direto no nariz. A sua tarefa é tentar não deixar que essas duas remoções resolvam de jeito nenhum, se conseguir isso você ganha.

Keranos também pode ser a boa. Ele é perfeito porque conta como criatura em todas as zonas do jogo menos na mesa, que é justamente onde você quer que ele não seja criatura, pra não tomar Plowshares, Karakas, nem Jace. Mas ele pode ser tutorado e reanimado normalmente. O deus trovão escapa até de Terminus, além de te tirar pouca vida no Reanimate (somente 5) e só pode ser removido por Council\'s Judgment. Teve uma vez num campeonato que eu estava com o jogo quase perdido e virei por causa dele.

Uma dica valiosa que muita gente não se liga, quando tiver Inkwell no campo, se o cara tiver Tampo na mesa, não perca tempo batendo no Jace, bate direto na fuça. Mas se ele tiver Jace e não tiver Tampo, mate o Jace primeiro.

A razão disso? As brainstorms do Jace. Só que se o cara tiver Tampo, ele já vai ter acesso às 3 do topo de qualquer jeito, e como o Inkwell ignora o -2 do Jace, não precisa perder tempo batendo nele.

Aí você pode argumentar \"mas o Jace pode armar um milagre que esteja na mão do cara\". Sim pode, mas o deck tem 4 Terminus, então mesmo se você tirar o Jace o cara pode armar outro direto do deck com o Tampo, ou mesmo com uma Brainstorm da mão. Como o deck tem 4, acredite, ele vai achar. Ou seja, o cara pode armar um Terminus sem depender do Jace pra isso.

Portanto você só bate no Jace em duas situações:

- Quando o cara estiver sem Tampo;
- Se o Jace estiver quase dando ultimate.

No mais, enfia 7 na fuça sem remorso e reze, reze muito para que não resolva um Terminus.

Até porque, você também pode tentar recorrer ao Burning Wish para tentar se livrar do Jace via Dreadbore sem ter que perder 1 turno atacando o planinauta ao invés do jogador (isso dá +1 turno de vida pra ele e isso pode fazer diferença entre ganhar ou perder).

No pós-side, ajuda muito subir Agulha Medular, que pode pegar Tampo, Karakas, Jace... Também é válido colocar Echoing Truth, se tiver, pois pode tirar um Rest in Peace pra você combar, ou tirar todas as fichas do Mentor/Entreat... No caso do Mentor você pode usar Burning Wish pra Massacre e tirar todas as fichas. Caso você tenha Show and Tell no side, se tiver pelo menos 2, rola colocar um pra dentro no lugar de um Reanimate/Exume e deixar o outro no side mesmo, pra pegar com Burning Wish. Se tiver mais que 2, deixe 1 no side e suba todos os outros.

Ele por sua vez deve subir Blood Moon, mais REBs e counters do side, Rest in Peace, Council\'s Judgment e provavelmente Meddling Mage. Use o Burning Wish pra abusar de Massacre/Piroclasma e lembre-se que cartas como Meddling Mage, Snapcaster, Vendilion, tudo isso morre pra 2 de dano e PODE SER REANIMADO POR VOCÊ usando um Reanimate. Além de te ajudar no clock, você ainda pode usufruir das habilidades deles e o custo na vida é muito baixo (2 - 3).

No mais, o match é difícil mesmo, mas exatamente por isso jogue tranquilo porque a pressão aqui, a obrigação de ganhar, é toda dele. E se você ganhar, parabéns e pode comemorar muito e tirar onda, porque você matou o leão do dia!

5.3) Storm

Melhor criatura: Iona, Shield of Emeria

O match é favorável pra você, mas a vantagem não é tão alta a ponto de você ser arrogante e jogar de qualquer jeito. Digamos que seja 60 ~ 40 pra você, mas existem alguns cuidados que você tem que ter pra não ser surpreendido.

Você pode pegar três tipos de storm: TES, ANT e Doomsday. Nos três casos, Iona pra preto resolve. Sem preto ele não joga Ritual, não joga Ad Nauseam, não joga Tendrils, não joga Doomsday, não joga Infernal Tutor, nem descartes, e sem essas cartas ele não ganha. Quase sempre o cara concede quando Iona entra pra preto. Nas vezes em que ele não fizer isso, é porque das duas uma:

1) Ele usa Burning Wish
2) Ele tem algum bounce azul

Os storms que usam Burning Wish podem ter uma Silent Departure no side. Se a Iona já estiver na mesa lockando preto, anule o Burning Wish e o game é seu. Não deixe resolver o Wish pra anular o que ele vai pegar, porque os sides do storm variam muito, vai que ele pega algo que te surpreende. Se você já sabe que a única chance dele ganhar é com o desejo, já corte o mal pela raiz e anule-o de uma vez. Não corra risco à toa, não dê sorte pro azar. As únicas vezes em que você deixa um desejo de alguém resolver pra anular o que ele vai pegar (e fazê-lo gastar mana à toa) é quando você tem CERTEZA ABSOLUTA do que ele vai pegar ou de que vai poder dar conta de qualquer coisa que ele pegar.

Já os que não usam desejo costumam ter algum bounce instant no side, geralmente Chain of Vapor, que eles podem usar pra "combar" com Lotus Petal ou LED, mas que em matchs como Reanimator eles vão subir no jogo 2 principalmente por causa de Iona. Por isso, contra essas versões que não usam Burning Wish, se você estiver sem counters na mão, chame Griselbrand, se tiver só FoW na mão também chame Griselbrand, pois pode tomar Terapia nelas e bounce depois. Acredite, TODOS, eu disse TODOS os jogadores de Storm vão nomear FoW numa Terapia da Cabala que não tenha sido precedida de uma Gitaxian Probe. Já se você tiver vários counters diferentes na mão, pode chamar Iona pra preto e já era.

No pós-side o hate mais comum que um storm costuma subir além do bounce é Surgical mesmo. Raras vezes eu já joguei contra caras que vieram de Tormod’s Crypt, mas quase sempre vai ser Surgical mesmo. Você pode subir as needles se quiser, mas se ele não tiver Tormod, vai ser carta morta. Por isso, o que eu fazia era não subir as needles no jogo 2, se por um acaso ele viesse de cripta e ganhasse, no jogo 3 eu subia as needles.

5.4) Dredge

Melhor criatura: Elesh Norn, Grand Cenobite

Esse match também é levemente favorável pra você, mas novamente, não seja arrogante e relaxe demais. Existem dois tipos de dredge: o normal (com terrenos) e o manaless (que não usa terrenos). A maneira de jogar contra ambos é parecida, mas existem algumas diferenças na estratégia dos dois decks.

O dredge normal (com terrenos) vai usar os mesmos enablers que você: Careful Study e Faithless Looting têm uma sinergia absurda com a mecânica de escavação e uma única spell dessas pode ser suficiente pra colocar meio grimório do cara no cemitério. Por isso, sempre que possível, ANULE essas mágicas, isso atrasa ele tempo suficiente pra você combar e matar ele. Acredite, você não vai poder anular mais nada dele, as escavações não são spells, e se ele encher muito o cemitério, ele joga as 4 Terapias do deck em você, te tira tudo e te mata, puro latrocínio mesmo. A melhor criatura pra você reanimar aqui é Elesh, pra que nada dele fique vivo (tokens de zumbi, moebas e também o perigosíssimo Flayer). Se for no começo do jogo, quando o cemitério dele ainda estiver vazio, Iona pra preto também trava ele legal. Griselbrand não faz muita coisa aqui, então se vier ele, use-o para dar draws e combar de novo para a criatura correta.

Alguns dredges também usam bombas iguais às suas, que eles reanimam com Dread Return. Muitos usam Griselbrand e já vi alguns usarem também Elesh e/ou Iona. Até Blazing Archon eu já vi. Aproveite-se disso, lembre-se que você pode usar seu Reanimate e pegá-los pra você.

Os dredges com terrenos costumam ter anti-hates como Nature’s Claim no side, naturalmente eles usam isso contra hates de grave e essas cartas não te afetam. Ele poderia até jogar isso no seu Animate Dead, mas eles não vão (ou pelo menos a maioria não vai) subir essa carta contra Reanimator só por causa disso porque é uma carta condicional demais, eles costumam subir algum hate específico mesmo, tipo Tormod ou Fada Macabra, mas alguns podem ter Chain of Vapor e jogar na sua Elesh, então contra essa versão de dredge eu não costumo tirar os counters na hora do side, pois nunca se sabe o que ele pode subir.

Os dredges manaless jogam de forma parecida com os normais, a estratégia é a mesma. Porém eles não usam as spells enablers e sempre te deixam começar o jogo pra terem 1 carta a mais no turno deles e descartarem. Lembra daquela dica de tentar descobrir do que o oponente está jogando de acordo com a abertura dele? Pois é, o manaless dredge é o único deck na face da Terra que vai te deixar começar o jogo sempre, mesmo que ele ganhe no dado. Então quando ele falar "você começa", já saiba que está jogando contra Manaless Dredge. E como quem começa é decidido antes das mãos serem compradas, aproveite isso pra keepar somente mãos que estejam jogáveis contra esse deck.

Pode parecer uma tremenda desvantagem deixar o cara começar sempre, mas não se engane, esse tipo de dredge é muito mais perigoso do que o seu irmão com terrenos. Ele deixa o cara começar sim, porém as escavações são muito mais produtivas. Um dredge normal pode ativar escavação 4 e tombar 2 terrenos e 2 spells e nenhuma carta com dredge, sendo forçado a passar o turno. O Manaless, por sua vez, é mais consistente nesse sentido e sempre vai tombar alguma carta produtiva e encher o grave rapidamente. Por conta disso eles combam muito mais rápido do que seus irmãos com terrenos e são muito mais mortais, muitos combam já no 2° turno, então se for o caso muligue agressivamente para que você combe o mais rápido possível. Na hora do side, você pode tirar todos os counters e subir hate grave se tiver, ou mesmo subir o Piroclasma que fica lá pra Burning Wish direto pro deck. Acredite, nesse match você quase nunca vai ter tempo de jogar Burning Wish e ter um próximo turno, então a carta te ajuda mais estando no deck e vindo na sua mão pra limpar um eventual exército de fichas. Da parte dele, o mais provável é que venha Fada Macabra ou Cripta de Tormod mesmo, que são as cartas que ele pode jogar sem ter que pagar custo de mana. Por isso, subir as needles do side também é altamente válido.

5.5) Death and Taxes

Melhor criatura: Sphinx of the Steel Wind

O match é complicado e favorável pra ele, mas assim como o Miracles, isso não quer dizer que não dê pra você ganhar.

O Death and Taxes é o mais puro representante da color pie do Branco: uma criatura sozinha não incomoda tanto, umas duas ou três juntas podem encher o saco, mas várias lado a lado se tornam um puta problema. É meus amigos, a união faz a força.

A maior dificuldade aqui é que não existe uma criatura que escape de todos os locks do deck. O deck tem 3 - 4 Karakas, então não ache que Iona, Elesh Norn ou mesmo Griselbrand irão resolver a sua vida. Mesmo que você esteja usando a build com Wasteland, você tira uma Karakas ele baixa outra, e se estiver usando a build com Raze, o máximo que vai conseguir tirar é uma. É válido deixar a Elesh no cemitério mesmo quando o cara já tem Karakas na mesa porque na hora do aperto você pode trazer ela e pelo menos limpar a mesa do cara, mas no mais o melhor é tentar ganhar sem usar as criaturas lendárias, pelo menos no jogo 1, quando você não tem acesso a Pithing Needle. Claro, se vier um Griselbrand no Estudo Cuidadoso, e você não tiver outro alvo, traga ele pro campo lógico, mas mais cedo ou mais tarde ele vai tomar Karakas, no entanto se ele conseguir atacar pelo menos uma vez, a sua vida já vai ficar muito mais fácil.

A criatura que melhor se sai nesse match é a Sphinx. Uma vez na mesa, ela anula completamente o D&T, é impossível o cara ganhar de você enquanto ela permanecer na mesa. Mas você tem que ter o counter pra Plowshares. Se tiver, já era, o game é seu.

Empyrial Archangel também costuma ajudar bastante se for no começo do jogo, e com ela você não precisa se preocupar quanto a Plowshares nem Karakas. O problema é que o D&T junta criaturas muito rápido e logo é capaz de causar 8 pontos de dano pra tirar ela, e qualquer criatura voadora junto com Madre pode bloqueá-la facilmente e impedi-la de causar dano nele. Alguns D&Ts também usam Celestial Flare ou Council’s Judgment no side que eles usam pra lidar principalmente com Emrakul, mas que também costumam subir contra Reanimator porque eles sabem que alguns jogadores escolhem reanimar o Inkwell Leviathan justamente por causa do manto e do atropelar, que faz passar por cima da proteção da Madre. O problema do Inkwell é que ele é facilmente rushado pela Batterskull, você bate 7, ele bate 4 e ganha 4 de vida, ou seja, você só bateu 3 e tomou 4. Você perde a corrida.

E enquanto você tenta encaixar a criatura certa, ele tá te lockando com Maria do Bairro, com Spirit, com Containment Priest, atacando a sua base de mana com Wasteland e Porto de Rishada e te enchendo de porrada com Brimaz e Batterskull, isso se não tiver alguma criatura também carregando uma espada ou Jitte. Por isso o match é tão complicado, mas dá pra ganhar com muito treino, fazendo as escolhas certas e com um pouco de sorte também.

As builds atuais estão usando o cavalo da Maria do Bairro, o que pode transformar a sua vida num inferno pois como ele não é lendário você pode ser obrigado a lidar com várias "Thalias" na mesa, o que pode ser a mesma coisa de ter uma Iona contra você, já que você não consegue jogar nada.

Por isso, use seu Burning Wish para abusar de Massacre, a carta brilha nesse match.

No pós-side a coisa muda um pouco de figura. Você pode usar a Pithing Needle pra travar a Karakas e trazer suas lendárias mais overpowers pro campo, leia-se Griselbrand e Elesh Norn. Apesar de ser um deck mono-white, não estranhe se ele não conseguir tirar sua needle. Acreditem, por mais absurdo que possa parecer, eu já presenciei D&T tomar GG pra Pavor da Noite porque não tinha UMA única remoção de encantamento nas 75 cartas do deck. Eu acho o cúmulo do ridículo, o Branco é a cor no Magic que mais lida com encantamento, o cara tem um deck TODO branco e perde pra encantamento. Uma pessoa dessas tem que jogar o seu deck no fogo. É pra zoar mesmo. Eu já joguei contra D&T que não tinha como tirar minha Needle. E acreditem, vocês irão enfrentar vários D&Ts assim, portanto aproveitem isso.

5.6) Infect

Melhor criatura: Elesh Norn, Grand Cenobite

Aqui nós temos duas situações distintas: uma em que o match é favorável pra você e outra não. Mas nos dois casos, Elesh rula.

Isso porque existem duas versões desse deck: uma mono-green e outra UG.

A UG é a favorável pra você. O deck é lento, não finaliza rápido, e a counterwar tende a ser sua. Sua tarefa se resume em trazer a Elesh, se conseguir, nunca mais ele volta, o jogo é seu. Iona pra verde também coloca ele com um pé na cova, porque todas as spells de inflar as criaturas do deck são verdes, e a única criatura azul e os terrenos só colocam 1 marcador por turno. Sendo assim, tendo a certeza de que você só leva 1 por turno, pode virar sua criatura e atacar sem medo de morrer na volta. Se quiser garantir mesmo, use o Burning Wish pra pegar o Piroclasma do side e fique com ele na mão caso o cara consiga encher a mesa.

A Sphinx também brilha aqui. ProGreen + Vigilance + First Strike + Fly faz com que nenhuma criatura do Infect te acerte ou coloque marcadores na sua criatura, enquanto você se mantém ofensivo e batendo.

Se você tiver um Blazing Archon, pode trazer que é GG também.

No pós-side a sua estratégia é a mesma, você só vai ter que se preocupar em anular os bounces e travar os hates dele. Suba as needles pra eventuais Tormod ou Relic, se ele não vier com isso, jogue as agulhas nos terrenos dele que viram criaturas. E use os counters pra anular os bounces ou possíveis Surgicals.

Já o Infect mono-green é cabuloso. O deck faz turno 1 bicho, turno 2 te mata, e com overkill ainda. Já tomei 13 - 15 marcadores de uma vez, muito mais que os 10 necessários. Muligue agressivamente pra combar pra Elesh Norn ou Blazing Archon, ou você vai perder.

No pós-side a estratégia e as cartas que ele pode subir são as mesmas que a versão UG, com exceção dos bounces azuis, é claro. Felizmente praticamente ninguém joga mais de Infect MonoGreen, geral resolveu adotar a modinha UG e isso facilita a nossa vida.

5.7) RUG (Canadian)

Melhor criatura: Sphinx of the Steel Wind

Match de muito atrito. O Canadian Treshold, ou simplesmente o RUG, é um deck extremamente consistente, leve e rápido. Ele te coloca um clock muito rápido, é pressão o tempo todo, e as counterwars tendem a ser dele. A meu ver, o match é favorável pra ele. Dá pra ganhar dá, eu já ganhei, mas já perdi muito mais. Tem que tirar leite de pedra.

Um piloto de RUG Delver que sabe o que faz com o deck é uma das maiores picas que se pode enfrentar numa mesa de Magic. Prova disso é o David Oliveira que foi campeão Nacional com o deck em 2014, tendo antes estuprado muita gente nos LQs que jogou. Se eu não me engano eu já vi ele comentando aqui na Liga no tópico do RUG.

Lembram da regrinha de adivinhar o deck do oponente no começo? Pois é, fique esperto se o cara abrir de Scalding-vai ou Misty-vai. Há boas chances de ser um RUG só esperando você baixar e estourar inocentemente uma fetch pra ele estourar a dele em resposta e meter uma Stifle. Procure estourar a sua fetch em resposta a ele estourar a dele, esperar ele estar virado e só arrisque estourar no seco se estiver em condições de disputar counterwar ou estiver sendo extremamente pressionado (porque aí também não dá, tomando Delver/Goyf + Bolt todo turno, ou você tenta jogar ou vira saco de pancada).

Se você conseguir colocar uma Sphinx na mesa, acabou, o jogo é seu. É a única criatura aqui com a qual ele realmente não tem como lidar. A combinação de habilidades dela anula completamente o RUG, a carta parece até que foi feita pra parar o deck. O problema é conseguir fazer isso, só jogando contra o deck mesmo pra vocês sentirem o terror que é, é muito counter, bolt na sua cara e porrada ao mesmo tempo. Nem terreno você pode buscar sossegado, sob risco de tomar uma Stifle e se conseguir buscar, tomar uma Wasteland.

Griselbrand não é garantia de vitória aqui, mesmo o deck dele não tendo Karakas ou Plowshares. Seria cômico se não fosse trágico, mas o deck dele é capaz de dar mais dano por rodada do que o seu, e ele pode te matar apesar do lifelink do capetão. Ele só não faz isso com a Sphinx porque ela tem Vigilância. Ativar o draw 7 aqui só vai ajudar ele a te matar, tomando Bolt em resposta ou Stifle na habilidade. Ainda assim, mesmo se conseguir comprar 7, você provavelmente morre na volta.

Griselbrand até tem uma chance de ganhar o jogo caso seja reanimado exatamente no turno 2, mas contra esse deck é muito difícil você conseguir isso.

No pós-side ele vai vir de Tormod ou Surgical, já que ele não pode usar Relic porque ele tambem precisa do cemitério dele, devido ao Goyf e Mangusto.

Se você tiver hate grave no side, e for Cripta de Tormod, pode subir, isso ajuda a enfraquecer justamente os Goyfs e os Mangustos dele. Pode subir no lugar dos Burning Wishs, nesse match você não vai ter tempo de usá-los. Se tiver Flusterstorm no side, pode subir também porque ajuda na counterwar.

5.8) UWR (Patriot)

Melhor criatura: Griselbrand

Este é o primo do RUG, que troca o Verde pelo Branco. Ele não é tão rápido quanto seu primo canadense, e a maioria das builds NÃO usa Stifle, embora uma ou outra até use, mas no geral você vai poder pegar seus terrenos sossegado.

Mas não é por isso que esse deck se torna menos perigoso. Assim como o RUG, é também um páreo duro. Ele compensa essa agressividade menor no começo do jogo com mais resiliência no deck, usufruindo de Plowshares, Lady Gagga, TNN, Geist, Mentor, além dos já conhecidos Delvers, Bolts, free-counters na forma de FoW e soft counters como Daze e Spell Pierce. Também é possível ver Flusterstorm mas essa quase sempre fica no side dele, junto com outras armas igualmente poderosas como Wear/Tear e, como ele não é dependente do cemitério como o RUG, pode usar o melhor hate de cemitério já feito até hoje: Rest in Peace. Então já deu pra perceber que você também não vai ter vida fácil aqui, né.

No entanto a build grixis do Reanimator tem grande vantagem nesse match com relação à UB. Você pode usar seu Burning Wish para buscar Massacre e jogá-lo de graça, podendo assim limpar a mesa dele e proteger seus pontos de vida de um Geist ou TNN nervosos, ou mesmo uma Stoneforge enjoada que vai colocar uma Batterskull na mesa no próximo turno... Quando o oponente faz uma Stoneforge e busca a Batterskull, não se importe de jogar o Massacre mesmo que seja pra tirar só ela, pois isso atrasa ele infinito, é a mesma coisa de dar um Timewalk nele, pois ele perdeu o turno à toa buscando o equipamento, já que sem a Stoneforge não vai poder baixar tão cedo...

O reanimator UB só consegue lidar com essas criaturas usando Elesh Norn, mas ela toma Plow. Já a grixis pode combar direto pra Griselbrand e confiar a tarefa de lidar com as criaturas ao Burning Wish, assim evitando ou pelo menos diminuindo drasticamente o risco de tomar uma remoção.

O capetão é a criatura ideal para ser chamada aqui. Nesse match não existe uma criatura realmente invulnerável às remoções dele, já que Sphinx e Elesh, embora ganhem o jogo se ficarem na mesa, correm o risco de levar Plow. Griselbrand também, porém a possibilidade de responder comprando 7 cartas diminui radicalmente as chances de uma remoção nele ser bem sucedida, e se for, esses draws provavelmente te possibilitarão combar de novo – para outro Griselbrand e a história se repete. Fora o lifelink de 7 por turno, que geralmente dá conta de te proteger dos atacantes dele mesmo você tendo que virar o Griselbrand pra atacar.

Você pode também trazer pro campo um Inkwell, que realmente não toma nada e bate 7 sem direito a block. Mas só faça isso se tiver muito seguro de que vai conseguir resolver um Burning Wish pra Massacre por cima dos counters dele, do contrário ele pode ganhar a corrida de você usando as criaturas dele + burns da mão. Fora que um Batterskull anula completamente o leviathan.

Uma Empyrial Archangel não chega a ser ruim, você pode até subir se tiver ela no side pro caso de ser obrigado a reanimar o que vier no Study/Faithless, mas ela não vai ganhar o jogo pra você, no máximo segurar por alguns turnos. Mais cedo ou mais tarde ele vai ser capaz de causar 8+ pontos de dano, com ajuda de burns. Fora que ela também pode ser bloqueada pelos Delvers e te atrasar tempo suficiente para que ele coloque uma Batterskull na mesa e vire o jogo.

No pós-side a coisa pode ficar mais complicada por causa de Rest in Peace. Hoje em dia, se for um jogador que usa Dig, ele pode até vir com outro hate, o mais provável é que seja Surgical. Mas acho difícil, O RiP costuma ser o ideal pra esse deck, acho mais fácil eles abrirem mão de Dig do que de RiP. No entanto, esteja preparado para os dois. Deixe 1 Show and Tell no side acessível a Burning Wish e suba todos os outros que tiver para o deck. Também suba bounces se tiver, pro caso de vir RiP. Se for Surgical você vai ter que confiar nos counters mesmo (ou na Terapia da Cabala se você estiver muito desconfiado que o cara esteja segurando uma na mão).

No mais, jogue com bastante atenção, mas eu não considero badmatch, acho 50 ~ 50. Se fosse pro reanimator UB eu consideraria favorável pra ele, tipo uns 40 ~ 60. Mas graças ao Burning Wish dá pra deixar as coisas um pouco mais justas.

5.9) BUG

Melhor criatura: Griselbrand

Aqui é outro caso onde podemos encontrar duas versões desse deck: o BUG Shardless e o BUG Control que é a mesma coisa de BUG Delver.

E assim como acontece com o Infect, uma das versões você geralmente vai espancar, mas a outra é casca grossa.

A versão Shardless é a mais fraquinha. Não que o deck seja uma bosta, mas a vantagem do Reanimator aqui é muito grande. O deck é um amontoado das melhores cartas dessas três cores UGB com custos de mana de 0 a 2, e algumas poucas de custo 3, para que ao resolver um Shardless Agent, carta que dá nome do deck, ele possa jogar uma segunda mágica do deck de graça, o que quase sempre é uma Ancestral Vision comprando 3 cartas, um Decay em alguma coisa sua, um descarte qualquer em você ou simplesmente dropando um Goyf na mesa. Essa é a estratégia que o deck usa para ganhar vantagem no começo do jogo, para depois do turno 3 começar a resolver spells mais complexas como Liliana ou mesmo um Jace, e partir para a ofensiva total dando um lock no oponente. Normalmente ele vai começar o jogo suspendendo uma Ancestral Vision ou te dando um descarte qualquer, no segundo turno fazer um Goyf ou jogar um Decay em algo seu, pra no terceiro tentar resolver o Agente. O deck também usa counters, geralmente Pierce, Daze e FoW. No side pode haver Flusterstorm.

Acontece que o Reanimator é muito mais rápido que essa estratégia dele. Quase sempre você comba antes dele resolver o agente dele. Griselbrand geralmente é win, o lifelink dá conta de te proteger dos ataques dele mesmo tendo que virar pra bater, e a possibilidade de comprar 7 em resposta a qualquer coisa potencializa muito a chance de você impedir qualquer esboço de reação dele. Esse esboço de reação quase sempre é tentar resolver uma Liliana ou Jace.

Iona também ajuda muito, mas só se for no começo do jogo. Mesmo que você coloque para preto pra impedir a Liliana de entrar, não adianta colocar Iona quando o oponente já tiver 2 Goyfs na mesa, você vai perder a corrida pela vida. Se ela for dada pra verde, você já mata metade do deck dele, ele não faz Goyf, não faz Decay, não faz Agente, e você pode bater sossegado. Mas vai ter que conseguir anular a Liliana. Se preferir e a mesa dele ainda estiver vazia, também pode dar pra azul, isso o impede de jogar anulações e aí você tem a garantia de conseguir anular qualquer coisa mais perigosa que ele faça. Mas também não adianta nomear azul quando ele já tiver criaturas pra te bater, se tiver uma só até vai, porque você bate 7 e ele uns 4 - 5, mas duas ele já te rusha.

Caso ele traga algum Baleful Strix pra festinha, e essa porra enche o saco mesmo, um Inkwell Leviathan também funciona bem, por causa da travessia, mas igualmente se for no começo do jogo. Se ele entrar cedo, ele bate 7 e o cara não consegue ganhar de você na corrida, mesmo te batendo com 2 Goyfs (ele vai ter que desenjoar os dois e até lá o peixão já deu 3 tapas). Mas já no meio do jogo, com a mesa do oponente cheia, o peixe já não garante o jogo sozinho. Aí o jeito é usar a primeira criatura pra segurar o jogo e tentar combar uma segunda vez pra Elesh Norn ou Ashen Rider. Tira a coruja da reta e bate (não esqueça que se for com Elesh, você passa a bater 9 e não 7). Ou use o Burning Wish pra Piroclasma, mas nesse caso a alternativa de combar de novo é mais rápida. Poupe o Burning Wish pro caso de algum planinauta entrar e você possa recorrer a Dreadbore.

No pós-side, o grave hate que você deve enfrentar em 99% dos casos é Cripta. Ele não pode usar Relic porque também precisa do cemitério dele (Goyf), e se usar Surgical pode ser forçado a usá-la num momento inoportuno, por causa do Agente. Já a Cripta mesmo se vier na cascata ele dropa na mesa e usa quando quiser. Sendo assim, suba todas as needles que tiver, pois além da própria Cripta também são úteis contra os planinaultas. Também use o Burning Wish para recorrer a Shattering Spree para tirar a Cripta caso as needles não venham ou demorem a vir ou mesmo pra tirar possíveis needles dele no seu Griselbrand.

Já a versão control ou Delver do deck é um pouco mais complicada de lidar. Além dos próprios Delvers e Goyfs, o deck usa mais cantrips, a exemplo de Ponder, conta também com Liliana, e TNN também pode aparecer. Não é raro esse deck usar Flusterstorm de main deck, além do pack clássico FoW + Daze + Pierce. Algumas listas desse deck podem usar Stifle. Já deu pra perceber porque o deck leva control no nome.

A melhor criatura pra reanimar aqui continua sendo Griselbrand, a questão é que esse deck é muito mais eficaz em te impedir de jogar. Elesh Norn aqui ajuda pra caralho, porque tira os Delvers e TNNs, e embora ela não feche o jogo sozinha por causa dos Goyfs, já dá uma boa desacelerada nele e te dá um tempo precioso para que se recupere. Mas mesmo Griselbrand na mesa pode não significar vitória se você não tiver muita cautela, lembre-se que um Delver + um Goyf ou 2 Goyfs já batem os mesmos 7 que o seu Grisel, e se uma terceira criatura entrar você já passa a perder a corrida. Se for uma lista que usa Stifle, até ativar a habilidade do Griselbrand pode ser perigoso. Você pode tentar colocar uma Sphinx, essa sim ganha o jogo sozinha MAS você não pode deixar a Liliana resolver.

No pós-side a estratégia é a mesma. O grave hate dele pode ser Tormod ou Surgical, geralmente Surgical porque o seu cemitério também alimenta o Goyf dele, e como ele não usa Shardless Agent, não precisa se preocupar em ser forçado a jogar a carta quando não quiser. Mas não deixe de subir as needles pois elas continuam sendo úteis contra os planinautas.

5.10) Sneak and Show

Melhor criatura: Tidespout Tyrant

O match é favorável pra você porque o seu deck é mais rápido e mais consistente que o dele, mas é preciso tomar alguns cuidados. Esse deck mata trazendo bombas pro campo, assim como o seu. Porém aqui essas bombas não vêm do cemitério, e sim via Show and Tell e Sneak Attack. Em 99% dos casos elas se resumem a Emrakul e Griselbrand, ocasionalmente pode aparecer um Ashen Rider e em raríssimos casos já vi usarem esse vorme.

Por isso, a forma mais certeira de vencer é trazendo pro campo o seu gênio. Uma vez na mesa, o Sneak&Show não tem como tirá-lo, então basta você jogar qualquer mágica antes da pre-combat para não deixar Grisel e Emrakul atacarem e durante o seu turno utilize os feitiços para subir até os terrenos pra mão dele. Mire primeiro nas fontes de mana vermelha, assim mesmo que ele baixe um Sneak Attack via Show and Tell (muitos fazem isso) ele não vai ter como ativar a habilidade.

Se acontecer do gênio vir na sua mão e você não tiver como descartá-lo, mas tiver um Entomb, use-o para chamar Iona e nomeie vermelho. Assim você trava o Sneak Attack e força ele a combar de Show and Tell, aí é só colocar o gênio da sua mão no campo e ganhar o jogo.

Já uma Iona que venha em um Study/Faithless pode entrar nomeando azul, assim ele não pode jogar Show and Tell nem as anulações, e quando ele jogar o Sneak Attack você anula e ganha batendo 7 por turno com a Iona.

Griselbrand também é muito bem vindo caso seja descartado da mão, ele te coloca em extrema vantagem mas não é impossível de ser contornado. A criatura com a qual o Sneak&Show realmente não tem como lidar é o gênio.

Se você estiver usando uma build que usa seize, você pode tirar o Griselbrand do adversário e pegá-lo pra você com seu Reanimate. Já ganhei muitos jogos assim. Aprenda a enxergar esse tipo de jogada.

No pós-side, suba todas as agulhas que tiver e tão logo seja possível as faça para Sneak Attack. Também é possível nomear Griselbrand com elas, embora também te afete isso prejudica muito mais ele do que você, que consegue ganhar facilmente com outras criaturas como já expliquei mais acima.

Da parte dele, o hate mais provável que ele suba é Jaula, embora também não se descarte a possibilidade de uma Tormod ou Surgical. Portanto além das needles você vai precisar dos bounces que tiver no side, também pode usar seu Burning Wish para recorrer a Shattering Spree e procure poupar seus counters só para o que realmente interfira no seu jogo.

Se você jogar direitinho, provavelmente irá ganhar sem maiores problemas.

5.11) Omnitell

Melhor criatura: Iona, Shield of Emeria

Esse é o deck com qual jogo IRL atualmente, e eu o conheço tão bem quanto o Reanimator. A minha lista é bem peculiar e Reanimator não chega a ser um problema, mas contra as demais listas que a gente vê na internet o match é favorável pro Reanimator, e é dessas listas que eu vou falar abaixo.

Esse deck tem como plano principal resolver um Snt, que pode colocar em jogo bombas como Emrakul e Onisciência, esta última permitindo que ele faça um verdadeiro storm de sucessivas mágicas até achar o que precisa pra te matar, que pode ser o próprio Emrakul, que, jogado dessa forma, ainda dá um turno extra pra ele, ou mesmo uma mágica que permite a ele ganhar o jogo tacando o deck todo na sua cara. Digo isso porque, uma vez com o deck na mão, isso significa estar com todos os counters do deck na mão, portanto por melhor que a sua mão esteja, não tem como você competir e disputar counterwar contra todo o deck do cara de uma vez. Ou seja, se resolveu a spell de comprar o deck, é win pra ele, pode recolher. Para aqueles casos em que você esteja jogando contra uma pessoa lerda, ou pela primeira vez contra alguém que você nunca viu antes, é válido não recolher, peça pra pessoa fazer o combo e mostrar como ela te mata, às vezes a pessoa erra.

Vocês podem estar rindo disso mas, acreditem, já joguei contra caras de storm que estão cansados de jogar com o deck e mesmo assim ainda combam errado às vezes.

Vou falar primeiro da lista mais popular no momento, a UR. O splash pra vermelho é principalmente pra usar Foresight e ter acesso a um plano B na forma de Piromante, mas o deck aproveita a cor pra também usar algumas outras instants no side como Pyroblasts e alguns bolts, que podem ser tutorados pelo desejo deles. Sim, esse deck, assim como este, também usa Wish, mas o deles é o azul, o Cunning Wish, que pega instants.

Esse deck pode até ter algumas mãos bem explosivas que combam logo no turno 2, mas isso vai ser bem raro. No geral o Reanimator é mais rápido, mas o Omnitell também anula bastante, e como esse deck usa Boseiju, com a ajuda das Sol Lands não é difícil jogar uma FoW no braço inanulável, ou mesmo uma Daze. Se ele estiver cantripando demais (te dando tempo) você pode usar seu Burning Wish pra buscar Overmaster e tentar contornar o Boseiju ou pelo menos tentar atrair a counterwar para ela ao invés da spell que você quer resolver.

Se você estiver usando a build com Wasteland, esse problema do Boseiju vai ser minimizado, mas ainda assim o deck possui muitos counters, tantos ou mais do que você.

Eu já usava esse terreno nas minhas listas desde muito antes de começarem a usar lá fora, não só no Omnitell mas já usei até no UB Reanimator também, meus amigos são prova disso. Sinceramente eu achei até que demorou muito pra alguém lá de fora resolver pensar fora da caixa e perceber que a carta é perfeita pro deck.

A sua estratégia de jogo aqui é tentar trazer a Iona pro seu lado o quanto antes. Lockando azul você impede que ele faça as spells necessárias pra ganhar. A parte vermelha do deck não tem nada que possa destruir a Iona (bolts não matam ela) e ainda que ele faça um piromante as tokens não têm ímpeto e você consegue matar ele antes. E mesmo se for uma lista com pacto preto no side, ele precisa do azul pra fazer Wish e buscar ele e sem o desejo ele também não consegue fazer o plano C que é pegar a Release the Ants do side.

Griselbrand não é má pedida, mas ele não vai conseguir te proteger diante de um Boseiju, ou mesmo sem o terreno o Omnitell pode ser capaz de ganhar a counterwar de você mesmo comprando 14 cartas em resposta. Eu jogando de Omnitell já fiz isso com Reanimator.

Se o Ashen Rider vier na mão, é legal segurá-lo lá, pra na hora do Show and Tell adversário você poder usá-lo como se fosse um O Ring. Se o Show and Tell for pra Onisciência, ele pode acabar combando mesmo assim respondendo a habilidade do Ashen com o desejo, pegando a Release the Ants que também é instant e te matar com a habilidade ainda na pilha. É apelão mesmo, nesses casos só te resta tentar interromper o combo, anulando o Wish por exemplo. Mas nem sempre ele vai ter todas as peças do combo na mão, ele pode colocar a Onisciência e não fazer nada depois, nesse caso o arconte funciona bem. Se o Show and Tell for direto pro Emrakul, ele só vai conseguir se salvar se tiver um Wish pra usar em resposta, pegar uma Stifle/Trickbind e tiver a mana pra usar.

Nesses dois casos um Tyrant também pode ajudar, o Emrakul se esquiva de spells, mas a habilidade pega. Ou pra tirar a Onisciência em resposta à algo. No entanto, se o piloto do Omnitell for bom ele pode conseguir contornar essas criaturas. A única que vai realmente ganhar o jogo pra você no momento em que entra é a Iona.

No pós-side Omnitell não costuma ter grave hate, o mais comum é ter 3 - 4 Leyline e o resto todo ser wishboard. O que pode acontecer é uma dessas ser uma Surgical, mas não é uma coisa que vai partir da mão dele, ele vai ter que dar um Wish antes. O mais provável de acontecer é ele subir somente as leylines pra não tomar descarte (eu faço isso). Dependendo da build, se ele usar Defense Grid, pode ser que suba também.

Da sua parte, vai depender muito de como estiver seu side, mas no geral, se tiver Flustestorm, suba porque ajuda na counterwar (provavelmente ele vai ter 1 no side dele também). Truth também é bem vinda pra tentar tirar a Onisciência em resposta à algo ou mesmo limpar as tokens do Piromante.

Também existe a versão do deck monoblue, que eu particularmente prefiro por achar mais resiliente. Essa versão logicamente não vai ter Piromante como plano B, mas pode ter D Halls, carta tão perigosa quanto Onisciência por permitir que ele possa jogar uma Enter the Infinite ou a própria Onisciência descartando uma simples Preordain ou qualquer outra carta azul do deck. Mas lembre-se de que D Halls vale para todos os jogadores, ou seja, você pode se aproveitar dela também. Você pode, por exemplo, descartar uma cantrip qualquer ou mesmo uma anulação da sua mão e castar um Tyrant ou Inkwell Leviathan por exemplo, ou uma carta preta qualquer e jogar um Griselbrand direto da sua mão. Aprenda a desenvolver essa visão de jogo.

No mais, jogando de Reanimator eu nunca perdi de Omnitell, sempre ganhei e sem maiores problemas, tanto de UB quanto com essa versão UBR. Aproveite que o Reanimator é um dos pouquíssimos decks capazes de fazer uma frente digna a esse deck tão poderoso.

5.12) Maverick

Melhor criatura: Sphinx of the Steel Wind

O match é desfavorável pra você, mas graças a Deus quase ninguém joga de Maverick mais. Claro que dependendo das mudanças que ocorrerem no field esse quadro pode se reverter e o deck pode voltar a ser popular, então nunca é demais ler o manual de primeiros socorros. Você nunca sabe quando pode precisar :P

Assim como o Death and Taxes, o Maverick é um deck baseado em criaturas e que usa algumas poucas noncreature spells como suporte, a exemplo de Plowshares e Green Zenith. A infantaria do deck conta com criaturas de qualidade das cores W e G como Madre, Qasali, Dryad, Noble, Maria do Bairro, Lady Gagga e o temido Relicário.

Basicamente, você tem dois problemas pra lidar aqui: Plowshares e Cavaleiro do Relicário. A primeira já é uma velha conhecida sua e a segunda pode trazer pro campo uma Karakas ou Bojuka em velocidade de instant, e como se isso não bastasse, ele ainda cresce quando faz isso. Não é raro um Relicário ficar maior que o seu Inkwell Leviathan.

Thalia aqui não chega a ser uma dor de cabeça tão grande assim como é no Death and Taxes, mas pode incomodar enquanto você não comba, ainda mais com sua base de mana sendo atacada por wastelands.

Lembre-se de usar o Burning Wish principalmente para Massacre, a carta é uma de suas grandes armas nesse match.

Não há uma criatura que dê GG automático nesse deck, mas a que se sai melhor é a Sphinx. Ela ignora Karakas e anula completamente o Relicário, e mesmo uma Batterskull não faz nada por causa da First Strike, nem vida ela ganha porque morre antes de bater. Enquanto a esfinge estiver na mesa, você não perde. E mesmo ela sendo artefato, o Qasali também não é perigo por causa da ProGreen. O perigo são as Plowshares, único recurso que o deck tem de lidar com ela. Mas como aqui você não vai ser pressionado por descartes, sua chance de conseguir anular é bem alta.

Resumindo, combe pra Sphinx e tenha o counter pra Plowshares, e você ganha.

No pós-side, apesar de usar Branco ele não vai vir de RIP, porque ele precisa do cemitério por causa do Relicário, nem de Relic, pelo mesmo motivo. Então vai ser Jaula ou Tormod ou Surgical. Suba todas as needles que tiver já pensando no Relicário e dependendo do caso até na Stoneforge, também é valido usá-las na Tormod se for o caso, embora a Shatt Spree do side esteja lá justamente para cuidar dela e da Jaula, mas não se iluda achando que uma agulha na Karakas vai te deixar tranquilo para trazer um Griselbrand ou Elesh Norn porque o Qasali não vai deixar sua agulha durar para sempre, e outra coisa, esse deck também costuma carregar K Grip no side. Da Surgical os seus counters têm que dar conta. Em caso de extrema dificuldade para usar o cemitério, use o Burning Wish pro Snt do side.

Existe uma versão alternativa desse deck chamada Dark Maverick, justamente porque possui um splash para Preto e usando a cor para se beneficiar de descartes, Shaman e Decay. Algumas listas podem ter a Megan Fox no elenco. Se você está pensando que essa versão com preto é ainda mais difícil de enfrentar que a GW, você acertou, porque é mesmo. Tenho um amigo que tem esse deck e é realmente muita pica junta. Dá pra ganhar, o Reanimator é um deck capaz de ganhar de qualquer coisa, principalmente usando o Burning Wish pra ter acesso a Massacre e Show and Tell desde o game 1, coisa que a versão UB não faz. Mas é bem difícil mesmo. Felizmente, esse deck praticamente não existe mais. Eu mesmo só conheço esse meu amigo que ainda mantém esse deck.

5.13) Elves

Melhor criatura: Elesh Norn, Grand Cenobite

Outro match favorável pra você. O elfos é um dos decks oldschools que sobrevivem até hoje no Legacy, coisa que por si só já faz dele um baralho respeitável, mas a vantagem do Reanimator é bem considerável. Você tem pelo menos 4 criaturas capazes de darem GG no deck só de entrarem na mesa, além de pelo menos 2 ótimas cartas acessíveis pelo Burning Wish. Mas antes de falarmos delas vamos entender como o elfos joga hoje, pois recentemente o deck ganhou alguns recursos que não tinha antes e que podem virar problemas se o jogador de Reanimator não ficar esperto.

Hoje, praticamente todas as listas competitivas de Elves jogam com splash para Preto. Isso garante acesso a Shaman, Decay e descartes. Você tem duas opções para contornar o shaman: jogar 2 criaturas pro cemitério e castar Exumar, ou usar o Burning Wish para Piroclasma e tirá-lo antes. A primeira opção costuma ser mais rápida e mais eficiente pois, como eu já disse antes, várias criaturas são capazes de ganhar o jogo quando entram, então não importa muito perder uma. A melhor opção é realmente Elesh, ela ganha o jogo por overkill, mas você pode contar também com pelo menos essas: Iona, Blazing Archon, Sphinx e até mesmo um Stormtide Leviathan é capaz de deixar o Elves sem ter o que fazer.

No caso do Griselbrand, use-o para puxar logo outra criatura, uma das que citei acima. Não confie que Grisel pode ganhar o jogo sozinho porque se o cara fizer um Behemot você perde o jogo mesmo tendo o capeta na mesa, não importando o Lifelink. Acredite, é muito dano, e o seu 7/7 vai ser a menor das criaturas no campo. Já vi Elfo de Llanowar ficar 12/12, e detalhe, tudo com Atropelar.

Ele pode trazer essa bomba pro campo usando as zilhões de manas que o deck é capaz de gerar ou via NO. Além desse Behemot, o Elves também usa NO para trazer outras duas bombas pro campo: a Pica das Galáxias e o Capitão Gancho. Mas dessas três, a única realmente perigosa pra você é o Behemot mesmo. Progenitus pode facilmente ser rushada pelo Lifelink do Griselbrand ou da Sphinx e Ruric Thar embora seja muito forte não é capaz de bater de frente contra as criaturas de um Reanimator.

Você também pode usar o Burning Wish para buscar Piroclasma e/ou Perish no seu side e deixar a vida do Elves ainda mais difícil.

No pós-side a maioria dos jogadores de elfos vai vir de Surgical, mas também já enfrentei caras que vieram de Leyline. A primeira você contorna com counters ou descartes e a segunda com bounces ou via Snt.

No geral eu sempre dei cacete nesse deck, com exceção de um cara do qual perdi uma vez porque ele estava extremamente virado pra lua: game 1 eu coloco Elesh turno 2 e ganho, game 2 o cara muliga a 6 e acha 2 Surgicals, eu anulo uma tomo a outra e perco, game 3 o cara muliga a 5 e faz a mesma coisa, acha 2 Surgicals, e eu faço a mesma coisa, anulo uma tomo a outra e perco. Com exceção dessas situações onde o cara parece que tem todos os santos do lado dele, o normal é que você passe desse match sem maiores dificuldades.

Já vi Reid Duke ganhar de Reanimator na final da SCG jogando de Elfos, mas era Reid Duke né, acho que o cara sentiu a pressão de estar jogando contra ele e fez umas jogadas meio tortas. O mais legal desse dia, é que antes da partida começar o narrador da SCG tava rindo da cara do Duke, mencionando Iona, Elesh Norn, falando como se o Duke fosse ser fumado, aí ele vai lá e ganha o badmatch de 2x0 ainda. Existem pessoas, meus amigos, que você simplesmente respeita e ponto final.

5.14) Goblins

Melhor criatura: Sphinx of the Steel Wind

Assim como o Elves, o gobbos é outro deck oldschool que joga no formato até hoje. É um baralho muito rápido, capaz de causar muito dano em pouco tempo, mas ainda assim o match é favorável ao Reanimator.

No entanto, é preciso tomar alguns cuidados. O deck dele tem umas mãos bem explosivas, principalmente as com Lacaio turno 1. Se ele conectar, o cara vai cagar pelo menos 2 bichos por turno (o do Lacaio e outro com as manas) e logo poderá fazer um Bate-Estaca gigante que leva toda a sua vida num tapa só. Não ache que Griselbrand e Elesh Norn vão ganhar o jogo pra você, o deck dele tem 4 Matrona, que pode entrar via Caverna ou Frasco e você não vai poder fazer nada pra impedir, aí ela traz um Sting e já era seu bichão. Também não se iluda com Iona pra vermelho porque ele pode fazer o Frasco e antes do último tapa da anjona baixar o Stingscourger. Se você estiver usando uma build que usa Stifle, aí tudo bem, mas se não, a melhor coisa a fazer é trazer uma Sphinx mesmo. A ProRed protege do bounce e a Vigilance + Lifelink garantem que ele não ganhe a corrida por mais bichos que faça, e a ProGreen protege da K Grip presente no side dos goblins que splasham pra Verde. Caiu Sphinx é GG.

Utilize também seu Burning Wish para Piroclasma, a carta ajuda muito aqui.

Por causa de Caverna das Almas, uma das poucas coisas dele que você pode e deve anular é o Frasco. Ele também vai atacar os seus terrenos com Wasteland e Porto, portanto busque e use suas manas com responsabilidade. Mantenha as fetchs na mesa até o último momento que puder, estourando-as somente quando precisar usar alguma spell. Isso vai ajudar a proteger seus terrenos.

No pós-side o hate mais comum nas listas de goblins é Relic ou Tormod, embora algumas vezes eu já tenha me deparado também com Surgical. Suba todas as needles que tiver, pois além dos hates artefatos elas podem pegar também os frascos e dependendo da situação é válido usá-las também nas wastelands e nos portos. Mesmo o deck dele tendo Caverna, eu não tirava os counters, justamente por causa de Surgical e também porque eles costumam ter Pyroblasts no side. Apesar que Surgical você também pode contornar jogando 2 criaturas no grave e castando Exumar, ou via Snt.

As listas mais comuns de Goblin são mono R ou RG. No entanto existem também splashs pra Preto e pra Branco. Porém a criatura ideal em todos os casos ainda continua sendo a Sphinx. As listas com Preto podem usar descartes e no side podem ter algum tipo de édito ou em alguns casos Extirpate. E as listas com Branco, apesar da cor, não usam Plow, então fique tranquilo com relação à sua esfinge. O splash é pra usar Maria do Bairro de main deck e no side poder contar com Wear/Tear e RIP.

Já ganhei e já perdi de goblins, mas ganhei muito mais do que perdi, sendo assim considero o match favorável.

5.15) Affinity

Melhor criatura: Elesh Norn, Grand Cenobite

Esse é um deck que poucos se arriscam a jogar por causa dos hates e também por exigir muita habilidade do piloto, outros menosprezam o deck, mas o Affinity é um baralho muito forte e que na mão de um jogador que sabe o que faz com ele se transforma em uma máquina de fazer vítimas. E o melhor, é um deck relativamente barato de montar.

Antes de falar sobre o match, só pra exemplificar o que falei acima, aqui na cidade certa vez teve um campeonato e um amigo me perguntou qual deck eu achava melhor ele ir. Ele tem um UW e um Affinity. Eu já conheço os caras que jogam aqui e sei que no geral aqueles que jogam Pauper treinam muito Affinity, mas os caras que jogam só Legacy vêem esse match uma vez na vida outra na morte, pois como ninguém por aqui montou esse deck, eles simplesmente não treinam o match como se deveria. E esse meu amigo joga ocasionalmente, então ninguém também tem side. Por isso, falei pra ele "vai de Affinity que você vai descer o cacete". Ele relutou um pouco, estava com vontade de ir de UW, mas acabou decidindo me ouvir e foi de Affinity. Não deu outra, ele espancou todo mundo e se não me engano ficou em 2°, só perdeu na final.

E porque eu estou contando isso? Porque isso é justamente o que acontece em fields despreparados pro deck. A vida do Affinity pode ser muito difícil quando as pessoas já esperam por ele e colocam hates específicos no side, mas quando não, este deck pode se tornar o verdadeiro terror de um campeonato. Digo isso com conhecimento de causa, pois o mesmo cara que me ajudou a testar as listas na internet tem um Affinity, e não é qualquer piloto, até onde sei ele é temido lá no field dele (além disso eu também jogo contra ele e sei a pica que é), portanto eu já joguei exaustivamente esse match e sei exatamente quando e em qual jogada você tem que interferir e o que você pode deixar passar. Eu devo à ele tudo o que sei sobre esse match.

O deck aposta na velocidade pra ganhar vantagem sobre os oponentes. No Affinity até os terrenos costumam ser artefartos, a exemplo de Ancient Den, podendo assim abusar da mecânica de afinidade para vomitar criaturas de corpo no campo como Batracóide e Impositor Myr, além de cantrips que podem reabastecer e gerar card advantage quando o gás da mão acabar. O deck também se aproveita de Glimmervoid, Mox Opal e Springleaf, que somadas ao fato de que existem terrenos artefatos como Acient Den capazes de gerar todas as 5 cores de mana, fazem com que o deck possa usar praticamente qualquer carta que queira. Das 5 cores do Magic, a única que não vemos sendo aproveitada nesse deck é o verde, todas as outras 4 aparecem.

A cor azul nós já começamos a ver como aparece algumas linhas acima, na forma de Thoughtcast, mas também há a presença de Master of Etherium. O vermelho aparece em Fling, muito usado logo após uma criatura equipada com Chapeamento atacar. Já o preto é usado na forma de Discípulo da Câmara e Vault Skirge, e o branco aparece em Dispatch, esta última sendo a carta com a qual você mais deve ficar esperto, porque é a Plowshares do Affinity. Se você não sair gastando seus counters sem necessidade, essa carta não vai chegar a ser realmente um problema, mas é bom você saber que ela existe e que pode aparecer, para que não seja pego de surpresa.

O deck também explora a mecânica de battle cry para dar ainda mais poder ofensivo à seus robôs, e algumas listas também usam Tezzeret, que graças às Mox e Springleafs pode ser castado já no 2° turno, gerando uma card advantage infinita, e no 3° já dando ultimate e te mandando pro capeta. É, meus amigos, diferente do que muita gente pensa, o deck é muito bom sim e perigoso. Todas essas combinações de velocidade e ofensividade ao mesmo tempo fazem do Affinity um baralho capaz de finalizar uma partida muito rápido se não for respondido imediatamente.

A sua tarefa é trazer a Elesh Norn pro campo o quanto antes, depois disso preocupe-se apenas em anular a Dispatch, e o jogo é seu. Porém tome cuidado com o Master of Etherium, criatura que dependendo da quantidade de artefatos pode ser capaz até mesmo de ignorar a Elesh. Se você estiver lotado de counters, tudo bem, pode até anulá-lo, mas bons jogadores vão jogar o mestre primeiro para atrair sua FoW e em seguida usar a Dispatch na sua criatura. Se estiver suspeitando disso, deixe o mestre resolver e use o Burning Wish para lidar com ele na forma de Dreadbore. O Piroclasma também ajuda. Shattering Spree brilha nesse match.

As únicas cartas dele em que você gasta counter sem pensar são Chapeamento e Dispatch. E dependendo do caso, Master of Etherium, como expliquei antes. O resto você deixa resolver.

No pós-side as builds com branco podem ter RIP. As outras provavelmente virão de Tormod ou Surgical, dificilmentem Relic, já que o Affinity normalmente não quer perder tempo jogando coisas que não façam parte de sua mecânica, e por isso vai optar por um hate de custo gratuito. Ele também pode ter no side alguma remoção de artefato ou encantamento caso tema algo em específico como uma Agulha Medular ou um O Ring (obviamente o seu caso é o primeiro).

Da sua parte, além de já poder contar com pelo menos 3 cartas via Burning Wish que eu já citei um pouco mais acima, suba todas as needles e bounces que tiver. A agulha trava o temido chapeamento ou o Tezzeret quando for o caso, e um bounce no hate ou naquela criatura que está atacando carregando um chapeamento pode salvar a sua vida.

No mais, esse também é um match que você quase sempre vai ganhar, mas nem por isso jogue de qualquer jeito. Arrogância pode te custar o jogo.

5.16) Lands

Melhor criatura: Tidespout Tyrant

Esse deck é um amontoado dos melhores terrenos do Legacy em um mesmo baralho. O Lands usa a combinação de habilidades desses terrenos para dar um lock no oponente, atacando principalmente os terrenos do adversário para que ele não consiga jogar ou pelo menos não ameace tanto, assim o deck ganha tempo suficiente para colocar no campo o seu grande beater, uma das criaturas mais poderosas do Magic, um ser capaz de fazer o seu onipotente Griselbrand parecer um bebê perto dela: Marit Lage.

Eu não vou falar que o match é péssimo, porque existe coisa muito pior de enfrentar, tipo um RUG ou D&T, como já vimos anteriormente neste artigo. Mas o jogo é nojento, pensa que já é chato quando você tem que lidar com apenas um ou dois desses terrenos a seguir: Maze, Karakas, Porto, Waste, Bojuka, Tabernáculo... Agora imagina ter que lidar com todos eles juntos, e o que é pior, alguns deles vêm em 4 cópias.

O deck usa encantamentos como Manabond e Exploration pra cagar esses terrenos no campo como se fosse uma diarréia, e com isso vai te segurando, anulando seus atacantes, virando seus básicos na manutenção, destruindo os seus não-básicos, matando suas criaturas com P Fire... Se por acaso chegar a perder algum terreno, é só usar Loam e voltar pro campo de novo... Como se não bastassem as Mazes, ainda tem Glacial Chasm pra ficar definitivamente intocável. Até que ele consegue um Thespian Stage, copia uma Dark Depths e coloca uma pica 20/20 Voar Indestrutível no campo, e você que tenha bunda pra aguentar isso. Pois é, é uma mecânica bem chatinha de lidar.

Já enfrentei listas que usavam também esse cara como plano B, mas esse bicho não é consenso em todas as listas. De qualquer modo, é bom você saber que ele existe.

Mas calma, não se desespere. O match é nojento sim, mas também não a ponto de você se descabelar por isso. A sua vida fica muito mais fácil quando você tem um gênio no seu arsenal de criaturas. Você só tem que protegê-lo de sucessivos Punishing Fires, no mais é só voltar os terrenos que previnem dano pra mão dele, e descer o cacete. A mesma coisa pra tirar a Marit Lage, é a única forma que você tem de lidar com ela.

O seu Burning Wish não faz muita coisa aqui, já que Raze é inútil contra esse deck e a Marit Lage é indestrutível e portanto imune a sua Dreadbore. Então na hora do side você pode tirar os desejos e colocar todas as needles que tiver no lugar, isso pode atrasá-lo travando a Thespian Stage ou mesmo nomeando Wasteland/Porto para proteger seus terrenos, bounces também são bem vindos, pra ajudar contra o 20/20.

O Lands não costuma ter grave hates no side, mas isso não significa sossego. Ele pode subir algumas coisas que podem causar muita dor de cabeça, a exemplo de Ponte, K Grip (suas needles não vão durar para sempre), Espinho. A sua estratégia continua a mesma do game 1, combar para o gênio o mais rápido possível e com ele descer o cacete.

5.17) Merfolks

Melhor criatura: Elesh Norn, Grand Cenobite ou Blazing Archon

Esse é um match altamente desvaforável pra você, talvez o mais desfavorável. É normal que você ganhe 1 a cada 10 jogos, mas dá pra ganhar, como eu já ganhei. Felizmente, é um deck pouco jogado e você não deve ver muitos por aí.

Aqui a nossa versão com Vermelho tem uma parte boa e uma parte ruim. A parte ruim é que o Burning Wish é praticamente carta morta aqui, até seria legal pegar um Piroclasma mas geralmente não dá tempo, então você pode jogá-los fora sem remorso nos seus descartes. A parte boa é que as F Looting são de grande valia, pois em conjunto com C Study formam uma redundância preciosa contra um deck muito control, então mesmo que seu adversário seja um daqueles bons jogadores que tentam anular os seus enablers, vai ser muito difícil ele conseguir anular TUDO. Alguma das spells vai passar.

O Merfolks é um deck baseado praticamente todo em criaturas, as únicas não-criaturas do deck são as anulações, nem cantrips ele tem. E algumas dessas criaturas anulam também, são as Dazes com pernas. Somadas às clássicas FoW, Daze e Pierce, fica realmente muito difícil conseguir resolver o combo. Não bastasse isso, ele te coloca um clock muito rápido, invocando lord atrás de lord e crescendo as criaturas rapidamente. No caso do Merfolks até os terrenos batem, e mais, eles também usufruem dos bônus dos lordes, o que diminui mais ainda o seu tempo de vida. Apesar de ser um deck monoblue, é tão rápido quanto um goblins monored.

Por isso a importância de você conseguir chamar a Elesh o mais rápido possível, é a única forma de parar completamente essa investida de sardinhas assassinas. Um Blazing Archon também resolve, já que o Merfolks não possui voadores e também não usa remoções. O que não foi anulado não sai mais da mesa (pelo menos isso). Não ache que Griselbrand vai te salvar aqui, assim como no RUG ativar a habilidade só vai ajudar o Merfolk a te matar, e o lifelink de 7 pode facilmente ser rushado pelo poder dos lordes.

Iona pra azul pode resolver se for bem no começo do jogo, mas ele ainda poderá te bater com Mutavault, então faça as contas antes de trazê-la, principalmente se for via Reanimate, que cobra o preço na sua vida.

No pós-side a maioria dos jogadores de Merfolk prefere usar Surgical como grave hate, embora eu também já tenha visto Relic. As maneiras de contornar esses hates eu já expliquei inúmeras vezes neste artigo, mas aqui vai ser muito mais difícil mesmo, em virtude da quantidade de counters dele. Então, mesmo que quase nunca dê tempo de resolver um Snt nesse match, suba pelo menos 1, às vezes ele não vem tão rápido e também nunca é prudente ficar dependente de uma única via pra conseguir jogar, no caso só o cemitério. Tenha sempre um plano B.

Eu gostava muito de subir as needles pra jogar nos Cursecatchers. As poucas vezes que ganhei esse match eu ganhei por causa disso. O oponente nunca espera que você faça isso, ele acha que você vai nomear Frasco ou Mutavault, e deixa a spell resolver, aí você nomeia o peixe e fode com ele. 4 counters a menos deixam as coisas um pouco mais justas pro seu lado. Você pode subir as needles e o Snt no lugar dos Burning Wishs. Se quiser e encontrar espaço também pode subir Truth pra tirar do campo numa única lapada dois lordes com o mesmo nome, e ganhar um pouco de tempo, ou mesmo 2 cursecatchers.

5.18) Reanimator

Melhor criatura: Griselbrand

Deixei o mirror match por último. Assumindo que os dois jogadores tenham começado satisfeitos com suas mãos e que já saibam que se trata de um mirror, vai ganhar aquele que conhecer melhor o deck (ou mesmo aquele que tiver um melhor julgamento de mulligan).

Quando os jogadores ainda não sabem que se trata de um mirror, um deles vai ser pego de surpresa e isso pode definir o game (pelo menos aquele round, não o match). Mas assumindo que tanto você quanto seu oponente já saibam que se trata de um mirror, tente fazer as suas jogadas sempre lembrando dessas duas regrinhas:

1) Você tem 8 entombs;
2) Quem age primeiro geralmente se fode.

Vejam que eu grifei a palavra geralmente. Essas duas dicas não são leis absolutas, mas quase sempre é assim que funciona. Poupe os seus recursos e tente jogar usando o deck do cara: o Entomb ou Careful Study dele é meio caminho andado para o seu Reanimate, e um Exumar dele pode ser respondido por um Entomb seu. Nesse segundo caso, quando o cara joga Exumar é porque ele já tem alguma coisa no cemitério, então aproveite isso pra puxar com seu Entomb a criatura mais adequada, a que melhor lida com a criatura dele. No geral, a criatura ideal para se usar na defensiva assim é um Tidespout Tyrant, que vai tirar a criatura dele e abrir caminho pra você ganhar. Você pode preferir chamar um Ashen Rider, mas se ele conseguir combar de novo, você pode ficar na pior.

Para aqueles casos em que você consegue combar antes dele, se for um Griselbrand, as chances do cara reverter são mínimas. Iona e Tidespout também são ótimas pedidas, mas no caso da Iona, você trava o preto e ele pode resolver um bounce ou Show and Tell, você trava o azul ele pode conseguir reanimar. No caso do gênio, ele pode acabar conseguindo trazer o gênio dele também ou um Ashen Rider. Tendo isso em mente, a melhor alternativa é o capetão mesmo, que não deixa seu gás acabar e é portanto a criatura que mais tem chance de interromper qualquer jogada mais perigosa que seu oponente fizer. Mas não caia na tentação de ir logo comprando cartas com ele pra combar de novo, vá batendo só com ele e acumulando pontos de vida, assim se necessário você pode comprar 14, 21 cartas numa única ativação e garantir que você vai conseguir ser bem sucedido em achar a resposta que você precisa.

O seu Burning Wish tem a vantagem de poder pegar o Reanimate direto do side ou um Dreadbore pra lidar com a criatura do cara caso as coisas saiam de controle. E depois de morta você ainda pode tentar pegá-la pra você. Já virei jogos assim. Nem sempre o deck vem rápido e às vezes dá tempo de fazer isso.

No pós-side, os Reanimators que usam hate de cemitério costumam usar Tormod, que além de custo 0 pode ser dada tanto no cara quanto em você mesmo, o que pode ser útil em evitar que você perca todas as cópias de uma carta específica no caso de uma Surgical. Suba também as needles, que podem servir tanto para travar a Cripta quanto o Griselbrand se o cara conseguir fazer primeiro (apesar que dificilmente a spell vai resolver depois que o Grisel já caiu no campo, principalmente se foi com Exumar, aí você está fudido mesmo porque o cara pode comprar até 14 de uma vez. Se foi com Reanimate, o cara só vai poder ativar uma vez e dá pra ter um fio de esperança do cara não achar nada).

Se você estiver usando a build com Wasteland, pode ficar em extrema vantagem, a maioria dos jogadores de UB Reanimator realmente busca duals mesmo em situações onde o deck rodaria tranquilamente só com básicos, digo isso por experiência própria, a versão UB quase nunca precisa de dual pra rodar, eu usava 1 só no meu e era mais do que suficiente. Aproveite essa ganância dos adversários pra ganhar vantagem no jogo.

No mais, jogue tranquilo e tentando se lembrar das duas regrinhas, que você vai conseguir vencer a maioria dos mirror matchs.

6) Conclusão e agradecimentos especiais





No mais, é isso. Se eu lembrar de mais alguma coisa eu edito, mas creio que todo o meu conhecimento do deck está aí. Se eu conseguir ajudar pelo menos uma pessoa que seja, já me dou por satisfeito.

Sintam-se livres para debater ou expôr idéias que por ventura eu não saiba ou tenha esquecido de mencionar.

Agradecimentos especiais ao Rodolfo Cervelle que foi a pessoa que mais testou essa versão comigo na internet por madrugadas a fio e assim eu pude montá-la IRL e ter muitas alegrias com ela, e também ao grande brother Gustavão que foi uma das pessoas mais especiais que eu conheci por causa da internet e que me estimulou a escrever este artigo.

E claro, pra você que leu até aqui :)

Até mais!

Silas Renan – Lezard

Técnico em Mineração, ex-Médico Veterinário, atualmente Web Designer & Developer, karateka, ciclista, narrador de RPG, aficcionado por leitura e videogame e no que sobra desse tempo jogador de Médic :P

Editada em: 08-09-16 18:34:26 por Lezard.
 
bianko

Esquilo
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Postado em: 23/09/15 11:49
Sensacional.

Gostei bastante da lista com vermelho, principalmente pelo uso de Wish. Deixa o deck com ótimas alternativas, apesar do splash pro verde pra usar Decay ser hoje o caminho da maioria das listas. Ainda jogo de UB, variando algumas vezes para Ooze Reanimator.

Novamente, ótimo trabalho!
 
CaosNyce

Assecla
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Postado em: 23/09/15 12:42
BRAVO! BRAVO! BRAVO!


Vou ler cada linha com calma...

Moderador da sessão: Decks - Legacy & Modern.

 
tonysliver

Esquilo
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Postado em: 23/09/15 15:09
Muito bom Silas! Depois eu vou expor minha opinião contra o Miracles e D$Taxes
 
JJunior

Lenda
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Postado em: 23/09/15 16:07
Parabéns!! sensacional o tópico!
 
Lezard

Lenda
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Postado em: 24/09/15 04:30
Fico feliz que tenham gostado, eu realmente coloquei meu sangue aqui XD

Sei que hoje existe o splash para verde, essa daqui se trata de uma outra via de ataque, muito mais do que uma simples tech, ela foi criada e testada exaustivamente por mim e com ela eu já bati em todos os decks tiers do formato... Ela realmente funciona. E estou compartilhando ela com vocês.

E tem a vantagem de não ser uma decknet, então as pessoas não esperam por ela. O cara acha que te lockou, você dá um Burning Wish, sai do lock e desce o cacete.

Com essa base de mana que detalhei no artigo ela não fica tão fácil de quebrar como antes.
 
jadsonwy

Raposa
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Postado em: 25/09/15 11:42
Excelente primer Lezard, sensacional, tudo muito completo e detalhado.

Vale muito a pena a leitura.
 
Lezard

Lenda
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Postado em: 25/09/15 15:53

Muito obrigado cara! :)

 
Green_Green

Pesadelo
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Postado em: 25/09/15 18:54
Maravilhoso o primer.
Todo deck tinha que ter um assim =)

Juiz Nível 1
Moderador da Seção de Dúvidas
 
Lezard

Lenda
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Postado em: 25/09/15 21:49

Valeu cara!

O seus do D&T também ficou show!!!

 
Paulogiotti

Esquilo
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Postado em: 26/09/15 15:39
Ficou muito bom meu, parabens.
Um detalhe, nos BUGs tu não citou o Deathrite Shaman.
 
paradaxarada

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Postado em: 27/09/15 00:17
Parabens pelo prime amigo, muito rico em detalhes, nao jogo com o deck mas queria propor uma sugestão, primeiramente q eu preferiria jogar com 4 looting ou invés de carefuly, mas para isso precisaria mexer na base de mana, e a outra sugestão seria a do seguinte, no lugar dos 2 looting (ou 2 catefuly na minha opinião) colocar dack fayden, acho q seria interessante
 
Lezard

Lenda
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Postado em: 27/09/15 17:24
Valeu :)

Realmente, Dack pode ser uma alternativa interessante sim. Tem Estudo/Faithless embutido e pode tomar o controle de algum hate artefato do cara. Mas teria que ver como encaixá-lo na lista.

Izzet Charm também é interessante.

Paulo, realmente, não citei diretamente o shaman ali, mas eu já tinha dito "amontoado das melhores cartas de custo 0 a 2", o shaman tá embutido ali. E também já ensinei a contornar ele ao longo de todo o artigo :)
 
histar

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Postado em: 05/10/15 18:22
Bom primeiramente esta excelente o primer, esta de parabens MESTRE, sem palavras!!!

Queria dar a opniao de usar gamble 1 MD e ate 1 SB, para buscar com WISH.
Tendo em vista que "pode ser uma 5th entomb", mesmo q nao chegue o descarte visar o bicho, mas vc tendo um looting no grave, pronto, problema resolvido

Analizando ainda por este ponto de vista "descarte random", pode vir a ser um tutor de qq carta, em casos especificos que vc tende lidar com a sorte, buscando um exhume ou reanimator para ganhar o jogo, alem claro no g2, g3 buscar qq anti-hate.

No mais vc deu uma aula, so acho que valeria o teste do gamble tbm nessa maquina de deck!

E voltando um pouco para o WISH, eu até colocaria uma unmask SB, mesmo com a cabal, uma pq a unmask nao tem como errar, tudo bem o draw-back de remover 1 carta preta, porem em uma situaçao como exemplo.

- Vc tem 3 manas, precisa fazer o wish e reanimar o bicho.
*Com a cabal SB. vc teria usado tdas as lands, 2 do wish +1 pra therapy
*Ja com unmask vc da wish, usa a unmask (lembrando que ainda pode ser tbm usada em vc / para descartar um bicho)
e no caso ainda tem o land pro reanimator!
Mas vejo que o side esta bem apertao com tudo muito bem justo e estudado, porem ainda cito o gamble como uma bomba nesse deck.

Editada em: 05-10-15 18:36:58 por histar.
 
Baldim

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Postado em: 05/10/15 19:37
Acompanhando o tópico.

;)
 
Lezard

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Postado em: 05/10/15 22:39
Gamble entraria na lista de "cards adicionais que podem jogar". Eu não usava no passado, e também não estou usando agora, mas dependendo de como estiver a sua lista vale a pena dar uma testada na carta sim.

Unmask é bom, o problema dela a meu ver é que quase nunca você vai pode perder uma carta preta da mão (que vai ser um entomb ou um reanimate). Você precisa dessas cartas. As azuis que são mais flexíveis pra serem removidas pra FoW, porque geralmente são cantrips, mas as pretas são spells chaves do seu deck, peças do seu combo.

Eu particularmente curto Unmask na versão monoblack do deck, aí sim, carta preta sobrando é o que não falta.

O que dá pra fazer caso você não goste da Terapia é trocá-la por um Seize, por exemplo.

Você pode testar na sua lista, mas essas são as razões de eu não usar nem ter citado a carta no artigo.
 
bianko

Esquilo
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Postado em: 07/10/15 10:57
Unmask é lindo, mas usei uma vez no deck quando ainda era MonoB, e quase chorei por perder o card advantage... As vezes a mão vem de forma a não permitir que algo saia...

Fico com Seize e Duress como opção neste caso.
 
Lezard

Lenda
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Postado em: 07/10/15 16:27

Era exatamente por isso que eu não usava nem na versão UB, quanto mais num deck de 3 cores.

 
monerat

Esquilo
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Niterói - RJ

Postado em: 14/11/15 01:03
Excelente artigo!
Jogo com o UB e não pretendo mudar não, estou tentando me tornar um jogador melhor com o meu baralho!
Mas não posso deixar de elogiar a iniciativa em montar a SUA lista, inovar, acertar e nos expor desta forma tão bacana!
Excelente trabalho!!!
Qualquer duvida que eu tiver, já sei a quem recorrer! ^^
Abraços e mais uma vez, parabéns!
 
MrClarkson

Esquilo
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Postado em: 26/11/15 13:43
Só uma pequena correção:

O Reid Duke perdeu o g1 logo no primeiro turno, que o cara resolveu um griselbrand.

Ai ele ganhou g2 e g3.