Modern Deckbuild
20/05/2016 10:20 - 5,707 visualizações - 14 comentários


Olá Pessoal! Sou eu Gabriel de novo , continuando com meu primeiro mês aqui como colunista da liga. Dessa vez, como algumas pessoas pediram vou começar uma série chamada Modern Deckbuild!.


Como sempre, me deem o feedback. O que gostaram, o que não gostaram para que eu possa melhorar o conteúdo aqui para a Liga!

 

Meus outros artigos esse mês: Dissecando o modern: RG TRONStony Silence x Ancient Grudge

 

O texto de hoje adapta ao Modern ideias contidas no livro Next level Deckbuilding, do Patrick Chapin (escritor da Starcitygames.com).


Vou parar de enrolar e vamos nessa!

 


 

Seja se formos criar um deck do zero ou então "tunar" uma lista maneira que vimos na internet, deckbuilding é uma tarefa multidimensional e geralemente é melhorada quando temos perspectivas de outras pessoas. É bem comum foruns, aqui na Ligamagic, ou então em sites estrangeiros, como o Mtgsalvation, servirem como espaço para as pessoas discurtirem as listas e se ajudarem com experiências. O que vamos fazer nessa série é tentar focar no conteúdo solo, ou seja, para que você trabalhe um pouco melhor sozinho. Mas repito, a contribuição de várias pessoas tentem a superar a experiência única. 


Geralmente quando jogamos nós cruzamos com algumas frases como:


- "Eu ziquei mana!"
- " Eu floodei!"
- "Controle simplesmente não funciona no modern!"
- "é impossível jogar com mais de 3 cores por causa de Blood Moon!"


Essas frases ouvidas por quase todo jogador de modern são apenas a superfície de algo maior. Elas expõe alguns problemas que as pessoas têm durante os torneios, que poderiam muitas vezes serem resolvidos se perdessemos um pouco mais de tempo olhando para o deck.


Quando estivermos atrás do problema que nosso deck possui vamos tentar olhar por 4 perspectivas principais:


Cima -> Baixo ( O que está acontecendo? )
Baixo -> Cima (O que não está acontecendo?)
Retrospectiva (O que aconteceu antes do fim do jogo? e um turno antes disso?)
Prospectiva (O que devemos fazer para atingirmos o que queremos? e depois disso?)
 

Cima -> Baixo 


Pensar no sentido Cima->Baixo é analisar.  É ver o que está acontecendo  no geral. Quando estivermos buildando dessa maneira, vamos começar com algo bom que estiver acontecendo, e então contruir o resto para dar suporte para essa coisa boa. Esse costuma ser a perspectiva mais comum para buildar algo do zero, pois através dela construímos ao redor de nossas ideias. Alguns pensamentos podem ser do tipo:


Por exemplo, parece que com a nova edição de innistrad os lobisomens estarão fortes, vamos buildar em volta disso;

Ou, Unburial Rites é o melhor reanimate do modern. Vamos buildar em volta disso;
Ou, Snapcaster Mage é uma das melhores criaturas impressas e Kolaghan's Command uma das melhores mágicas que se associa com Snapcaster Mage. Vamos buildar em volta disso;

Ou, Liliana of the Veil é um planeswalker muito poderoso de apenas 3 manas. vamos buildar em volta disso.


Todos os exemplos dados foram feitos no modern. Obviamente alguns tiveram mais sucesso que outros, mas o pensamento inicial era o mesmo: Como dar o melhor suporte para tal?


Quando usamos cartas do tipo Collected Company, ou então Chord of Calling, fica bem lógico esse tema de avançar na estratégia. Esse é um tipo de design Cima->Baixo: você tem uma carta(s) que o power level aumenta quanto mais linear você for nessa direção.


O mesmo ocorre, por exemplo, com Delver of Secrets. Quando buildando um deck em torno dele, você sabe que quer um deck que maximize o número de mágicas instantâneas e feitiços para que você consiga transformá-lo o mais rápido possível. 


Isso que deckbuilders famosos como Patrick Chapin e Saito falam sobre cartas lineares. Algumas cartas são boas por elas mesmas, como por exemplo Lightning Bolt, que é uma carta excelente, mas você não vai conseguir melhorar ela muito mais. Talvez você queira utilizar Snapcaster Mage para usá-lo mais de uma vez, ou então Soulfire Grand Master, para te ganhar vida quando o usa, mas ainda assim, a melhora não foi tão grande. É diferente, por exemplo, de cartas como Cranial Plating e Master of Etherium, que tem seu poder proporcional ao número de artefatos que seu deck usa, exemplo:


[DECK 317725 NOT FOUND]


Quando construímos em torno dessas cartas lineares, você vai de Cima (a carta que você acredita valer a pena construir em volta) até Baixo (as cartas que logicamente tem sentido com o tema). Nem sempre essas cartas de baixo são as melhores, mas elas servem exatamente como suporte para que as cartas foco sejam potencializadas (ou então você acredita que Memnite é a melhor carta do magic?).


Da mesma maneira, você pode começar com cartas como Sword of the Meek e Thopter Foundry, e pode contruir algo seguindo o paradigma Cima->Baixo. Você pensa no seu combo e você quer cartas que te ajudem a fazê-lo fechar o combo e protegê-lo ( e de preferência fazer você sobreviver até que feche o combo). Cartas como Cryptic Command , Mana Leak, Academy Ruins, Muddle the Mixture, são cartas que vão apoiar seu plano central . 


Quando construirmos de Cima->Baixo, estaremos tentando olhar para o maior número de detalhes possíveis. Não é sobre organizar informação e adquiri-la. Tendo essa informação ao longo do tempo fica mais fácil o deckbuilding pois quando nos fizermos perguntas como:


"Isso é bom?"
"Será que essa combinação funciona?"
"Será que é útil?"


Já iremos ter a resposta. Isso é forte principalmente quando saí uma coleção nova, pois fazemos associações com as cartas novas mais rapidamente. 


Baixo->Cima


Se o Cima->Baixo era sobre ver o todo, Baixo->Cima é sobre o que não está (ou não deveria estar) nesse todo. O que custa demais para tal efeito? Que cartas são muito difíceis de conjurar no meu deck? O que não está funcionando em nossa estratégia? Esses são os pontos chaves que queremos observar! Não queremos passar semanas melhorando um deck falho. Olhar essas falhas do deck, podem mostrar coisas que não gostamos, por exemplo uma fraqueza incrível no design do deck, mas descobrir isso antes de estar num campeonato importante vai nos salvar tempo, dinheiro e muita dor de cabeça.


Manter esse tipo de pensamento é importante durante o processo de fazer/tunar uma decklist. Não serve somente para impedir que tudo vá ao chão, mas durante o processo, você acaba tendo acesso a saídas criativas para problemas que antes você não via. Muitas vezes tentamos utilizar decks poderosos, mas sentimos que falta algo, e por isso não vamos para frente. As vezes é alguma carta em específico que não conseguimos encaixar na nossa lista que faria toda diferença.  O pensamento Baixo->Cima serve para conseguirmos corrigir esses errinhos que ocorrem ao longo do processo de criação.


Quando o formato muda, no caso do modern, com algum Ban ou unban fort,e ou com a chegada de uma nova carta que pode mudar o formato, nós nos beneficiamos fazendo a pergunta: 


O que falta no formato? O que poderia vir a aparecer nesse formato?

 

Note que essa pergunta não é tão simples de ser respondida e cada jogador viria com uma resposta diferente.


Tivemos em janeiro um exemplo assim. Tivemos o banimento dos dois deck Combo mais poderosos do formato (na minha opinião), o Splinter Twin e o Summer Bloom. Ambos os decks possuiam formas consistentes de ganhar o jogo, seja por jogar cartas poderosas, sea por combar "do nada" na cara do oponente.  Com o Ban dos dois, as regras do formato mudaram. Cartas como Abrupt Decay, que combatiam o Twin, perderam força, e acabaram diminuindo o número de cópias nos decks. E ao mesmo tempo tivemos uma ascenção dos eldrazis que expulsaram muitos decks do formato. Quantos profissionais contavam de fato que iam ver um deck de eldrazi na frente deles? E que provavelmente perderiam para tal deck?

 


Uma maneira de adaptar seu deck as mudanças de uma nova rotação (no caso do T2) ou então no caso de bans do modern ( ou mais cartas vindo de sets novos), é manter os pensamentos Cima->Baixo e Baixo->Cima aliados. Aqui temos algumas perguntas que vocês devem se fazer sempre que acreditarem que o formato está mudando:


Quais são as criaturas dominantes do formato?
Quais são os removals mais baratos/eficientes?
Existe algum mass removal forte? Ele é necessário?
Existe algum tipo de manipulação de grimório ou tutor?
Qual a melhor maneira de se obter card advantage?
Qual é a melhor aceleração de mana?
Quais counters estão em alta? e por que estão em alta?
Os decks tem usado o cemitério?
Existe algum artefato muito forte?
Existe algum planeswalker dominante?
Como posso usar esse planeswalker da melhor maneira possível?
Existe alguma carta para contornar esse Planeswalker poderoso?
Qual é o melhor combo do formato?
O quão rápido são os aggros do formato?
Que tipo de land destruction vou precisar?
Existe alguma carta que faz o meu deck parar?
Existe algum deck dominante que vence minha estratégia?
Será que eu consigo combater a tendência do momento? ou é melhor me juntar a ela?


Essas perguntas são apenas o começo. Caso você construa sua prórpria decklist e acabe respondendo todas essas perguntas, você já tem um ponto de partida ótimo para as mudanças. O modern, diferente do T2, não muda tão rapidamente quanto uma rotação (ou pelo menos não deveria, malditos eldrazis!). Essas questões não possuem resposta absoluta nem mesmo para o formato em si, pois tudo depende do metagame que você está inserido. 


Falamos antes sobre o banimento do Splinter Twin. O Splinter Twin era um dos decks mais jogados do formato e mantinha em cheque o Tron. E isso fazia ele ser menos utilizado.  Porém o mesmo Tron era poderoso contra BGx decks, que por sua vez tinham match boa contra o Twin. Com o banimento do Twin, o Tron teve uma melhora no formato e portanto os BGx precisariam se adaptar. 

 


   

Eu imagino que até aqui você deve ter notado como é importante olharmos direito para nossas decklists para que não cometamos erros de design. Mas eu gosto de exemplos!


Então confira alguns dos erros que podem ser cometidos ( e alguns deles foram), e que podem ser corrigidos se utilizarmos nossas perspectivas:


- Copiar uma lista 100% da internet (netdecking):


Antes de começar uma briga aqui nos comentários, não sou contra netdecking. É muito provável que você queira copiar um deck que se deu bem em algum evento grande, então o deck provavelmente deve ser bom e eu também usaria uma decklist dessa como base. Mas será que é uma boa ideia copiar um deck 100% sem ressalvas? 


A primeira coisa que devemos ficar de olho: Metagame.


Será que determinado deck estará bem posicionado no ambiente da minha cidade como estava em um GP no meio da Europa? Provavelmente não. Temos que avaliar nosso metagame para não perdermos para nós mesmos.


Outro erro clássico é querer trocar algumas cartas do deck que viu por outras sem avaliar como isso poderia influenciar na base de mana. Já vi muitos amigos tentando encaixar cópias de Cryptic Command  em Grixis da internet que não utilizavama carta, eles acabaram segurando eles na mão durante quase todo o torneio, ou então se forçavam a pegar a mana azul para conjurar o comando e acabavam complicando as outras cores.


Por fim: Elemento Surpresa.


Quando se copia cegamente uma lista vitoriosa de algum torneio grande, as chances do seu oponente estar pronto e ainda por cima conhecer sua decklist inteira será enorme. Você acha que se for no seu FNM hoje com um UWR Nahiri, the Harbinger e Emrakul, the Aeons Torn, vai surpreender alguém? Não estou dizendo para não montar o deck, mas sim para dar seu toque pessoal nele. 


-Não construir uma curva de mana:


O deck precisa ter um plano. Precisamos saber o que queremos fazer no primeiro turno, no segundo,..., do décimo e assim por diante. Como hoje em dia no modern temos uma base muito boa que são os torneios grandes, esse erro tem ocorrido menos, mas ainda vemos alguns decks que pulam parte da curva. Tem o que fazer no turno 1 e 2, mas depois só jogam de novo no turno 5. Acabamos tendo um desperdício de tempo e mana durante esses turnos.  


-Errar no número de terrenos do deck:


Muitas vezes vemos jogadores dizendo que estão "zicados" ou então "floodados". Isso realmente é algo que acontece no magic, mas se estiver acontecendo demais, está na hora de rever sua base de mana! 

 

Não existe uma fórmula secreta para quais, e em que quantidades de terrenos, utilizar no seu deck (mas vamos ter um artigo sobre isso futuramente!), mas o que podemos fazer é testar e corrigir o que notarmos estar errado.


-Cartas não sinérgicas


Certa vez joguei contra um abzan que utilizava duas cartas extremamente poderosas: Collected Company e Monastery Mentor. As duas cartas são muito fortes? São. Jogar elas no mesmo deck é uma boa ideia? Provavelmente não!


Se utilizarmos a ideia Cima->Baixo, vamos ver que temos duas cartas fortes, mas que apontam para direções contrárias para serem exploradas ao máximo. Uma delas aponta para o lado de criaturas e a outra para não criaturas.


Esse erro pode parecer demais, mas tivemos um exemplo parecido na stream da Starcity a poucas semanas. Um deck que utilizava Blood Moon e Path to Exile. Ambas as cartas são fortes, mas elas em conjunto nem tanto. 


O mesmo ocorre até hoje em menor escala em UWr's control que usam Mana Leak e Path to Exile. Eu entendo que não temos muitos counters para escolher no modern, e que Path to Exile é um dos melhores removals, mas eles se prejudicam ao longo do jogo.  


-Não pensar nos removals e cartas mortas


Muitas vezes colocamos os Lightning Boltt no shield e vamos jogar, afinal Lightning Bolt é o melhor removal do formato. Será mesmo? isso depende claramente do seu field. Se estiver tendo problemas com Tarmogoyf demais, talvez seja melhor utilizar Roast, por exemplo.


Se seu metagame tiver muitos Uwr, será que vale a pena ter aqueles 4 Abrupt Decay no seu Jund? (ironia on) Realmente é muito importante dar Abrupt Decay nos Snapcaster Mage dele (ironia off).


Se não existem decks extremamente agressivos no seu meta, vale a pena as 4 cópias de Pyroclasm que você usa no maindeck?


-O vício do best-case-cenario


Algumas vezes construímos decks e avaliamos cartas pensando sempre no melhor caso possível para aquela determinada combinação de cartas e esquecemos de avaliar como elas seriam em casos não tão favoráveis. O caso mais recente que eu presenciei foi com o desban de Ancestral Vision, que pessoas a torto e a direito colocavam todas as cópias que possuiam em qualquer deck com azul, e muitas vezes perdiam com uma delas suspensas sem fazer nada. 
 


Apenas uma carta que muitas pessoas votaram como o pior comando impresso em dragons, que jamais veria jogo. Vendo apenas o pior cenário.
 

 
E aqui outra super avaliada quase como modern staple. Não estou dizendo que é uma carta ruim, apenas que ela foi avaliada apenas como um best case cenario.

 

Todos esses casos podem ser eliminados casos apliquemos os conceitos vistos. Eles basicamente tentam nos impedir de fazer bobagens, então por que não usá-los


Saber o que seu deck deveria estar fazendo em determinado turno e testando ele para ver se ele realmente está fazendo aquilo costuma ser uma maneira poderosa de evitar erros. 

 

Por fim um aprendizado importante:

 

    -"Você precisa saber o que o seu deck é capaz de fazer e o que não. Mais que isso, você é quem deve pilotar o deck e não o inverso".


Bom galera acho que era isso para essa semana! No próximo capítulo de Deckbuilding modern (17/06) vamos ver as outras duas perspectivas que faltam! E para você que estiver curtindo meus artigos vai o informativo, tenho uma coluna minha aqui toda sexta:


Primeira sexta do mês: Sideboard modern
Segunda sexta do mês: Dissecando o modern
Terceira sexta do mês: Deckbuilding modern
Quarta sexta do mês: Outra série que vou deixar em suspense para a semana que vem
Quinta sexta do mês (quando tiver): GOING ROGUE (essa série eu explico mais para frente quando tivermos uma) 

 

E como sempre por favor comentem aqui o que acharam dos textos para que eu possa sempre melhorar o conteúdo! Fui!

 

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Comentários

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Ruda (23/05/2016 19:30)

Pra mim, isso já responde:

https://www.youtube.com/watch?v=S4J70C36RGU

Brinks :D O tema é muito bom.

Dagostini (23/05/2016 19:28)

Mais uma vez, excelente artigo.

O que acha de escrever sobre uso de 61 cards maindeck? Se é bom ou ruim, o pq disso, qdo funciona e quando não funciona, etc...

Valeu!!

molina14 (23/05/2016 14:56)

Excelente artigo, parabéns!

PORCO_RJ (23/05/2016 12:45)

Sensacional, curti muito o post!

Ghighix (23/05/2016 11:11)

Buenas!

Amigo, estou gostando dos teus artigos aqui na Liga. Achei todos muito bons mesmo. Parabéns.
Só vou deixar uma dica: substantivos em inglês funcionam bem nos textos (e invariavelmente iremos utilizá-los), mas evite utilizar verbos em inglês "abrasileirados". Isso simplesmente não funciona...

luc2as (22/05/2016 10:12)

Muito interessante, sao alguns pontos diferentes do que se encontra no livro do pat chapin

feecamargo (21/05/2016 17:15)

Muito bom, parabéns!

roguns (21/05/2016 09:08)

Bom artigo, continue assim.

Patro (21/05/2016 00:35)

Parabéns pelo artigo. Muito bem escrito e para mim foi bastante informativo.
Há outras fontes sobre deck building para quem é interessado?

Kalabanga (20/05/2016 18:41)

Ansioso pelo rogue! Espero que ainda veja rally no modern competitivo

Filipe2099 (20/05/2016 18:09)

Comecei no magic a pouco tempo e me apaixonei pela idéia de pode construir algo novo. Gostei bastante da dicas. Excelente artigo.

Ruda (20/05/2016 16:12)

Devidamente corrigido, houve um erro na edição que retirou a referência (estava contido em uma imagem).

Obrigado.

geraldojf2007 (20/05/2016 16:12)

Vale!
Perguntas, respostas, exemplos, que nos fazem pensar e, gerando respostas e mais perguntas, aprender!
Continuo lendo...
Sucesso!

Hitbill (20/05/2016 15:56)

Excelente o artigo, muito bem escrito e trabalhado, porem eu acho que você gabriel deveria citar a parte teorica tirada do livro do patrick chapin, ''the nextlevel of deckbuilding''porque sem as devidas citações fica parecendo que as ideias são inteiramente suas e caracteriza como plágio.