Maratona Viver de Jogo
Jeska
Renascida três vezes
08/01/2021 10:05 - 5.540 visualizações - 24 comentários
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“O verdadeiro poder nunca dorme; em vez disso, jaz, desperto, esperando que seu nome seja dito.” — O Ancião Renascido

 

Se há um personagem no Lore que tenha passado por diversas metamorfoses na vida, esse é Jeska.


Jeska, a irmã pacata do bárbaro Kamahl, teve suas cordas do destino alteradas três vezes. Não é à toa que ela é chamada de Tocada Três Vezes pelo Infinito.


● Ao primeiro toque, transformou-se em Phage;
● Ao segundo toque, transformou-se em Karona;
● Ao terceiro toque, transformou-se em planinauta;


Sua vida teria sido extremamente normal se não fosse por seu irmão. Kamahl abandonou sua tribo em busca da glória nas liças. Enquanto ele se aventurava em Otária, atrás do Mirari, Jeska se preocupava com seu querido irmão. Percebendo que Kamahl demorava a retornar, ela decidiu partir junto com Balthor e, resoluta, trazê-lo de volta.


Pobre garota, não sabia o que estava prestes a acontecer.


De fato, ela conseguiu trazer Kamahl de volta à tribo, mas seu irmão não era mais o mesmo. O Mirari o alterara. Os devaneios e sussurros de loucura adentraram à mente dele e num acesso de ira e cólera, Kamahl matou alguns bárbaros de sua tribo e, graças à intervenção do destino, não conseguiu matar Jeska. Sua irmã foi gravemente ferida pela Espada-Mirari e por causa da fonte do ferimento, não conseguia se curar.


Lembrando-se de seu antigo colega de liça, Seton, Kamahl partiu com Balthor para a floresta de Krosa, na esperança de que a força da floresta pudesse salvá-la.
Mas outra vez, o destino interveio.

 

O Primeiro Toque




 

Debilitada com uma ferida que não cicatrizava, Jeska foi levada para Krosa e ficou aos cuidados de Seton. Enquanto o druida cuidava dela, Kamahl realizava sua ascensão à vida druídica, encontrando-se com seu Eu interior e tentando se purgar da influência do Mirari. Durante o embate final entre Laquatus e Kamahl, o tritão, na tentativa de evitar a morte, ameaçou Kamahl dizendo que havia posicionado tropas nas cavernas abaixo da cabana de Seton.


O blefe não funcionou e Kamahl deu o golpe final.


O que o bárbaro não esperava era que, não foram as tropas de Laquatus que tomariam a vida de Jeska, mas sim uma dementalista da Cabala: Braids.


Braids foi uma das mais poderosas dementalista que a Cabala já teve. Seu estado de demência era tamanho que nem os sussurros do Mirari a afetavam. Os dementalistas viviam entre a realidade e seu espaço de demência, mas Braids parecia que evitava o máximo possível a realidade.


E para aqueles que não sabem, seu nome verdadeiro não é Braids. Braids é apenas um apelido por causa das tranças. Seu verdadeiro nome era Fulla e seu nome cabalístico era Barra.


Outra curiosidade sobre Braids é que, a princípio, ela não teria sua própria carta. Mas quando Eric Peterson reinterpretou um esboço de Matt Wilson – artista que fez a arte do Kamahl druida – para o que deveria ser o Tutor Diabólico de Odisseia, a carta era tão impressionante e poderosa que Continuity e R&D decidiram dar a Braids sua própria carta. Sua habilidade de sacrífício foi retirada de uma carta que nunca fora usada no bloco de Tempestade.


Voltando a Krosa.


De alguma forma, Braids encontrou a cabana de Seton e o matou para poder sequestrar Jeska e levá-la ao Patriarca. 


A irmã de Kamahl outra vez caía nas mãos do destino.


O Patriarca, que também possuía o poder do toque da morte, tentou acabar com a vida de Jeska, mas alguma coisa interferiu e o resultado foi sua transformação em Phage. Ela herdou esse poder e agora, tudo o que tocava morria. Ela apenas podia tocar em coisas inorgânicas e em seda. Phage se tornou a nova campeã do Patriarca e começou suas lutas nas liças.


E entre as centenas de mortes que ela causou, uma delas teria enorme importância nos eventos futuros.


Essa foi a primeira luta de Phage nas liças. Não somente a primeira luta, mas também sua primeira morte. Contudo, aquele nome não seria facilmente esquecido: Nivea.


Nivea perdeu a luta para Phage e foi morta. Após sua morte, Ixidor foi banido para o deserto por não conseguir pagar suas dívidas a Cabala. Em seu exílio, Ixidor descobriu algo sobre si mesmo que jamais imaginaria.


Ixidor era a reencarnação do Numena Lowallyn que representava a cor azul.


Descobrindo que possuía poderes além da criação de ilusões – seus poderes agora permitiam que alterasse a realidade, dando vida aos pensamentos - Ixidor iniciou seus planos de vingança contra a Cabala. E para isso, era necessário a criação de seu campeão. Uma força que representaria, não somente seu ódio contra a Cabala, mas seu eterno amor por Nivea.


Numa mistura de raiva e reverência, Ixidor começou sua modelagem de pensamentos e, com a imagem fixa de seu amor em sua alma, ele deu vida à sua campeã. Aquela cujo rosto teria a feição de Nivea estampando nele.



Ah, Akroma!


A personificação da fúria de um amor perdido. Um anjo envolto à nostalgia.


Akroma foi a resposta de Ixidor à Cabala. Com a força dela e a admiração que ela trazia às pessoas, um exército de clérigos e zelotes destruiria de uma vez por todas a Cabala.


Mas não foi bem isso o que aconteceu.


Houve a primeira investida contra a Cabala, mas Akroma não obteve sucesso em sua missão. A batalha foi intensa e terminou com Akroma fugindo, após Kamahl ter destruído as pernas dela. Agora, apenas tocos restavam. O poderoso anjo retornou para seu criador, Ixidor, que estava esperando por ela no Locus – o palácio criado com seu novo poder. Akroma retornará, despedaçada, com as asas danificadas e manchadas como se fosse uma galinha depenada.


Ixidor sentiu quando Phage a atacara. Ele estava conectado a Phage e Akroma por causa de Nivea. Mais uma vez, Phage desfigurara o amor da sua vida. Embora Akroma houvesse falhado, Ixidor somente conseguia sentir pena e amor por ela. Ele sabia como Akroma se sentia por ter falhado, mas também entendia que Akroma precisava ser melhorada, não somente com pernas novas, mas com um novo instinto. 


Então, usando seus poderes, ele invocou um jaguar. A criatura era maior do que um jaguar comum e incrivelmente veloz.


Por um momento, Akroma não entendeu a intenção de Ixidor. Ele queria que ela ficasse com as pernas do jaguar? 


Era mais do que isso.


Akroma era um ser ideal, nascida de um pensamento puro, mas lhe faltava a ferocidade de um carnívoro. Ela precisaria de um Eu mais vil para enfrentar Phage e Ixidor estava ofertando isso a ela. Não somente ela teria as pernas do felino como também teria o coração dele. Akroma cravou suas mãos na criatura e a despedaçou, fazendo jorrar o sangue pelo chão.


Agora Ixidor poderia completá-la. A criação é algo confuso, dolorosa e enlouquecedora. e de repente, ele entendeu o velho demônio Yawgmoth. Quer ele fosse mau ou não no início, a dor e a loucura da criação - o poder ilimitado e a responsabilidade ilimitada - o tornaram mau.


Ociosamente, Ixidor ergueu um dedo e arrastou uma mancha vertical pela parede. Ele alargou a base da linha e desenhou uma perna felina e outra. Esfregando o polegar para o lado, ele formou um corpo poderoso, terminando em uma cauda e patas traseiras. Duas linhas inclinadas de cada lado feitas para as asas, e gotas individuais de sangue traçaram os abrigos de plumas.

 

 

Akroma estava pronta para proteger Ixidor novamente, pois agora seus inimigos o perseguiam e se dirigiam à sua fortaleza, o Locus. Uma trégua foi criada entre o Patriarca e Kamahl – apenas até que resolvessem a situação de Akroma e Ixidor – e Phage tornou-se responsável por liderar as forças da Cabala.


Durante a batalha, Phage caiu sob um feitiço de Ixidor que a fez vomitar centenas de vormes da morte. Cada pessoa que Phage matou criou um vorme da morte dentro dela e quando a magia de Ixidor a tocou, todos esses vormes da morte saíram de seu corpo, fazendo com que voltasse a ser Jeska novamente.


Nem Akroma foi párea para os vormes da morte e, na tentativa de escapar usando seus unmen Ixidor acabou sendo devorado por um vorme da morte. A ironia do destino foi que o vorme que o matou continha a essência de Nivea permitindo que Ixidor descansasse para sempre com seu amor.


Jeska, ao perceber que esses vormes poderiam devastar o mundo, os trouxe de volta para seu corpo, condenando-se a si mesma a voltar a ser Phage.


Mas essa existência estava prestes a acabar, pois mais uma mulher surgiria para se entrelaçar com o destino.


Na cidade chamada Sanctum, uma mulher buscou asilo sem imaginar que sua presença lá alteraria o próprio tecido da realidade.


Zagorka se estabeleceu em Sanctum, um abrigo e asilo para refugiados da Guerra dos Pesadelos e enquanto esteve lá, procurou ajudar os refugiados. Zagorka foi uma mulher que inicialmente procurou emprego na Cidade da Cabala. Após os conflitos de Ixidor, ela partiu para Sanctum e tornou-se líder da cidade, liderando todos os que procuravam abrigo.


Mas enquanto a cidade crescia, seus mistérios também surgiam. Mais tarde, Zagorka descobriu que Sanctum – a cidade – era a reencarnação do Numena Averru, o qual também foi o mais poderoso dos três. O feitiço dele o fez ressuscitar como a enorme cidade e parecia que Averru enxergava Zagorka como sua mãe.


Phage abandonou a Cabala e, ouvindo falar da cidade-abrigo, refugiou-se em Sanctum também.


Enquanto Sanctum tornava-se uma cidade bastante movimentada, Akroma se recuperava dos ataques dos vormes da morte. Seus espiões disseram-lhe dos eventos estranhos em Sanctum dando início a marcha dos exércitos de Akroma para sitiar Sanctum.

 

 

Akroma foi atrás de Phage, que se encontrava numa cúpula no meio da cidade. Enquanto as duas se digladiavam, Kamahl chegou à cúpula empunhando seu Soul Reaper. Um machado forjado por ele e o Patriarca como um símbolo entre a aliança entre Krosa e a Cidade da Cabala.


Kamahl desferiu seu golpe fatal contra Akroma e Phage, mas acidentalmente Zagorka se envolveu na luta e também foi morta. Quando a explosão que foi desencadeada pelo impacto envolveu o corpo delas em uma luz ofuscante, Akroma finalmente morreu em paz, sabendo que Ixidor havia sido vingado finalmente.


A essência das três mulheres se fundiu em um novo ser: Karona, deusa da magia.

 

O Segundo Toque

 

 


Karona a pretensa deidade dominariana.


Karona foi a manifestação de todo o mana de Dominária. A personificação da magia.


Após o desfecho do Soul Reaper, Karona surgiu. Suas habilidades provinham da fé. Aqueles que eram expostos à sua presença caíam de joelhos em adoração. 


Mas o que poucos sabem é que Karona existiu antes dos eventos da Saga do Mirari. Durante a era dos Numena, antes mesmo do império Thran surgir, os três reis-bruxos dominaram toda a Dominária.


Quando não havia mais o que conquistar, os Numena voltaram-se contra si mesmos e começaram a se enfrentar. O conflito entre eles resultou na criação de um ser que chamaram de “Mãe”; a encarnação viva da própria magia. Percebendo o tamanho poder dessa entidade, os Numena se uniram para combatê-la, mas o embate lhes custou os poderes e a vida.


O Lore envolvendo Karona é bastante contraditório do ponto de vista canônico, mesmo sendo uma história pós-revisionista. Mesmo entre os leitores alguns acontecimentos não são considerados como oficiais, pois alguns dizem que nunca aconteceram e/ou que tudo não passou das ilusões de sua mente doentia.


Como um ser que surgiu do nada e sem propósito, Karona questionava sua própria existência. Por não possuir um criador e ter surgido da morte de três mulheres, ela não conseguia compreender seu papel na vida. 


Contudo, ao perceber que as pessoas lhe prestavam reverência, Karona chegou a terrível conclusão que era uma deusa. Uma deusa mais mundana do que divina. Medo, ganância e aspiração – emoções básicas humanas – se refletiam em seu ser. Erroneamente ela interpretou a adoração do povo de Otária como significado, o que levou o continente em mais devastação por parte dela.


Perdida, insana e doentia, Karona então decidiu procurar por outras “divindades”. Uma tentativa de encontrar seres em comum, fosse em poder ou propósito. 


E é aqui que o Lore dela torna-se contraditório e polêmico. 


Karona invocou cinco portais – um para cada cor da magia – para procurar pelos seus iguais.


● O portal branco a levou até Teferi;
● O portal verde a levou até Multani;
● O portal vermelho a levou até Fiers;
● O portal azul a levou até Lowallyn;
● O portal preto a levou até Yawgmoth;

 

Não é preciso dizer que esse encontro com essas cinco “divindades” é estranho por si só. Primeiro, Teferi. O mago temporal não estava “existindo” nesse período. Durante a Invasão Phyrexiana, Teferi tirou Shiv e Jamuraa de fase, ressurgindo apenas durante o período das fendas temporais. E embora fosse um planinauta pré-emenda, não era um deus. Multani era um feiticeiro-maro, a manifestação elemental da floresta, mas com consciência, o qual também era conhecido como Força da Natureza. Mas não podemos esquecer que, durante a Invasão Phyrexiana, Multani fez seu sacrifício final levando Yavimaya para os pântanos de Urborg o que fez com que ele sumisse, retornando também somente durante o período de Espiral Temporal.


Segundo a Contagem Argiviana, Teferi tirou de fase os continentes em 4205 AR e somente em 4500 AR eles voltaram.


Fiers e Lowallyn eram os únicos que poderiam ser considerados como deuses. Fiers era a divindade adorada pelos anões e Lowallyn era o Numena azul.


Todavia, o mais interessante foi seu suposto diálogo com o Pai das Máquinas, Yawgmoth. Yawgmoth já estava morto, ou assim acreditamos até hoje, o que tornava impossível essa conversa. Mas seu encontro com Yawgmoth a assustou, pois ele informou que Dominária já tinha uma deusa: Géia. E que a presença de Karona feria Géia, então, soando como o próprio Pai das Máquinas, Karona disse que se ela não pudesse ser uma deusa, então destruiria todos e assumiria o poder.

 

 


Após o suposto encontro, Karona voltou com um novo senso de identidade. Nesse interim, Kamahl conseguiu trazer Ixidor de volta à realidade após descobrir que sua essência ainda residia no vorme da morte. Ao sentir Ixidor, Karona decidiu segui-lo, o avatar imortal de Lowallyn, levando-a até o Grande Coliseu que fora destruído pela turba de adoradores que a seguia.


Kuberr, o Numena preto, Ixidor e Kamahl fugiram para Averru na esperança de finalmente conseguirem deter Karona. Surgindo divina nos céus, Karona foi atrás dos Numena reencarnados, mas ao encontrá-los, uma criatura apareceu nos céus, quase tão divina quanto Karona. Aquela era Arien, um ser que surgiu dos sonhos. Arien pediu para que Karona se aproximasse e, ao perceber que encontrara alguém como ela, Karona não hesitou.


Porém, ao se aproximar do estranho ser diáfano, Karona começou a ser atacada pelos Numena. Arien foi apenas uma armadilha para atrair a atenção da deusa e baixar suas defesas. Esse parecia ser o fim da divindade, mas Kamahl interveio ao ataque dos Numena, permitindo que Karona sobrevivesse. O druida preferia que ela fosse banida do que obliterada.


A falsa deusa caiu nas Eternidade Cegas, o mundo entre os mundos, junto com seus dois discípulos Sash e Waistcoat (traduzidos oficialmente como Cinturão e Gibão). Desesperada por deixar aquele lugar estranho, Karona seguiu caminhos aleatórios. 


E aqui nos deparamos com mais eventos contraditórios.


Karona apareceu num plano desconhecido. Não foi totalmente uma ação aleatória, pois ela seguiu um nome para poder encontrar esse plano. O nome era Gerrard Capasheno. Tentando pedir orientação dos nativos, Karona foi hostilizada porque a associaram com os rebeldes Cho-Arrim e os hereges. Mesmo não mencionando o nome do plano, tudo indica que Karona tenha visitado Mercádia.


Aturdida, Karona fugiu para outro plano.


Ela chegou a um lugar com prados flutuantes e um entardecer que nunca cessava.



Ela sentiu-se revigorada com o ar puro e novo desse lugar, mas logo em seguida, um ser chamado Serra se aproximou do trio e disse que não poderiam ficar lá. Mesmo após explicar sua situação, Serra apenas comentou que a situação de Karona a lembrava da vez em que ajudou Urza Planinauta. O que causou terríveis danos e destruições em seu amado plano.


O único conselho de Serra foi lembrá-la que Karona representava a essência da magia de Dominária e por isso, devia retornar ao seu lar.


Rejeitada por dois planos, ela procurou um novo abrigo. Mas dessa vez, sua vontade a levou até as sobras de Phyrexia, que havia sido dizimada pelos Nove Titãs. Phyrexia a fez meditar sobre sua relação com Yawgmoth e em como ambos se pareciam por terem causado destruição à Dominária e por serem rejeitados por Géia.


Suas reflexões foram inusitadamente interrompidas pela poderosa voz de Yawgmoth em sua mente. O Pai das Máquinas a queria em seu plano e pediu para que ficasse lá, mas Cinturão e Gibão a advertiram que aquelas palavras sedutoras eram semelhantes as de Arien.


Percebendo que estava sendo atraída para outra armadilha, Karona simplesmente partiu.


Procurando outro caminho, ela caiu em um plano de metal brilhante e foi recebida por um homem. Ao se aproximar daquele homem, ele humildemente confessou que não passava de um servo de Lorde Macht, criador do plano. No entanto, como não havia mais ninguém por lá, Karona percebeu o ardil dele e o abraçou, compreendendo que aquele era o próprio Lorde Macht.


Lorde Macht contou a ela sobre seu envolvimento com o Mirari e toda a tragédia e dor que causara, o que fazia com que sentisse culpado. Ela insistiu que ele tinha tanta culpa quanto ela tinha por ter nascido daquela forma. Agradecido, Lorde Macht a transplanou de volta a Dominária.


O encontro de Karona com o plano de Serra e Phyrexia foge totalmente à cronologia do Multiverso. O plano de Serra já havia sido consumido por Urza para a criação do núcleo do Bons Ventos e Serra já estava morta nessa época. E mais uma vez, ela alega ter conversado com Yawgmoth.


Outro fator que aponta a contradição dos encontros de Karona é que, durante Espiral Temporal, Teferi se encontrou com Freyalise e diz que nunca se encontrou com Karona.


Estaria a deusa louca e teria sonhado com tudo aquilo? Acho que nunca saberemos.


A falsa deusa retornou a Dominária e, ensandecida pelo próprio poder, ou pela influência de Yawgmoth, decidiu dominar toda Otária com um exército de adoradores. Ela devastou cidades inteiras diminuindo o número daquelas que se opunham a ela. Por fim, apenas Sanctum restava como oposição ao seu poderio completo. Kamahl, que havia sido orientado pelo estranho Lorde Macht, estava junto dos Numena para deter Karona de uma vez por todas.


Porém as coisas não aconteceram como ele planejara.


Os três Numera foram mortos por Karona e Kamahl se rendeu ao poder da presença dela. Prostrado e sem vontade de lutar, Kamahl se curvou largando a Espada-Mirari. Mas essa adoração não seria aceita por Karona que decretou sua morte.


Como um toque do destino, as únicas criaturas que não se rendiam à presença dela, Cinturão e Gibão, foram responsáveis pela morte de Karona. Enquanto lidava com Kamahl, a Espada-Mirari foi transpassada pela barriga dela.


Lorde Macht, que era o golem de prata Karn, levou Karona para seu plano artificial – Mirrodin – e removeu a espada fazendo com que ela voltasse a ser as três mulheres originais.

 

O Terceiro Toque



 

Após voltarem a ser três mulheres, apenas Jeska ainda estava viva. Akroma e Zagorka estavam mortas, mas a centelha de Jeska salvou sua vida. Ela despertou e Jeska ascendeu a planinauta, ficando sob tutela de Karn para aprender a usar seus poderes.


Graças à sua centelha adormecida que Jeska sobreviveu ao golpe da Espada-Mirari e também foi por causa de sua centelha que o Patriarca não conseguiu matá-la, o que resultou na transformação de Phage.


As aventuras de Jeska serão abordadas num futuro próximo, quando falarmos sobre os eventos de Espiral Temporal, mas sua vida veio ao fim quando a planinauta se sacrificou para selar a última fenda que ficava no céu de Otária, séculos após a Saga do Mirari.


Em seu último ato de sacrifício, Jeska espalhou sua essência sobre a fenda e não somente naquela, mas por todas as fendas e fissuras do Multiverso que se conectassem a ela. Em uma grande descarga de poder, todas as fendas se fecharam dando início a Grande Emenda do Multiverso.

Leandro Dantes ( Arconte)
Leandro conheceu o Magic em 1998 e, desde então, se apaixonou pelo Lore do jogo. Após retornar a jogar em 2008, se interessou por lendas, o que resultou por despertar a paixão pela escrita. Sempre foi mais colecionador do que jogador e sua graduação em Pedagogia pela Ufscar cooperou para que ele aprimorasse e desenvolvesse um estilo próprio. Autor de alguns contos, todos relacionados ao Magic, já traduziu o livro de Invasão e criou sua própria saga com seu personagem, conhecido como Arconte.
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Comentários
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(Quote)
- 15/01/2021 10:34

O Karn não ascendeu a planinauta, ele herdou os poderes de Urza por causa da Mightstone e Weekstone. Se não fossem as Powerstones ele nunca teria virado.

(Quote)
- 14/01/2021 11:52

O Karn também. Como ela mudou de coração, poderiam ter colocado o coração de um ser que tinha centelha

(Quote)
- 14/01/2021 11:39

Ela jamais poderia virar PW porque foi um ser criado.

(Quote)
- 14/01/2021 10:31
Gostava bem mais da Akroma. Preferiria que ela tivesse sobrevivido e virado pw.
(Quote)
- 13/01/2021 18:58

Eu comecei a escrever justamente por isso, por não ter acesso e querer saber como foi o desenrolar das aventuras.

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