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Boros é uma opção no cEDH! Parte 1
Na primeira parte desse artigo iremos explorar o que a cor branca tem para nos oferecer de melhor no ambiente competitivo do commander!
09/09/2020 10:05 - 3.326 visualizações - 3 comentários
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Fala galera! Tudo certo?


Quem joga commander sabe que dentre todas as cores, as menos privilegiadas sempre foram Branco e Vermelho, tanto pela falta de suportes relevantes para jogos multiplayer, quanto pelo desafeto da nossa tão amada Wizards.


Mas quem disse que 2020 não traria mais surpresas?


Já a algum tempo estamos presenciando um crescimento exponencial na incidência dessas cores dentro de decks competitivos, que ganharam reforços muito relevantes e que tem mostrado um potencial muito grande.


Então para entender melhor essas mudanças, iremos analisar melhor cada umas das duas cores dentro de dois artigos, sempre utilizando alguns critérios, já que nossa intenção é falar sobre elas de modo singular, e não como coadjuvantes em decks multicoloridos.


Antes de tudo temos que levar em conta que quando se trata de magic, temos um uma pré definição de cada cor, que geralmente nos da uma ideia do que esperar que ela faça num deck onde você irá trabalhar.


Quando falamos de commander, conseguimos delinear essas características com uma maior facilidade, já que por ser um formato Singleton de 100 cartas, as cores precisam ser melhor exploradas para que façam seu papel, e é aí que iremos notar seu nível de usabilidade.


No Commander tradicional, o branco é uma cor de suporte extremamente útil, disponibilizando as melhores remoções globais, peças de stax, pillow fort e opções de Aggro através da criação de Tokens.


Já no cEDH os objetivos dos decks são um tanto quanto diferentes, sempre priorizando uma eficiência pareada à diminuição de dead slots e custo de mana, o que colabora para que Branco e Vermelho sejam as cores com menor incidência dentro do formato.


Isso fica ainda mais evidente pela falta de cartas que te entregam card advantage, tutores e um jogo mais responsivo.


Obviamente que isso não é via de regra, e temos excelentes exemplos de algumas cartas que fazem esse papel, mas de forma limitada e sem muitas opções.


Também é bom lembrar que esse artigo está sendo escrito anteriormente aos spoilers de Zendikar Rising, que pode trazer futuras alterações as menções feitas aqui.


Então sem mais delongas, vamos ao que interessa!

 

O papel do Branco no cEDH

 

As cores do Magic: o Branco | Estrutura ludens

 

O branco é geralmente utilizado como uma opção de nivelamento,e faz seu papel como um control que busca diminuir a velocidade do seu oponente, para que você consiga desenvolver seu jogo dentro desse novo parâmetro criado no board.


Como todos sabem, essa cor tem uma pré-disposição muito grande para lidar com encantamentos, que possuem uma enorme quantidade de controle, assim como criaturas que fazem papéis tão importantes quanto.


Dentre esses encantamentos e criaturas, podemos destacar alguns que são mais utilizados e tem um potencial maior dentro do âmbito competitivo, vendo jogo em diferentes listas.


 
 

Já começando com velhos conhecidos para lembrar o quanto tax é ligado diretamente ao branco, agindo de forma incisiva dentro de um formato onde priorizamos aceleração de mana e um jogo curvado.


Thalia é o clássico exemplo de como taxar mágicas de não criatura de seus oponentes pode te colocar numa posição vantajosa, pois como vamos ver ao longo dessa lista,possuímos muitas outras criaturas que amplificam essa estratégia, propiciando ainda mais um ambiente lento.


Mas apesar de tax ser uma forma de diminuir a velocidade dos jogadores, dizimo sufocante age de uma forma mais “agressiva”, assim como estudo ristico, que troca o pagamento de sua taxa por uma vantagem que muitas vezes pode te garantir turnos à frente.


Essa diferença fez com que nosso encantamento virasse uma staple quase que essencial na maioria dos decks no meta atual, por conta dessa versatilidade e poder de aceleração.


Ambas as cartas citadas ilustram bem essa variedade dentro de uma mesma estratégia, podendo agir de forma restritiva, ou te impulsionando à frente, dependendo do que for mais propicio ao momento.


 
 

Algumas cartas como Mnemocensor Aviano e Coletor de Esmolas possuem essa característica de control que além de diminuir o ritmo do oponente em instant speed, conseguem te colocar numa posição vantajosa.


No caso do coletor de esmolas, combinado a efeitos de roda, te garante card advantage e ainda age como um empecilho contra deck que possuem estratégias de
farm.


Por outro lado, a vantagem dada pelo Aviano é tão útil quanto, oferecendo o que chamamos de “Vantagem assimétrica”, que é basicamente a aplicação de um stax que afeta apenas o seu oponente, te deixando livre do efeito.


Se bem colocado no inicio do jogo, nossa pomba consegue impedir que os outros jogadores busquem com fetch lands e tutores, criando um game mais lento e propicio para estratégias menos agressivas.


  
 

Outros grandes exemplos de vantagens assimétricas são os já conhecidos Abolidor-Mor e a nossa odiada Linvala, Guardia do Silencio, que param seus oponentes de forma brusca sem precisar mudar o seu próprio plano de jogo para contorna-los. Linvala é o tipo de criatura que oferece um hard stax propicio para declinar o avanço de jogadores que já estão muito à frente dos outros, ou para impedir que te passem na corrida.


Com um corpo enorme de ¾ e um custo razoável, ela vira uma ameaça persistente na mesa e que causa dor de cabeça para decks como Najeela, the Blade-Blossom e outros comandantes que são peça chave para seus próprios combos.


O Abolidor por sua vez, faz um papel mais agressivo, e carrega consigo quase que um alerta de que você está prestes a combar.


Ele é um exemplo perfeito de como funciona o nivelamento a partir da ótica Branca de jogo, já que considerando que um dos maiores defeitos da cor é a falta de respostas, o melhor caminho é desabilitar essa capacidade dos seus oponentes também.


E hoje em dia, falar sobre efeitos assimétricos impeditivos sem mencionar a possivelmente melhor carta branca da atualidade é quase um pecado.


Magistrado de Drannith é uma carta completa quando se trata de desbalancear o desenvolvimento de um jogo, por que além de impedir combos que utilizam cemitério (r.i.p. Breach), combos que utilizam exílio (r.i.p. Food Chain), ela também não deixa que seus oponentes conjurem seus comandantes. E de quebra ainda trás como bônus o fato de ser uma 1W que cabe em absolutamente qualquer lista, dispensando comentários e justificativas do por que é tão viável.


 
 

Depois de observar como efeitos assimétricos são armas pesadas para decks mais ativos, vamos falar sobre o quanto efeitos globais de hard stax podem em conjunto à decks mais defensivos podem ser tão poderosos quanto.


Regra de Lei e Eidolon da Retorica são ótimos exemplos de cartas que fazem com que seus oponentes precisem engatinhar para te alcançar, ganhando o tempo necessário para que voce consiga desenvolver sua estratégia em cima de um hard stax.


É importante lembrar que essas cartas geralmente são utilizadas dentro de decks onde os combos precisam de tempo, ou que possuem poucas formas de protege-lo, como no caso do Heliode, Coroa de Sol, que se apoia em stax para o desenvolvimento do jogo.


Também temos como opção para esse mesmo tipo de efeito, Silencio Ensurdecedor e Canonista Etherolatras, que oferecem uma diminuição na quantidade de mágicas conjuradas, afim de impedir storm ou counters vindo dos outros jogadores.


 
 

Esse hard stax simétrico pode vir também como uma forma de parar estratégias especificas, que são os chamados “Silver Bullets”, em alusão à munições escolhidas especialmente para certas ocasiões.


A conhecida Descanse em Paz sempre foi uma das cartas brancas mais usadas com esse intuito, já que é a ruína para qualquer deck baseado em combos que utilizam o cemitério, como Monstro Gitrog por exemplo, que perde seus triggers de draw e que muitas vezes até suas winconditions como consequência do de ETB da nossa RIP.


Ja nossa Sanctum Prelate é uma carta bem pouco utilizada mas que vale a menção quando falamos sobre “Silver Bullets”, pois seu efeito autoexplicativo ilustra bem a capacidade do branco de ser uma pedra no sapato de inúmeros decks.


 
 

Também não podemos falar de branco sem mencionar suas remoções pontuais muito efetivas, conhecidas e utilizadas não só no commander, mas também em outros formatos.


Com a vantagem de possuírem custos de mana acessíveis, e drawbacks quase irrelevantes, tanto Espadas em Arados quanto Caminho para o Exilio passam a ser quase staples quando estamos construindo nossos decks.


Uma coisa importante a se considerar, é que ao contrario de algumas free spells, como por exemplo Brincadeira Mortal, seu custo de mana convertido pode fazer diferença quando presentes em decks de farm, poupando vida durante a resolução de uma Ate Enjoar, por exemplo.


 
 

Agora partindo para uma linha diferente, vamos falar sobre duas cartas que tem efeitos de impedimento, mas que funcionam também como impulsos para a vitória.


A velha conhecida Silencio serve tanto como uma forma de impedir um jogador que tutorou todo seu combo no turno anterior de coloca-lo em pratica, quanto para impedir que seus oponentes interfiram durante seu turno, o que faz com que ela seja sem duvidas uma das cartas mais versáteis e fortes dessa cor.


Graca do Anjo também segue essa mesma premissa, servindo tanto como uma carta responsiva para que seus oponentes não vençam, e muitas vezes até percam o jogo após resolverem uma Tassa’s consultation, quanto para combinar forças com uma Ad Nauseam para a vitória.


E como não bastasse isso, ela ainda carrega consigo o bônus de possuir split second, impedindo qualquer resposta à ela, o que convenhamos, 90% das vezes te garante uma vitória certeira quando usada agressivamente.

 

 

Quando se trata de combos, temos inúmeras cartas que poderiam ser citadas nessa lista, mas uma delas tem feito uma presença enorme dentro do cenário competitivo por conta da sua versatilidade e usabilidade em diversas situações.


Apesar de ser um feitiço, Reivindicacao de Sevinne é uma carta que possui uma ampla gama de possibilidades, mas que brilha de verdade juntamente com uma linha de combo que tem se popularizado recentemente, utilizando Intuição como uma “One card combo” ao tutorar junto a ela, Diamante Olho de Leao e Underworld Breach, que é outra carta que falaremos na parte dois desse artigo por estar se tornando cada vez mais relevante para o cenário competitivo.


  
 

E o que seria dos decks sem os tutores, não é mesmo?


Apesar de fazer isso com uma menor eficiência, temos no branco tutores muito relevantes e versáteis, contando como staples em inúmeras listas diferentes.

 

Assim como podemos perceber, tanto recruta da guarda quanto o capitão possuem a habilidade de tutorar “pequenas” criaturas, se tornando peças importantíssimas para combos em decks já mencionados anteriormente em outros artigos!


Vale mencionar que alguns decks como Teshar, Apostolo da Ancestral utilizam repetidamente desses efeitos, potencializando ainda mais ambas as habilidades do capitão, por exemplo, o que o torna uma ameaça recorrente.


E falando sobre tutores, escolhida como MVP pela equipe do Podcast cEDH Brasil no episodio especial sobre a cor branca, temos Tutor Esclarecido, que quando se trata de commander competitivo se torna uma das cartas mais amplas do formato.


Podendo tutorar entre artefatos e encantamentos, nossa carta do ciclo de tutores de cmc1 pode também buscar criaturas artefatos e criaturas encantamento, que também foram citadas acima, assim como peças importantes de combos.

 

Além de todas as cartas citadas nessa lista, temos muitas outras que fazem papéis parecidos e que muitas vezes são escolhidas por redundância, então é importante ressaltar que listamos apenas as mais relevantes e presentes atualmente dentro do commander competitivo.


Além disso, temos também alguns exemplos de cartas multicoloridas com a cor branca presente, extremamente fortes e que tem seu espaço garantido dentro do formato, como por exemplo Veto de Dovin e Emiel the Blessed, porém nosso intuito foi de ressaltar a cor de forma independente.


 
 

No parte dois desse artigo teremos uma analise da cor vermelha, que também vem ganhando espaço com estratégias versáteis que estão sendo melhor exploradas nos últimos meses.

 

Espero que tenham gostado, e que essa lista sirva de alguma forma como ajuda para jogadores que querem explorar melhor o branco em seus decks.


Se você leitor tiver alguma sugestão ou critica, deixa nos comentários para estarmos sempre gerando discussões sobre esse formato tão grande e abrangente, que é o commander!


Não se esqueçam de visitar o grupo cEDH Brasil no Facebook e acompanhar o trabalho da nossa equipe, que vem crescendo através das Live streams pela Twitch, nosso Podcast em todas as plataformas de áudio digitais, entre outros.


Lá também organizamos as ligas mensais e torneios relacionados ao commander competitivo.


Por hoje é só pessoal, e até a parte 2!

 

por Jefferson Barbosa

Jefferson C Faria Barbosa ( D3AD)
Jefferson é entusiasta do formato cEdh
Redes Sociais: Facebook
Comentários
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(Quote)
- 09/09/2020 13:57
Dias antes dos spoilers de M21 estava discutindo com amigos como boros tem cartas legais mas que dificilmente fechada um deck completo, ai saiu o spoiler do Mangara que deu um certo animo já que é uma carta branca que da draw. Ultimamente a forma que vejo o pessoal tentando driblar a inconsistência do Boros e apelando para sinergia do tribal de goblins.
(Quote)
- 09/09/2020 13:50

Depois que vc comentou do magistrado até to comprando 1x pra mim, provavelmente a mecânica de Party pode fazer o preço desse bixo subir.

(Quote)
- 09/09/2020 11:01
Ótimo artigo, como sempre. Realmente Magistrado de Drannith já está consolidada como staple branca, geralmente é fácil de lidar, mas não tomar Piroclasma e Massacre é muito relevante.
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