5 Dicas para iniciar bem no cEDH
Nesse artigo iremos deixar algumas dicas para quem quer entender sobre cEDH, e entrar com o pé direito nesse formato!
21/02/2020 10:05 - 7.186 visualizações - 27 comentários

Fala pessoal, tudo certo?


No artigo de hoje iremos falar um pouco sobre deckbuilding e também sobre maneiras de aplicar bem seus investimentos para começar com o pé direito no mundo do cEDH. Antes de qualquer coisa, se você se interessa pelo commander competitivo e deseja aprender um pouco mais, conhecer outros jogadores e trocar experiências, você pode se juntar ao nosso grupo cEDH Brasil do Facebook.


Então sem mais delongas, vamos ao que interessa.


Primeiramente, você sabe o que é cEDH?


É muito comum, inclusive em muitos comentários desses artigos, vermos jogadores se referirem às listas mais competitivas como “Inacessíveis” por conta dos valores das cartas, mas temos também que nos lembrar que estamos jogando commander, onde temos a maior pool de cartas entre os outros formatos (exceto Vintage) e que todo grupo de Magic nasce em mesas casuais sem muito investimento, mas com muita criatividade para criar listas boas e eficientes, e mesmo que For Fun, o objetivo de um deck é sempre tentar ganhar algumas partidas.


Essas situações, mesmo que involuntariamente nos levam à uma constante evolução, seja com investimentos ou com a adição de interações melhores ao seu deck, afinal ninguém quer apenas assistir o jogo sem conseguir fazer nada.


Quando essas mudanças começam a ser um pouco mais aparentes, a otimização do seu deck virá como conseqüência, acompanhando a evolução de todo o grupo para que estejam todos pareados no mesmo nível de poder. Lembrando novamente: o pilar de sustentação do cEDH é a mentalidade, que deixa bem definido o perfil de jogador.

 

Em inúmeras situações já me deparei com listas casuais que possuíam fetch lands, old duals e os tutores mais caros, e ainda assim continuavam sendo decks casuais justamente pelo fato de que o controlador do deck não necessariamente precisa associar sua postura de jogo ao valor investido.


A expressão “Competitivo” está longe de ser definida por uma mesa onde o jogador que gasta mais é sempre o jogador vencedor, e sim pela forma com que jogam, sempre mantendo o power level nivelado para que haja a competitividade entre eles. É extremamente necessário para que um grupo comece a nascer dentro do cenário competitivo a compreensão de todos os jogadores e também a capacidade de entender que tudo começa de baixo.

 

Como foi citado o exemplo no nosso artigo anterior, uma lista final de um deck monoblue que tinha o valor de 4mil reais pode facilmente ser ajustada para ser acessível de forma inteligente sem perder eficiência dentro de um grupo já bem definido. Essas adaptações ocorrem de forma melhor e mais natural quando esse grupo está se desenvolvendo, já que ele não irá exigir um nível de poder tão alto no inicio, e nesse artigo falaremos mais sobre isso.

 

DICAS PARA COMEÇAR COM O PÉ DIREITO NO cEDH

 

1 – Entenda o Netdecking


Como todos nós já sabemos é extremamente comum a utilização de netdecking para a montagem de decks de inúmeros formatos, inclusive dentro do EDH tradicional. Mas afinal, o que essa expressão significa?


Netdecking é basicamente o ato de copiar listas divulgadas na internet, sejam elas usadas em campeonatos ou feitas por entusiastas que buscam ter seus melhores resultados, e isso contribui muito para o estudo e descobrimento de novas interações através do compartilhamento de experiências.


Em muitos casos essa prática também pode ser uma faca de dois gumes, pois muitas vezes nos deparamos com listas que se portam excepcionalmente bem em alguns ambientes e ao mesmo tempo podem não ser tão efetivas em outros, principalmente se considerarmos que no Commander sempre estaremos enfrentando três oponentes, o que aumenta a variável de situações.


Basicamente precisamos nos atentar de que a lista utilizada por um colega para ganhar um torneio regional foi feita para enfrentar as adversidades daquele ambiente, não necessariamente servindo da mesma forma em um ambiente menos otimizado, por exemplo.


Existem muitos casos comuns de jogadores que perdem com seus decks competitivos em mesas casuais justamente por que o deck não foi feito para aquele tipo de situação. Já imaginou se seu Lapso Mental simplesmente fica 4 turnos parado em sua mão? Ou se seu Pacto de Fogo não for o suficiente para limpar a mesa do amigo jogando de Aggro com um Vorinclex, Voz da Fome?


No final das contas precisamos sempre estar cientes de que o netdecking serve como uma referência a ser estudada para ajudar como ponto de partida para a criação do seu próprio deck.


Isso também ajuda muito os jogadores que estão ingressando agora no cEDH e que ficam preocupados por não ter uma Wheel of Fortune, mas que poderiam estar focados em conseguir cartas especificas para lidar com seus oponentes por muito menos dinheiro.


Não importa o quanto o deck é otimizado, pois se não for bem pilotado ele virá a ser tão ineficaz quanto um deck pré construído.


Por fim, lembre-se sempre de que o cEDH é formado pela postura do jogador atrás das cartas, e utilizando desse compartilhamento de informações você poderá chegar a resultados incríveis apenas colocando-os como um ponto de referencia e os adaptando ao seu próprio ambiente.

 


 

2 – Saiba investir aos poucos


Novamente terei que bater nessa tecla, pois é visível principalmente em comentários o fato de que muitos leitores ainda não entenderam o conceito do cEDH.


Como em qualquer outro formato já é de se esperar que uma lista em sua forma final fique num valor elevado, graças à toda a base de terrenos, mana rocks e etc, o que pode ser intimidador para alguns.


Todo esse pré-conceito estabelecido por jogadores de fora acaba criando uma situação muito ruim que afasta recém chegados que temem não conseguir se adaptar à “realidade competitiva”.


Independente de qual seja o seu formato, é de extrema importância que se saiba por onde começar, e isso quer dizer que muitas vezes todo o seu playgroup estará também passando por mudanças e se adaptando.


Com isso em mente iremos definir parâmetros para que seu deck funcione e cresça exponencialmente em Power Level acompanhando a evolução de todos os outros, então não se desespere.


Lembre-se sempre que o que irá tornar o seu deck competitivo é seu desempenho em uma mesa equilibrada, e a postura diante dela, e não o dinheiro.

 

3 – Aprenda a sempre se adaptar a mudanças


Magic é um jogo enorme e que está sempre em expansão, seja com novas coleções, novas plataformas e novos públicos. Essa expansão faz com que o jogo esteja sempre mudando de forma boa ou ruim.


Como já foi citado quando falamos sobre netdecking, precisamos lembrar que tudo o que sabemos sobre o jogo precisa ser mutável para conseguir se situar de forma inteligente em seu ambiente; “Dar o braço a torcer”.


Mas o que isso significa?


Não necessariamente porque vimos alguém usar um deck específico sua lista irá servir para o seu playgroup, então sempre precisamos estar atentos a mudanças que nos permitirão jogar de igual para igual com todos os seus oponentes, mesmo que essas mudanças pareçam “diferentes” do nosso habitual.


Bons exemplos dessas situações são algumas cartas com efeitos um pouco mais específicos que podem nos garantir algumas vitórias, como Evacuacao, Mares Fervilhantes e Explosao de Chamas.

 



Tudo o que foi citado serve também para cartas que muitas vezes são ótimas em um grupo com jogadores mais avançados, mas que muitas vezes podem não ter tanta utilidade em mesas recém chegadas, como Lapso Mental e Imergir em Escuridao .


Lembrando que esses exemplos continuam sendo cartas incríveis, mas que perdem de forma significativa seu poder se não forem bem utilizadas.

 

4 – Entenda seus oponentes


Um dos princípios básicos sobre qualquer jogo é sempre saber o que você estará enfrentando, e no cEDH isso não poderia ser diferente.


Seja com a pratica ou através de conversas com seus amigos, saber entender as mecânicas e interações dos decks dos seus oponentes pode ser um grande passo para também entender o seu próprio deck.


Isso é possível por nos permitir praticar formas de jogar de modo mais cauteloso, as horas certas de investir em seus combos, e o mais importante: Saber o que deve ser respondido para diminuir suas desvantagens nos jogos.


Além disso, o estudo dos decks presentes no meta permite fazer substituições adequadas, sejam elas por uma questão funcional naquele ambiente ou seja por uma questão orçamentaria. Cada carta em um deck possui sua função específica e compreender o papel dela numa situação mais ampla é fundamental para realizar mudanças sem perder funcionalidade.


Em situações de mirror match é sempre bom procurar aprender sobre a utilização de listas parecidas com novas óticas, tirando duvidas com o jogador por trás dele e sempre contribuindo com coisas que podem agregar para ambos.


Isso também vale para Good Matches em que seu deck se sobressai por fatores naturais, onde podemos ajudar nossos oponentes após os jogos apontando jogadas que poderiam ter sido boas contra seu jogo.


Esse tipo de ajuda não irá de forma alguma te prejudicar, mas sim aumentar o nível de desafio e parear todos os jogadores, tornando os matches cada vez mais divertidos e justos.


Por fim, seja humilde sempre! Cada jogo pode trazer novas aprendizagens, seja vencendo ou, principalmente, perdendo. Nesse ponto, muitos jogadores, por orgulho, se fecham em suas visões e opiniões e não admitem seus erros ou que suas jogadas poderiam ter sido mais eficientes ou que houve falhas no deckbuilding por não compreender adequadamente o seu ambiente de jogo. Lembre-se: errar é aprender.

 


 

5 – Não se esqueça de se divertir


Muitas vezes os comentários sobre cEDH vindos de jogadores casuais são dizendo que o commander competitivo jamais poderia ser divertido, devido a sua postura mais séria e focada, mas é sempre bom lembrar que essa variante continua sendo apenas Magic, e que uma partida entre amigos sempre será divertida.


Jogadores tóxicos estão espalhados por toda a comunidade, seja ela em formatos sancionados ou não, competitivos ou não, e é esse tipo de comportamento que estamos sempre trabalhando para evitar e fazer com que essa imagem ruim caia de uma vez por todas.


Nós da comunidade do cEDH buscamos exatamente o mesmo que toda a comunidade do EDH clássico: O respeito e a união de todos os jogadores que tem amor por esse jogo enorme. Comentários maldosos contra algo que não faz parte do que você participa não são saudáveis, pelo contrario, apenas criam uma distancia ainda maior entre as comunidades. Magic tem espaço para todos!


Por hoje é só pessoal, e se você leu até aqui e se interessa por commander competitivo, você pode se juntar ao nosso grupo cEDH Brasil no Facebook. Meus sinceros agradecimentos a todos os que colaboram e entendem a mensagem que estamos passando.


Vocês podem deixar suas opiniões sobre o assunto nos comentários e sobre o que querem ver no próximo artigo.


Um grande abraço, e até o próximo.

 

Por Jefferson Barbosa

Jefferson C Faria Barbosa ( D3AD)
Jefferson é entusiasta do formato cEdh
Redes Sociais: Facebook
Comentários
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(Quote)
- 28/02/2020 10:10

Falou tudo amigo. Infelizmente existem pessoas que querem impor a visão limitada que possuem e criticar o cEDH de todas as formas possíveis sem nunca ter jogado em uma mesa competitiva, essa é a verdade.

(Quote)
- 28/02/2020 05:11
Alguns pontos em relação aos comentários:
1) Sim, um deck budget é pior que um deck full power, mas pra competir não é necessário ter EXATAMENTE o mesmo nível de poder, estar próximo já é um primeiro passo.
2) No cEDH tem diversos arquétipos e não apenas Fast Combo. Tem outro artigo do mesmo autor que fala sobre os arquétipos viáveis no cEDH
3) Decks cEDH full power vs decks casuais tem nome: pubstomp. É uma prática indigesta que a grande maioria dos jogadores de cEDH é contra. Se a ideia é competir é necessário um mínimo de chance nos dois lados para que seja uma partida válida.
4) Jogadores tóxicos existem tanto no ambiente competitivo quanto no ambiente casual. Cada experiência pessoal é apenas isso: uma experiência pessoal. No meu caso vivi mais exemplos de toxicidade em ambientes casuais que ambientes competitivos e nem por isso posso afirmar que "O jogador casual é mais tóxico que o competitivo" e nem outros podem fazer afirmações do tipo baseados na própria experiência.
5) Morro de tédio em EDH padrão. Depois do 5º turno já não estou curtindo o jogo e não gosto da desatenção padrão que rola em mesas casuais em relação ao jogo. Diversão é subjetiva e cada um se diverte do seu jeito: Tomar um combo na 2 é muito mais divertido se vc está disposto a debater por 1 hora quais as melhores linhas e o que cada jogador poderia ter feito de diferente/melhor que se vc apenas vai aceitar o ocorrido e o combo do turno 2 será apenas isto, um jogo acabado em 5 minutos.

Atentem-se ao respeito, muitos comentários não estão tão respeitosos quanto poderiam e passam uma visão errada do lado comentando (casual/competitivo).
(Quote)
- 26/02/2020 17:51
Na minha concepção eu acho difícil conciliar competitivo com diversão, igual falaram lá embaixo que o jogador de combo é tipicamente focado e isso atrapalha a experiência, mas ora, no competitivo cada um joga pra vencer a qualquer custo (dentro das regras e possibilidades é claro), jogadas visando a experiência coletiva ou duração do jogo é algo que vai ser priorizado na mesa de cozinha.

No competitivo a diversão pra todos tende a acabar sempre em segundo plano.
(Quote)
- 25/02/2020 09:19
Sempre que estou nosao são em que há decks focados em combo de Hulk ou esses combos de cEDH mais padroes eu alerto a mesa toda sobre o que o deck faz, normalmente são os primeiros a perder por que sempre se torna um 2x1 ou 3x1. Todas as vezes que o deck tier 0 ou 1 respirou na mesa ele ganhou. pessoal do meu playgroup não deixa mais esses decks rodarem. Tem gente de Coldeyes que prefere gastar todos os recursos pra tirar o deck de tier alta da mesa do que ganhar. Os jogadores de decks muito op começam a reclamar e trocam pra decks mais humildes para conseguirem jogar. Num caso desse o cEDH do Jogador é o que garante que ele perca justamente por ser o baixo primário de todas as remoções e animações dos jogadores.
(Quote)
- 24/02/2020 01:34

Eu acho que o cara está mais exaltado que o normal, mas pelo menos no meu caso parece até meio patético um cara que senta de t&t fish ir reclamar que o povo com decks caduais/só high power focam ele... quer dizer, é o lógico a se fazer, se vc rampou com fast mana e está começando a tutorar, vc é a maior ameaça para a mesa o que os outros decks devem fazer? te deixar combar? E todos (todos!) os caras que eu joguei com decks competitivos perderam por isso e ficaram reclamando que tava chato pra eles... aí é só adimitir que o que o povo espera é fazer pubstomp e não jogar com alta complexidade ou seja lá o que for..

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