O Modern Hoje
06/05/2019 10:05 - 14,129 visualizações - 18 comentários

Olá! O Modern atualmente se encontra num momento bem distinto, com o metagame e decklists caminhando através de diferentes circunstâncias. Tivemos o formato no Magic Online até o dia 01 de Maio, onde tínhamos o novo London Mulligan e War of the Spark; A partir desse dia, temos um Modern com War of the Spark, mas com as regras antigas do Vancouver Mulligan (com um scry depois de decidir manter); tivemos o formato do Mythic Championship, com o London Mulligan, sem os novos cards, e com os jogadores tendo acesso às decklists dos adversários. TODAVIA, mesmo esse formato tinha uma distinção: A quantidade dos cards no sideboard não seria revelada - se um jogador usasse 3 Damping Sphere, o oponente apenas saberia que ele usa Damping Sphere, sem saber a quantidade. Ou seja, num intervalo curto de alguns dias, temos três formatos completamente diferentes uns dos outros, demandando que a informação seja interpretada de maneiras também diferentes para tirarmos conclusões sobre o Modern hoje. Por terem uma amostragem maior de resultados e decklists publicadas, vou focar no Mythic Championship London e nas listas 5-0 no Magic Online com London Mulligan e War of the Spark.

 

  • Mythic Championship London

 

Recapitulando as circunstâncias de Londres: nova regra de mulligan, acesso às decklists, sem War of the Spark. Pela natureza do novo mulligan, baralhos que dependem de combinações de cartas são mais beneficiados (Tron, Dredge, Amulet Titan, Eldrazi decks) enquanto que as decklists abertas favorecem decks que tenham grupos distintos de cartas no G1 ou tenham de sempre se adaptar ao plano do adversário (Humans, Whir Prision).


Mulligar a quatro ou cinco, mas sempre vendo sete cartas, facilita juntar peças do Tron ou Looting+Dredger. Ter acesso à decklist do adversário também ajuda no que nomear pro Mago Interferidor, ou qual entre Kitesail Freebooter e Mantis Rider mandar de volta para o fundo do deck depois de um mulligan. O Tron em particular também se beneficia bastante de conhecer o baralho do adversário de antemão, já que a decisão entre um Karn Liberated ou Wurmcoil Engine na hora do keep é de crucial importância na partida correta.

 


Londres trouxe outro fator na balança dos jogadores na hora de escolher baralhos. Por ser um formato misto, e mais do que isso, de um draft que seria impossível de treinar na vida real já que o MC foi no fim de semana do pré-release, muitos dos jogadores se mantiveram em escolhas fáceis e/ou seguras. O fato de não termos a nova coleção na parcela Modern também desincentiva a inovação, já que a última coleção a adicionar cartas para o formato foi em Janeiro com Lealdade em Ravnica (que em comparação com Guildas de Ravnica, Dominaria ou Ixalan, não trouxe muitas inovações em termos de decks e cartas). A exceção talvez seja Deputy of Detention no Humans.


O Izzet Phoenix, apesar de não se encaixar exatamente nessas categorias de "beneficiados", já provou todo seu poder e, mesmo que com um nível de dominância menor, ainda segue como o deck to beat do Modern. Portanto, era natural que fosse ser bem adotado como escolha sólida e segura para o MC. Ao metagame breakdown, divulgado pela Wizards:

 

Archetype Total Percentage:


Tron 75 14.6%
Izzet Phoenix 62 12.0%
Humans 53 10.3%
W/U Control 38 7.4%
Dredge 32 6.2%
Grixis Shadow 30 5.8%
Hardened Scales 25 4.9%
Eldrazi Variants 25 4.9%
Amulet Titan 21 4.1%
The Rock 17 3.3%
Esper Control 16 3.1%
Burn 14 2.7%
Whir Prison 14 2.7%
R/G Valakut 10 1.9%
Affinity 8 1.6%
Infect 8 1.6%
Ad Nauseam 8 1.6%
Bogles 5 1%
Jund 5 1%
Other 49 9.5%

 

Com isso, tivemos Tron, Izzet Phoenix e Humans como os três principais decks do torneio em termos de fatia de metagame, representando quase 37% do field. Azorius Control foi o quarto deck mais jogado, e confesso que esse número me surpreendeu um pouco. Não vejo como o baralho mais bem posicionado, com partidas muito parelhas contra os principais tiers, e com o mesmo problema de sempre de não conseguir responder tudo ao mesmo tempo dos decks reativos no Modern.


Esperava ver mais Dredge do que UW Control, já que o deck costuma ser bastante presente no Magic Online, tem uma partida boa contra Phoenix, e não faz feio para o restante do field mesmo contra um pouco de hate. Porém, um fator que pode ter pesado (e inclusive reforçado por entusiastas do arquétipo no Twitter) é que com o London Mulligan, da mesma forma que você sempre executa seu plano podendo voltar umas Narcomoeba e Creeping Chill de brinde, o oponente sempre consegue encontrar o hate nas partidas pós-side.



No mais, exceto talvez pela presença de Eldrazi Decks com 5% de metagame (mas previsível por causa do London Mulligan), o restante dos decks ficou mais ou menos dentro do esperado, inclusive com conversões para o Day 2 bem próximas e proporcionais em relação ao total de pilotos. A quantidade de "outros", somente 9,5%, foi relativamente baixa comparada ao field dos GPs e SCGs, mas também justificável por se tratar de um Mythic Championship/Pro Tour onde somente jogadores classificados com vaga jogariam, dando menos espaço para "pet decks" e mais para o "testado e aprovado".


Quando separamos somente os decks que fizeram mais de 24 pontos na parcela Modern do MC conseguimos ver quais baralhos se excederam em termos de desempenho:


Izzet Phoenix - 5
Humans - 4
Tron - 2
Ad Nauseam - 2
Dredge - 2
Azorius Control - 2
Eldrazi Red - 2
Burn, RG Valakut, Scales, Affinity, Jund, Amulet Titan e Whir Prision - 1

 

Phoenix e Humans foram os baralhos que se deram melhor quando falamos exclusivamente de Modern, com distinção de quantidade pros demais baralhos. Entre os que tiveram dois pilotos nos 24+ pontos, Red Eldrazi e Ad Nauseam (com a melhor win rate do torneio, por arquétipo, acima de 60%) despontam como surpresas.


O Ad Nauseam em particular foi uma ótima metacall, já que tem partida boa contra Phoenix, Tron, Dredge e Azorius Control, sendo suas pedras no sapato Humans e Death's Shadow, que com um pouco de sorte poderiam ser esquivados ou contar como uma das poucas derrotas. É interessante observarmos que, de todos os decks dessa categoria com dois representantes, nenhum deles fez Top 8. Ou seja, foram decks com ótimo desempenho no que tange somente ao Modern, mas seus pilotos deixaram a desejar no Draft da nova coleção.


Uma ausência notável, entretanto, é o próprio Grixis Shadow - acredito que um field com muito Tron e Humans ficou algo hostil para o baralho, fora Azorius, Dredge, Eldrazi e outros "fair decks" que não são nem de perto as melhores partidas para o Shadow. Acho que a hashtag adotada pelos seus pilotos, #NoGoodMatchups, nunca fez tanto sentido quanto nesse MC, refletido nos números.

 

  • War of the Spark no Modern

 

Sem a informação das decklists, o metagame do "mundo real" está um pouco mais selvagem. De algumas semanas pra cá, alguns combos subiram em termos de popularidade, como os baseados em Vinganca de Goryo/Griselbrand, Cheerios e Devoted Druid, impulsionados pelo London Mulligan. A entrada de War of the Spark aliada ao London Mulligan, entretanto, pode ter trazido um novo combo degenerado, com capacidade de matar no turno 1, mas que mata no 2 com relativa consistência:

 

Neoform Combo, por RagingTiltMonster - Modern
2019-05-02

Jogador

sandoiche_13

Código Fórum

[deck=1187780]


A lista acima fez 5-0 no MTGO nas mãos de RagingTiltMonster, e é o novo combo sensação do momento. O objetivo é fazer um Allosaurus Rider junto de Neoform ou Eldritch Evolution, tutorar um Griselbrand, comprar todo o deck com a ajuda de Nourishing Shoal, e então exilar Simian Spirit Guide para matar com Laboratory Maniac ou Lightning Storm, kill conditions populares para baralhos que compram o deck inteiro. Embora seja facilmente disrupteado, sua velocidade é o que torna tão forte e inesperado, já que mesmo mãos com um Thoughtseize podem ser lentas demais caso estejam na draw. Assim como o Narset Cannon (deck que também consegue matar no turno 1 ao combinar Narset com Goryo's Vengeance e Enter the Infinite), esse baralho é dependente do London Mulligan para garantir que vai encontrar as peças certas na mão inicial, entrando na mesma categoria de que não importa se ele mulligar a quatro ou cinco, desde que sejam as quatro ou cinco corretas para executar seu jogo. Aguardemos os próximos capítulos antes de chamar por banimentos, considerando que o formato no MTGO voltará a ser em Vancouver Mulligan.

 

 

Mono Green Tron, por Ambulance - Modern
2019-05-02

Jogador

sandoiche_13

Código Fórum

[deck=1187781]

 

Indo no caminho dos memes de "vai jogar muito no Tron", ambos os planeswalkers incolores de War estão dando as caras e "jogando muito no Tron". Ou ao menos deram as cartas nas listas publicadas dessa semana. Karn, the Great Creator é uma ótima resposta MD para Affinity, Whir e Scales, acoplado com uma toolbox de artefatos para ser tutoradas no sideboard. Ugin, the Ineffable é uma máquina de gerar valor difícil de ser parada, adicionando tanto para a board, como recursos para a mão mais pra frente no jogo, além de acelerar jogadas como Ulamog ou mesmo mais de uma bomba no mesmo turno.

 


Além desses baralhos que decidi destacar, alguns dos novos cards vêm encontrando espaço, mesmo que timidamente, em outros decks do Modern. Blast Zone pode entrar no próprio Tron, mas também no Amulet Titan, Azorius Control e até no Dredge. Teferi, Time Raveler entrou em algumas versões de Azorius, enquanto Dovin's Veto é o upgrade direto de Negate. Karn, the Great Creator no Whir Prision, Karn's Bastion no Hardened Scales, Ashiok, Dream Render em alguns sideboards de controles/midranges, Liliana's Triumph em Grixis Death's Shadow e Esper Control são outros exemplos de cards que estão encontrando casas, e que podem acabar virando desde staples dos arquétipos até boas "metacalls".

 

 


E quanto a vocês, leitores, como enxergam esse momento de decklists/metagame gerado por circunstâncias diferentes no Modern? Como vêem o impacto do London Mulligan? Concordam com o fato das decklists serem abertas entre os jogadores para os grandes eventos? E quais outros cards de War of the Spark vocês imaginam que vão se fixar no formato? Deixem suas opiniões nos comentários!


Abraços e até a próxima!


Matheus Akio Yanagiura (VIP STAFF sandoiche_13)
Matheus Akio Yanagiura, mais conhecido como Sandoiche, começou a jogar em 2003, em Flagelo. Está sempre na vida do grind dos torneios, com destaque para o título do CLM 10 Modern, o maior realizado até então, e o Top 16 no Grand Prix São Paulo 2018. É um entusiasta do Magic competitivo e totalmente dedicado à produção de conteúdo referente ao jogo, publicando artigos periodicamente desde 2012, colaborando para o Blog da LigaMagic desde 2015 e atualmente produz vídeos em seu canal no YouTube Sandoiche's Grind e streama ao vivo regularmente na Twitch.
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Comentários

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Bruno_Orelha (08/05/2019 14:33:50)

ótima análise como sempre, Sanduba. Acho que é importante discernir o meta gringo do brasil que, apesar de não ser atrasado como dito pelo kibler uma vez, tem suas particularidades.

Mop_Coldheart (07/05/2019 15:21:42)

A ideia do jund foi pra ilustrar, poderia ter sido o exemplo do BG ou qualquer midrange. A ideia é a seguinte Por que eu vou querer fazer liliana do véu no turno 3 se dá pra fazer Karn praticamente com a mesma consistência? Qual a razão de jogar com tarmogoyf se vc pode resolver um titã verde ou wurmcoil 1 turno depois? E o argumento do MM é falho, ele se deu bem não pelo London Mulligan e sim pela open list trazer uma vantagem enorme para o card. Esse fator não estará nas mesas de torneios comuns.

Mutrol (07/05/2019 14:24:11)

Concordo. Deveria ser testado mais tempo.

Hollow (07/05/2019 14:03:26)

Isso tudo eu entendi. A minha pergunta é: será que o London Mulligan foi testado o suficiente? Na minha opinião, não, especialmente considerando que neste último torneio, os jogadores tinham acesso às deck lists uns dos outros.

Isso favorece muito os decks que têm as silver bullets, porque eles saberão atrás do que eles devem Mulligar. Num torneio aberto, onde você não sabe contra o que vai jogar, já muda muito.

Mutrol (07/05/2019 13:20:31)

Seguindo essa linha de raciocínio, o bridge vine deveria ter voltado com o mulligan de Londres, exatamente porque tem god hand poderosa, mas muito difícil de sair combinação. Não aconteceu. O que tivemos foi a ascensão de decks com bala de pratas embutidas, como uw, bg e humanos. Basta nomear a carta certa na mendling mage e o combo está em apuros. Isso porque o combo precisa de uma combinação de cartas e esses decks destroem o combo com uma única remoção, anula ou descarte.

Citando o argumento do jund, ele não joga hoje porque o BG joga melhor, não porque ele é ruim. É igual comparar Hard scales com affinity. Cada um teve seu tempo e meta. Não teve a haver com o mulligan propriamente dito.

Hollow (07/05/2019 09:01:01)

Concordo plenamente. Não tem sentido deixar o jogo pior por causa de um deck. Eu só acho meio precipitado concluir o impacto que o London Mulligan causa no Modern agora. Claro que é razoável analisar e discutir sobre a ascensão do UW e do Humans nos torneios realizados até agora e tal... mas na minha opinião, este Mulligan preciso ser mais testado, para termos amostragens maiores e uma real noção do impacto dele no Modern. Acho que ele ainda não foi testado o suficiente.

Concordo completamente. Eu inclusive acho que há uma possibilidade bem razoável desse Mulligan fortalecer muito não apenas os combos, mas também alguns outros decks que possuem God Hands muito difíceis de bater, porém nunca fizeram tanto resultado assim por falta de consistência, como GW Auras, Ponza ou Monored Prison. O Auras é possível que nunca mais seja tão relevante, porque recentemente criaram uma renca de hates complicados pro deck driblar, como Liliana's Triumph, Angrath's Rampage e Blast Zone. Se o deck em algum momento ficar muito relevante, a galera pode simplesmente carregar nesses hates e o deck meio que vai pro vinagre. Mas o Ponza e o Monored Prison, por exemplo, são dois decks que têm mãos fortíssimas, e mãos fraquíssimas. Por isso eles dificilmente fazem resultado. É difícil o cara pegar mãos fortíssimas ao longo de 10 rodadas de torneio. Mas com esse Mulligan aí... sei não... a God Hand desses decks é beeeeeeem difícil de bater.

Mop_Coldheart (07/05/2019 07:46:16)

O problema é é que não é só o Neoform que degenera o formato com esse mulligan. Imagine que a escolha de um deck de MTG deveria envolver abrir mão de algo, se um deck é muito consistente (Jund por exemplo) ele tem um teto de poder abaixo de outros tiers, mas sempre terá um piso jogável e e deve ser difícil de hatear. Se o deck é muito poderoso, com um teto de poder absurdo (tron, amulet ou algum combo degenerado) ele deveria ser inconsistente ou facilmente hateado. Acontece que essa segunda categoria ao longo do tempo tem ficado também muito consistente e difícil de hatear, o que acaba por tornar os decks como o jund obsoletos, haja vista que não há recompensa por ser fair, já que os unfair decks são tão consistentes quanto e ainda por cima muito poderosos. Em minha opinião, o London Mulligan vai exacerbar essa característica.

yuredoom (07/05/2019 00:51:56)

Realmente o pauper dá pra se divertir, mas o power level das cartas nem se compara com formatos como modern e legacy. A melhor coisa que tem é ter dinheiro pra peitar esses decks ai por que a complexidade dos jogos fica muito foda.

Alanzito (06/05/2019 23:02:21)

Por isso parti pra o pauper com o valor de um jace monto um deck top e me divirto e participo de diversos torneios. Infelizmente o que move dinheiro e T2 e modern então justamente por isso os caras sempresa serão nessas alturas infelizmente

Mutrol (06/05/2019 17:46:02)

Análise está bem feita. Mas, o crescimento de combos com mulligan de londres gerou um resultado inesperado: aumento de UW no mythic. Isso porque controle quebra combo de várias cartas com uma só e leva vantagem. Talvez com um pouco de dificuldade para neoform (que pode ser anulado, diga-se de passagem). Mesmo assim, o deck que mais fez resultado foi humanos. Como explicar?

Na prática, essa preocupação do mulligan londrino com combo se mostrou desnecessária. Se melhora o jogo, porque não?

Ah, mas faz neoform combar consistentemente! Sim, mas a solução para isso é ban e não deixar o deck inconsistente e o jogo (magic) pior.

Hollow (06/05/2019 17:19:06)

Eu concordo com você. A galera comenta sempre do London Mulligan melhorar as chances de se achar hate para os Games 2 e 3, mas tem um punhado de coisas que pesa contra, a meu ver:

1 - O Game 1, continua sendo vantajoso pro combo. Ou seja... teoricamente já estamos falando de você provavelmente estar 1 game abaixo e tendo que remar mais 2 games, um certamente no draw;

2 - Nem todos os combos do Modern têm um hard hate opressor para lidar e a maioria dos combos têm formas de contornar o hate;

3 - Caso fique mesmo comprovado que os combos fiquem fortes nos Games 1 e que tenham dificuldades nos Games 2 e 3, a tendência é que eles simplesmente aumentem seus anti-hates, o que aproximaria a match-up das condições do Game 1;

4 - Não há muito espaço no sideboard para colocar um punhado de silver bullets para cada combo;

Apesar de tudo isso, eu acho bacana sim o London Mulligan. Acho positivo que sejam tomadas medidas que diminuam o impacto das famosas zicas/floods. Eu só acho que o pessoal tá superestimando a possibilidade de você comprar o hate ou subestimando quão opressores podem ser um punhado de decks do Modern com mãos mais perfeitas à disposição.

Quero que o London Mulligan vire, mas acho que a chance de ter (vários) decks quebrando o formato com ele por aí é bastante real. Esse Neoform combo aí já é uma boa amostra. Veremos quão consistente é esse deck realmente...

Mutrol (06/05/2019 16:02:21)

Mais vez, concordo com você Arkhan. Acho que esse deck de Neoform é nati-morto porque:
1 - Se não for consistente, não vai se manter fazendo resultados.
2 - Se for consistente, vai ser banido devido a velocidade.
Só espero que não banirem o Neoform em si, mas qualquer outra chave como o Allossaurs já resolve o dilema. Gosto bastante do neoform e acho que ela deveria ser melhor explorada antes de tomar ban. Além disso, agora que descobriram o caminho das pedras, se o Allossaurs se mantiver no formato com o novo mulligan, vão surgir formas de abusar com ele de qualquer jeito, como com evolução arcana, por exemplo.

tattoowalker (06/05/2019 13:50:35)

Infelizmente London Mulligan não é só alegria.. a gente ganha essa facilidade mas perdemos por outro.. queria continuar mantendo o mistério dos sides e aquelas surpresas que fazem parte e tmb são charmosas ao game.. ainda penso que este Mulligan é mais tendencioso aos combos degenerados

ArKHaN (06/05/2019 13:31:10)


Concordo. E como foi comprovado, o London Mulligan melhora o G1 pros decks de combo, mas no G2 e G3 piora bem mais, já que o oponente mulliga forte pro Hate.
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Só acho que com London Mulligan, deveriam de banir o Serum Powder. A combinação dos dois é bem forte
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O novo deck, Neoform é MUIIIITO forte
Ele tem velocidade e consistência
Ele tem 8 peças de CADA carta do combo e isso é deixa qlqr combo MUITO forte:
- 4 Allossaurs + 4 Summoner's Pact;
- 4 Neoform + 4 Eldricht Evolution;
E ainda tem os 4 Chancellor of the Tangle que além de dar velocidade, servem de comida pro Nourishing Shoal

yuredoom (06/05/2019 12:50:48)

Mas ate pra quem recebe em dolar ta caro, olha o valor dessas cartas em dolar, ta é louco!

GENERALLEE (06/05/2019 10:57:39)

Dólar 4 reais talkei

Mutrol (06/05/2019 10:33:57)

London Mulligan é uma necessidade do jogo. A maior parte dos jogadores do Mythic de Londres elogiou o Mulligan e não queria voltar para anterior. Não dá para viajar dezenas de quilômetros para jogar um competitivo, dar aquele azar de ter que mulligar a 5 ou menos, aceitar qualquer mão e perder o jogo sem jogar. Qualquer iniciativa que melhore isso é bem vinda, ao meu ver.

"Ah, porque os combos vão reinar, patati-patatá". Vão melhorar? Sim. Vai degenerar o jogo? Não, como vimos nas listas de Londres. Mesmo porque combo morre com bala de prata e o novo Mulligan ajuda a encontrar essas balas. Em último caso, temos ban hammers para degenerações. Desde de que o jogo melhore, é válido.

yuredoom (06/05/2019 10:18:18)

O valor dos decks estão cada vez mais absurdo.