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O primeiro land drop
Considerações sobre o primeiro land drop do jogo, e as diversas consequências dessa decisão.
20/02/2019 10:05 - 4.366 visualizações - 21 comentários
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Pra quem não me conhece, meu nome é Thiago Duarte, jogo Legacy desde final de 2012, organizo o Nacional Legacy desde o ano passado e já fiz uns top 8’s nuns campeonatos do formato Brasil a fora. Antes do ban do tampo, jogava de Miracles, inclusive cheguei escrever o primer do deck, aqui, no fórum da Liga. Atualmente você pode me encontrar, de vez em quando, no MTGO, jogando Legacy (meu nick lá é laywer) e eu devo ficar por aqui, na Liga, um tempinho, trazendo conteúdo Legacy, pra turma entusiasta.


Muita gente deve estar se perguntando, pelo título, se esse é um artigo sobre a experiência de jogar Magic pela primeira vez. A resposta é não, mas, dependendo do ponto de vista, pode ser sim. Entendeu nada, né? Então, não se preocupe, daqui a pouco você vai entender o que quero dizer com isso.

 

  O Legacy é um formato lindo, digo, extremamente skill intensive, e isso se dá por que boa parte dos decks geram efeitos no jogo desde o turno 0. Isso quer dizer que existem efeitos e mágicas no formato que podem acontecer sem que seja necessário gastar mana para tanto. Por exemplo, Force of Will pode ser castada sem mana, por seu custo alternativo; Chancellor of the Annex, gera efeito em campo, só de estar na mão inicial do jogador; e Leyline of Sanctity ou Leyline of the Void, entram em jogo, sem necessidade de cast, simplesmente por estarem na mão inicial de seu dono. 

 

Além disso, existem inúmeras jogadas relevantes no turno 1, que revelam o deck de seu oponente, e, algumas vezes, provocam mudanças significativas na board state (estado do campo de batalha), mesmo que não exista, ainda, uma board propriamente dita. Por exemplo, Trinisphere, Chalice of the Void, Blood Moon, além de Griselbrand ou Tendrils of Agony que efetivamente ganham o jogo, no T1, entre outros.

 

Dito isso, uma preocupação que quase todo jogador de Legacy deveria ter, salvo aqueles que não usam lands no deck (Manaless Dredge), ou aqueles que usam 20 montanhas (Burn), é a preocupação com seu primeiro terreno, a que chamaremos carinhosamente de primeiro land drop. Mas qual o motivo dessa preocupação? Afinal, é o primeiro land drop!!! O que de ruim poderia acontecer?


Como diria Chapolin Colorado: Sigam-me, os bons!!


Legacy é um formato extremamente diverso, passar por todos os casos possíveis de land drop no T1, em um único artigo, seria impossível. Tudo ficaria extremamente longo e cansativo. Por isso, vou limitar nossos exemplos aos casos de primeiro land drop do UW Stoneblade, que é o deck que tenho mais jogado ultimamente. Meu objetivo é esclarecer a importância desse land drop e tentar oferecer uma visão um pouco mais aprofundada de como jogar o formato. O processo de pensamento, no entanto, pode ser aplicado para qualquer deck do formato, o quase qualquer deck. 

 

Existe uma série de artigos do PVDDR (Paulo Vitor Damo da Rosa) no site da CFB (Channel Fireball), a qual ele deu o nome de Tiny Edges (Pequenas Vantagens, em uma tradução livre), na qual discorre sobre uma sequência de pequenas vantagens (Tiny Edges) que um jogador pode aproveitar num jogo (inclusive, recomendo que procurem e leiam). E é exatamente sobre isso que estamos tratando nesse artigo. Legacy, como um todo, é um formato no qual, geralmente, ganha quem melhor aproveita essas pequenas vantagens.

 

Dito isso, vamos ao que interessa. Exemplo prático, turno 0 no play, contra oponente desconhecido. Sua mão é Brainstorm, Polluted Delta, Flooded Strand, Island, Stoneforge Mystic, Swords to Plowshares e True-Name Nemesis. Qual seu primeiro land drop? Se você disse ilha, melhor pensar com mais calma. Se disse Delta, melhor pedir ajuda de um psiquiatra. 

 

Veja, temos duas fetches na mão, uma delas busca plains. Além disso temos Brainstorm, carta extremamente importante, cujo uso é maximizado se envolver uma fetch no jogo. Sendo assim, se fizermos ilha vai, nosso segundo turno pode envolver um Brainstorm com fetch em jogo. Entretanto, será que essa é a melhor linha de pensamento?

 

Vamos supor que seu oponente abra de plains, Mother of Runes. Iniciando com ilha, seu segundo turno teria que ser plains para remoção, sob pena de perder o jogo (ou pelo menos se complicar) por causa da Mother protegendo criaturas importantes como Stoneforge, Thalia, Guardia de Thraben, Phyrexian Revoker, entre outras. Nesse caso, com certeza seria melhor ter uma plains em jogo, para despachar para o exilio a Mother, de uma vez, ganhando, assim, tempo[1]. Seu segundo turno, então, seria ilha e Stoneforge, ganhando tempo, mais uma vez, e pressionando seu oponente por uma solução. 

 

Imagine, ainda, que seu oponente desconhecido esteja jogando de Big Red e conjure Blood Moon no T1, se tiver iniciado com Flooded Strand, basta buscar por plains, e no T2, você terá dois básicos em jogo, para castar Stoneforge. Caso sua abertura tenha sido com Ilha, é inegável que no T2 você teria dois básicos também, mas nesse caso, o mais provavel é que seus básicos fossem ilha e montanha, tendo em vista que restariam de 3 a 4 ilhas básicas no seu deck, 1 plains e 14 outros terrenos diversos, todos montanhas, agora.


Note que mesmo que seu oponente tente combar no T1, a Flooded não seria uma opção ruim, tendo em vista que nesse caso, o alvo de busca seria uma Tundra, para castar a Brainstorm atrás de uma Force of Willl, por exemplo. Com Tundra, sua base de mana ficaria ainda mais estável e redonda, tendo em vista que pouquíssimos combos no Legacy usam Wasteland no main deck. Enfim, na grande maioria das vezes, o início com Flooded será mais vantajoso, uma vez que através dela você ainda casta seu Brainstorm, se protege de Blood Moon, e ainda ganha tempo em situações de remoção no turno do oponente. Ilha, pelo contrário, propiciaria apenas o cast da Brainstorm. 

 

Mas Thiago, se em vez de duas fetches, eu tivesse apenas uma na mão, e ela fosse Flooded Strand. Bom, nesse caso, minha opção continuaria a mesma, pois ela me permite mais alternativas. Por exemplo, no primeiro caso, eu poderia optar por não matar a Mother de uma vez, esperando para fazer Brainstorm atrás de lands no segundo turno, com minha ilha básica mais fetch em jogo. Nesse caso, o sacrifício de tempo, em prol de desenvolver a base de mana, vale a pena, uma vez que o deck urge pelo terceiro e quarto land drop. Ainda, no segundo caso, da Blood Moon, isso me daria dois lands básicos em jogo, extremamente importantes para se evitar uma derrota precoce. 


Imagine, agora, que seja a mesma mão (troque apenas Brainstorm por Ponder), só que no G2 (game 2), contra Delver, na draw e você sabe que seu oponente usa Stifle no deck. Qual o melhor primeiro land drop, no caso de seu oponente passar com mana aberta? Continua na Flooded Strand?

  

Nesse caso, minha opção seria pela Ilha, de forma que eu já castasse ponder de uma vez. Meu objetivo seria procurar uma proteção contra Stifle, seja na forma de Spell Pierce, Fluster ou mais lands básicos. Veja que, se seu oponente perder o segundo land drop (já que é comum keeps com único land nos Delver’s decks), tendo em vista a ilha baixada por você no T1, é mais provável que seu oponente tente desenvolver o próprio jogo, castando Delver of Secrets, por exemplo, ou cantrip, para não correr o risco de esperar por uma fetch no seu T2, e, ao contrário, se deparar com outro land básico, e assim perder mais tempo.


Mas vamos deixar essa escolha mais difícil. Imagine a mesma situação, mas troque a ilha básica por uma Tundra. Qual seria nosso primeiro land drop? Flooded? Delta? Tundra? É meu amigo, quem gosta de moleza é boca sem dente. Vai arriscar perder sua dual caríssima para uma Wasteland no T2? Ou vai apostar na inexistência de Stifle na mão do oponente? 

 

Nesse caso, existem duas opções justificáveis e uma muito ruim. Começando pela muito ruim, não abra de Flooded Strand. Ela é a única que pode buscar plains e deve ser preservada para buscar plains. Você não quer perdê-la buscando ilha ou tomando um Stifle. Aqui, vejo justificativa em abrir de Tundra, Ponder ou de Delta, vai. 

 

Se abrirmos de Tundra, Ponder, o objetivo seria o mesmo do anterior, procurar mais terrenos e uma forma de contornar Stifle com counters, dando preferência para procurar mais terrenos. Se abrirmos de Delta, vai, o objetivo será tentar contornar o Stifle e colocar uma ilha básica em jogo, por exemplo, no caso dele estourar a própria fetch sem ter outra fonte de mana disponível, ou seja, no caso do oponente não ter o segundo land drop ou tapar T2. Mas lembre-se, não estoure Delta no primeiro turno. Se seu oponente tiver Stifle, isso vai garantir a ele um grande ganho de tempo, que, é basicamente o que ele mais quer em um deck de Delver. É sempre melhor estourar a fetch, caso ele tenha somente uma mana disponível para Stifle e você tenha outra fetch na mão, que possa ser baixada. Assim, caso você sofra um Stifle na primeira fetch, ainda assim vai conseguir colocar um terreno básico no jogo com a segunda e castar uma mágica (Ponder, no caso), diminuindo a vantagem de tempo dada ao oponente. 

 

Bora dificultar mais um pouco? Você mulligou a 6, contra um oponente desconhecido, e sua mão é Brainstorm, Plains, Tundra, Stoneforge Mystic, Swords to Plowshares e True-name Nemesis, no play, o scry revelou Jace, the Mind Sculptor, prontamente colocado para baixo. Qual seu primeiro land drop?

 

Essa escolha vai depender de dois fatores, basicamente. Em quantos jogos você gostaria de castar o Brainstorm T1 (no turno do oponente) e em quantos gostaria de casta-lo no T2. Vejo um Brainstorm T1, aqui, se o oponente tentar te matar com um combo no T1 dele, se fizer Chalice of the Void para 1, Blood Moon, ou se o oponente castar um descarte. Os dois alvos mais apetitosos da sua mão, para um descarte, são Stoneforge e Brainstorm, sendo que a escolha do seu oponente vai depender do deck e da mão dele no momento. De modo geral, para combos, Brainstorm é o melhor alvo, para Midrange e Control, principalmente se o oponente não tiver Wasteland, ou uma forma de lidar com a Stoneforge de imediato, ela será o melhor alvo. Moral da história, quase sempre o Braisntorm será tirado.

 

Do outro lado, Brainstorm T2 é melhor para achar mais lands e desenvolver a base de mana, afinal, você terá comprado 4 cartas no segundo turno, (contando seu draw e a Brainstorm) e não apenas 3. Em números, isso te dá uma chance de 84% de achar pelo menos 1 land, num universo de 21 lands, 19 ainda no deck. Enquanto Brainstorm de T1, te dá uma chance de 73%, ou seja, razoavelmente menor que o primeiro caso. Não, eu não sou uma máquina de calcular, mas qualquer um sabe que achar um terreno com 4 draws num monte de 54 cartas, é mais fácil que achá-lo com apenas 3 draws. 

 

A porcentagem serve para demonstrar o quanto é mais fácil e ela pode ser encontrada nesse link, com ajuda de uma calculadora hipergeométrica. Basta preencher o quadro, tendo em mente que Population size = número de cartas no deck; Number of successes in population = número de cartas no deck que você quer achar (no exemplo faltavam 19 lands no deck); Sample size = número de draws; e Number of successes in sample = número de cartas desejadas (no exemplo, 1 land) entre o número de cartas compradas.


O único jeito de decidir, é restringindo as hipóteses. Precisaremos de Brainstorm contra todos os combos que tentem nos matar no T1, contra decks de stompy, que nos ameacem com Chalice no T1 e contra descartes, para proteção, tendo em vista que na maioria das vezes o alvo do descarte será Brainstorm, o que, por si só, frustraria nossos planos de casta-lo no segundo turno. Por outro lado, não queremos Brainstorm no primeiro turno contra decks aggro no geral, GW Maverick, Goblins, Merfolks, tempo, principalmente Rug Delver ou UR Delver (que não possuem descartes main deck) e Control, blades sem descarte, e Miracles.


Considerando o metagame do MOL (onde jogo mais, atualmente) os 10 decks mais jogados, segundo MTGGoldfish, são Grixis Delver (descartes), Miracles (control), Grixis Control (descartes), ANT (combo com descartes), BG Depths (combo com descartes), Big Red (stompy), Sneak and Show (combo), Death and Taxes (aggro-control), 4C Loam (tem Cálice) e UW Blade (control). Isso nos dá 6 decks cujo Brainstorm de T1 pode se mostrar extremamente importante, para evitar uma derrota precoce por ausência de lands, dada a combinação de descartes, Wasteland e T1 combo. Logo, com as hipóteses de Brainstorm no T1 mais possíveis, por essa razão eu optaria por iniciar o jogo com Tundra.


Considerando que uma enormidade de jogadores de Legacy, com decks de Wasteland, sempre optam por destruir a dual do oponente no T1, com o objetivo de roubar uma vitória fácil, se o meta fosse diferente, minha opção seria iniciar o jogo com plains, de forma que minha Tundra só caísse T2, protegendo ela de Wasteland e adiando, assim, o cast do Brainstorm para T2 ou T3, o máximo possível. Sem contar que iniciar o jogo com Plains, pode induzir seu oponente a erro e fazê-lo conjurar cantrips de forma menos otimizada no T1 dele.

 

Enfim, eu poderia passar mais 3 páginas de texto falando sobre exemplos de mãos iniciais e de qual land drop fazer no primeiro turno. São inúmeras as possibilidades. Além disso, para cada deck, há uma estratégia específica por trás do mecanismo de funcionamento do deck, que pode ser destrinchada para aproveitar as Tiny Edges do jogo. O UW Stoneblade é um deck midrange, reativo, lento, que precisa desenvolver sua base de mana como prioridade máxima, para possibilitar o cast das cartas de 3 manas (Snapcaster, TNN, Clique, Council’s Judgment), quatro manas (Jace, Gideon e Snapcaster) e as vezes até 5 manas (Batterskull, Teferi e Snapcaster), ganhando vantagens de tempo durante o processo. Entretanto, você tanto pode, como deve, sacrificar essas vantagens de tempo, em prol do desenvolvimento da base de mana do deck. Afinal, sem uma base de mana desenvolvida, geralmente você perde.

 

Pense seu deck e, com isso, pense seu primeiro land drop. Tente não fazê-lo displicentemente, mas em consonância com a estratégia do seu deck. Meu deck é tempo? Preciso priorizar ao máximo as vantagens de tempo? Então vou fazer meus lands pensando nisso. É combo? Preciso proteger minha mana preta? Logo, preciso priorizar as fetches que buscam preto, que podem me trazer um pântano, por exemplo. Assim, mais apropriado que eu use minha Misty T1, para buscar ilha, do que meu Delta, entre outras centenas de exemplos.

 

Agora, lembra lá no segundo parágrafo, que falei que esse artigo poderia ser sobre a experiência de jogar Magic pela primeira vez? Certamente que não estava me referindo a primeira vez literal. Entretanto, pode servir com uma introdução, para que você jogue pela primeira vez, pensando o jogo desde o primeiro land drop.

 

[1]O conceito de “tempo” é dissecar os objetivos envolvidos de como e quando terrenos e mágicas devem ser jogadas. Um jogador com um entendimento profundo em “tempo”, pode, em boa parte das vezes, colocar o jogo a seu favor, sem, por exemplo, necessitar de muita vantagem de carta (card advantage), para controle de contingências, durante o jogo. “Tempo” não é específico de uma cor, nem está mais presente em uma cor
específica. “Tempo” é o fator do jogo para medir seu progresso e permitir que o jogador entenda o melhor jeito de buscar a vitória em uma determinada partida.

Thiago Mata Duarte ( thmduarte)
Fundador e organizador da Liga Mineira de Legacy (2014 - 2018), organizador do Nacional Legacy desde 2018, é um entusiasta e ativo incentivador do formato no país. Joga Legacy desde final de 2012 e desde então sempre tem alguma coisa para falar, desde os recônditos obscuros do POX, passando pelos tier 5 de Opalescence, até chegar nos decks de Brainstorm.
Redes Sociais: Facebook, Instagram, Twitter
Comentários
Ops! Você precisa estar logado para postar comentários.
(Quote)
- 21/02/2019 17:15

hahahaha bora voltar man, vem pelo menos nas ligas, 1x por mês. Abração!

(Quote)
- 21/02/2019 16:57
Ainda viverei para ver o Thiago Mata jogar de Pox! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Baite texto meu caro! Saudades dos nossos legacy!

abração
(Quote)
- 20/02/2019 18:50

Valeu mano! Tamo junto!

(Quote)
- 20/02/2019 18:15

vlwwww. Eu gosto bem de escrever sobre isso, sobre minhas linhas de jogo e pensamento.

(Quote)
- 20/02/2019 17:54

legacy é vida! Vlw Orelha, curto demais seus artigos. Abs! Pro alto e avante!!!

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