Vintage Desvendado #13 - Vintage 5 anos depois, por Chamelet
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11/06/2013 12:37 - 5,164 visualizações - 58 comentários
Por Fernando Chamelet

Pois é meus caros, finalmente a coluna Vintage Desvendado está de volta! Depois de 12 artigos escritos entre janeiro de 2005 e janeiro de 2008, parei de escrever pra liga por ter dado um tempo do Magic. Agora, volto aos dois! :D

Parei de jogar Magic há uns 5 anos, perto da publicação do último artigo, que analisava Coldsnap pra Vintage (e que errava feio em cartas como Perilous Research, Rite of Flame e Dark Depths). Minha parada envolveu não só falta de tempo, mas também coincidiu com a falta de gente pra jogar. A galera Vintage que jogava na Liga Era Glacial foi dispersando, o Thingfromthedeep mudou pros EUA, etc, a Liga acabou e eu parei junto. O Vintage tem dessas coisas, sua saúde depende muito de uma pequena galera.

É curioso como Magic não é um jogo só, mas vários. Uma coisa é jogar Standard, Legacy, etc. Outra completamente diferente é jogar Vintage. Não falo isso emocionalmente, nem estou tentando convencer ninguém de que Vintage é o "melhor formato". Mas é notável que cada formato é bem diferente do outro, e que uma pessoa pode ter uma afinidade maior por um e por outro.

Eu percebi ao longo dos anos que eu até gosto de Magic no geral, mas gosto mesmo de Vintage. Acho os outros formatos lentos, muito atentos à matemática do combate; boa parte dos jogos de diversos formatos, se prolongados, se resumem a "topdeck wars" e controle da mesa. Não existe counter war, os erros são mais perdoáveis e é possível virar o jogo mesmo errando, não existe manipulação de grimório suficiente e, portanto, a sorte se faz sentir mais. Como não há draws consistentes, acaba que eventualmente ambos os jogadores ficam sem cartas na mão e dependendo do topdeck. Dizer que isso acontece sempre é um exagero, mas em Vintage isso não acontece com tanta frequência. Mas claro, isso é uma visão minha, muito acostumado ao ritmo do Vintage. Não que não me divirta jogando Pauper aqui e ali, ou Magic no iPad (que é quase um Standard). Mas no geral, longos jogos de outros formatos me entediam demais, e aquela adrenalina focada do Vintage me faz falta.

É por isso que volto a esse charmoso e belo formato, anos depois, ao voltar a jogar devido a uma loja de Magic que descobri em Niterói. E também pelo fato de que meu fichário, cheio de Force of Will, Duals, Tangle Wires, Tutores, P9s, etc, não me permitiria fazer diferente sem um grande incentivo financeiro. Legacy seria talvez uma opção, mas qualquer deck Legacy hoje seria caro pra eu montar, devido à diferença de listas Restritas/Banidas (por exemplo o fato de eu não ter 4 Lion’s Eye Diamond, mas apenas 1).

VINTAGE ABANDONADO

Essa volta ao Vintage foi um pouco chocante. Em primeiro lugar por reparar que o formato está ainda mais abandonado do que na minha época. Parece que, realmente, a cada ano o número de jogadores de Vintage diminui bastante, e não só no Brasil. Fórums gringos como o The Mana Drain) estão mais abandonados; a Starcity Games não tem mais uma seção dedicada a Vintage; a Eternal Central, que tomou esse lugar, publica muito esparsamente e basicamente é alimentada por artigos do Stephen Menendian.

E não só isso, o desdém dos jogadores novos pelo Vintage é perceptível. Não só por acharem o formato erroneamente "roubado e desleal", mas também por não haver mais uma idolatria quase mitológica a cartas como Black Lotus, Mox, etc. É curioso. Minha geração de jogadores de Magic sonhava em ver uma Mox na frente, quanto mais poder jogar com ela. Jogar Magic Shandalar (lembram?) e encontrar uma P9 era uma alegria absurda exatamente pela "mitologia" da coisa. Hoje eu sinto que as pessoas tratam P9 igual o Pelé: é bom, mas já aposentou, né?




Duels of the Planeswalkers - Shandalar é um resumo perfeito dos meus primeiros anos de Magic: o brilho nos olhos de se jogar com P9 pela primeira vez.


Mas enfim, a volta foi chocante não só por isso ou por mudanças no metagame do formato, mas pelas mudanças no Magic como um todo. Eu jogo Magic há quase 20 anos. É MUITO tempo. Claro, o Magic sempre está em mudança. Mas eu creio que as mudanças no jogo de uns anos pra cá são as maiores que já presenciei. Acentuadas, claro, por eu ter ficado parado nesse meio tempo. Eu acho que só quando a gente fica um tempo afastado que consegue perceber como tudo mudou tanto. É como aquele teu amigo que você não vê há um tempo e repara que ele tá mais gordo, mais magro, mais careca, etc. Mas quem vê ele todo dia nem repara direito. Mas, ao mesmo tempo, eu já fiquei parado por anos em Magic antes e não senti mudanças tão grandes.

Vou tentar nesse artigo falar sobre as mudanças que senti nessa volta e, por fim, relacioná-las com a aparente diminuição do número de jogadores e de torneios Vintage.
Então esse artigo, apesar de ser uma história pessoal, é também uma tentativa de analisar e entender o que aconteceu com o Magic/Vintage nos últimos anos. Apesar de ser um artigo voltado aos jogadores de Vintage, creio que jogadores de outros formatos poderão aproveitar a leitura também.

Obs: notem que nada do que falo abaixo é uma reclamação, ou uma vontade de voltar aos supostos "anos dourados". São mais constatações na intenção de entender o formato, o jogo e o futuro.

CRIATURAS, CRIATURAS E MAIS CRIATURAS

Quando parei de jogar, o deck que eu mais pilotava era o Gifts. Um deck control pesado que usava 4x Gifts Ungiven + Recoup + Yawgmoth’s Will como principal arma. Na época, se matava com Tinker + Darksteel Colossus ou, em versões mais antigas, Decree of Justice. Em muitas builds, o Colossus era a única criatura do deck, seguindo uma escola de control de poucas criaturas que passou por Morphling, Serra Angel e até Mahamoti Djinn.

Hoje, apesar de decks assim ainda serem possíveis, é notável a forte presença de criaturas em quase todos os decks Vintage. Nos últimos anos foram impressas ótimas criaturas, com as quais tive que me acostumar e aprender a lutar contra. Tarmogoyf, Lodestone Golem, Snapcaster Mage, Vendilion Clique, etc. Criaturas que tem todo o necessário para serem viáveis em Vintage: custo baixo, boa relação custo x poder (no sentido de pontos de ataque mesmo)e boas habilidades.

Outro motivo que percebo para o aumento da importância de criaturas foi a criação dos Planeswalkers. Atacar com criaturas é uma das maneiras mais eficientes de se livrar dessas novas cartas poderosas. e a importância das criaturas na "remoção" dos mesmos.

PLANESWALKERS

O que me leva a outra mudança grande no jogo e no formato: os Planeswalkers. Quando parei de jogar, eles não existiam. Jace, the Mind Sculptor não era tão importante no formato pelo simples fato de nunca ter sido impresso. Não que eu ache que os planinautas mudaram a cara do jogo em si. Se formos pensar profundamente, o Jace ocupa hoje o lugar que um dia foi de Jayemdae Tome e só tem a importância que tem por causa da restrição de Brainstorm. Mas são cartas muito importantes e que não possuem muita remoção direta (ainda mais com as novas mudanças nas regras).

O PODER DAS CARTAS NOVAS

Os planinautas são sintomáticos de uma coisa que começou com Mirrodin e nos últimos cinco anos se tornou mais forte. A cada coleção lançada novas cartas são invariavelmente introduzidas no Vintage. É curioso pois antes de Mirrodin o Vintage mudava muito pouco. Como o formato permite todas as cartas já impressas, sempre se torna difícil superar 20 anos de jogo. Sempre há uma carta que é simplesmente melhor que a nova. Mas nessa elipse de cinco anos eu pude perceber que MUITAS cartas recém-lançadas são hoje Staples.

Podemos contar as supra-citadas Tarmogoyf, Lodestone, Snapcaster, Clique e Jace e ainda adicionar Dark Confidant, Mental Misstep, Spell Pierce, Cavern of Souls, as novas fetchs, Kuldotha Forgemaster, Phyrexian Metamorph, Griselbrand, Flusterstorm, Bridge from Below... enfim. A lista é MUITO grande.

É bom perceber que hoje existe uma versatilidade tremenda no Vintage. Não só entre arquétipos, mas dentro desses arquétipos. MUD não é um arquétipo de lista única, com mudanças no sideboard e em uma carta ou outra. Existem inúmeras variações, muito diferentes, de um MUD/Stax. Pode ser com Forgemaster, com Metalworker, sem nenhum dos dois, sem Sphere of Resistance, com Serum Powder, com Crucible of Worlds ou não, etc. O mesmo vale pra decks control, Fish... E isso está mudando a toda hora. A recém-impressa Abrupt Decay já modificou muita coisa no formato, assim como Rest in Peace, por exemplo. Até Dredge, que sempre costumou ter listas idênticas, hoje tem variações com ou sem Dread Return, por exemplo.
Isso torna as coleções novas muito importantes para o Vintage e pegar cartas novas ficou mais importante do que antigamente.

PREÇO DAS CARTAS

Esse aumento na qualidade das cartas provocou um fenômeno que me espantou muito nessa volta: o aumento colossal no preço de praticamente tudo. É claro que isso tem a ver com o dólar, inflação e inúmeras outras coisas. Mas é muito curioso analisar que os preços de cartas "normais" aumentaram grosseiramente. Não falo de preço de Power 9, Workshop, Force of Will, Duals, ou outras cartas dentro da Reserved List. Falo de cartas normais mesmo, ainda válidas em Standard e encontráveis em boosters sem maiores gastos. Lembro direitinho de Alliances, quando a carta mais cara da coleção (na época, Balduvian Horde), custava absurdos R$ 25,00. Esse valor, de 25 a 30 reais, definiu por muitos anos o preço das cartas caras do Standard. Foi um preço que se manteve pra além daqueles anos de real e dólar parelhos. Um Nantuko Shade, na sua época de ouro, custava seus bons 25 reais também. Incomuns eram 1 real, comuns 50 centavos - a primeira carta Standard que mudou isso foi Fact or Fiction, que foi para os seus bons 5 reais. Quando parei de jogar, em 2008, as incomuns variavam por aí: entre 1 e 5 reais. As raras entre 5 e 30, com algumas poucas escapando dessa margem. Hoje em dia qualquer carta é capaz de pular de preço. Jace TMS, há 1 ano atrás, custava 60 dólares (o que já é muito). Hoje custa 150. Boros Reckoner, uma carta tipicamente Standard, no sentido que não tem muita influência fora do formato, eu já vi ser passada por R$ 80,00.

Não é meu papel falar mal dos preços, reproduzindo a reclamação eterna do jogador de Magic, mas sim perceber que hoje existe uma influência muito forte da internet, dos top decks e, principalmente, dos dealers no valor das cartas que não existia há 5 anos.

AS RAZÕES DA ALTA DE PREÇOS

Consigo ver vários motivos para esse aumento no valor médio das cartas nos últimos 5 anos. Raras míticas; o aumento de poder das cartas; o crescimento do jogo e do número de formatos; o dólar; a globalização; o aumento do pool de cartas.

Algumas dessas razões se auto-explicam. A nova raridade (rara-mítica) automaticamente aumenta o preço das cartas que são míticas. É uma simples questão de oferta e procura. Então aquele valor de 25-30 reais para rara, mesmo se fosse verdade hoje em dia, não funcionaria para as míticas, que estariam num patamar superior de preço.

O aumento no poder das cartas, que explicitei anteriormente, também é fácil de associar: cartas melhores, mesmo sendo mais novas, valem mais do que cartas piores e, portanto, menos usadas – mesmo que mais antigas.

Apesar de eu não encontrar mais pessoas jogando Magic nos corredores do meu prédio ou na rua, li que o Magic cresceu nos últimos anos. Pode ser... Então isso, atrelado ao aumento do número de formatos diferentes, também valoriza as cartas. É simples: agora uma carta antes inútil tem muito mais chance de se encaixar em algum deck de algum formato existente. Antigamente tínhamos basicamente 3 formatos: Vintage, Extended, Standard. Hoje podemos contar no mínimo o dobro: Vintage, Legacy, Modern, Standard, Commander e Pauper.
Por fim, a questão mais complexa. O aumento do dólar, que explica parcialmente essa subida nos preços, mas apenas se atrelarmos isso ao fenômeno da internet, da globalização e dos dealers.

GLOBALIZAÇÃO E A DEALERS

Dealers, ou compradores e vendedores profissionais de Magic – lojas ou pessoas – sempre existiram. A mudança profunda aqui é relativa ao pool de cartas e como isso muda a importância dos dealers.

O número de coleções de Magic aumenta a cada ano. Assim, encontrar cartas específicas se torna cada vez mais difícil. Comprar staples Vintage na loja de Niterói onde todo mundo só joga Standard é bem difícil. Ninguém tem Smokestack pra vender/trocar. Quando parei de jogar, era fácil encontrar uma gama extensa de cartas em todo fichário. Era possível encontrar de tudo, em qualquer lugar. Se eu quisesse comprar Smokestack, ia num lugar de troca e, fatalmente, encontraria umas 8 lá. Hoje em dia é capaz de eu rodar 3 lojas na cidade, com dinheiro, e sair sem completar minha "want list".
Como disse, é uma mera questão do número de cartas existentes. A cada ano se torna mais impossível você olhar o fichário de alguém e encontrar algo que queira – exceto se esse fichário for direcionado para um formato específico. Um "fichário de nicho".
Ou seja, o pool de cartas é tão grande que existe apenas um lugar onde encontrar exatamente o que você quer: nas lojas/dealers. E essas lojas sempre cobraram um preço mais alto nas cartas do que jogadores, por razões de matemática simples: elas precisam vender mais caro do que compraram.

Percebendo essa movimentação do mercado em direção aos dealers, e o acesso muito mais fácil à compras no exterior do que antigamente, o jogador comum começou a vender suas cartas por preços de dealer também. É raro hoje encontrar algo na Liga que não esteja num preço semelhante ao das lojas online locais. Os leilões da liga já começam no "preço de loja" e não são mais, em espírito, leilões de verdade. Todo mundo sabe o preço "real" da carta e não existe mais intenção, de nenhum lado, de barganhar. É um fenômeno curioso e que afeta muito como se dá a relação jogador + jogador.

Por um lado, termos um preço fixo e consultável das cartas é ótimo. Evita que um jogador mais experiente engane jogadores mais novos nas trocas. Mas há o lado negativo desse fenômeno todo: hoje conheço várias pessoas que possuem fichários reduzidos, ou algumas que sequer trocam cartas. Eu mesmo, quando voltei, sequer tentei trocar cartas. Comprei logo tudo o que me faltava. Conheço pelo menos um cara que não tem mais cartas, pra além do deck Standard dele. Ele compra o deck inteiro e vende depois pra comprar outro. Perde dinheiro, mas não precisa passar pelo sufoco de procurar as cartas.

Isso fortalece os dealers por terem um estoque quase sempre completo e rapidamente disponível, e mantém o preço das cartas alto. Não me levem a mal, é muito mais fácil pegar cartas hoje em dia. Eu prefiro até. Mas isso com certeza aumenta o preço média das cartas.
O Vintage é afetado por um lado mais lúdico: antigamente o jogador Standard que fuçava fichários em busca de suas cartas do momento e se deparava com cartas Vintage, fosse um Oath of Druids, podia se interessar pelo formato, podia ser capaz de sair da limitação de jogar apenas um formato. Hoje em dia esse "encanto" é mais difícil de acontecer.

NOVA GERAÇÃO
Por fim, acho que este é um momento em que podemos perceber realmente uma nova geração de jogadores: pessoas que começaram a jogar Magic quando o jogo já era "Modern", com as bordas novas. Ou seja, os formatos antigos já são quase histórias de avô, "aquela época", tão distante e fria que já se torna quase desinteressante.

Aí entram discussões mais profundas, como uma revisão da Reserved List, reprints, proxyes, etc, que já não quero tratar aqui. A Wizards ter decidido colocar Power 9 no Magic Online já é um bom começo e um bom sinal para o futuro. Quem sabe.


VINTAGE, FINALMENTE

O que isso tudo tem a ver com Vintage? Muita, muita coisa. O Vintage é, de costume, o formato de Magic que abriga os jogadores mais velhos. Pessoas com mais grana, mais estabilizadas na vida, mas que não têm mais tempo de correr atrás das reviravoltas de mercado do Standard. Jogadores que estão no Magic há muito tempo e, portanto, já têm as cartas mais caras desde aquela época. Eu comprei minhas duals a 12 reais cada, minhas Force of Will a R$ 1,50. Mesmo pra quem não teve essa sorte, o Vintage sempre foi o formato onde o investimento inicial era maior do que o investimento "de manutenção".
Pelos motivos que citei acima, isso mudou bastante nos últimos 5 anos. Existe uma rotatividade maior nas cartas, um número mais alto de cartas importantes para o formato, e um aumento violento no preço das mesmas. Pra quem joga desde 94, não faz muito sentido pagar mais numa carta lançada há 3 anos (Jace) do que num Mana Drain.
Ou pior. Para um jogador qualquer, faz todo o sentido. Jace joga em formatos que ainda veem jogo sancionado, como o Legacy, e Mana Drain não. Aquela idolatria pela carta antiga, mitológica, que falei anteriormente, já não faz parte do jogo. Ter Mana Drain não é mais, ou menos, legal do que ter um Tarmogoyf. Talvez seja até menos legal aos olhos de jogadores mais novos.

A multiplicação de formatos também ajuda a diminuir o público interessado no Vintage. O Legacy ajudou muito a afastar pessoas do Vintage, pela diferença no custo de entrada e no número de torneios sancionados.

É um ciclo que se repete, porém. O crescimento do Modern é preocupante para jogadores de Legacy. O Modern está para o Legacy assim como o Legacy está para o Vintage.

PROXYES (UM TEASER)
Assim, eu acho que mais do que nunca é necessário fortalecer o Vintage. Não só voltar a escrever sobre Vintage aqui na Liga – reports de torneios, discussões sobre cartas, artigos, etc. Mas também tomar um passo importante: a diminuição do uso de proxyes. Mas isso fica pra outro artigo (é só um teaser hehehe)

Por ora sigo aqui, tentando mais uma vez revitalizar esse formato maravilhoso que é o Vintage. Espero escrever com certa assiduidade aqui na Liga e incentivar novos jogadores ao formato mais antigo do Magic, onde tudo é possível e nada é tão roubado quanto as pessoas acham.

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Comentários

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Chamelet (01/07/2013 04:51)

Mais ou menos. Realmente pouco inporta vc ter as cartas, pra jogar em torneios locais, entrar noformato, etc. mas se a gente tá falando de deixar o formato saudáve a longo prazo, permitir proxyes ilimitadas não ajuda muito.

Seria bom se tivessemos um Nacional Vintage onde proxyes não fossem permitidas, ou onde limitássemos pra 10. Um torneio grande, comp premiação boa. Fico pensando se daria gente, porém...

Raphael__ph (01/07/2013 03:20)

1 frase: RESERVED LIST FILHA DA PUTA!!!!

Pronto...

Punksterbass (27/06/2013 20:18)

"as também tomar um passo importante: a diminuição do uso de proxyes"

Não.

Como o próprio Stephen Menendian disse:

"O jogador de Vintage não quer que você tenha power. Ele quer pessoas com quem jogar Vintage. Então pegue 75 cartas e uma canetinha, e faça um deck todo de proxies."

Para referência: http://www.youtube.com/watch?v=peNtbSY3n_c

Chamelet (20/06/2013 00:18)

Meu sonho é fazer tipo transmissão da SCG, saca? Dizendo quais são as cartas, analisando as jogadas com narração. etc... :P

Risen (19/06/2013 21:44)

Sério?

Pensei que o pessoal achava bizarro gravar os jogos...

Eu me disponibilizo para filmar e o tempo para colocar no youtube, mas não tenho nenhuma habilidade em edição...

Seria muito legal pegar um "tripé" para filmar de cima e não em angulo que nem agente filmou das outras vezes...

maurobad2k4 (19/06/2013 14:35)

Isso eu conversei com o Horde e mais alguns, e se tudo der certo vamos gravar todas as rodadas dos champs que tiverem. Mas gravar os jogos é um objetivo que temos mesmo a algum tempo.

Chamelet (19/06/2013 14:06)

Ah, tem até aumentado as discussões no fórum aqui, mas isso é uma consequência mais do que uma razão, saca? Ninguém discute em fóruns antes de jogar.
Acho que artigos como esse que escrevi ajudam bastante a divulgar o formato. Vou continuar escrevendo eles. A galera de Sampa chegou a fazer uns vídeos de jogos lá, seria bom se fizessem mais, numa qualidade que dê pra ler as cartas e pras pessoas entenderem o que tá acontecendo. Acho que ajuda também.

VIP OURO SilverGreen (19/06/2013 07:55)

Eu acho que o pessoal do Vintage poderia ser um pouco mais ativo, Fernando. A começar pela Liga mesmo, a seção de Vintage é muito parada. Eu acho que vocês poderiam discutir mais, postar listas, postar sobre os torneios que acontecem, ficar mais visíveis. Alimentar a "mítica" do formato e a curiosidade alheia.

Quem não é visto, não é lembrado.

Cabrunco (19/06/2013 07:41)

Horde, voltei a postar na Liga agora :D nem sabia que tinha área vintage :D
Vi que Vc é de Sampa e joga na Let's. Sou bem conhecido de Pedro e Fox e, quando vou em Sampa, sempre passo lá... Próxima vez a gente marca e jogamos juntos lá
Abs

Cabrunco (19/06/2013 07:33)


Somos de Salvador :D
E, a cada semana, temos aquela alegria infantil de criar um deck maluco para mostrar/ganhar dos amigos!
Quem quiser, está convidado

katacumba (18/06/2013 19:51)

o que os caras novatos nao entendem ehhh... vintage pode muitaaaa cartaaaa... eu mesmo com vintage e legacy ja perdi contra um deck pauper kkk nao eh pecado e acontece... o magic é diversao sim.. seja em campeonato ou fora dele... mais eh como um rapaz citou la encima.., jogar com proxie eh como jogar futebol feito de meia na sala.. mais tem horas que uma bola oficial de futebol eh bem melhor kkk.. mais uma bola oficial esta sendo pelo menos mais facil de se adquirir...

bem citado que antes existia os preços de internet que seria lojas on line.. com valores super caros, mais hoje ate players estao vendendo por preço de lojas ta osso ate pra negociaçao.. nas antigas era tudo tao barato que eu podia trocar uma carta boa que eu nao usasse para obter uma carta mais ou menos que eu precisava muito mais muito para fechar o meu deck... hoje se nao vier com grana nem rola trocar ideia.

Chamelet (18/06/2013 15:26)

A questão não é somente campeonatos x mesão. Esses se complementam. O lance é que, principalmente no Vintage (onde a média de idade é maior), muitas vezes o jogador não tem amigos próximos que jogam e, portanto, precisa de um ambiente forte na cidade pra poder jogar com "desconhecidos", entende?

Agora, essa mesa rola onde? :)

HORDE_TROOPER (18/06/2013 09:31)

Porra pq vcs nunca postam nada aqui no vintage da liga meu!!!!!!
Bora compartilhar experiências!!!!!
Gde abs ai e sucesso!!!!

HORDE_TROOPER (18/06/2013 09:27)

Isso que vc disse é verdade tb!

Conheço alguns colegas que tem as P9, sei o quanto foi dificil para eles terem tais cartas...e deixam elas tomando pó...

Mas cada cabeça uma sentença.

E novamente vc esta certo, quem faz o jogo é o consumidor e não a empresa...por isso de utilizar as proxies, seja elas liberadas por completo seja elas contadas por decks...

Porque o que importa é vc jogar aquilo que vc quer.

O que vou dizer é minha opinião. Como já disse, as cartas antigas estão começando a sumir...as duals, cartas de edições como Urza, fetchs...e ai, como fica os outros formatos?

Eles tem de criar novos formatos...pois a demanda esta sendo grande.

Por isso, cartas como P9, bazaar, mishra´s workshop, entre outras tem de ser proxies...

Grandes torneios europeus permitem um certo número de proxies e a premiação é bem gorda. Estamos falando de premiações P9! Poxa para demais premiações, fica como credito na loja que permitiu o torneio.

Pense vc: Para um lojista, e isso quem me disse foi um grande administrador de uma grande loja de magic aqui em SP, por incrível que pareça, é muito mais rentável, em termos proporcionais óbvio, fazer um torneio vintage do que um de standard. PQ? Simples, ele apenas cede o espaço. Nós do vintage que nos organizamos, vamos a loja, pagamos , no mínimo, R$10 pela inscrição, fora as cartas, comes-bebes que fazemos. uma porcentagem da premiação é dividida entre os 3-4 primeiros. O resto vai para o bolso dele. E vc ainda pode PRINTAR as cartas que vc quer. Honestamente, até hj não vi ninguém jogando com a gente com as 75 cartas printadas, mas isso de forma alguma impede a diversão.

Mas não quero me estender no assunto proxies, pois caberia um monte de coisas nele e o tópico não é deste tema. Basta saber, que o que importa é o que queremos fazer com as cartas e não o que a wizards quer.

Gde abs

Cabrunco (18/06/2013 09:21)

Comecei a jogar em 95 (quase seus 20anos) e vendi minha coleção duas vezes... Casado, pai de família, voltei a jogar tem uns 4 anos e a primeira coisa que fiz foi readquirir cartas antigas para jogar vintage com os amigos...
O que quero dizer é:

1. Magic, financeiramente, é um mercado de ações... Quem usa para ganhar dinheiro tem q ter visão de futuro, quem usa para brincar gasta (perde, queima) dinheiro... A questão passa a ser, qual o foco do cara... Porque, com ou sem campeonato de vintage, diversão com amigos não tem preço...

2. Baseado no item acima, o vintage NUNCA vai morrer... Como campeonato? talvez... como diversão para mim e os como eu? nunca! Seremos velhos magos olhando crianças fazendo coisas novas (e dai o choque de geração e visões). Aprenderemos com eles algumas coisas (Planewalkers), e eles nunca deixarão de venerar os velhos ensinamentos (P9, duals), mesmo que, revoltados, reneguem o passado

3. Garfield não tinha a menor idéia no que ia dar o Magic, assim como nós, no inicio, assim como o pessoal de T2 hoje! Esta dialética é até engraçada, porque tenho certeza q daqui há uns 10-15 anos as pessoas olharão o Goyf ou o Jace como peça de museu assim como uma Mox!

4. DIVIRTAM-SE! Se o lance é campeonato? O Magic é para isso! Se o lance é sentar numa mesa e falar besteira horas a fio com amigos? O Magic é para isso! Por que alguém tem q estar mais certo ou mais errado? Ou ser melhor ou pior?

E se nao esta tendo Vintage aí, todo sábado temos uma mesa pela manha com 6-10 amigos jogando de tudo (inclusive Vintage x T2) como único objetivo de se divertir. Podem vir!
Campeonatos oficiais sao so a tarde na loja local :P
Abraços

katacumba (17/06/2013 22:34)

A empresa wizzard fez o favor de criar um belo jogo chamado magic... hoje ela esta transformando um jogo que era diversao em capitalismo.
Muitos nao iremos ter em maos uma p9 se quer..

Se falar para relançar alguma muitos irao crucificar essa ideia.

Mais o tem que mudar a cabeça da massa... quem manda nesse jogo somos nos consumidores é uma boa hora para muitos enfim poderem criticar e acabar com esse capitalismo, quem manda aqui somos nos, nos que fazemos o jogo existir e nao damos conta disso.

Conheço muitos players que tem decks tops de diversos formatos e tende a ter atualizaçoes de cards e ate estrategia nos ambientes atuais de game... mais nem participam de champ vai entender.

HORDE_TROOPER (17/06/2013 12:02)

Velho, na boa, tamo junto!

O que importa é os amigos e a diversão. Apenas fiquei chateado com a forma incisiva que vc nos abordou, mas sei que vc é boa praça e desde já fica meu convite para vc jogar conosco e ter a oportunidade de conhece-lo, que é alguém tão experiente aqui na liga e para aumentar me leque de amizades!

Um gde abs e estamos ai!

VIP OURO SilverGreen (17/06/2013 11:45)

Cê só pode estar falando dos meus posts, eu fui o único que falou de coisa parecida aqui.

Só que eu chamei de "catados" os poucos e distantes torneios com próteses, não o Vintage ou os jogadores de Vintage (atuais e/ou potenciais), Trooper. Eu acho o Vintage foda, e também queria que ele fosse mais popular. Lê direitinho lá, que me parece que cê entendeu errado.

HORDE_TROOPER (17/06/2013 11:04)

Nossa, eu nem vou entrar no mérito de falar que foi fulano ou siclano, mas que coisa lamentável essa de imporem um formato.

Será que o mundo seria legal se gostassem só do vermelho? Que coisa hein?

MAS É ÓBVIO QUE O VINTAGE É E POR HORA SERÁ UM TORNEIO PEQUENO!!!!!

Mas dizer que ele não tem jeito, não vai para frente, acho que é um comentário tão preconceituoso quanto o tradicional "ganha no primeiro turno".

Então, os "catados", do qual eu faço parte, tem que se acomodar e entrar na esfera dos outros, no acitometro? Triste.

Vale apenas lembrar uma coisa, que vocês não devem estar pensando: Legacy a cada dia que passa esta ficando tão caro quanto vintage, assim como arrumar as cartas. Vide duals, FOW...ou seja, cedo ou tarde será tão imponente ter as cartas quanto vintage, e sendo sancionado, muitos não poderão jogar, e ai José, comofaz?

Eu nem entrarei no mérito da questão das proxies, porque isso já cabe em outro tópico, apenas acredito que , aqui no Brasil sem elas, é inviável vintage.

Magic esta fazendo 20 anos pessoal, e tem nego jogando magic que nem tem isso de vida, logo querer ter a pretenção de que o vintage será grande , aqui em terras tupiniquins é ilusório. Mas o mesmo manto de ingenuidade serve para aquele que diz que lá fora o vintage esta morto. Não se iludam.

Apenas postei isso pela tristeza que me dá de insistirem que um formato que eu gosto, que fiz amigos excepcionais, um formato que sim, vai proxies, que sim, posso usar cartas fudidas como Yawgmoth´s will, que sim, em SP tem uma vez por mês e sempre estamos lá, obrigado, esta acabado e que devo pegar minhas trouxas e ir para um formato, como o legacy, por exemplo, e que esta na mesma rota de colisão.

Acho que o respeito acima de tudo deve caber em qualquer formato, alias, em qualquer aspecto da vida.

Um gde abs e novamente, reitero meu convite a quem quer que seja para participar conosco, aqui de SP para conhecer o formato e fazer parte desta nossa pequenina, mas muito longe de estar morta, familia vintage!

Chamelet (17/06/2013 01:08)

Falei muito né? ahahahaha

Chamelet (16/06/2013 13:10)

Silvergreen, meu caro, eu lembro de você ter frequentado torneios da Era Glacial na época. Com proxyes. Ou seja, se não houvesse permissão de proxyes você nunca teria jogado torneio Vintage (ao menos não aqueles).

Eu entendo que proxyes nunca substituem nada, e não são o caminho ideal, mas acho sim que são uma maneira muito boa de promover o formato e, por exemplo, acabar com preconceitos.

Vou te dar um exemplo: aqui na Gibiteria tem um cara que montou 10 decks Pauper e vai lá todo sábado disposto a emprestar os decks, só pra galera poder jogar e conhecer o formato. É claro que, por ser Pauper, ele tinha grana pra montar os 10 decks, com sideboard, na real. Agora imagino fazer isso com decks Vintage, com proxyes. Me parece bem óbvio que a chance de você montar um torneiozinho convencendo a galera a experimentar o formato é bem grande fazendo isso. Saca?

Fora que aqui no Rio na época da Era Glacial, e em Sampa agora, tivemos torneios com uma boa frequência (6 a 12 pessoas). Como já disse aqui antes, não acho isso pouco, e nem creio que vai ser mais que isso. Vintage tem essa graça também: são torneios pequenos, quase "for fun". Eu gosto disso. Claro que queria que rolasse um torneio grosseiro aqui anualmente, tipo BoM. Mas isso é um futuro possível (ou impossível). Repare que o final do meu artigo aponta para uma ideia de redução gradual do número de proxyes em torneios, a fim de pegar esses 6 a 12 jogadores frequentes e sugerir que eles comprem as cartas do formato.

Por fim, sobre a "morte" do Vintage, eu tenho um incômodo pois eu acho o Vintage diferente de outros formatos. Digo, eu acho que existem duas "pontas" que deveriam ser inabaláveis no Magic: Vintage e Standard. O Standard é importantíssimo, não apenas pra economia do Magic, mas porque é o formato que trás jogadores novos, por ser aquele onde o cara pode simplesmente ir na loja, comprar boosters/decks/etc e sair jogando. Outros formatos limitados podem ir e vir porque dependem muito das limitações impostas a eles e à vontade dos jogadores de seguirem ou não essas limitações. Commander foi criado e cresceu nos últimos anos assim: a galera gosta de jogar muito mais do que já gostou de jogar outros formatos "casuais".

Agora, o Vintage é a outra ponta desse jogo. É o lugar onde tudo já impresso vale. Ou seja, é o único formato onde tudo que foi impresso é levado em consideração, exatamente por não ter lista de banidas. Num certo sentido, "Vintage é Magic", entende? Então eu acho muito esquisito a Wizards aceitar de bom grado a morte do Vintage. Se as pessoas pararem de jogar Legacy pra jogar Modern, até vai lá. Mas se as pessoas param de jogar Vintage, o jogo perde um pedaço relevante da sua pool de cartas. E eu, se estivesse lá no lugar dos caras da Wizards, não ia querer que isso acontecesse.

sliver0360 (16/06/2013 12:44)

Belo artigo. escreva mais sobre o assunto, e sobre outros tbm.

VIP OURO SilverGreen (15/06/2013 19:50)

Posso estar sendo pessimista, admito. Se vocês realmente quiserem tentar e obtiverem sucesso, eu ficaria bem feliz em assistir ao êxito da coisa.

Bom, eu posso parecer meio ranzinza demais por aqui, mas não sou uma pessoa assim. Não é que eu seja negativo, é que eu prefiro sempre esperar pelo lado pior de qualquer coisa. Assim, se o pior acontecer, eu já estava preparado. E se o melhor acontecer, o proveito é maior.

Então, tentem. Acho que vocês têm mais é que tentar mesmo. Só acho que não devem criar expectativa, só isso.

Risen (15/06/2013 19:36)

Então eu aceito seu ponto de vista, mas não concordo.

E esta principalmente nesta frase:

"... O fato é que, mesmo com argumentos pró e contra, torneios com proxy até hoje não conseguiram promover o formato.)"

O fato é que ajuda a promover o formato. Aqui no Brasil nós temos vintage, em São Paulo mais ou menos 1x por mês por permitir proxies.

Se proxies não fossem permitidas nos nossos encontros, não existiria vintage aqui, no máximo um legacy com balance...

Se alguém quiser jogar e conhecer vai poder ter a oportunidade.

Se por meio de alguma política conseguirmos mostrar o formato para muitas pessoas, já que exitem tantas que nunca viram, poderemos no futuro ter algo melhor, maior (que o atual né..) e possivelmente sem tantas proxies.

E mudar de NADA para de vez em quando em São Paulo é uma mudança MUITO grande, do mesmo modo que para mudarmos de 0 para 0,0000000000000000000000001 é preciso multiplicar esse 0 por infinito.

O vintage nunca será muito grande, mas acho que ele tem espaço para crescer aqui.Esse é o meu objetivo e acredito que o do Chamelet também.

VIP OURO SilverGreen (15/06/2013 18:58)

Porque apenas "meia dúzia" de pessoas joga Vintage no MOL, assim como "meia dúzia" de pessoas joga Vintage com proxy em três ou quatro pequenos e isolados torneios na Europa. E no MOL tem "Black Lotus" e "Ancestral Recall" por US50.

Minha colocação para o Chamelet foi mais pessoal mesmo. Eu o conheço pessoalmente há anos, e sinceramente, acho que ele ainda se ilude com essa coisa do torneio de proxies, que a experiência de outras pessoas ao redor do mundo já mostrou que não funciona. Tem gente que joga com proxy? Tem. Mas quanta gente? Bem pouca.

(Não quero entrar nos "porquês" disso funcionar ou não funcionar. Gente muito mais tarimbada que eu já discutiu isso à exaustão. O fato é que, mesmo com argumentos pró e contra, torneios com proxy até hoje não conseguiram promover o formato.)

Risen (15/06/2013 18:43)

SilverGreen:

Cara, desculpe se eu te ofendi, não direcionei nada a você.

Existem vários torneios lá fora aonde proxie em torneio vintage é permitido, (com ou sem limite, dependendo do local) e eles conseguem fazer funcionar, claro que nada muito enorme, mas existe.

Não quero que o MOL nem os torneios valendo proxie sejam maiores que o magic competitivo "for real". Só não vejo o tabu enorme em jogar vintage com proxie.

Para mim jogar com proxies é magic IRL. E se o IRL é tão melhor que o MOL, e ai podemos comparar o Pro Evolution Soccer 2014 com futebol, por que o pessoal NÃO tem tanta repulsa com o MOL como tem com jogar com proxie?

Nesse ultimo parágrafo posso estar falando abobrinha pq não jogo MOL, só conheço.




VIP OURO SilverGreen (15/06/2013 17:31)

Então pede pra alguém com o pinto bem grande fazer esse negócio de proxy funcionar, porque centenas de pintos-pequenos ao redor do mundo já tentaram, e até hoje ninguém conseguiu.

E comparando Magic IRL com o MOL, você está comparando o futebol com o Pro Evolution Soccer 2014. Desculpa, mas não vou ter saco e nem energia pra escrever o quanto as duas coisas são absurdamente diferentes. Pensem um pouco a respeito, e cheguem à conclusão sozinhos.

Risen (15/06/2013 16:59)

Chamelet muito bom o texto!

Vintage é muito bom, só precisamos que o pessoal perca o preconceito.

Cara, se o que você fala fosse realmente verdade, ninguém jogaria MOL, pq jogar cartinhas virtuais é pior que jogar cartinhas que são iguais as originais mas foi a minha impressora que fez e não a da wizards...

Parece-me muito que esse negócio de: não jogar vintage por ser proxie é "síndrome de pinto pequeno", que precisa mostrar que tem as coisas caras do formato joga, é muito macho, que compra as coisa toda...

VIP OURO SilverGreen (15/06/2013 15:30)

Ah, e sobre essa discussão ancentral (e sempre infrutífera) sobre as próteses: qualquer formato vai "morrer" antes de começar a usar próteses. Desiste dessa ideia fixa, Fernando. Você já sabe que nunca funcionou, não funciona, e nunca vai funcionar. É como jogar futebol com bola de meia na sala: dá pra se divertir quando se tem 6 anos, mas deixa de ser uma opção a partir do momento em que você joga com uma bola de verdade.

VIP OURO SilverGreen (15/06/2013 15:24)

Claro que há muitas nuances envolvidas, mas simplificando bastante a ideia, é como você disse: o Modern está para o Legacy assim como o Legacy está para o Vintage.

Podemos conjecturar mil hipóteses e teorias sobre as origens desse fenômeno, muitas delas acertadas. Mas todas elas recaem sobre uma motivação primordial: o conflito de gerações. Todos nós elegemos um grupo para pertencer, e tendemos a permanecer nele. É a natureza humana, é como as coisas funcionam. O novo sempre substitui o velho, novas gerações sempre irão buscar novos modelos e escolher novos grupos. E não há absolutamente nada de errado nisso. Assim como também não há nada de errado em ser "saudosista", porque os saudosistas são simplesmente a nova geração anterior que ficou velha. "No meu tempo, as coisas eram melhores". Elas sempre são.

Eu tenho idade e tempo de jogo suficientes para integrar a "geração Vintage" do Magic, mas nunca me senti verdadeiramente atraído pelo formato (que eu também aprecio, é claro). É o que eu vejo novamente agora, com essa geração de jogadores que está nos substituindo, em relação a esse conflito "Legacy x Modern". É normal. Em 10 ou 15 anos, o Legacy será o Vintage de hoje, o Modern será o novo "formato que vai morrer", algum novo formato terá surgido (ou mais de um), e os amantes do "novo" Modern de hoje serão o Chamelet e o SilverGreen saudosistas de amanhã.

(Apesar de que, minha antipatia pelo Modern tem motivações que vão bem além do simples conflito de gerações. Mas ainda pretendo escrever sobre isso qualquer hora.)

Relaxa, Fernando, o Vintage não vai "morrer". Ele vai continuar vivo exatamente como você descreveu, como um "formato de nicho". Como colecionadores de carros antigos ou de discos de vinil. Uma Black Lotus sempre vai ser uma Black Lotus. Afinal, o formato não se chama "vintage" à toa.

Chamelet (15/06/2013 15:02)

Sobre os últimos comentários, valeu demais pelos elogios e pelas histórias. É legal ver que jogador de Magic cada um começa de um jeito, mas a paixão é de todos! hahaha

Agora, o Vintage tem uma encruzilhada, que é basicamente a encruzilhada do Magic e que a Wizards vai ter que resolver. É um formato caríssimo pra se montar um deck completo, e mais do que isso, é impossível que vários jogadores ao redor do mundo montem esses decks completos, por falta de quantidade de cards impressos mesmo. Eu tô querendo comprar Mox Sapphire e Pearl e a oferta que recebo, no Brasil, é quase nula.

Então o formato depende de torneios com proxy. Vejo que ainda existe uma resistência a isso aqui na Liga. É uma resistência natural, mas deve ser superada. É claro que é mais legal ter as cartas. Eu que o diga, que tô fechando P9, Workshop, etc, mesmo sem precisar. Mas GARANTO que jogar torneio com proxy de P9 é legal demais e não tira a diversão nem um pouco.

Colecionador (15/06/2013 13:13)

Eu acho que o vintage deveria ter um segmento online forte, magic em si é um jogo caro,eu jogo legacy e talz, mas nem se eu fosse milionário eu jogaria vintage, eu acho..

katacumba (15/06/2013 01:46)

Sem duvidas o texto mais real que ja vi aqui na liga... falando a verdade nua e crua.

Eu comecei a jogar magic no lançamento de flagelo... mais meu primeiro deck foi um mono white winnie torto kkk so que tinha nele karakas, torre phyrexiana, 3 land tax, armagedon,colera de deus e cavaleiro branco kkk comprei de um rapaz que me apresentou ao magic.

Em seguida fiz muitos decks do formato extended.. so que ouvi falar de um deck chamado academia tolariana kkk e isso me instigou na qual finalizei o deck sem as p9 em 6 meses, dai vi que demorava demais pra combar com mindsdesire ai quando lançou o deck belcher recorrir a bela velocidade.


montei o belcher vintage so que sem as p9... eu iria comprar as p9 aos poucos quando elas ainda estavam no valor de 600 ha 1200 reais.. depois a cada ano que se passava os valores triplicarao ai fiquei chateado e muitos pararam de jogar magic para irem em lan house jogarem cs e mu online kk.

voltei a jogar magic so que agora no formato legacy por ser ainda possivel obter as cartas.

com isso tenho por vicio de ter quantidade de decks quase uns 6 ou 8 decks legacys kkk


mais o maior problema é que a magica do vintage esta morrendo.. e infelizmente os jogadores de hoje nunca saberao a verdadeira emoçao de jogar magic.

se quer jogar magic de verdade realmente o formato que tem mais pressao eh vintage.

GPelizer (14/06/2013 20:38)

Gostei do texto demais. Eu comecei a jogar no bloco de sétima edição e também tenho esse "amor" pelas P9, mas acho que o Vintage está condenado a morte mesmo. É um formato quase impossível de montar um único torneio, dado o custo dos decks. Se o T2 atual já está inviável no preço, imagina o Vintage.

Sei lá cara, mas eu acho que a wizard é a grande responsável por matar vários formatos e por fazer uma valorização maluca dos cards. No tempo em que comecei a jogar não existia essa de carta T2 custando 400 pila estilo Jace, the Mind Sculptor, o que é um impasse pra quem deseja jogar competitivo mas não quer fazer dívida pra jogar magic.

Eu acho que tá na hora da galera rever esses preços, da empresa entrar na parada, soltar mais cards no mercado e frear as altas, porque eu não acho realista praticar preço de 200, 300 ou 400 pila em card que não tem nem 2 anos na praça. Um controle maior nos preços de singles certamente movimentaria mais o ambiente competitivo dos formatos mais baratos aos mais caros, assim, um cara que hoje tem condição de montar um bom T2 vai passar a ter condição de jogar modern tbm, tal como o cara que joga Legacy para jogar também Vintage.

Chamelet (14/06/2013 20:02)

Putz, mas o Vintage do BoM é sem proxyes hehehe. Será que até lá consigo fechar o set de P9? A galera precisa ajudar vendendo as paradas aí! :P

alxcrazy (14/06/2013 17:35)

Brother, sou jogador de legacy, e to pensando em ir ano q vem para o evento:

http://www.bazaar-of-moxen.com/

Seria bem massa alguns jogadores vintage daqui do BR se organizar pra ir, pois vejo muito vantagem além de participar do evento é fazer turismo...


Abraço

Chamelet (14/06/2013 17:12)

Mas aí vira o segredo de Tostines, saca? Não tem torneio por falta de player, ou não tem player por falta de torneio?

É claro, Vintage sancionado é difícil de fazer. Mas na época da Liga Era Glacial existia uma liga anual que chegou a dar uma Library of Alexandria no "Nacional" do fim do ano. A Star City Games fazia torneios em que o Top8 ganhava Power9.
Planeswalker Points realmente fica devendo, mas atrativos existem, ou podem vir a existir.

Outra questão é: eu sei que Vintage é mais atrativo pra jogadores mais velhos. Jogadores novos, POR FAVOR, comecem no Standard ou no casual, Commander, Pauper, whatever. É muito melhor pra quem tá começando. Legacy e Vintage são sempre pra jogadores mais experientes no jogo, dispostos a investir mais dinheiro mesmo, ou que ao longo dos anos foram adquirindo cartas, etc.

Sendo assim, uma regra é clara: o Vintage NUNCA vai ter mais jogadores do que o Standard, ou Modern, ou coisa do tipo. Nem é essa a ideia. É claro que seria lindo fazer um torneio Vintage com 100 pessoas, valendo Power, mas o que eu sinto é que nem o torneiozinhos de 10-15 pessoas existem mais, e isso é preocupante...

Stromgald (14/06/2013 16:39)

Cara, parabéns pelo artigo, deu até vontade de jogar Vintage, heheh.

Vou só dar um palpite aqui: concordo com tudo o que você falou sobre os novos players, os antigos e essa falta de interesse do formato. Acho que o ponto em que o Vintage perde para os outros formatos é o seguinte: a recompensa que se tem por ele. Veja os formatos como Standard, Modern e até mesmo o Legacy. Eles oferecem um mar de coisas para que o jogador se interesse por eles, desde participar de campeonatos oficiais até mesmo ver a evolução de seus planeswalkers points. Pode parecer bobagem, mas dá um orgulho para o cara entrar nesse mundo e ter a sensação de fazer parte maior do que a mesa da cozinha, entende?

Não vejo isso, por exemplo no Vintage e não sei dizer por quais motivos. Mas, essas "recompensas" que os outros formatos ainda têm me parecem ser mais atrativas para os players mais recentes. Ser o novo classificado para um Pro Tour ou um Magic World Cup, parece, para o perfil dos players atuais, algo muito mais fodástico do que ter um deck legal vintage, entende?

Um abraço e parabéns pelo artigo.

Vini_L (14/06/2013 13:59)

Eu jogava Vintage e há pouco tempo estava quase retornando. E ai desisti.

No meu caso foram duas razões: valor dos cards que faltavam e interesse por outros formatos (especificamente Commander e Modern). Estava com meu Oath Of Druids q me acompanhava há quase 10 anos e estava qse terminando (sem P9) com duals, forces e assim por diante. Desisti, desmembrei o deck e usei os cards nos commanders e o q sobrou eu guardei ou já vendi.

Infelizmente o Vintage é qse inacessivel para iniciantes por causa do valor dos cards e pela dificuldade de achá-los. Tanto q a maioria dos players é pessoal mais antigo q ja tem os cards faz tempo.

Eu, pessoalmente, gosto muito do Vintage pq gosto mais dos cards antigos. Mas hj em dia é inviavel pra mim. E tb não curto usar proxy de P9. Acho meio injusto com quem correu atras e gastou uma grana pra comprar o card de verdade.

Enfim, tomara q o T1 não desapareça, pq é o formato q ha maior liberdade do uso de cards. Mas acho q a tendencia é o numero de jogadores diminuir. Uma pe

Chamelet (13/06/2013 21:29)

@Blitkun e peusinho, muito obrigado pelos elogios aí. Assim dá até vontade de escrever mais mesmo! :D

Uma das coisas que acho curiosa na evolução do Magic é exatamente essa: antigamente todo mundo conhecia o Vintage. Era o formato mais jogado, visto que na mesa da cozinha só se jogava Vintage (sem power, sem nada, mas com cartas de 4ª edição, revised, etc).
Hoje em dia, essa que eu chamei de "nova geração" do Magic, são pessoas que mesmo no casual não jogam com cartas Vintage, simplesmente porque começaram a jogar quando as coleções vendidas ou acessíveis já faziam parte de outros formatos, como Legacy, Modern, etc.

Uma das intenções dessa minha "coluna" de artigos é mostrar pras pessoas como o Vintage é interessante, tirando os preconceitos delas, muitas vezes infundados. Essa coisa de formato "coin flip" é uma bobagem tão grande, mas ao mesmo tempo muito enraizada na cabeça dos jogadores.

Nos próximos vou sim não só falar dessa questão mais política do uso de proxyes, mas também das cartas mais importantes do formato e seus usos, decks, etc.

Pode me dar algum exemplo, cara? Digo isso pra tentar entender quais são as dúvidas em relação ao formato e abordar isso nos próximos! Valeu pelo feedback!