LigaMagic Entrevista: Amana Zanella
08/03/2018 10:00 / 4,937 visualizações / 67 comentários

 

Moradora de Belo Horizonte, Minas Gerais, jogadora desde 2009 e dona de um poderoso commander de Mayael, a Anima​, Amana Zanella é Coordenadora Regional da Liga das Garotas Mágicas, grupo que visa "um espaço seguro para que mulheres possam falar de Magic sem receberem comentários hostis e preconceituosos", como está no site oficial da LGM. Com pontos de vista bem definidos, ela conversou conosco sobre a importância de projetos como a Liga das Garotas Mágicas, espaço em lojas, Magic e representatividade.

 

 

 

LigaMagic: Como foi o seu começo no Magic?

 

Amana: Comecei jogando já com alguém mais experiente e custei a pegar as mecânicas do jogo no começo, e o mais engraçado, é que quando comecei a pegar o jeito com o meu deck, um combo Aluren, o pessoal que eu jogava mudou de formato, indo para o Commander. Eu mal conseguia decorar o que todas as cartas do meu deck de 60 cartas faziam, quem dirá em um formato onde são 100 cards, sem usar cópias. 

 

Mesmo achando que eu nunca pegaria o jeito, eu continuei jogando, até montar o meu commander de Mayael, a Anima​, um dos meus bebês, e hoje Commander é um dos meu formatos favoritos.

 

LigaMagic: Como é jogar em Belo Horizonte?

 

Amana: Belo Horizonte tem lojas com grande tradição no cenário e nunca tive problemas para achar pessoas para jogar, já que, sendo jogadora de mesa de cozinha, até então, eu tinha um grupo de pessoas fixo. Meu problema foi quando comecei a ir para loja, isso, para mim, foi desafiador. Porque uma coisa, quando você é mulher, é jogar com pessoas que você conhece, outra coisa é você sentar em um mesão com pessoas que você nunca viu na vida, que você nunca viu o deck. Mas hoje em dia eu frequento algumas lojas de Belo Horizonte, mas bem selecionadas.

 

LigaMagic: Citando essa questão de selecionar loja, antigamente eram raras as lojas, então os jogadores aproveitavam qualquer espaço para jogar, mas hoje é possível escolher. Quando você fala sobre selecionar uma loja, o que é levado em conta?

 

Amana: Levamos em conta diversos fatores, eu que organizo os encontros da Liga das Garotas Mágicas por aqui, então sempre levo em conta que o ambiente que as minhas meninas vão jogar, seja um ambiente saudável. Nós já sabemos que Magic é um hobby com uma infinidade de gente tóxica e você não precisa de mais gente assim. Sabendo disso, não podemos simplesmente ir em qualquer lugar e achar que lá será tranquilo, isso é utópico. Então quando penso em ir jogar em algum lugar eu sempre vejo quem são os jogadores que frequentam, se são pessoas que "aceitam" novatos na mesa, como essas pessoas se comportam e até mesmo qual o  comportamento da galera da loja perante uma situação de problema e isso é um fator imprescindível, organizando eventos você começa a entender o quão importante é esse fator. Teve um evento da LGM, divulgado por pessoas da LGM, onde em uma loja, uma das garotas foi perseguida por um estranho. Então quando falo de loja selecionadas, são diversos fatores. Inclusive, o público LGBTQ também tem esse problema de segurança em loja, tanto que eles também estão se juntando para selecionar lojas que tenham um ambiente seguro.

 

LigaMagic: Podemos entender a loja de Magic como um ambiente tóxico, por definição?

 

Amana: As lojas de Magic são, por muitas vezes, um reflexo da nossa sociedade. E o jogo, por ser caro, acaba criando um ambiente elitizado, sendo que alguns formatos ainda criam mais elites dentro do jogo. Isso pode fazer com que a pessoa que já não tem um comportamento adequado se mostre ainda mais tóxica (com jogadores de Magic e até de outros card games).

 

LigaMagic: O Dia oito de Março é o Dia Internacional da Mulher por ser uma data que marca a luta das mulheres por seus direitos, o que a LGM pode comemorar e pelo o que a LGM batalha hoje em dia?

 

Amana: Podemos comemorar muitas coisas, a LGM foi criada à 3 anos pela Akei Uehara, e desde então, nós temos aumentando exponencialmente o número de juízas apoiadas pela LGM, o número de jogadoras nos PPTQs praticamente dobrou, em relação aos anos que a LGM não existia, e nós somos uma comunidade que se apoia muito. Quantas vezes uma das garotas não comentou em um dos nosso grupos sobre como estava desanimada de jogar, seja por alguns comentários ou comportamentos em lojas e nós apoiamos ela, para que continue no hobby. Do mesmo jeito, se alguma garota se interessa em se tornar juíza, nós apresentamos elas à outras garotas que possam ajudar, se ela quer jogar mais sério, ajudamos com o conteúdo para ela melhorar. E esse suporte, de uma comunidade onde pessoas iguais se ajudam, é muito importante. E nós temos lutado cada dia mais para aumentar o número de juízas, aumentar o número de garotas profissionais, aumentar o número de jogadoras for fun e que possamos, cada vez mais, dizer para as garotas que determinado ambiente é um ambiente saudável e que elas podem vir jogar.

 

 

Nós trabalhamos para expandir o conceito de que todas as pessoas que jogam são iguais, independente da sua etnia,faixa etária, gênero, ou a sua ausência de gênero, e que todas as pessoas podem ser muito boas no que elas fazem. E nós batalhamos cada vez mais para que o preconceito, que é arraigado na nossa sociedade em tantos aspectos, caia por terra. Além disso, podermos divulgar o Magic por todo o Brasil e mostrar que sim, existem garotas que jogam, e jogam muito bem.

 

LigaMagic: Você citou juízas, garotas que jogam em nível profissional, que jogam no for fun, em resumo, que estejam no jogo. E até existe um projeto, o Play It Forward, que incentiva garotas a fazerem resultados profissionais. O quanto importa a representatividade? 

 

Amana: Eu não consigo colocar isso em números, porque se eu quantificar, ainda sim, não vai chegar perto do quão importante é.  Representatividade é uma coisa que muitas pessoas chamam de "mimimi". Eu sempre me pergunto se a pessoa pega um momento para pensar sobre, se ele pensa se está inserida (ou inserido) nesse contexto para dizer que isso não vale.

 

Uma mulher que está desestimulada porque foi assediada em uma loja, quando ela vê que existem pessoas que estão lutando contra isso, ela vai ter um estímulo para continuar. Ou quando uma menina que sonha em jogar no profissional  vê que existem mulheres que fazem resultados, como a Lu Couto que recentemente fez top8 em um pptq, isso pra gente é enorme. Isso tem um reflexo tanto em quem já jogava, quanto em quem está começando, Ela vai pensar que se essa pessoa pode, eu também posso. 

 

LigaMagic: A representatividade é uma das grandes conquistas da LGM?

 

Amana: Sim, e não só isso, as meninas terem acesso à quem pode ser referência pra elas também é importante. É muito legal a gente conhecer a Melissa De Tora (ex-jogadora profissional e membro do Play Design da Wizards), que é fantástica, a Carol Moraes (Community Manager na Wizards), que quando começou a trabalhar com a Wizards foi sensacional. Você estar inserida em um grupo onde pessoas como você estão ali palpáveis, pessoas com quem você pode falar e ela te responde, isso não tem tamanho. Essa acessibilidade é fundamental para que as pessoas se sintam acolhidas.

 

LigaMagic: Em pesquisa feita na LGM, foi perguntado que situações/comentários machistas vocês já vivenciaram por causa do Magic? E, ao contrário de um senso comum, os mais votados não foram situações de assédio explícito e agressivo, mas situações onde a garota é tratada de forma diferente por ser mulher, casos de "se uma garota vier à minha loja, vou trata-la como uma rainha". Quão ruim são as situações mais agressivas e as situações onde a garota é colocada em um pedestal?

 

 

Amana: Começando pelo mais óbvio, quando estamos jogando e uma pessoa menospreza nossas habilidades simplesmente por a gente ser mulher, ela não está levando em conta que pessoas podem fazer coisas e ter habilidades independente de qualquer condição. Já sentaram ao meu lado em uma mesa de commander e fizeram uma série de críticas sem nem me ver jogando. A pessoa te menospreza não pela sua lista, não pelas suas habilidades, ela te menospreza por nada. E isso é muito perigoso, porque pessoas que fazem isso, seja na internet, com aquele comentário no facebook de "foi seu namorado que te ensinou?", ela nunca te viu na vida e já está tentando tirar todo o seu mérito de algo que é legal. 

 

Fiz alguns questionamentos com relação a isso em um documentário feito aqui em Belo Horizonte sobre garotas que jogam, essa pessoa que tem esse tipo de comportamento em uma mesa de jogo, qual a implicação dela na sociedade como um todo? Como ela vai afetar as pessoas ao redor dela? Então uma pessoa que faz só com mulher, o que ela faz com pessoas que ela considera iguais à ela? O que vai impedir ela de ter outros comportamentos agressivos dentro da sociedade? Então a nossa preocupação não é apenas com o comportamento na mesa de jogo, porque na mesa você levanta e vai embora, mas e fora da mesa? Dentro de um hobby isso é péssimo porque você se sente menosprezada e a nossa sociedade já faz tanto isso, que não precisamos passar por essa situações também em um local que era para a gente se divertir. Mas o medo é que fora da mesa, essa mesma pessoa também possa vir te agredir, porque nada a impede. 

 

Falando agora sobre as questões menos óbvias, que é o caso da atenção exacerbada. Isso tem muita relação com a questão do assédio, nós temos vários tipos de assédio e nem sempre é possível visualizar tudo isso. O assédio acontece em várias instâncias de várias formas diferentes. Uma negociação onde a pessoa começa a fazer elogios é um exemplo. Por mais que pareça que é apenas um elogio, é uma questão que o homem não consegue se colocar no lugar da mulher. Ele não entende que, ao deixar de lado a questão em foco para fazer comentários sobre sua beleza, etc, ele reforça uma ideia que existe na sociedade de que a mulher está ali pra agradar aos olhos, de que ela está aberta e disponível para aceitar sempre esse tipo de comentário e que se ela não receber isso bem, tem algo de errado COM ELA. E não é apenas o público feminino que sofre com preconceitos, o público LGBTQ também sofre muito dentro de estabelecimentos.. Existem diversos relatos de situações preconceituosas que essas pessoas passam dentro dos espaços de Magic.

 

LigaMagic: Com todos esses problemas citados, porque ainda ir em uma loja?

 

Amana: Porque os espaços estão lá para serem tomados por quem é de direito. Não é porque uma pessoa é preconceituosa que ela vai tirar o meu direito de frequentar esse espaço. Eu conversei com as meninas aqui e nosso projeto é tomar as lojas de assalto de pouco em pouco. Vamos juntar 6 e ir jogar, juntar 7 e ir jogar, juntar 20 e ir jogar. Eu não quero saber se vocês tem preconceito, porque uma mulher, sozinha, no meio de vários homens, pode ficar inibida, ela pode não ter a quem recorrer. Mas e se forem 7? 8? 20? Eu quero ver alguém mexer com a gente. E mais, qual o suporte que a loja vai dar nessa situação? Porque se eles não conseguem te dar suporte quando você está casualmente jogando o jogo que você gosta, imagina em situações de torneios competitivos. 

 

 

 

A LGM fará um encontro em Belo Horizonte dia 10 de Março, sábado, a I Jogatina das Minas - Celebrando o Mês da Mulher. O evento contará com Boardgames - Escola de Magic - Comes e Bebes Especiais - Mesas Redondas.

 

 

 

 

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Rudá Andrade dos Reis ( Ruda)
Aficionado por decks azuis agressivos, mas que não dispensa um bom Siege Rhino nas horas vagas, está no Magic desde 2003, em Flagelo. Em 2012 começou escrever sobre Magic e não parou mais, sendo que em 2015 se tornou Editor da Ligamagic.
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Muito MagicOnline, todos os dias, e perto dos torneios, ia pra casa do Boi( Victor Galimbertti) fazer alguns playtestings. - Podemos dizer que a escolha por Decks de Controle é uma característica sua ? Porque você prefere estes decks ? Eu gosto mesmo, acho que a maioria dos decks rápidos tem o fator sorte envolvido, eles são as 7 cartas que você abriu, o controle não, você consegue construir a mão, ele consegue reverter os jogos e eu me sinto melhor com eles. - Com a premiação que você ganha nos torneios, você consegue cobrir toda a sua despesa, ou você tem algum tipo de patrocínio ou apoio financeiro ? - Mais ou menos, as viagens são caras e você tem que ganhar no mínimo U$1,500 pra poder zerar o que você gastou, na maioria das vezes saio negativo, tirando do próprio bolso. 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O MagicOnline serviu para quem era bom ficar melhor e quem tinha uma noção, melhorar um pouco. - Quantos países você já conheceu jogando Magic ? - Foram 17, Estados Unidos, Japão, Austrália, Argentina, Chile, Paraguai, Portugal, Espanha, Inglaterra, França, Itália, Suíça, Holanda, Bélgica, Áustria, Hungria e República Tcheca. - Na sua opinião, qual o melhor jogador brasileiro ? Hoje em dia, pelos resultados obtidos acho o Perninha ( Rodrigo Castro), eu queria o ter visto jogando o nacional, mas aconteceu aquele problema e ele acabou não podendo jogar. - Qual o jogador mais completo na sua opinião ? 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Ele já foi o Player of the Year. Ele já foi o campeão mundial por equipes, ele já venceu o campeonato nacional dos Estados Unidos, ele ganhou o mundial de 2000 em Bruxelas, Bélgica, ele tem sua cara estampada em uma carta de Magic pois ele venceu o Invitational, ele foi o jogador que atingiu o mais alto Rating Composite da DCI de toda a história. Jon fez 14 top 8 em PTs, 12 top 8 GPs, nas próprias palavras de Jon Eu estou acostumado a vencer. Ele atingiu o maximo que um ser humano poderia atingir. Mas ele continua provando que não há substituto para o talento natural, fazendo top32 no mundial 2004. Vagabundo por natureza, Jon nunca treinou Magic e nunca vai treinar, é talento ou talvez um pacto com o demônio, é aquela velha história dos melhores perfumes nos piores frascos. Assim hoje Finkel falará como ele se sente sobre o seu título de melhor jogador da história ficando ameaçado? Ele se importa? O Magic profissional vê mais jogadores virando profissionais e dedicando suas vidas ao jogo todo ano, ainda sim Jon decidiu ficar na escola. Por que ele tomou essa decisão quando tantos outros jogadores talentosos fizeram o contrário? Eu recentemente encontrei Jon no Neutral Ground em New York para conversar sobre esses tópicos, junto com outros tais como quanto ele efetua playtestes para torneios, porque ele não joga o circuito de GPs, porque o dinheiro é mais importante do que a fama. Jon também dirá quem é realmente o melhor jogador de magic da história, explicará como é ser um garoto propaganda de magic, e por que ele não sente a necessidade de provar algo e como é ter sua própria carta de Magic. [img]http://artigos.ligamagic.com/arquivos/jf838.jpg[/img] Ligamagic: Quantos anos você tem, e por quanto tempo você vai ficar na faculdade? Jon: Eu tenho 26 anos, e estou no meu último ano de faculdade em Rutgers University. Ligamagic: Por que você continua com a faculdade? Por que você não se torna definitivamente um profissional e larga a escola? Um monte de jogadores decidiram fazer isso nos últimos anos. Jon: Jogadores de futebol largam a escola para se tornarem profissionais, jogadores de basquete largam a escola para se tornarem profissionais. Eles não estão me pagando 1 milhão de dóllares por ano para jogar Magic, então eu continuo com minha educação enquanto eu sou jovem ao invés de ser o coroa no fundo da classe quando eu tiver 28 anos. Eu sou mais lento que a média, porque eu sou um pouco mais velho, mas eu gosto da escola, eu me divirto com ela. Eu não acho que haja necessidade de largar a escola. Ligamagic: O que você pensa dos jogadores de Magic que não tem um trabalho ou não vão pra escola por que eles a largaram para dedicar suas vidas ao jogo? Jon: Eu penso que é a decisão de cada um de determinar o que eles querem fazer da vida, mas eu acho que alguns deles podem estar fazendo a decisão errada. Isso pode não necessariamente ser para eu dizer. Magic provavelmente não é algo que você irá fazer por toda a sua vida, e muitas dessas pessoas estão ganhando muito dinheiro em relação a sua idade. Ainda é algo os prejudicará se eles não forem para a escola e não forem psicologicamente capazes de lhe dar com o dinheiro, pois eles estão acostumados a ganhar dinheiro facilmente. Ligamagic: Você acha que está provando algo indo a escola e ainda jogando bem Magic? Jon: Eu não sei se isso prova algo. Minha força em Magic nunca esteve na preparação. Sempre foi mais porque eu tenho bons amigos, eu sou bom em draft e tenho uma habilidade decente de jogo... não necessariamente a habilidade em playtest e preparação. Então eu não sei quanto deixar de ir à escola ajudaria no meu jogo de Magic. Ligamagic: Eu não estou certo se você quer falar sobre isso mas você tomou pau na faculdade a primeira vez que você entrou certo? Magic teve alguma coisa a ver com isso? Jon: É possível culpar o Magic, mas eu não acho que seja verdade. Basicamente eu nunca fui um bom estudante. Eu fui um garoto brilhante mas no colegial, eu nunca ia se eu não tivesse que ir e não fazia lição de casa. Então quando eu fui para a faculdade eu não fiz os exames porque eu não era obrigado a fazê-los. Foi bobeira, mas isso foi o que aconteceu. Ligamagic: Então você não acha que o Magic teve algo haver com isso? Jon: Eu acho que Magic afetou ligeiramente minhas notas, abaixou minha média em 0,3 ou 0,4 mas minhas notas no colegial nunca foram más. Eu me formei oscilando entre B+ e A, então talvez o Magic tenha afetado. Eu realmente não sei. Ligamagic: Quando você perdeu o ano na faculdade foi durante uma temporada movimentada? Jon: Eu fui para escola no ano 96-97 e o ano que eu decolei em Magic por ter perdido ano seria 97-98. Então, o Pro Tour de New York de 1998 foi o realmente o finalzinho daquela corrida, o começo dela foi quando eu fiz Top 8 em Chicago. Ligamagic: Então você esteve um ano inteiro fora da escola e foi ai quando você teve a grande disparada? Jon: Sim, essa foi a minha primeira grande temporada. Isso foi quando eu ganhei o prêmio Player of the Year. Eu acabei em terceiro em Chicago, venci o Pro Tour de New York, cheguei em quarto no nacional, e terceiro no mundial. Ligamagic: Foi porque você estava fora da escola que você dedicou mais tempo ao Magic? Jon: Sim e não, eu dediquei muito tempo ao Magic, mas eu acho que isso não tem muito haver com não ter ido a escola. Eu estava investindo um bom tempo no Magic um ano antes quando eu ainda estava na escola. Era mais ou menos a mesma quantidade então eu não acho que foi isso que fez a diferença. Obviamente facilita quando você tem mais tempo livre. Ligamagic: Após você ter aquele grande ano após você vencer o Pro Tour e chegou em terceiro no Nacional, você decidiu voltar para a escola? Jon: Basicamente eu não voltei para a escola naquela época, eu não sabia que eu ia voltar. Também meus dias naquela época estavam tediosos entende? Não havia estrutura para a minha vida, e eu sou uma pessoa extremamente estruturada, é legal você ter algo a fazer. Mantém a sua vida em foco. Ligamagic: No que você está se formando? Jon: Inglês Ligamagic: E quais são os seus planos após se formar? Jon: Eu ainda não sei. Eu posso no futuro pegar um trabalho de verdade, eu provavelmente quero fazer algum tipo de comercio em Wall Street e eu acho que eu tenho a habilidade necessária para faze-lo e é um bom jeito de ganhar dinheiro. Eu posso ir para a pós-graduação, eu ainda não sei. Ligamagic: Você tem pensado em jogar profissionalmente mais alguns anos após você se formar? Jon: Bem, eu continuarei jogando Magic, mas eu não acho que haja necessidade de uma clara demarcação, ou é preto ou é branco, ser profissional ou não ser profissional, eu tentarei contudo outras coisas, talvez ir para a pós-graduação. Realmente se eu conseguir um trabalho de verdade então eu terei que parar de jogar Magic mas isso será daqui a dois ou três anos. Ligamagic: Então você acha que quando você conseguir um trabalho de verdade você estará acabado para o Magic? Jon: Eu não sei se acabado, mas há muitos trabalhos onde você não tem muito tempo de folga então Magic definitivamente será uma parte menor da minha vida. Enquanto eu posso sustentar-me e viver razoavelmente bem jogando Magic e não fazendo outra coisa eu gostaria de continuar mas em algum ponto eu preciso começar a construir minha vida para o futuro. Ligamagic: Quanta preparação você tem feito ultimamente? Eu acredito que a dois ou três anos atrás você dedicava-se mais para preparação que atualmente. Jon: O último torneio que eu usei muito tempo de preparação foi o mundial de 1998. O ano passado eu me preparei um pouco para o Nacional, e para o Mundial. Ultimamente eu jogo quando estou com vontade mas eu não estou investindo tempo em preparação. Ligamagic: Você sempre joga pra se divertir ou Magic é mais um trabalho? Jon: Bem eu jogo por diversão... Eu me divirto jogando qualquer coisa, mas eu prefiro jogar draft ou algum formato relevante. Por exemplo, eu não joguei standard enquanto não era um formato relevante tanto quanto eu possa lembrar. Ligamagic: Se você está aborrecido em uma noite de sexta, você decide Ah, eu vou jogar Magic ou você acaba fazendo alguma outra coisa? Jon: Um dos maiores problemas é que não há uma boa loja de Magic na minha cidade, então é uma viagem para eu ir a algum lugar e jogar. Todos os meus amigos jogadores de Magic moram em New York e eu gasto uma hora e quinze minutos para ir e um outro tanto para voltar, então não é freqüente Ah, eu vou jogar, e mais algo que planejo fazer. Ligamagic: Como você encontrou o Magic? Jon: Eu vivia na Inglaterra e havia uma loja de jogos lá eu estava interessado em jogos (Jon começou a falar num tom como se ele já tivesse contado essa história milhares de vezes) Eu entrei e vi algumas pessoas jogando Magic então eu perguntei o que era e eles me mostraram como jogar... blá, blá, blá... Ligamagic: Já te perguntaram isso muitas vezes? Jon: (Risos) Sim. Ligamagic: Bem deixemos o resto das questões óbvias de lado. O que te interessou em Magic? Jon: Eu achei que era um jogo interessante, eu venho de uma família que gosta de jogos... Meu avô era muito bom em Bridge e meu pai também é bom em Bridge embora ele não jogue tão seriamente. Ele é bom em xadrez e joga jogos de computadores o tempo todo. É provavelmente algo genético e parcialmente ambiental que faz com que eu goste de jogos. Ligamagic: Quando você percebeu que você tinha um talento para esse jogo? Jon: Eu percebi quase no começo. Ficou claro quando eu voltei para New Jersey e percebi que eu era um dos melhores jogadores da loja que eu jogava, e naquela época na loja jogavam alguns dos melhores jogadores do país. Ligamagic: Era o David Bachmann, Feming Chan e Happy John (Chinnock)? Jon: Sim quase isso. Feming nem tanto, mas Bachmann e Happy Jon eram provavelmente os caras mais conhecidos. Todo pessoal de Jersey que jogava, como Aaron Kline eram bons naquela época. Ligamagic: Então você aprendeu com eles? Jon: Bem eu acho que coisas do tipo do Magic você aprende com todo mundo que você joga contra. Não era que eles sentavam e ensinavam. Foi jogando com outras pessoas que eram boas e então me tornei melhor. Ligamagic: Quando houve a transformação de jogar por diversão para um trabalho? Você começou a investir mais tempo em Magic quando você pensou que você poderia ganhar dinheiro com isso? Jon: Bom você sabe, há um interessante fenômeno psicológico, quanto mais retorno você tem de algo é menos provável que você goste dele. Eles fizeram um estudo onde eles colocavam alguém para mentir para outra sobre algo que eles fizeram e eles dirão que foi divertido quando na verdade foi chato. Em um grupo eles deram a pessoa um dollar para fazê-lo. E no outro grupo eles deram 20 dollares para cada pessoa, depois eles pediram para cada pessoa dar uma nota sobre quão interessante tinha sido a tarefa, e o grupo dos que ganhavam 1 dollar deram notas significativamente maiores que o outro grupo. Então é uma daquelas coisas onde eu ponho mais esforço e eu acho que eu me divirto mais quando eu tenho menor retorno financeiro. Ligamagic: Interessante. Quando você foi pro Junior Pro Tour muitas pessoas conheciam você como um bom deckbuilder mas nem tanto como um grande jogador. O que você acha que te ajudou a fazer essa transição? Jon: Eu não diria que foi uma transição, era uma questão de perspectiva do que as pessoas viam e pensavam. Naquela época construção de deck não era tão cientifico e eu tinha sempre uma pequena pista. Eu acho que eu sempre fui um dos melhores jogadores mas as pessoas só foram perceber isso mais tarde. Como aconteceu, eu não sou um dos melhores deckbuilders. Ligamagic: Você acha que há algo que você sabe e os outros jogadores não que te dá uma vantagem? Jon: Eu tenho uma perspectiva única. Basicamente eu não acho que exista coisas como um mau jogo, bom jogo, ou melhor, jogo. Há o jogo certo, e os erros. Como as pessoas dizem: Bem, eu fiz isso, e foi um bom jogo, mas realmente não foi. Não foi o jogo mais correto então, portanto foi um erro ainda que pareça bom ou termine ganhando o jogo. Ligamagic: Algo que é interessante é que estando na comunidade por cinco ou seis anos, sob os olhos do público, assim por dizer, nós vimos algumas mudanças de imagem em você. Você começou tendo óculos de lentes grossas e terminando por ter cabelos tingidos como agora. Você acha que Magic teve algum efeito na sua imagem ou personalidade nesses anos? Jon: Uma questão como essa é difícil de responder porque isso é uma combinação de muitos fatores que eu não consigo sequer apontar. Eu diria que das influências da minha vida, o Magic influenciou muito pouco. Parte disso tem haver com minha natureza e genética, e tem a ver em eu retornar para a escola e as pessoas que eu encontro lá. Magic obviamente também influenciou mas eu diria que não fui muito. Ligamagic: Algumas pessoas dizem coisas como Jon Finkel não aparece mais nos torneios. Por exemplo, Mike Turian ainda vai para os PTQs embora ele já esteja qualificado, só para encontrar o pessoal. Atualmente você sente-se que você está afastado da comunidade do Magic? Jon: Eu estou um pouco afastado. Eu ainda fico bastante tempo com os jogadores de Magic que são bons amigos, mas não necessariamente em locais de torneio. Por exemplo: Em New York, Dave Price, Eric Kesselman, Ben Murray, Brook Murrey, Chris Pikula... esses caras são bons amigos com as quais eu passo bastante tempo, mas não necessariamente no Neutral Ground ou em qualquer loja, jogando Magic. Eu não vou assisti-los jogar porque com toda a honestidade, eu não acho interessante ir assistir alguma outra pessoa jogar um PTQ. Ligamagic: Até GP... Eu quero dizer até Vegas. Porque você não foi? Jon: Você sabe eu não queria voar até Vegas. Basicamente motivação não é uma coisa complicada. Eu disse Jon, você quer ir ? e a resposta foi Não. Ligamagic: Isso é muito simples. Há alguma razão para você não ir para GPs em geral, mesmo quando eles são próximos, por exemplo, na última temporada em Boston. Jon: É uma questão de tempo, eu tenho que priorizar entre trabalho de escola, torneios a jogar e torneios a desistir. Então geralmente eu tento evitar GPs. Às vezes eu faço uma exceção, mas mais freqüentemente eu fico em casa. Ligamagic: Então basicamente você só joga Pro Tours, certo? Jon: Certo. Ligamagic: Então é mais um trabalho do que um hobby atualmente? Jon: É uma parte importante da minha vida. Muitos dos meus amigos jogam Magic e eu mudei a minha percepção de muitas coisas. É mais um trabalho? Sim, mas talvez do mesmo jeito que Basketball é um trabalho para Allen Iverson. É algo que eu me divirto fazendo, mas definitivamente é um trabalho. Ligamagic: Algumas pessoas parecem pensar que você só vai bem em torneios quando está motivado. Isso é verdade? Jon: Eu não acho que seja verdade. Eu acho que muitas pessoas esquecem que há muitas variantes em Magic, eles tendem a olhar os resultados como sendo muito mais significativos do que realmente eles são. Embora a longo prazo os resultados são muito relevantes em um período curto de tempo, especialmente em Magic onde um período curto pode durar dois anos é realmente ao acaso que alguém acaba indo bem. Eu quero dizer que motivação obviamente ajuda a criar preparação. O que acontece muito é que as pessoas olham depois e dirão Bem ele foi bem porque ele estava motivado, e talvez esse não fosse o caso. Talvez eu estivesse motivado para um outro torneio e eles não souberam porque eu não fui bem nele. Ligamagic: Você já esteve desmotivado em um torneio? Se sim, por que? Jon: Eu não sei, eu posso ter estado desmotivado. Há torneios onde eu realmente... especialmente torneios Construct onde eu não me esforço tanto quanto eu deveria, porque parece muito trabalho e quem sabe o que eu vou acabar descobrindo. Ligamagic: Bem, por exemplo, os caras de Hampton Court Palace são reconhecidos por testar centenas e centenas de partidas para cada machup. Você sente que não vale a pena para competir com aqueles caras ou talvez sinta-se que você não precisa fazê-lo porque você é melhor jogador que eles? Jon: Basicamente eles estão indo fazer tudo aquilo e eles terminam com algo um pouco melhor. Mas 10% do trabalho resultam em 90% do resultado, e eu estou feliz com isso. Ligamagic: Playtest não é importante? Jon: Não, de forma alguma. Eu acho que é muito importante e ajuda muito, mas é uma questão de quanto tempo você investirá nisso, se você por muito tempo definitivamente você consegue uma vantagenzinha o que é muito relevante quando você está jogando por um monte de dinheiro. Eu escolhi não investir esse tempo. Ligamagic: Bem, por exemplo, para o mundial de 2000 o qual você venceu, você investiu bastante tempo em playtest? Jon: Eu investi uma boa quantidade de tempo naquela época. Quero dizer, uma boa quantidade de tempo para mim, não para os outros jogadores. Nós jogamos uns poucos finais de semana. Nós tínhamos certeza que o Tinker iria ser o melhor deck, e nós jogamos contra todos os outros decks e o Tinker parecia vencer, então eu resolvi jogar de Tinker mas essa não era a minha idéia inicial. Então eu sentei e joguei um monte de partidas e tive algumas idéias de como aprimorar o deck. Realmente a única coisa que eu realmente fiz foi adicionar Brainstorm ao invés de algo que era usado antes. Nós nos esforçamos um pouco mas não uma quantidade ridícula... Não na mesma intensidade que eles fariam na Inglaterra. [img]http://www.wizards.com/global/images/magic/general/Brainstorm.jpg[/img] Ligamagic: Na maioria dos campeonatos você aparece bem vestido sempre com terno e gravata isso é um estilo ou há um outro motivo? Jon: Bem eu gosto de parecer bonito na TV, acho que se você quer ser um campeão você deve, agir, pensar e se vestir como tal. [img]http://artigos.ligamagic.com/arquivos/jf478.jpg[/img] Ligamagic: Você já se considerou o melhor jogador de Magic do mundo? Jon: Eu acho que eu já fui o melhor jogador de Magic do mundo durante algum período de tempo. Provavelmente seria justo dizer sem ser pretensioso ou arrogante que eu fui o melhor de 1998 a 2000. Essa foi a minha melhor fase, e eu fui o jogador que teve os melhores resultados durante essa época. Mas isso é passado, atualmente Kai Budde vem jogando e obtendo melhores resultados do que eu, e assim eu acredito que o Kai é o melhor jogador do mundo atualmente. Ligamagic: Certo, mas agora me diga o que mundo vem se perguntando, quem foi o melhor jogador de Magic da história, você ou o Kai Budde? Jon: Essa é uma pergunta complicada. Depende como você avalia quem é melhor, sabe? Eu poderia defender a mim mesmo dizendo que eu venci mais partidas na minha carreira do que o Kai Budde, ou dizer que eu tenho uma relação entre vitórias e derrotas melhor do que a do Kai, enquanto eu tenho uma média de 7 vitórias para cada derrota em minha carreira Kai está com 5 pra 1, mas esse é apenas um modo de nos comparar, em contrapartida pode-se afirmar que Kai é o melhor pois ele ganhou mais dinheiro e mais campeonatos importantes do que eu. É relativo. [img]http://www.wizards.com/sideboard/images/MI00/772.jpg[/img] Ligamagic: Bem, Kai estava 40,000 dollares atrás de você quando você parou de jogar seriamente, quero dizer quando você abandonou o circuito profissional. Jon: Bem primeiro eu não abandonei completamente o circuito, ainda brinco de Magic quando o formato do PT me agrada ou quando eu estou com saudade da galera. Bem avaliar nossa qualidade pela quantidade de dinheiro que nós já ganhamos é errado pois eu estou a jogar Magic a muito mais tempo do que o Kai, de modo que esse modo de comparação é deturpado, eu sinceramente não sei quem é o melhor. Ligamagic: Como é ser o garoto propaganda do Magic? Você tem seu nome gravado em uma caixa de deckmaster juntamente com o criador do jogo, Richard Garfield. Você acha que existe uma pressão maior sobre você do que sobre os outros jogadores por você ser o garoto propaganda? Freqüentemente a mesa na qual você está jogando tem muito mais espectadores do que as outras do torneio, Jon Finkel é um nome que sempre está na boca dos espectadores. Isso afeta o seu modo de agir e de jogar? Jon: Eu sempre me policio para não dar nenhuma mancada com os espectadores, eu procuro ser sempre o mais agradável possível, mas eu não sou uma pessoa muito sociável, sou tímido, e agir desse modo exige um certo esforço da minha parte, mas em geral ser famoso é muito agradável. Acho que a maior razão para eu ser o garoto propaganda da wizards é porque eu estava jogando muito bem, e eu conseguia dizer mais ou menos o que as pessoas gostavam de ouvir e a wizards também gostou então a empresa me chamou e então me tornei o garoto propaganda, era meio necessário para a empresa ter um garoto propaganda na época, pois era uma época na qual o Magic explodiu em todo mundo, foi durante o lançamento do bloco de Tempestade, acho. Bom sobre a pressão do público, eu não me incomodo muito eu tento direcionar essa pressão em meu próprio beneficio, eu tento me acostumar com ela e assim eu me sinto menos pressionado do que os outros jogadores em uma final ou em uma partida decisiva. Eu também procuro agir e me vestir de modo agradável ao grande público. Ligamagic: Durante o circuito de 1998 você estava um pouco gordo e com os cabelos tingidos de loiro, enquanto no mundial de 2000 você estava jogando com uma camisa social e uma elegante gravata. Quando você decidiu fazer essa mudança de visual? Jon: Acho que foi entre 1998 e 2000, esse lance da mudança de visual aconteceu meio que por causa do contrato de garoto propaganda da Wizards. [img]http://www.wizards.com/sideboard/PTLA99/images/Finkel.JPG[/img] Ligamagic: Você sente que deve dar o exemplo aos mais jovens por causa da influência que você causa neles? Por exemplo Dave Price, em uma entrevista justificou que parou de fumar por causa da má influência que ele trazia as crianças. Jon: Não acho que influência de modo negativo às crianças, e o Dave bem, ele ainda fuma como um louco. Ligamagic: Sério mesmo? (Risos) Jon: Ele tentou parar, isso é verdade. Mas eu acho que ele teve outros motivos para parar de fumar. Eu sempre tento agradar o público em geral. Sempre tendo influenciar as crianças de modo positivo, mas acho que meu poder de influência sobre eles fica apenas dentro do jogo de Magic, não acho que minha vida pessoal tenha qualquer influencia sobre os outros. Ligamagic: Você se sente um pouco estranho por agora você não ser mais o menino propaganda da Wizards e sim o Kai Budde ? Jon: Sabe, um tempo atrás lá pra 1999 eu realmente me preocuparia, pois eu realmente gostava de todo aquele glamour, mas hoje em dia não me importo muito com a glória, se as pessoas acham que o Kai é o melhor do mundo então ele merece ser o garoto propaganda, eu realmente não me importo, quando ele tomou o meu cargo não fiquei com raiva, fiquei apenas surpreso. Nunca me importei muito com isso. Ligamagic: Kai Budde já o provocou algumas vezes dizendo que você não pode vencê-lo. Você sente que você tem algo a provar nesse momento, ou você está feliz com o que você já fez? Você sente que tem que provar ao mundo que é melhor do que o Kai, ou ao menos estar ao seu nível? Jon: Eu realmente não sei. Apenas porque ele se acha melhor do que eu atualmente, não faz nem desmerece tudo que eu já fiz na minha carreira e nem quão bom eu seja. Eu suponho que se eu realmente treinasse eu poderia ser melhor do que ele, mas eu sempre empurrei o Magic com a barriga, nunca me dediquei muito ao jogo, a coisa sempre fluiu muito naturalmente, é mais o lance de talento do que o lance de esforço. Muitos jogadores ficam bravos comigo, eles treinam durante horas e horas fazendo playtest, discutindo sobre decks, sides, blá blá blá... Eu sempre achei toda essa coisa muito chata, prefiro treinar do meu jeito enquanto eles perdem noites de sono estudando os machups do top 8 por exemplo, eu já não, prefiro pegar uma das centenas de fitas de partidas dos PTs, Worlds etc... Que tenho em casa, abrir uma cerveja e assistir as partidas, reparando como os jogadores daquele Top 8 jogam, como eles transpassam seus sentimentos com relação ao jogo, eu me divirto muito com as caras que eles fazem, 90% deles não demorariam mais de 10 minutos para perder até as calças em uma mesa de pôquer em Las Vegas. Um tempo atrás de tanto estudar o modo de jogar do Chris Pikula, só de olhar para a cara dele e sabendo o deck que ele estava jogando eu poderia saber qual a carta que ele comprava com uma incidência de 30% de acerto, se isso ocorre-se depois do turno 8 eu conseguia atingir uma incidência de 70%. Mas como eu já disse as coisas chatas também são importantes até cruciais para alguém que quer ser o melhor do mundo, mas eu não estou afim de fazer algo que eu não suporto para provar isso. [img]http://www.wizards.com/sideboard/images/Worlds2001/718.jpg[/img] Ligamagic: Você está dizendo que se você se esforçasse mais você poderia ser melhor, mas você está optando por não fazer esse esforço? Jon: Eu não sei se eu me esforçasse mais eu seria melhor do que o Kai, mas com certeza eu seria melhor do que eu sou, mas eu nunca realizei tal esforço. Enquanto os outros treinavam 5 ou 6 horas por dia eu treinava no maximo 5 ou 6 horas por semana e isso não mudou até hoje. Definitivamente eu não sei se eu seria melhor do que o Kai se eu realmente treina-se... bem o único modo de descobrir ao certo se sim ou não seria treinando, mas eu não estou certo que eu estou indo realizar esse esforço, ou não. Ligamagic: Como é você ter a sua própria carta de Magic? Jon: Eu realmente gosto de ter a minha própria carta de Magic, ela realmente foi uma das coisas mais legais que eu já ganhei. Ela é uma boa carta, e tem um valor relevante para o Extended. É realmente legal ter sua cara em uma carta de Magic. [img]http://www.wizards.com/global/images/magic/general/Shadowmage_Infiltrator.jpg[/img] Ligamagic: Você não acha que ela é uma carta boa demais? Jon: Ela é boa, ela é realmente boa, mas ainda é uma criatura e isso a equilibra. Ligamagic: Em uma nota final, o que você tem a dizer aos jogadores aspirantes a profissionais? Jon: Bom, não há uma fórmula mágica que transforme você em um profissional mas o que eu posso dizer é: Primeiro jogue sempre que você tiver oportunidade a cada partida que você joga você se torna um jogador melhor, pense antes de treinar, avalie e pondere o que lhe trará mais benefício muita gente treina errado, desperdiça muito tempo em coisas quase inúteis. Bom acho que é isso, um abraço a todos, falou!! [img]http://artigos.ligamagic.com/arquivos/jf695.jpg[/img] Você pode ficar escondido em casa protegido pelas paredes, mas você ta vivo e essa vida é pra se mostrar. Esse é o meu espetáculo, só quem se mostra se encontra, por mais que se perca no caminho. g3 Live in Concert


ENTREVISTA: Paulo Rosa

Hoje entrevisto Paulo Rosa, o PV, atual primeiro colocado do ranking DCI - composite nacional, um dos mais jovens jogadores dentre a elite do nosso pais. Vamos saber um pouco mais sobre esse expressivo jogador: curiosidades, manias, preparaçao, alem de receber alguns bons conselohs de quem entende do assunto - magic. Vamos a entrevista! G3-Ligamagic.com: Qual é o seu nome e a sua idade ? Paulo Rosa: Paulo Vitor Damo da Rosa, tenho 16 anos e estou no terceiro ano do ensino médio. G3-Ligamagic.com: Você joga a quanto tempo ? Paulo Rosa: Uns 8 anos e pouco G3-Ligamagic.com: Como Conheceu o Jogo ? Paulo Rosa: Foi em uma revistinha herói dos cavaleiros do zodiaco. G3-Ligamagic.com: O que te atraiu no jogo ? Quero dizer, o que fez você parar em pensar, nossa esse jogo é legal ! Paulo Rosa: Eu sempre gostei de coisas mais fantasiosas, e tinha toda uma estrategia por trás do jogo, não era uma coisa bobinha, eu tinha que montar o baralho, pensar nas jogadas e tinha também que superar meus oponentes. Acho que foi isso que me fez eu me apaixonar pelo jogo. G3-Ligamagic.com: Depois de quanto tempo o jogo se tornou algo sério pra você ? Paulo Rosa: Depois de uns 3 anos mais ou menos. Quando eu fui pro nacional pela primeira vez no ano de 2000 G3-Ligamagic.com: Como anda o seu rating ? Paulo Rosa: Composite 1986 Points - 134 do Mundo - 4 da América Latina - 1 do Brasil Constructed 2075 Rating -30 Global - 1 da América Latina - 1 do Brasil Limited 1896 Rating - 1136 Global - 51 America Latina - 11 do Brasil G3-Ligamagic.com: Você poderia fazer um mini curriculum do que você já fez ? (top8 etc...) Paulo Rosa: Fui campeão dos PTQs Kobe, PTQ New Orleans e o PTQ Venice, fiquei em segundo no PTQ Chicago, fiz top8 no PTQ Houston, PTQ Nice, e o PTQ Osaka, venci o Trial para o GP São Paulo, ganhei um regional, fiquei em 22 no nacional de 2002 e em 11 no nacional de 2003, fiz top64 no Worlds em Berlin também. G3-Ligamagic.com: Você treina muito ? Paulo Rosa: Não, mas eu to sempre por dentro das coisas que estão acontecendo, eu estou sempre olhando na internet as novidades e também converso muito com amigos meus que jogam sempre, assim eu fico mais ou menos interado de tudo, mas eu mesmo só ponho a mão na massa uma semana antes dos campeonatos. G3-Ligamagic.com: Você é atualmente o maior rating composite do país, você acha que isso quer disser que você é o melhor jogador do país ? Paulo Rosa: Não G3-Ligamagic.com: Então você acha que seu rating não reflete a sua habilidade de jogo ? Paulo Rosa: Acho que reflete sim, ele me diz que eu sou bom, mas não é algo preciso, não é porque eu tenho o maior rating do país que eu sou necessáriamente o melhor. Por exemplo, no composite do mundo, tá sempre mudando o primeiro mas isso não quer dizer que o melhor jogador do mundo também mude o tempo todo. G3-Ligamagic.com: Na sua opinião quem é o melhor jogador do país? Paulo Rosa: Na minha opnião não há um jogador que se destaque muito dos outros, existe sim um grupo de três jogadores que na minha opnião são os melhores jogadores do Brasil. O Jabaiano (Carlos Romão), o Perninha e o Cristiano G3-Ligamagic.com: Você se inclui nesse grupo dos melhores do brasil que você disse ? Ou você acha que eles são melhores do que você ? Paulo Rosa: Acho que eles são melhores do que eu, acho... G3-Ligamagic.com: E do mundo qem é o melhor ? Paulo Rosa: O Kai Budde eu acho... Mas acho que o Gabriel Nassif joga muito bem também. G3-Ligamagic.com: Você vive de Magic ? Paulo Rosa: Quem me dera... pra viver de magic, eu tenho que ter dinheiro pra ir pros campeonatos, coisa que eu não tenho G3-Ligamagic.com: Mas pelo o que você joga você acha que você poderia sobreviver de magic ? (400 mes) Paulo Rosa: Acho que se eu tivesse paciência pra ficar trocando/vendendo carta, sim... porque da pra ganhar dinheiro com isso ou eu poderia ficar correndo mais atrás de bons campeonatos com boas premiações, eu também escrevo artigos para sites estrangeiros, então acho que 400 mês da pra tirar... Mas acho que não vela a pena esse esforço. G3-Ligamagic.com: Qual é a carta que você mais gosta ? Paulo Rosa: Opposition e Minds Desire G3-Ligamagic.com: Como você foi no nacional desse ano ? Paulo Rosa: Horrível, 5-5 drop G3-Ligamagic.com: O que aconteceu ? Qual é a justificativa desse 5-5 drop ? Paulo Rosa: No primeiro draft eu tive azar no terceiro jogo, no segundo eu draftei mal, e também tive um pouquinho de azar em um jogo, já no segundo dia eu escolhi o baralho errado pro tipo 2... Eu ainda fiz 2-2 porque dei sorte e ganhei um machup que não era para eu ter ganho. Mas nada justifica, a culpa foi minha e de mais ninguém. G3-Ligamagic.com: Que deck você escolheu no tipo 2 ? Paulo Rosa: Ravager G3-Ligamagic.com: Qual você acha que é a boa do block ? Paulo Rosa: Ravager G3-Ligamagic.com: Por que ? Paulo Rosa: Bem, não que eu tenha treinado muito no formato, mas acho que ele é simplesmente muito mais rápido do que o resto dos decks do bloco. Ele só não ganha dos decks que são 100% voltados contra ele, mas e esses perdem dos outros decks. Os resultados comprovam isso, você pega e olha o GP, 5 Ravagers no top 8. G3-Ligamagic.com: Você tem acompanhado o magic no brasil a muitos anos, você acredita que a qualidade do magic brasileiro melhorou ou piorou com o decorrer dos tempos em relação aos outros países ? Paulo Rosa: Melhorou sim, antes quando um estrangeiro vinha jogar aqui ele ganhava e pronto, hoje em dia já não é mais assim. G3-Ligamagic.com: Qual você acha que é o fator diferencial entre um cara de 1850 e você ? Paulo Rosa: A diferença entre um bom jogador e um jogador mediano é que o bom jogador joga tendo em mente o que irá acontecer no turno do oponente, e baseado nisso ele toma suas decisões e então joga de um modo, diferente do jogador médio que só analisa a situação da mesa como ela está e não como ela irá ficar. G3- Liamagic.com: Qual foi o oponente mais difícil que você já enfrentou ? Paulo Rosa: Acho que o Dirk Baberowski G3- Liamagic.com: Você o venceu ? Paulo Rosa: Perdi de 2x0 em um mirror de Wake. G3- Liamagic.com: Playtest vs Deckbuild, quem ganha ? O cara que pega um deck da internet e só playtesta ele ou o cara que constrói o próprio deck ? Paulo Rosa: Depende, se os dois jogadores estiverem no mesmo nível, acredito que irá vencer aquele que playtestar... só que o cara que monta um deck tem que treinar com ele, fazer alterações etc, então ele acaba playtesteando também. G3- Liamagic.com: Você dedica seu tempo de treino a que ? Playtest ou Build ? Paulo Rosa: Eu gosto mais de build, mas quando é um torneio sério, que eu tenho que ir bem, eu playtesto, depende do torneio, pro nacional por exemplo eu treinei horrores e testei varias configurações do deck, já pro PTQ, eu não treinei nada e mudei uma unica carta que eu achei que tinha que mudar. G3- Liamagic.com: Imagina-se a 3 dias antes de um campeonato que você queira ir bem, como seria um treino seu ? Paulo Rosa: Se é serio mesmo eu pego um amigo meu e a gente testa contra todos os matchups que achamos que vai ter muito, um numero X com side e um X sem side, e vemos o que eh bom, o que faz falta no baralho, etc... G3- Liamagic.com: Você possui algum tipo de equipe de treino ? Paulo Rosa: Tem um pessoal que eu treino sempre, mas naum é necessariamente uma equipe, mas não é nada oficial. G3- Liamagic.com: Você joga no MOL (Magic On Line) ? Paulo Rosa: Não, joguei só algumas poucas vezes em contas de amigos, mas acho que o investimento monetário é alto de mais, não vale a pena. G3- Liamagic.com: Qual é a sua melhor caracteristica dentro do jogo ? Por exemplo: treino, raciocinio, improvisassão, sidear, blefe etc... Paulo Rosa: Acho que raciocinio, eu consigo pensar bem no que fazer e pensar no que meu oponente vai pensar. G3- Liamagic.com: E a sua pior característica ? Paulo Rosa: Minha pior característica disparado é sidear, em geral todos os brasileiros não são muito bons nisso e eu não sou uma excessão. Eu nunca sei o que sidear e sempre tiro 1 de cada G3-Ligamagic.com: Você blefa muito ? Paulo Rosa: Bastante, adoro estar atacando com os meus bichos quando o cara tem um maior pra bloquear pois sei que ele não vai querer perder seus bichos, ele irá pensar que eu tenho um pump ou dano e então não irá bloquear. G3- Liamagic.com: Mudando de assunto, eu te vi na final do 5 stars como você acabou ? Paulo Rosa: Terceiro. G3- Liamagic.com: Você treinou muito para esse torneio ? Paulo Rosa: Treinei sim, mais do que o formato merecia, eu realmente queria ganhar a grana para ir jogar o worlds G3- Liamagic.com: Você vai para o Worlds 2004 ? Paulo Rosa: Talvez, depende da grana, não sei se vou ter dinheiro para ir. G3- Liamagic.com: Qual o formato que mais lhe agrada jogar atualmente ? Paulo Rosa: Draft e Deck Selado G3- Liamagic.com: Na sua opnião Deck Selado é sorte ? Paulo Rosa: Não, o formato requer tanta sorte quanto o Block Construct G3-Ligamagic.com: Porque você acha que não é um formato que dependa de sorte ? Paulo Rosa: Porque, se fosse sorte, as mesmas pessoas não ficariam no topo das listas sempre, aqui no Pré Release de Onslaught tinha um cara que abriu 2 Visara The Dreadful e não conseguiu fazer nem Top 16, na verdade, acho que o formato exige mais de habilidade do que Constructed, porque não é só jogar bem você também tenque montar um bom deck. G3-Ligamagic.com: Você acredita que todo pool (Todas as cartas que são abertas) possuí algum tipo de solução ? Paulo Rosa: Bom, existe alguns pools que são muito, muito ruins e não tem muito o que fazer, mas não é muito diferente de você pegar só bad matchups em construct, mas acho que 90% dos pools possuem uma solução sim. G3-Ligamagic.com: Embora você diga que goste mais de limited você não obtem resultados tão bons quanto no Construct. Você sabe o porque isso acontece ? Paulo Rosa: Olha, eu obtenho bons resultados em Limited sim, mas o que acontece é que tem muito menos campeonatos Limiteds do que Construct e o K value dos campeonatos Limiteds são muito menores, eu acho que sou bom em selado e não muito bom em draft, mas draft é praticamente inexistente, só tem no nacional e no top8 de PTQs Limiteds G3-Ligamagic.com: Todo jogador tem aquela história daquela partida que ele fez milagres, aquela partida que ele não se cansa de se gabar, qual é a sua história ? Paulo Rosa: Teve uma vez q eu tava jogando o top4 de um 1.x, logo antes de tinker ser banido, eu estava de Mana Severence/Belcher vs Tinker, eu dei mulligan pra 4, sai sem nenhum terreno na mao e ganhei a parida no quarto turno ! G3-Ligamagic.com: O que você achou do bloco de Mirrodin ? Paulo Rosa: O bloco é legal mas acho que a mecânica de afinidade poderia não existir, isso faria o bloco muito melhor. G3-Ligamagic.com: Você está ansioso com Kamigawa ? Paulo Rosa: To sim ansioso com kamigawa, acho que vai ser um bloco muito interessante. G3-Ligamagic.com: Além de jogar magic, o que você gosta de fazer ? Paulo Rosa: Gosto de ler, sair com os amigos, jogar volei, mexer no computador. G3-Ligamagic.com: Como você arranja as cartas pra jogar ? Paulo Rosa: Pego emprestado. G3-Ligamagic.com: Você acredita que você agora está hoje na sua melhor fase, em termos de qualidade de jogo ? Paulo Rosa: Acho que sim, a cada dia eu aprendendo mais então acho que a cada dia eu estou jogando melhor, tipo, amanhã eu serei melhor do que hoje. G3-Ligamagic.com: Você é um bom aluno escolar ? Paulo Rosa: Sim, modestia a parte, eu sou muito bom. G3-Ligamagic.com: Você pretende fazer alguma faculdade quando se formar ? Paulo Rosa: Eu não tenho a menor idéia do que fazer, então acho que vou fazer física, que é uma coisa que eu gosto e acho muito interessante. G3-Ligamagic.com: Já passou pela sua cabeça parar de estudar quando acabar o segundo grau e então mergulhar de cabeça no magic ? Paulo Rosa: Não. G3-Ligamagic.com:Você acha que o Magic influencia muito na sua vida ? Seu estilo de se vestir, seus gostos etc... Paulo Rosa: Eu nao acho que o magic influencie, acho que eu jah tenho essa influencia e por isso jogo magic... Mas pensando bem o jogo influencia em algumas coisas sim, nas coisas que eu leio, nas minhas amizades no meu tempo disponível etc... G3-Ligamagic.com: Como uma nota final, o que você diria aos jogadores que querem se tornar profissionais ? Paulo Rosa: Se você quer se tornar profissional vocês terão que treinar bastante, procurem jogar o maximo de torneios possiveis, acho que é isso. G3-Ligamagic.com: Obrigado pela entrevista, foi um prazer te entrevistar... Paulo Rosa: O prazer foi meu, estou honrado em ser entrevistado, valeu !





Comentários

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petruscaex (12/03/2018 18:13:27)

Cara, você pode perfeitamente ter passado por coisas assim por ser novato, mas você consegue entender que tem mulher que joga a 8 anos e que passa por esse tipo de constrangimento pelo simples fato de que o animal do outro lado da mesa não devia ter saído da caverna lá no paleolítico? Que tem homem que joga pior que elas e não recebe o mesmo tipo de tratamento de seus congêneres? Eu sei que é complicado a gente aplicar a empatia pra coisas que a gente não vivencia, por isso falei e repito que a gente precisa escutar mais. Você tá falando de pesquisa em ambiente fechado; se eu fizer uma pesquisa sobre quais impactos o entrevistado sofreu diretamente devido à atividade minerária no centro de São Paulo eu vou ter um conjunto X de respostas. Por menor que seja proporcionalmente, se eu fizer isso com a população de Mariana (MG), vou ter um conjunto Y de respostas que vai ser provavelmente mais representativo, concorda? Né só questão de opinião, é questão de ter passado ou não por certa situação. E outra coisa, pra poder expandir uma idéia, pesquisa, etc. você de ordinário começa com grupos controlados e depois amplia a abrangência.


Magic_Sharingan (12/03/2018 17:19:59)

"já recebi muita atenção por ser mulher"
"não me deram atenção por ser mulher"

Pra mim esse questionario ai não faz nenhum sentido.

General-Hammer (12/03/2018 15:52:07)

Evidências anedóticas não provam nada, pesquisas feitas num grupo fechado, unido pela mesma opinião é que provam. É tipo aqueles "debates" em que todos tem a mesma opinião (e quem discordar é fascista).

A pesquisa tem que ser aberta a toda a comunidade porque pesquisa fechada em determinado grupinho formado por opiniões afins é viciada por natureza. Além de você poder pegar essa pesquisa e substituir quase todos os "por ser mulher" por "por ser novato".

Eu já passei pela maioria das situações que vocês colocam por ser novato, mas ai já é "evidência anedótica".

Ah e eu reparei que só tem representação LGBT no site liga das garotas mágicas.
Onde estão os representantes do resto da sigla LGBTQQICAPF2K+ ? Hein seus preconceituosos? Viu como é fácil criar caso em algo que não existe nessa proporção?

Mononoke (12/03/2018 15:48:16)

Vocês poderiam ao menos usar o "quote" direito.

Tiuribis (12/03/2018 15:14:17)

O flame/rage nos comentários estão iguais aos encontrados nos comentários do tópico do MTG LGBT criado a um tempo atrás aqui na liga.

Triste, em pleno 2018 as diferenças ainda imperam... =/

petruscaex (12/03/2018 15:07:53)

[quote=davidbaron=quote][quote=petruscaex=quote][quote=General-Hammer=quote][quote=petruscaex=quote]Primeira coisa, parabenizar minha irmã Amana pela entrevista e por colocar o dedo na ferida de tanta gente. Não tenho nada pra acrescentar no que ela ou as demais guerreiras já desenharam tanto no texto quanto nos comentários pra gente que se recusa a ver algo tão claro, mas pra reforçar: só olhar os comentários aqui pra vermos que SIM, o meio do Magic é um meio saturado de pessoas e opiniões tóxicas, muitas vezes tão inseridas nessa realidade que dificulta tanto a inserção das mulheres que as pessoas ou não conseguem sequer enxergar ou, pior, acreditam que comportamentos tóxicos, abusivos não são "nada demais" e naturalizam os mesmos sem saber o quanto foram afetadas por todas essas coisas já.Homens, nessas horas a gente tem é que calar a boca e escutar, ponto final. Você, eu, o amigo que joga com a gente há anos podemos até não perceber, mas tomamos SIM inúmeras atitudes machistas no dia a dia como se fosse algo natural. É nosso dever escutar quando isso vem bater à nossa porta, avaliar nossas atitudes e MUDAR NOSSO COMPORTAMENTO. Autocrítica é o único caminho possível para a evolução humana.[/quote] A coisa mais preconceituosa possível é você pegar todo um gênero e colocar como criminoso, obrigado a "calar a boca e escutar". Nada pior que um feministo no mundo.E se ainda não ficou claro pra todo mundo a hipocrisia desse tipo de movimento, vamos desenhar:[/quote]Quem que tá colocando um gênero todo como criminoso filhote? A questão básica é que, assim como você e mais uns outros aí, muita gente NÃO TEM CONSCIÊNCIA de que toma atitudes depreciativas com as mulheres todo santo dia. São piadas que nunca deveriam ter sido piadas, comentários babacas, atitudes retardadas e etc. que ou tornam o mundo um lugar ainda mais adverso pra elas ou que simplesmente não ajudam em NADA a melhorar.[quote=davidbaron=quote][quote=petruscaex=quote]Homens, nessas horas a gente tem é que calar a boca e escutar, ponto final. Você, eu, o amigo que joga com a gente há anos podemos até não perceber, mas tomamos SIM inúmeras atitudes machistas no dia a dia como se fosse algo natural. É nosso dever escutar quando isso vem bater à nossa porta, avaliar nossas atitudes e MUDAR NOSSO COMPORTAMENTO. Autocrítica é o único caminho possível para a evolução humana.[/quote]Como é que é?!? Calar a boca?!? CALAR A BOCA?!? HahahahahahahahEntão, meu caro "homem", vou te explicar uma coisa aqui:Se você quiser calar a boca e apenas ver as coisas acontecerem, fique à vontade. Mas não venha com essa de generalizar ao direcionar a todos os homens.Autocrítica eu tenho até em excesso, mas não concordo e nunca vou concordar em ser esculhambado sem motivo algum.Isso aqui que temos atualmente no Brasil é feminismo nutella! Quando iniciou, o movimento feminista era sim digno de respeito. Agora está todo distorcido.Feminismo aqui agora virou "vamos oprimir e pisar em todos os homens porque todos são opressores!" ou então "vamos empoderar as mulheres!". Isso não é luta por igualdade. Isso é discurso vitimista e uma tentativa de começar a oprimir os homens.Se quiser ser tratada com igualdade e respeito, terá o meu. Mas não me venha com discurso de feminazi, porque isso não vai rolar. Aqui não neném! Aqui não![/quote][/quote]Que oprimidão da p**** que você tá hein camarada, oloco hahahahahahahahahahahahahahahahaSeguinte, chegado, a gente acaba infelizmente tendo que direcionar pra todos os homens sim justamente porque quem tem a consciência tranquila vai ver aquilo e ficar sossegado sabendo que pelo menos tentando fazer a sua parte ele tá, quem não tem vai ficar todo eriçado e começar com o rageposting pra tentar compensar o viés de confirmação que lhe atormenta. Como, pelo visto, é o seu caso. O curioso é que a sua defesa quixotesca aqui parte da premissa que todos os homens tão sendo acusados de alguma coisa, mas onde você viu isso exatamente? Eu falo e repito que a gente tem mesmo é que calar a boca e escutar, nascemos com DUAS orelhas e só UMA boca pra aprender a escutar mais que falar. Depois de escutar e refletir a gente passa a ter propriedade pra debater, antes disso é só essa chuva de lágrimas revoltosas que você e uns aí tão derramando.[quote=Jess-Vess=quote][quote=petruscaex=quote]Homens, nessas horas a gente tem é que calar a boca e escutar, ponto final. Você, eu, o amigo que joga com a gente há anos podemos até não perceber, mas tomamos SIM inúmeras atitudes machistas no dia a dia como se fosse algo natural. É nosso dever escutar quando isso vem bater à nossa porta, avaliar nossas atitudes e MUDAR NOSSO COMPORTAMENTO. Autocrítica é o único caminho possível para a evolução humana.[/quote]FriendZONE certeza.[/quote]Meu Deus HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA depois de um argumento brilhante desses fica difícil mesmo ter alguma forma de diálogo, minha jovem.[/quote]Tô oprimido não... Tô tranquilo mesmo... Se tivesse entendido o comentário veria que foi escrito antes da palavra 'oprimir' a palavra 'tentativa'.Seguinte:1) Não te conheço, logo não sou seu "chegado".2) A tentativa de você utilizar linguajar formal não te deixa mais inteligente. 3) Se eu quisesse alguma afirmação, nadaria a favor da corrente desse "movimento" seu, pois seria mais fácil. 4) Pare de se contradizer. Primeiro diz que "a gente acaba infelizmente tendo que direcionar pra todos os homens sim justamente porque quem tem a consciência tranquila..." e depois diz "O curioso é que a sua defesa quixotesca aqui parte da premissa que todos os homens tão sendo acusados de alguma coisa, mas onde você viu isso exatamente?"Eu deveria para por aqui, porque você já nem sabe mais o que está falando.5) Como eu disse, mas devido a sua falta de capacidade de interpretar um simples comentário e o gosto em se colocar na posição de vítima/trouxa você não entendeu, vou repetir aqui: mulheres tem sim o meu respeito, desde que me tratem igualmente e não venham com essa de superioridade e exclusividade.6) Como também já dito anteriormente, não me interessa se é uma mulher, um alienígena, o saci, um cara vestido de anime, o que interessa numa loja de Magic é zerar seus pontos de vida, tombar seu grimório ou trocar cartinhas.7) Quer um exemplo de mulher oprimida? Vamos falar de uma mulher que vive em um país islâmico. Aquilo é opressão. Aquilo é um tormento.Como eu já disse: movimento nutella.Seus comentários confirmam o que a Jess falou de você. Amiguinho friendzone hahahaha.Pode continuar com sua choradeira "intelectual" aí "homem".[/quote]

Fez lista é porque tá fircando sério o trem hahahahaha

Meu jovem, o lance é o seguinte: você de fato não tem noção da dimensão do problema que tá sendo relatado aqui, apenas resolveu falar um monte de baboseira junto com mais uma meia-dúzia aí que vieram armados de evidências anedóticas pra tentar invalidar uma série de argumentos que - inclusive - contam com uma base estatística, e ainda fica igual um papagaio de pirata aqui repetindo as coisas. Se algo um pouco acima disso e minimamente articulado já é "linguajar formal" pra você, bem, paciência. Mas falando sério mesmo, cê tá preocupadão com as mulheres no islamismo como, se nem pras que tão sendo atormentadas na loja do lado da sua casa, na cidade vizinha ou do outro lado do seu próprio país você dá alguma pelota? Quem é você pra dizer se alguém tem ou não motivo pra se sentir incomodado, ofendido ou silenciado por essa ou aquela coisa? Larga mão de ser hipócrita, bicho.


[quote=General-Hammer=quote]Caro usuário petruscaex, eu sei que vocês vivem em uma realidade paralela, por isso não vou repostar meus argumentos porque não vai adiantar. Sejam hipócritas e segregacionistas o quanto quiserem, é um direito de vocês, sigam ao pé da letra o famoso "acuse-os do que você é, chame-os do que você faz", são direitos que qualquer pessoa possui. Só não esperem que a maioria aplauda sem questionar. Tem até uns tontos que gostam de ser capachos que pedem desculpa por coisas que nem fizeram, mas os próprios comentários dessa postagem mostram várias garotas que postam que nunca tiveram grandes problemas por serem garotas, só pra citar algumas usuárias temos relatos da Alysteran e Jess-Vess, além de outros relatos de jogadores que ensinaram irmãs, etc. O problema é que aqui não é a bolha feminista em que vocês pesquisam. Façam o seguinte: abram uma pesquisa a toda a comunidade, aberta a todos os públicos e... acusem de golpe.As pessoas que se apegam muito a essas causas fictícias, baseado na MINHA experiência, geralmente fica até uns 20-25 anos em casa tomando toddynho mantido pela mãe e por isso demora pra sair de Nárnia, ai são engolidos por esses movimentos de revolucionários que não lavam nem as roupas íntimas. Perceba que não estou afirmando que nenhum de vocês se enquadre nesse caso, só que, quando as pessoas trabalham e estudam elas aprendem a conviver com todo tipo de pessoa e também aprendem a se defender de algumas ameaças comuns, então não precisam de "espaço seguro" nem dessas coisas de "leite-com-pêra ovomaltinos".Seta-feira mesmo joguei um mesão com um desconhecido e uma garota (o outro jogador já tinha jogado uma vez). Joguei duas partidas e sabe o que teve de diferente? Conheci duas ótimas pessoas. Ah, petruscaex! E não sou seu filhote. E nem tenho consciência de coisas que só existem na sua cabeça, afinal, você nem me conhece então não deveria afirmar nada, certo?Do contrário é... PREEEEECONCEITOOOOOOO![/quote]

Evidências anedóticas não provam nada, caro usuário General-Hammer. Volte na entrevista e veja que foi utilizada estatística pra dar solidez pro argumento. Se duas usuárias daqui nunca sofreram preconceito ou nunca foram vítimas da toxicidade da comunidade de Magic, ótimo, o que a LGM tá tentando fazer é ajudar a combater essas coisas nocivas pra nenhuma jogadora ter que passar mais por isso. Pra você e pra alguns/algumas aqui pode ser frescurinha, mas na real, é só porque não foi com a sua pele, com a sua moral, com a sua auto-estima. Você falou de abrir uma pesquisa aberta a toda a comunidade, mas pra quê? Pra vir mais enchedor de saco vir falar que é mimimi? Uma pessoa que nunca tomou um tiro na vida vai saber como é a dor? Alguém que nunca saltou de bungee-jump vai saber a sensação? Questionar todo mundo pode e deve, mas pra questionar a gente tem que ter um mínimo de conhecimento de causa e, nesse caso, EMPATIA. Que infelizmente parece que falta em muitos aqui.

Mana_Z (12/03/2018 13:01:06)

Na verdade, lendo os seus comentários eu tirei o resto das minhas dúvidas sobre.
Tudo 100% agora ;)

davidbaron (12/03/2018 12:42:52)

[quote=petruscaex=quote][quote=General-Hammer=quote][quote=petruscaex=quote]Primeira coisa, parabenizar minha irmã Amana pela entrevista e por colocar o dedo na ferida de tanta gente. Não tenho nada pra acrescentar no que ela ou as demais guerreiras já desenharam tanto no texto quanto nos comentários pra gente que se recusa a ver algo tão claro, mas pra reforçar: só olhar os comentários aqui pra vermos que SIM, o meio do Magic é um meio saturado de pessoas e opiniões tóxicas, muitas vezes tão inseridas nessa realidade que dificulta tanto a inserção das mulheres que as pessoas ou não conseguem sequer enxergar ou, pior, acreditam que comportamentos tóxicos, abusivos não são "nada demais" e naturalizam os mesmos sem saber o quanto foram afetadas por todas essas coisas já.Homens, nessas horas a gente tem é que calar a boca e escutar, ponto final. Você, eu, o amigo que joga com a gente há anos podemos até não perceber, mas tomamos SIM inúmeras atitudes machistas no dia a dia como se fosse algo natural. É nosso dever escutar quando isso vem bater à nossa porta, avaliar nossas atitudes e MUDAR NOSSO COMPORTAMENTO. Autocrítica é o único caminho possível para a evolução humana.[/quote] A coisa mais preconceituosa possível é você pegar todo um gênero e colocar como criminoso, obrigado a "calar a boca e escutar". Nada pior que um feministo no mundo.E se ainda não ficou claro pra todo mundo a hipocrisia desse tipo de movimento, vamos desenhar:[/quote]Quem que tá colocando um gênero todo como criminoso filhote? A questão básica é que, assim como você e mais uns outros aí, muita gente NÃO TEM CONSCIÊNCIA de que toma atitudes depreciativas com as mulheres todo santo dia. São piadas que nunca deveriam ter sido piadas, comentários babacas, atitudes retardadas e etc. que ou tornam o mundo um lugar ainda mais adverso pra elas ou que simplesmente não ajudam em NADA a melhorar.[quote=davidbaron=quote][quote=petruscaex=quote]Homens, nessas horas a gente tem é que calar a boca e escutar, ponto final. Você, eu, o amigo que joga com a gente há anos podemos até não perceber, mas tomamos SIM inúmeras atitudes machistas no dia a dia como se fosse algo natural. É nosso dever escutar quando isso vem bater à nossa porta, avaliar nossas atitudes e MUDAR NOSSO COMPORTAMENTO. Autocrítica é o único caminho possível para a evolução humana.[/quote]Como é que é?!? Calar a boca?!? CALAR A BOCA?!? HahahahahahahahEntão, meu caro "homem", vou te explicar uma coisa aqui:Se você quiser calar a boca e apenas ver as coisas acontecerem, fique à vontade. Mas não venha com essa de generalizar ao direcionar a todos os homens.Autocrítica eu tenho até em excesso, mas não concordo e nunca vou concordar em ser esculhambado sem motivo algum.Isso aqui que temos atualmente no Brasil é feminismo nutella! Quando iniciou, o movimento feminista era sim digno de respeito. Agora está todo distorcido.Feminismo aqui agora virou "vamos oprimir e pisar em todos os homens porque todos são opressores!" ou então "vamos empoderar as mulheres!". Isso não é luta por igualdade. Isso é discurso vitimista e uma tentativa de começar a oprimir os homens.Se quiser ser tratada com igualdade e respeito, terá o meu. Mas não me venha com discurso de feminazi, porque isso não vai rolar. Aqui não neném! Aqui não![/quote][/quote]Que oprimidão da p**** que você tá hein camarada, oloco hahahahahahahahahahahahahahahahaSeguinte, chegado, a gente acaba infelizmente tendo que direcionar pra todos os homens sim justamente porque quem tem a consciência tranquila vai ver aquilo e ficar sossegado sabendo que pelo menos tentando fazer a sua parte ele tá, quem não tem vai ficar todo eriçado e começar com o rageposting pra tentar compensar o viés de confirmação que lhe atormenta. Como, pelo visto, é o seu caso. O curioso é que a sua defesa quixotesca aqui parte da premissa que todos os homens tão sendo acusados de alguma coisa, mas onde você viu isso exatamente? Eu falo e repito que a gente tem mesmo é que calar a boca e escutar, nascemos com DUAS orelhas e só UMA boca pra aprender a escutar mais que falar. Depois de escutar e refletir a gente passa a ter propriedade pra debater, antes disso é só essa chuva de lágrimas revoltosas que você e uns aí tão derramando.[quote=Jess-Vess=quote][quote=petruscaex=quote]Homens, nessas horas a gente tem é que calar a boca e escutar, ponto final. Você, eu, o amigo que joga com a gente há anos podemos até não perceber, mas tomamos SIM inúmeras atitudes machistas no dia a dia como se fosse algo natural. É nosso dever escutar quando isso vem bater à nossa porta, avaliar nossas atitudes e MUDAR NOSSO COMPORTAMENTO. Autocrítica é o único caminho possível para a evolução humana.[/quote]FriendZONE certeza.[/quote]Meu Deus HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA depois de um argumento brilhante desses fica difícil mesmo ter alguma forma de diálogo, minha jovem.[/quote]

Tô oprimido não... Tô tranquilo mesmo... Se tivesse entendido o comentário veria que foi escrito antes da palavra 'oprimir' a palavra 'tentativa'.

Seguinte:

1) Não te conheço, logo não sou seu "chegado".

2) A tentativa de você utilizar linguajar formal não te deixa mais inteligente.

3) Se eu quisesse alguma afirmação, nadaria a favor da corrente desse "movimento" seu, pois seria mais fácil.

4) Pare de se contradizer. Primeiro diz que "a gente acaba infelizmente tendo que direcionar pra todos os homens sim justamente porque quem tem a consciência tranquila..." e depois diz "O curioso é que a sua defesa quixotesca aqui parte da premissa que todos os homens tão sendo acusados de alguma coisa, mas onde você viu isso exatamente?"

Eu deveria para por aqui, porque você já nem sabe mais o que está falando.

5) Como eu disse, mas devido a sua falta de capacidade de interpretar um simples comentário e o gosto em se colocar na posição de vítima/trouxa você não entendeu, vou repetir aqui: mulheres tem sim o meu respeito, desde que me tratem igualmente e não venham com essa de superioridade e exclusividade.

6) Como também já dito anteriormente, não me interessa se é uma mulher, um alienígena, o saci, um cara vestido de anime, o que interessa numa loja de Magic é zerar seus pontos de vida, tombar seu grimório ou trocar cartinhas.

7) Quer um exemplo de mulher oprimida? Vamos falar de uma mulher que vive em um país islâmico. Aquilo é opressão. Aquilo é um tormento.

Como eu já disse: movimento nutella.

Seus comentários confirmam o que a Jess falou de você. Amiguinho friendzone hahahaha.

Pode continuar com sua choradeira "intelectual" aí "homem".

General-Hammer (12/03/2018 12:33:52)

Caro usuário petruscaex, eu sei que vocês vivem em uma realidade paralela, por isso não vou repostar meus argumentos porque não vai adiantar. Sejam hipócritas e segregacionistas o quanto quiserem, é um direito de vocês, sigam ao pé da letra o famoso "acuse-os do que você é, chame-os do que você faz", são direitos que qualquer pessoa possui. Só não esperem que a maioria aplauda sem questionar. Tem até uns tontos que gostam de ser capachos que pedem desculpa por coisas que nem fizeram, mas os próprios comentários dessa postagem mostram várias garotas que postam que nunca tiveram grandes problemas por serem garotas, só pra citar algumas usuárias temos relatos da Alysteran e Jess-Vess, além de outros relatos de jogadores que ensinaram irmãs, etc. O problema é que aqui não é a bolha feminista em que vocês pesquisam. Façam o seguinte: abram uma pesquisa a toda a comunidade, aberta a todos os públicos e... acusem de golpe.

As pessoas que se apegam muito a essas causas fictícias, baseado na MINHA experiência, geralmente fica até uns 20-25 anos em casa tomando toddynho mantido pela mãe e por isso demora pra sair de Nárnia, ai são engolidos por esses movimentos de revolucionários que não lavam nem as roupas íntimas. Perceba que não estou afirmando que nenhum de vocês se enquadre nesse caso, só que, quando as pessoas trabalham e estudam elas aprendem a conviver com todo tipo de pessoa e também aprendem a se defender de algumas ameaças comuns, então não precisam de "espaço seguro" nem dessas coisas de "leite-com-pêra ovomaltinos".

Seta-feira mesmo joguei um mesão com um desconhecido e uma garota (o outro jogador já tinha jogado uma vez). Joguei duas partidas e sabe o que teve de diferente? Conheci duas ótimas pessoas.

Ah, petruscaex! E não sou seu filhote. E nem tenho consciência de coisas que só existem na sua cabeça, afinal, você nem me conhece então não deveria afirmar nada, certo?

Do contrário é... PREEEEECONCEITOOOOOOO!

davidbaron (12/03/2018 12:01:02)

Ilustro sim, já que não teve a capacidade de interpretar.

"homem" = aquele que diz que deve calar a boca e escutar

Ficou claro? ;)

petruscaex (12/03/2018 11:45:32)

[quote=General-Hammer=quote][quote=petruscaex=quote]Primeira coisa, parabenizar minha irmã Amana pela entrevista e por colocar o dedo na ferida de tanta gente. Não tenho nada pra acrescentar no que ela ou as demais guerreiras já desenharam tanto no texto quanto nos comentários pra gente que se recusa a ver algo tão claro, mas pra reforçar: só olhar os comentários aqui pra vermos que SIM, o meio do Magic é um meio saturado de pessoas e opiniões tóxicas, muitas vezes tão inseridas nessa realidade que dificulta tanto a inserção das mulheres que as pessoas ou não conseguem sequer enxergar ou, pior, acreditam que comportamentos tóxicos, abusivos não são "nada demais" e naturalizam os mesmos sem saber o quanto foram afetadas por todas essas coisas já.Homens, nessas horas a gente tem é que calar a boca e escutar, ponto final. Você, eu, o amigo que joga com a gente há anos podemos até não perceber, mas tomamos SIM inúmeras atitudes machistas no dia a dia como se fosse algo natural. É nosso dever escutar quando isso vem bater à nossa porta, avaliar nossas atitudes e MUDAR NOSSO COMPORTAMENTO. Autocrítica é o único caminho possível para a evolução humana.[/quote] A coisa mais preconceituosa possível é você pegar todo um gênero e colocar como criminoso, obrigado a "calar a boca e escutar". Nada pior que um feministo no mundo.E se ainda não ficou claro pra todo mundo a hipocrisia desse tipo de movimento, vamos desenhar:[/quote]

Quem que tá colocando um gênero todo como criminoso filhote? A questão básica é que, assim como você e mais uns outros aí, muita gente NÃO TEM CONSCIÊNCIA de que toma atitudes depreciativas com as mulheres todo santo dia. São piadas que nunca deveriam ter sido piadas, comentários babacas, atitudes retardadas e etc. que ou tornam o mundo um lugar ainda mais adverso pra elas ou que simplesmente não ajudam em NADA a melhorar.

[quote=davidbaron=quote][quote=petruscaex=quote]Homens, nessas horas a gente tem é que calar a boca e escutar, ponto final. Você, eu, o amigo que joga com a gente há anos podemos até não perceber, mas tomamos SIM inúmeras atitudes machistas no dia a dia como se fosse algo natural. É nosso dever escutar quando isso vem bater à nossa porta, avaliar nossas atitudes e MUDAR NOSSO COMPORTAMENTO. Autocrítica é o único caminho possível para a evolução humana.[/quote]Como é que é?!? Calar a boca?!? CALAR A BOCA?!? HahahahahahahahEntão, meu caro "homem", vou te explicar uma coisa aqui:Se você quiser calar a boca e apenas ver as coisas acontecerem, fique à vontade. Mas não venha com essa de generalizar ao direcionar a todos os homens.Autocrítica eu tenho até em excesso, mas não concordo e nunca vou concordar em ser esculhambado sem motivo algum.Isso aqui que temos atualmente no Brasil é feminismo nutella! Quando iniciou, o movimento feminista era sim digno de respeito. Agora está todo distorcido.Feminismo aqui agora virou "vamos oprimir e pisar em todos os homens porque todos são opressores!" ou então "vamos empoderar as mulheres!". Isso não é luta por igualdade. Isso é discurso vitimista e uma tentativa de começar a oprimir os homens.Se quiser ser tratada com igualdade e respeito, terá o meu. Mas não me venha com discurso de feminazi, porque isso não vai rolar. Aqui não neném! Aqui não![/quote][/quote]

Que oprimidão da p**** que você tá hein camarada, oloco hahahahahahahahahahahahahahahaha

Seguinte, chegado, a gente acaba infelizmente tendo que direcionar pra todos os homens sim justamente porque quem tem a consciência tranquila vai ver aquilo e ficar sossegado sabendo que pelo menos tentando fazer a sua parte ele tá, quem não tem vai ficar todo eriçado e começar com o rageposting pra tentar compensar o viés de confirmação que lhe atormenta. Como, pelo visto, é o seu caso. O curioso é que a sua defesa quixotesca aqui parte da premissa que todos os homens tão sendo acusados de alguma coisa, mas onde você viu isso exatamente? Eu falo e repito que a gente tem mesmo é que calar a boca e escutar, nascemos com DUAS orelhas e só UMA boca pra aprender a escutar mais que falar. Depois de escutar e refletir a gente passa a ter propriedade pra debater, antes disso é só essa chuva de lágrimas revoltosas que você e uns aí tão derramando.


[quote=Jess-Vess=quote][quote=petruscaex=quote]Homens, nessas horas a gente tem é que calar a boca e escutar, ponto final. Você, eu, o amigo que joga com a gente há anos podemos até não perceber, mas tomamos SIM inúmeras atitudes machistas no dia a dia como se fosse algo natural. É nosso dever escutar quando isso vem bater à nossa porta, avaliar nossas atitudes e MUDAR NOSSO COMPORTAMENTO. Autocrítica é o único caminho possível para a evolução humana.[/quote]FriendZONE certeza.[/quote]

Meu Deus HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA depois de um argumento brilhante desses fica difícil mesmo ter alguma forma de diálogo, minha jovem.

Mana_Z (12/03/2018 11:23:28)

Não entendi o porquê das aspas no homem.
Poderia ilustrar?

Alysteran (11/03/2018 03:46:06)

Tem cara que é babaca; tem mulher que é babaca. Tem cara que é legal; tem mulher que é legal. Isso não é só em Magic, isso é no mundo.

Na falta de uma solução para esse problema, ao menos a gente pode escolher um dos dois grupos. E não estou falando de homens versus mulheres.

Não permitir que pessoas se posicionem contra nossas ideias não é uma característica de homens. Nem de mulheres. Aliás, nem de pessoas legais (do meu ponto de vista pelo menos). Ih...

Antes que caiam matando, eu já ouvi besteiras de homens em Magic (e em outros ambientes também), mas estava lá para me divertir, para jogar na tranquilidade, e me diverti. Pronto, saí de lá feliz. No primeiro pré-lançamento que joguei e ouvi besteira, isso só significa que identifiquei um cara babaca e uma dúzia de caras legais. Uma amostra bem pequena para se fazer estatísticas que demonstrem qualquer coisa.

Todo mundo tem direito de fazer seu clubinho, mas aí ninguém venha criticar se inventarem o clube do Bolinha que não permite mulheres.

Momento filosofia: quanto mais divisões criamos, bem... mais divididos ficamos.

davidbaron (10/03/2018 21:02:08)

Man, postei algo parecido no artigo do MTGLGBT e sabe o que aconteceu? A mesma merda. Fiquei de saco cheio e nem falei mais nada. Esse povo não consegue interpretar texto e tampouco tentam entender outro ponto de vista.

Não querem igualdade e respeito. Querem exclusividade.

O pior é o monte de "homem" (ou seria bichinho de estimação?) que apoia.

davidbaron (10/03/2018 20:57:25)

Como é que é?!? Calar a boca?!? CALAR A BOCA?!? Hahahahahahahah

Então, meu caro "homem", vou te explicar uma coisa aqui:
Se você quiser calar a boca e apenas ver as coisas acontecerem, fique à vontade. Mas não venha com essa de generalizar ao direcionar a todos os homens.

Autocrítica eu tenho até em excesso, mas não concordo e nunca vou concordar em ser esculhambado sem motivo algum.

Isso aqui que temos atualmente no Brasil é feminismo nutella! Quando iniciou, o movimento feminista era sim digno de respeito. Agora está todo distorcido.

Feminismo aqui agora virou "vamos oprimir e pisar em todos os homens porque todos são opressores!" ou então "vamos empoderar as mulheres!". Isso não é luta por igualdade. Isso é discurso vitimista e uma tentativa de começar a oprimir os homens.

Se quiser ser tratada com igualdade e respeito, terá o meu. Mas não me venha com discurso de feminazi, porque isso não vai rolar. Aqui não neném! Aqui não!

General-Hammer (10/03/2018 20:05:20)

Bora desenhar que escrevendo não tá resolvendo:
1 - Vocês são hipócritas, de um movimento hipócrita e marxista, cuja única função é criar discórdia e divisão na sociedade. Vocês querem impor uma luta de classes de gêneros apontando problemas que não existem através da extrapolação de qualquer caso isolado como generalização. (aka um cara foi babaca, logo todos são babacas).
Então já começa 1 a zero para a humanidade contra as feministas quando vocês estão generalizando e todo o resto, não.
2 - Eu disse no meu comentário o seguinte: "Não ligo para seu gênero ou qualquer outra característica, só quero jogar magic com você. Isso vem de uma lógica muito simples: se você for homem, mulher ou de qualquer outro desses gêneros que vocês adoram criar diariamente, se for católico, ateu ou alienígena será mais um indivíduo contribuindo com novos decks, estratégias e momentos divertidos. Agora você vem me dizer que não quero dividir o meu "mundinho" com pessoas diferentes de mim?
A única manifestação pública de proibição de determinado gênero de sentar em uma mesa e jogar cartinhas vem do grupo de vocês, do site de vocês, o qual eu quotei aqui:
" As Garotas Mágicas começaram como um grupo no Facebook, criado por Akei Uehara em julho de 2015. Atualmente conta com mais de 700 membros e um diferencial: todos são mulheres (cis ou trans), travestis ou não-binários. HOMENS NÃO SÃO PERMITIDOS NO GRUPO." fonte: http://garotasmagicasbr.wixsite.com/site

Vocês são hipócritas e isso é um fato. O site de vocês tem um discurso de ódio.

Mana_Z (09/03/2018 18:56:48)

Estou ABAVORELDRENE com esses comentários LoL

HinaLyka (09/03/2018 18:21:46)

Obrigada por exemplificar o tipo de jogador tóxico, mimizento, carente de atenção, que considera Magic o "seu mundinho" e não quer dividir com gente de outros gêneros.... justo o que a Wizards, a LGM e até o grupo do MtgBr no Face estão tentando combater. Ficou bem exemplificado pelo seu comentário. 👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼


Jess-Vess (09/03/2018 17:37:34)



É só pra mim que os dados da Night parecem os dados do lula tipo os 8 bilhões de pessoas que saíram da pobreza?

Eram milhares, depois 300, depois a maioria. Agora já é 70.


Sobre o "não deixaram ver suas cartas" isso é sobre pasta de trocas né? E mesmo sendo eu não deixo verem minhas cartas e pessoa fala o que quer e eu digo se tenho ou não, minha pasta não é pra ficar indo de mão em mão.


FriendZONE certeza.


Única parte que não concordo com você Luciana. Isso é preconceito sim e você não está vendo, ao julgar os homens antes de conhece-los.

Sobre o comentário da Fanny eu só queria levantar uma questão, existe um grupo de 700 mulheres que jogam Magic e ele é o maior da América Latina, ou seja não são todas brasileiras, temos em media 8-10 mulheres em eventos como a final CLM. Ja o grupo da LigaMagic tem em torno de 16mil membros e temos em media 350 homens jogando a a final CLM, será que essas 690 mulheres que jogam magic não estão em casa do mesmo jeito que os 15500 homens?

E será que desses 700 membros do grupo uma boa parcela apenas entrou lá por que jogou Magic uma ou duas vezes e depois nunca mais?

davidbaron (09/03/2018 17:00:37)

Meu ponto de vista.

General-Hammer (09/03/2018 16:48:49)

"Não concordo com muita coisa dita aí. Sou mulher, jogo Magic e não me sinto "menosprezada", nem vejo as lojas como "ambientes tóxicos".Acho que o artigo tentou "problematizar" muito, e falar as coisas num tom de "mulheres precisam se empoderar", e acho isso a maior bobagem. A maioria dos jogadores de Magic são homens, mas isso é porque os homens se interessam mais por isso! E não porque a "sociedade é machista e não dá espaço para as mulheres". "

Anotem ai garotas (marxistas) mágicas, uma opinião direto do mundo real!


Enquete tão válida quanto a enquete do melhor time de todos os tempos feita exclusivamente com a torcida do Corinthians :D





Não é preconceito não, imagiiiiina. Afirmar que todos "us homi" não tiveram educação em casa não é preconceito não. Vocês tem o direito de criarem grupos exclusivos mas ficam todas revoltadinhas se acharem que alguém olhou diferente pra vocês nas lojas? Ah e claro, vamos dividir 100% da comunidade entre Liga das Garotas mágicas e Liga Magic Masculina, deve ser um sonho marxista pra vocês né?



A coisa mais preconceituosa possível é você pegar todo um gênero e colocar como criminoso, obrigado a "calar a boca e escutar". Nada pior que um feministo no mundo.

E se ainda não ficou claro pra todo mundo a hipocrisia desse tipo de movimento, vamos desenhar:

@entrevistada
Nós trabalhamos para expandir o conceito de que todas as pessoas que jogam são iguais, independente da sua etnia,faixa etária, gênero...

@Site Liga das Garotas Mágicas
As Garotas Mágicas começaram como um grupo no Facebook, criado por Akei Uehara em julho de 2015. Atualmente conta com mais de 700 membros e um diferencial: todos são mulheres (cis ou trans), travestis ou não-binários. ---Homens não são permitidos no grupo. ---

@Entrevistada
Eu conversei com as meninas aqui e nosso projeto é ---tomar as lojas de assalto--- (marxismo na prática hein? :D) de pouco em pouco. Vamos juntar 6 e ir jogar, juntar 7 e ir jogar, juntar 20 e ir jogar. Eu não quero saber se vocês tem preconceito, porque uma mulher, sozinha, no meio de vários homens, pode ficar inibida, ela pode não ter a quem recorrer. Mas e se forem 7? 8? 20? Eu quero ver alguém mexer com a gente.

Ligamagic dando espaço pra movimentos de ódio de gênero, como essa Liga das Garotas Feministas, é uma BAITA PROPAGANDA NEGATIVA.

Em tempo = NINGUÉM LIGA SE VOCÊ É MULHER, SÓ QUEREMOS ZERAR SEUS PONTOS DE VIDA, MILLAR SEU GRIMÓRIO OU TROCAR CARTINHAS. Vão arrumar o que fazer.

EricSantos (09/03/2018 15:52:09)

Show de bola a entrevista.
Ficou muito da hora o playmate que elas fizeram.
Menos preconceito, mais educação, mais players jogando magic em todos os lugares.

BugaraMagic (09/03/2018 08:39:08)

Melhor postagem já lida por aqui sim iu com certeza? Obrigado.

petruscaex (09/03/2018 07:59:04)

Primeira coisa, parabenizar minha irmã Amana pela entrevista e por colocar o dedo na ferida de tanta gente. Não tenho nada pra acrescentar no que ela ou as demais guerreiras já desenharam tanto no texto quanto nos comentários pra gente que se recusa a ver algo tão claro, mas pra reforçar: só olhar os comentários aqui pra vermos que SIM, o meio do Magic é um meio saturado de pessoas e opiniões tóxicas, muitas vezes tão inseridas nessa realidade que dificulta tanto a inserção das mulheres que as pessoas ou não conseguem sequer enxergar ou, pior, acreditam que comportamentos tóxicos, abusivos não são "nada demais" e naturalizam os mesmos sem saber o quanto foram afetadas por todas essas coisas já.

Homens, nessas horas a gente tem é que calar a boca e escutar, ponto final. Você, eu, o amigo que joga com a gente há anos podemos até não perceber, mas tomamos SIM inúmeras atitudes machistas no dia a dia como se fosse algo natural. É nosso dever escutar quando isso vem bater à nossa porta, avaliar nossas atitudes e MUDAR NOSSO COMPORTAMENTO. Autocrítica é o único caminho possível para a evolução humana.

Mana_Z (09/03/2018 06:23:01)

Muito feliz com a repercussão da entrevista. Os comentários aqui me deixam desapontada, mas nem um pouco surpresa, e acredito muito que "A verdade te liberta, mas antes, ela vai te enfurecer". Então continuaremos aqui, firmes, fortes e vigilantes :)

Para quem perguntou sobre a lista da Mayael, vou providenciar.

Beholder (08/03/2018 23:41:43)

Ler esses comentários me fez lembrar exatamente pq parei de frequentar a liga a anos.

HHHH (08/03/2018 21:39:42)

Minha opinião é que esse grupo das Garotas Mágicas tem mais foco em assuntos alheios ao Magic do que com o jogo em si, portanto não merece a minha atenção.

Lucouto (08/03/2018 19:19:46)



Eu respeito seu pensamento e não quero continuar isso aqui se preferir venha até mim em algum torneio (GPSP, Nacional, Final do CLM ou PPTQS por São Paulo) para conversar de boas.

Night (08/03/2018 19:12:41)

Engraçado, pois nesse mesmo tópico você achou que a opinião de DUAS pessoas era o suficiente para representar uma totalidade de jogadoras, mas quando há, seguindo a sua lógica, pelo menos 70 pessoas respondendo coisas diferentes é preciso parar e avaliar melhor os dados? É no mínimo contraditório.

Quando aos casos que você citou, são sim machismos e os demais jogadores não perceberem isso é que fazem ser difícil para que mais mulheres estejam presente nas lojas.

ricardofranco (08/03/2018 18:58:08)

Realmente não tenho ideia! Mas se a ideia é lutar contra esse preconceito contra as mulheres esse caminho esta completamente errado. Como vc quer ser tratada igual se vc não permite que sejamos tratados igualmente? Nem sempre o caminho certo é o mais fácil.
ME resta a pergunta:
Vc realmente acha que um jogador não deixar vc ver as cartas é uma situação machista?
ou, receber atenção exacerbada?
se sente ofendida quando um homem fala que vc é bonita?

Lucouto (08/03/2018 18:43:22)

Não deixar homem entrar no grupo não é preconceito é proteção... vc não faz ideia de quanto assedio tem e simplesmente não estamos lá para isso... são exceções, nem todos estão lá para ver o catalogo de meninas nerds, a maioria são caras legais, mas preferimos não arriscar... entenda que isso é um direito nosso assim como o seu de criar a Liga Magic Masculina caso ache necessário.

HHHH (08/03/2018 18:38:46)

Ensinei minha irmã mais nova a jogar Magic e ela sempre foi muito bem tratada e admirada pelos outros jogadores da minha cidade. Ela inclusive me venceu logo no primeiro campeonato dela (me passou o carro na verdade). Claro que no campeonato seguinte eu dei o troco e fui o campeão. Ela nunca se intimidou ou se sentiu diferente por ser uma mulher jogando entre homens, até porque ela trem três irmãos homens e foi criada de forma igual, com os mesmos direitos e deveres.

ricardofranco (08/03/2018 18:34:51)

Night, discordo de quando vc fala em falta de interpretação e também quanto a representatividade. Tive a curiosidade de procurar o site da LGM na internet e vi que fazem um trabalho bem bacana de incentivo para mulheres jogarem. Isso é muito bom. Mas percebi não só na entrevista mas também no site a forte presença do ativismo do grupo.

O erro seu esta em achar que uma enquete feita dentro do seu grupo representa uma realidade. Entenda: Vi que LGM tem muitas seguidores (quase 4mil) e q a enquete teve uma quantidade baixa de votos considerando esse universo, uma vez q a mesma pessoa poderia ter marcado todas as opções. Percebi também que algumas das opções como: já recebi atenção exacerbada ou não deixaram ver suas cartas nem de perto constituem atos machistas. Mas cada um faz a enquete como quer e interpreta como quer.
Enfim, são apenas opiniões, mas acho que o maior erro do grupo é lutar contra preconceitos sendo extremamente preconceituosas. Basta ler a pagina inicial para ver que o grupo é exclusivo de mulheres e de LGBTs. Ao meu ver ai esta o erro, pois somos todos iguais, homens, mulheres, gays. Vc acha q excluir os homens vai torna-los mais receptivos ao seu grupo ? Imagina se os homens resolvem criar a LIGA MAGIC MASCULINA...

um abraço e feliz dia das mulheres.

Lucouto (08/03/2018 18:27:25)

Esse artigo é muito bom para mostrar o que algumas garotas passam/passaram. Propõem a reflexão para algumas situações e gostaria que despertasse empatia em pessoas que nunca passarão por esses momentos ruins. Quem não se sente representada nesse artigo ajude quem possa se sentir assim.

Jess-Vess (08/03/2018 17:34:44)

Berro, vai, empondera amiga. Ata.

Night (08/03/2018 17:21:45)

E pra deixar bem claro, eu não sou dona do grupo - eu sou participante. Sou participante com 16 anos de história no magic; jogando GP, Nacional, CLM, RPTQ e etcs. Conheço bastante o cenário.

Night (08/03/2018 17:19:37)

Maior grupo de magic feminino da america do sul tá bom pra você? Ata.

HinaLyka (08/03/2018 17:19:11)

Temos aqui uma entrevista com uma jogadora de Magic, ligada a um grupo que tenta trazer mais jogadorxs de ambos os generos pro jogo, e trazendo dados reais sobre situações reais que muitas jogadoras passam. E aí temos alguns comentários fora da curva. O que será que representa a maioria: a reportagem que tem até uma enquete feita em um grupo com mais de 700 jogadoras, ou uns comentários de pessoas q alegam q não passaram por isso?

A entrevista está excelente e dou os parabéns para a Amana por vir falar sobre o assunto e o Rudá e a LigaMagic pela iniciativa.

E para as felizardas que nunca tiveram problemas em seus locais de jogo: fico feliz por vocês, mas enquanto todxs xs jogadorxs de Magic não puderem dizer o mesmo... a LGM segue 😉

Night (08/03/2018 17:18:53)

Acho que te faltou interpretação, pois eu disse que se não representa pra você, ótimo, porém isso representa para a MAIORIA das mulheres envolvidas no jogo. Se representa para a maioria isso já quebra o argumento do ricardofranco.

Se você prefere x ou y é totalmente escolha sua e eu morrerei para defender que você possa realizá-la, mas lembre-se que se há espaço para mulheres no magic, é através de muita luta e sororidade e eu não vou permitir que você injustice essas mulheres para ganhar biscoito em fóruns.

Jess-Vess (08/03/2018 17:16:52)

De onde você tira que representa maioria? De uma enquete feita no seu grupo fechado de vitimistas?