[Vintage Desvendado nº11] Um balanço de dois anos
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14/08/2006 21:45 - 4,698 visualizações - 29 comentários
HISTÓRIA
No mês de Agosto de 2004 realizamos o primeiro torneio Tipo 1 com próteses no Rio de Janeiro. Na época não havia ambição maior que simplesmente jogar Vintage de verdade. Naquele ano foram 3 torneios apenas, com uma média de 8-9 pessoas. Ali começaram a jogar eu, Valter (thingfromthedeep), Pedro (Vassourada), Dan (vice), Thalles, entre caras mais antigos como Tremyen, Demetrius e André.
Depois disso, tive a idéia de tentar fazer algo maior. Sempre fiquei fascinado em como nos EUA existem inúmeros torneios de final de semana que dão LoA, Bazaar, MWS, Mox, Dual, de premiação. Aí tentei adaptar isso pra cá. Vi que pra fazer isso não daria pra ser todo mês, por diversas razões. Ao mesmo tempo eu não queria abrir mão de um torneio mensal. Meu estímulo com Magic era cada vez menor e apenas próteses me faziam permanecer jogando. Pensei num jeito de unir as duas coisas: fazer torneios mensais onde parte da arrecadação seria acumulada num "cofrinho" e, no final do ano, esse dinheiro seria usado para um torneio com premiação grandiosa. E a Liga Era Glacial surgiu aí. E em
2005 foi exatamente isso. Várias pessoas jogavam para obter uma das 8 vagas para a Final em Dezembro, que valeria uma Mana Drain.
Mas muita coisa aconteceu ao longo daquele ano. Tudo isso, claro, com 100% de próteses permitidas. Era uma política de tentar incentivar as pessoas que não tinham nada para o formato de entrar e conhecer.
No primeiro semestre, a idéia pareceu vingar. O Vintage lá fora estava o mais competitivo possível. Mirrodin mudou muitas coisas. Os torneios ganharam um público pequeno mas assíduo, e o número de jogadores oscilava de 7-8 a 12. Lentamente o dinheiro da Mana Drain foi se acumulando.
Por algum motivo que me foge ao pensamento, em outubro as coisas começaram a piorar. O torneio teve 5 pessoas. Em novembro foram 4. Na Final, em Dezembro, haviam 8 classificados, que jogariam o torneio gratuitamente para disputar uma Mana Drain. Por incrível que possa parecer, apenas 6 foram. E um chegou atrasado, tomando match loss na primeira partida.
Em Dezembro, comecei a procurar novos horizontes. Pensei que, se conseguimos comprar uma Mana Drain em 1 ano de torneios em 1 loja, poderíamos comprar 1 em 6 meses com torneios em 2 lojas ou, quem sabe, comprar premiações ainda maiores com torneios em mais lojas.
Aí criei um tópico chamando por novos organizadores. Recebi 4 respostas. Mais tarde recebi mais 3. Dessas, apenas 2 foram pra frente. Em SP a coisa se embananou por falta de um organizador que quisesse assumir a responsabilidade. Apenas MG e ES compraram a idéia. Ou era o que parecia.
Em 2006 mudamos as regras. Depois de ver que a idéia de 100% próteses parecia não aumentar o número de jogadores, decidi diminuir o número. Isso tinha uma razão bastante clara: aumentar a circulação de cartas T1 no RJ. Pensei que, se as pessoas quisessem jogar, haveria um "mercado" para cartas T1 aqui e, portanto, o formato se estimularia ciclicamente. Apesar disso, ainda era permitido usar 100% de próteses, apenas se pagava um preço de inscrição mais alto.
Mas tudo que andava mais ou menos andou pior. Apenas 1 mês depois, ES saiu da liga. Não conseguiram manter um ritmo. MG continuou.
O ano foi bastante fraco. Aqui no RJ tivemos uma média, digo, uma constante, de exatos 5 jogadores por torneio. Nem mais nem menos. Lá em MG a coisa parecia um pouco melhor. Os torneios variavam de 6 a 8 pessoas.
Chegávamos perto do Nacional e ao que tudo indicava, ele se realizaria em Minas, para alegria geral. Aí começa a época difícil pra mim, que tinha que, mais uma vez, correr atrás de cartas complicadinhas de achar. Resolvi comprar lá fora. Mas, depois de 1 mês sem conseguirmos definir um local para que o torneio se realizasse em MG (os fins de semana livres batiam com Final da Copa, que não sabíamos que seria esse fiasco; e com o Natz, que também não sabíamos que seria esse fiasco). O tempo de comprar lá fora, para que isso chegasse para o Nacional Vintage, havia se esgotado.
Lá em MG nada se decidia. Eu tinha que divulgar logo as datas para abrir pré-inscrições. Aí tivemos que fazer tudo aqui no RJ mesmo.
Confirmadas locação e juiz, comecei a divulgar. O dinheiro para a tão esperada Library of Alexandria [/carta] não existia. MG havia pagado apenas o primeiro torneio do ano, portanto todo o dinheiro arrecadado lá não havia chegado.
Abri pré-inscrições. Ao fim, 4 pessoas haviam se inscrito. Isso mesmo, quatro! Entre elas, eu mesmo. Ridículo.
Aí tentei um movimento mais arriscado. Comprei a LoA sem ter o dinheiro, pra ver se estimulava o pessoal a se inscrever. E nada. Apenas 1 inscrição a mais.
Enquanto o dia do Nacional se aproximava, eu via que mais e mais jogadores desistiam. De SP, com a maior concentração de Vintage players por m2, ninguém manifestava interesse. Ao contrário. Do ES ninguém parecia lembrar que alguma vez houve Vintage organizado lá. Em MG silêncio, e nada do dinheiro também. Apenas no próprio RJ as pessoas se empolgavam.
Treinos durante a semana; boatos de que jogadores de Standard treinavam com Tendrils combo; algumas pessoas mandando email pra saber mais detalhes. Comecei a me empolgar. Contei com a previsão de 20-25 pessoas no torneio. Já era o suficiente.

Interlúdio:
REPORT

Com tudo marcado, escolhi meu deck. Gifts, pra variar. A dificuldade era escolher qual das versões jogar. TfK ou Scroll?
Comecei a testar a versão com Scroll. Eu esperava muitos Fish e Stax no torneio e essa versão tem uma base de mana mais afinada, com 4 ilhas básicas e apenas 4 duals.
Nos testes, decepção. O deck não conseguia ir pra frente. Mesmo assim, mantive treinando com ele. Fiz algumas alterações e fui pro segundo dia de treino. Melhor. O deck é muito rápido. Faltava apenas afinar o sideboard.
Como esperava fishes, Sullivan Sollution principalmente, 2 Pyroclasm eram cruciais. Contra Confidants, Erayos e Welders, o Lava Dart MD resolveria.
Mais 2 REB e 1 Pyroblast contra tudo. Rack and Ruin contra os muito prováveis Stax. 1 Hurkyl’s Recall contra Stax e CotV’s aleatórios, assim como para Mirror. 1 Tormod’s Crypt, 2 Pithing Needle contra Wastelands, Welders e Bazaars. 1 Tendrils of Agony de secondary kill condition (para Burning Wish). E dediquei 3 slots contra Tendrils combo, na forma de 3 Chalice of the Void.
Assim, o SB ficou:
2 Pyroclasm
2 Rack and Ruin
1 Hurkyl’s Recall
2 Pithing Needle
1 [carta=Tormod’s Crypt [/carta]
3 Chalice of the Void
1 Tendrils of Agony
2 Red Elemental Blast
1 Pyroblast

Alta contagem de vermelho. Esse sideboard altamente vermelho (sem Duress) foi uma opção devido às minhas escolhas de alteração no maindeck.
A lista que vi jogava com 61 cartas. Nos testes parecia que estavam faltando mana sources. Pode ser superstição, mas eu não gosto de 61 cartas. Resolvi reduzir a contagem do preto. Assim, poderia tirar Underground Sea e trocar por ilha, facilitando meus matchs contra Wastelands. Tirei 1 Skeletal Scrying por 1 Fact or Fiction e simplesmente tirei o Vampiric Tutor. Com isso, pude tranqüilamente substituir 1 Underground Sea por 1 Island, ficando com 5 island, 1 Sea, 2 Volcanic e 5 Fetch.
Aí vai a Decklist:


Treinei com a lista e estava satisfeito com os resultados. Fui dormir lá pelas 2 da manhã, arrumando toda a papelada pro Nacional, anotando pré-inscritos, decklist, conferindo, trocando de shield, fazendo próteses em terrenos básicos, etc, etc, etc.
Aí acordei cedinho pra chegar no Rio às 08:00 (Niterói é 1h de distância). Cheguei às 8:30.
Mesas arrumadas.
O juiz chega, conversamos e abrimos inscrições às 09:00. Na loja, 10 pessoas.
Eu espero até 9:30 antes de tirar conclusões...as mesmas 10 pessoas.
Às 10:00, decidimos esperar até 11:00 pra ver se chegava mais gente. Isso pq teríamos que começar às 9 apenas para fazer 6 rodadas de suíço + Top 8. Como só haviam 10 pessoas, era impossível fazer mais que 4 rodadas, portanto, ganhamos 2 horas de espera.
E às 11:00... 13 pessoas.
Incrível.
Meu ânimo foi lá pra baixo. Eu não acreditava no que via. Um torneio valendo uma carta cara, que para mim é ambição de "qualquer" jogador, relativamente bem divulgado, e apenas 13 pessoas. Realmente incrível.
Tentei deixar a decepção de lado e me concentrar (falo da decepção mais à frente). Eu tinha BYE 2, nas 4 rodadas do torneio, portanto ajudei o juiz a inscrever as pessoas no Reporter e a colar emparceramentos. Na primeira rodada eu e o Diogo (que tinha BYE 1) fizemos o Feature Match da partida entre americanorj (Grim Long) e vassourada (Sullivan Solution). Se a preguiça deixar, eu escrevo isso e posto em breve.
Depois disso, dei uma observada no ambiente. Exatamente como eu previa. Long, Stax e Fish. Pra minha surpresa haviam ainda Dragon e Affinity(!). O ambiente era:
3 Stax
3 Fish (1 SS (Sullivan Solution); 1 UWB Fish (o tal com Negator); 1 Fish (era o pitbull, não consegui identificar direito. Acho q tinha Negator também)
2 Affinity (1 "normal" com Metalworker; outro era um Arcborn Virus (com Artificer’s Intuition))
1 Dragon
1 Tendrils
1 Slaver
1 Mono Blue Scepter
1 Gifts (eu)

(as decklists estão no site da Era Glacial )
Eu era o único Gifts do ambiente. E estava confiante. Meus 2 Rack and Ruin no SB destruiriam todos os Affinitys e Stax. Meus piores matchups eram os fishes. Com 3 deles no torneio, eu tava torcendo para que perdessem alguma partida pra eu não pegar nenhum.
Mas isso não ocorreu. Entrei no torneio na terceira rodada contra o UWB Fish, que estava 2-0.
Não vou fazer um report detalhado das partidas, mas lembro que o Phyrexian Negator me bateu nas duas. Na primeira, ainda consegui dar um Tinker para Colossus, apesar de ter quase certeza de que ele tinha Swords na mão. Não deu outra. Meu erro? Esqueci de anotar o ganho de vida... Perdi logo depois. Na segunda partida minha mão veio ótima: Ancestral Recall, 2xLand, M.Crypt, Merchant Scroll, Brainstorm, Mana Drain. Ele fez a única coisa que eu não queria. Me deu Duress. Eu respondi com Recall, e ele com FoW. Ele tirou minha Drain e acabou com meu jogo. Perdi de 2-0. Aí já fiquei preocupado. Chegar num torneio com BYE 2, quatro rodadas e não passar é um vexame.
Fomos almoçar. Falei com o Diogo e calculamos que provavelmente íamos nos enfrentar na quarta rodada, ou pegar o Dan. Isso pra gente era ruim. Pegar mirror de control é desgastante e nós queríamos que o maior número de jogadores que freqüentam os T1 da PointHQ passassem para o Top 4. (Uma observação: McDonald’s é uma merda.)
Quando voltamos nossos medos se concretizaram. Eu x Diogo (de Slaver).
Na primeira partida "estourei" ele, nem lembro como. Foi algo que envolveu um Tinker lá no final da partida, topdeck mode, onde eu tava esperando um backup de counter pra não tomar bounce. Ainda nessa primeira partida lembro do Diogo com nada na mão, baixando um Memory Jar. No meu turno, eu estava em posição bem melhor. Tinker + Lotus na mão e Recoup + Will no grave. Meu medo era que ele ativasse o Jar no próximo turno dele e conseguisse voltar para o jogo. Aí entendi que eu teria que fazer ele estourar o Jarro no meu turno. Fiquei pensando. Sabia que ele não tinha counters; ele sabia que eu tinha Tinker na mão (mystical tutor). Mas eu não sabia se dava a BL ou o Tinker primeiro. Isso pq se eu desse a BL, ele poderia estourar o Jar em resposta e remover meu Tinker até o fim do turno, me impossibilitando de ganhar logo e talvez até conseguindo counterar meu Will. Se eu desse Tinker, ele poderia usar o Jar para tirar minha Lotus da mão e ainda me fazer comprar o Colossus nas 7 cartas, praticamente ganhando o jogo. Dei a Lotus. Ele não respondeu. Aí dei Recoup + Will. Ele responde com Jar, mas não countera. Faço milhões de mágicas e passo o turno, dando um Mystical para counter.
Ele não faz nada e passa. No meu turno dou Tinker e tenho Drain na mão. GG.
Na segunda foi o inverso (Duress é realmente chato). Ele me ganhou fácil, dando um Tormod’s Crypt no primeiro turno. O Crypt nem fez nada de útil, mas me atrasou o suficiente pra ele usar as draws dele melhor do que podia usar meus Gifts.
Enquanto embaralhávamos para a terceira partida, o juíz chamou tempo. Chamei a atenção do Diogo. Nós treinamos a semana inteira juntos. Se empatássemos, estaríamos os dois fora. Começamos a tentar ver quem tinha o melhor matchup contra o provável Top 4. Até ali, pensávamos que iriam 2 Fishes e 1 Grim Long. Aí vimos que o Diogo tinha mais chances, pois contra os Fishes tínhamos chances relativamente iguais e contra o Long ele tinha mais chances pois tinha Duress. Concedi. 1x2 pra ele, deixando minha não ida ao Top 4 menos vergonhosa.
Aí o Dan passou, com Stax. O Diogo perdeu por tempo na semi-final contra o UWB Fish (jogo que ele teria ganho se tivesse mais um turno. Que feio semi-final com tempo...) e o Dan ganhou do Long. Na final, Dan ganhou de novo.
Depois de tudo, o Dan, cria da PointHQ, tinha levado o tal Nacional, que tava mais pra Regional. Acabou que todos ficaram felizes, pq no fim quem ficou com a LoA fui eu mesmo! :)
Ela tá toda bonitinha aqui! Assim que o Vassourada resolver ser inteligente e me mandar as fotos, coloco aqui na liga.

APÓS O NACIONAL

Depois desse pequeno intervalo pra contar como foi o torneio pra mim, vou tentar fazer algumas considerações sobre a "evolução" do formato aqui no Brasil (região sudeste ao menos).
Desde 2004 muita coisa aconteceu. O Legacy virou um formato de verdade e já tem seus adeptos; o Vintage passou de um formato em plena ascenção para apenas um formato. Lá fora ao menos, o Legacy anda pau-a-pau com Vintage. Mas isso apenas pq a SCG continua fazendo seus torneios mega premiados (1 Set de P9 de premiação por torneio!).
Fiquei me questionando bastante sobre o Vintage na semana anterior e na seguinte ao Nacional Vintage. Isso pq percebi que, no país todo, são poucos os torneio T1 que existem e, até onde consigo saber, o ÚNICO torneio que tem um ambiente realmente Vintage é o da PointHQ (entendendo Vintage como inerente ao uso de powers por todos os jogadores). Mas aí comecei a pensar, será que podemos chamar a PointHQ de um "ambiente"?

AMBIENTE
Então percebi que um dos problemas do formato é o que podemos chamar de ambiente. Não existe um. Isso é até agradável, já que decks "Random" conseguem superar decks "Tier 1", tornando o formato de certo modo mais acessível. O problema é que, sem um ambiente, ninguém se sente estimulado a jogar.
Os nossos torneios mensais são pequenos. A média de 5 jogadores por torneio é risível. O tamanho dos torneio mensais deveria ser do tamanho que foi o Nacional. Assumir isso é perceber um grave problema. O que faz jogadores de Magic do Rio de Janeiro não jogarem um torneio Tipo 1? Ainda, o que faz jogadores de MG e ES se desinteressarem pelo formato e largarem os torneios no meio do semestre? São respostas diferentes para lugares diferentes. Mas todas elas envolvem alguns fatores iguais.

FALTA DE CONHECIMENTO
A falta de conhecimento sobre o formato é latente. E tirando as pessoas aqui da ligamagic, que ao menos têm meus artigos para se introduzirem ao formato, o resto dos jogadores simplesmente vaga no limbo. Os rumores de que Vintage é formato "apelão" são muitos. E as pessoas simplesmente não tentam reverter isso, também por vários motivos.

PRÓTESES
Eu vejo o preconceito com próteses diminuindo. Pouco a pouco, as pessoas percebem que não há motivo para tal. Normalmente o preconceito é de jogadores mais antigos, que possuem parte das cartas Top e lembram das dificuldades que tiveram. Os jogadores mais novos nem ligam pra isso pois vêem próteses como uma possibilidade de jogar com cartas "roubadas".
O problema é quantas próteses permitir. Permitir muitas normalmente atrai jogadores mais novos ou até jogadores de T2, que não têm as cartas.
Poucas próteses atraem os mais antigos, que têm Dual lands, FoW e Wastelands pra montar quase qualquer deck.
Mas existe um meio termo? Creio que 18 próteses é um ótimo número. No Nacional Vintage mais da metade do torneio era de jogadores T2 que conseguiram montar seus decks com poucas mudanças (a mais comum, Underground Sea por Watery Grave). Essas pequenas mudanças no fazem entrar numa questão de prioridade de gastos. Afinal, o que é melhor de comprar: 1 Sea ou 2 Grave?

DINHEIRO
Descobri que Vintage não perde jogadores para Legacy. Ao contrário. Normalmente os jogadores de Legacy são mais receptivos com o Vintage. O Tipo 1 disputa jogadores com Standard. E isso é por causa de dinheiro.
É simples entender. Todo jogador começa a jogar Magic através do Tipo 2. Isso parece óbvio, mas acontece simplesmente pq os únicos boosters a vender são de coleções mais novas. E são também, claro, os que mais têm retorno imediato. Até aí nenhuma novidade.
Os "dealers" também ganham dinheiro com Standard. Não preciso nem explicar isso, mas é uma constatação importante para a evolução da linha de raciocínio.
Aí sobram os jogadores médios (nem novatos, nem pros, nem dealers), que têm uma decisão a tomar: "Onde investir o meu dinheiro?"
Digo, e repito, que Vintage não é um formato mais caro. Não quando se trata de torneios com próteses. O $ que se gasta para se "entrar" competitivamente no formato é o mesmo que no Stardard. Lembrando que depois de um investimento inicial, não há mais necessidade de grandes investimentos. Mas a questão é: "Por que eu gastaria R$ 60-70 numa Dual, se com esse dinheiro posso comprar 2 Neo-Dual?"
Ou seja: pra que gastar dinheiro num formato que ninguém joga, se posso comprar cartas para um formato muito mais jogado?
Será que só eu percebo o círculo vicioso aqui? Parece propaganda da Tostines: "Vintage está abandonado pq ninguém joga? ou ninguém joga pq está abandonado?"
Como sair desse círculo vicioso é extremamente complicado, ainda mais quando se têm os diversos problemas de disposição e prioridade que falarei abaixo.

DISPOSIÇÃO
Sem querer me repetir, reafirmo que Standard domina o Magic e que nisso os outros formatos pagam o pato. Extended foge um pouco pois entra no mesmo domínio que Standard: por ser um formato rotativo, os "dealers" podem ganhar muito dinheiro com ele, coisa que acontece pouco com Vintage e seus preços mais estagnados. Ao mesmo tempo, o card pool é pequeno o suficiente para que jogadores recém ingressos no Magic possam se aventurar. Lembrando que essa aventura pelo Extended sempre acontece quando as cartas do jogador T2 "rodam" e ele se vê com um monte de cartas "inúteis". Inúteis apenas se ele não jogar extended.
Acho que é uma lógica bastante clara pra quem já está no Magic há mais tempo: a pessoa vai migrando de formatos de acordo com a época onde começou a jogar. Ou ela entra na lógica de rotações do T2, ou passa pro Extended e, alguns anos depois, pro Legacy. A diferença é que agora existe a possibilidade de se parar no Legacy e nunca chegar ao Vintage.
Ao mesmo tempo, quando a pessoa chega no momento de "rodar" para o Vintage, ela normalmente já está numa idade onde assume outras prioridades, como trabalho, esposa, faculdade, ou qualquer outra coisa relativa. Ou seja, ela entra na temida "vida real". Isso também acontece no EUA por exemplo, mas com 2 diferenças: lá as cartas são muito mais baratas; culturalmente eles têm um modo de vida que envolve 2 coisas: trabalho + hobby. Se o seu hobby é Magic, seu tempo e dinheiro livres vão ser claramente voltados 100% pra isso.
Nada disso acontece aqui. A pessoa normalmente já largou o Magic quando chegaria seu "Momento Vintage". Esse é um dos principais problemas que vejo para o crescimento do formato.
Deixando essa lógica de lado e assumindo que ela nem sempre funciona, eu me perguntaria o motivo de jogadores Extended e Standard não jogarem Vintage. Não são formatos excludentes. Como disse, o investimento inicial para o Vintage com próteses é pequeno.
Passa por prioridades.
A priori, nenhum fator levaria a pessoa a escolher um ou outro formato, a não ser as pessoas que a ensinam a jogar, ou seu grupo de amigos que joga sempre o formato X. Aí, T2 ser o formato mais "famoso" é completamente compreensível.

ACESSO
Mas existe uma série de tomada de decisões que levam a pessoa a escolher algum formato.
Creio eu que o acesso ao formato é o principal. E chamo de acesso uma junção de todos os fatores citados acima. O pessoal da PointHQ só começou a jogar Vintage pq freqüentavam a loja e havia torneios Vintage lá. Naturalmente, dispostos a jogar torneios, jogavam o que estava à mão: Vintage. O fato de pessoas de outros Estados não terem comparecido ao Nacional Vintage é sintomático. Não se trata de dinheiro. Mesmo. Alguns dos jogadores que poderiam vir ao Nacional viajam o mesmo ou mais para comparecer a PTQ’s e Nacionais T2. Não é meramente uma comparação. É bastante claro que os torneios referidos têm premiações muito mais suculentas e, por ser muito maiores, são muito mais divertidos também.
Mas é ridículo perceber que as pessoas reclamam e caçoam dos torneios da Liga Era Glacial, dizendo que se recusam a comparecer a um torneio tão pequeno, quando a presença delas é exatamente o que tornaria o torneio maior. Os próprios dealers, se algum dia tivermos torneios T1 decentes, começarão a se preocupar com as cartas do formato.
Assim, quebrar o tal círculo vicioso depende de pequenos passos. Creio eu que acerto quando penso que um número maior de torneios com próteses na região aumentaria o interesse pelo formato. Creio que acerto também ao fazer torneios Nacionais de 6 em 6 meses. A abrangência do pretendente a Nacional vai depender do interesse das pessoas, definitivamente.
Mas depende também, e MUITO, do número de torneios realizados. Se, ao invés de 1 loja, houvessem 4 fazendo torneios mensais pela Era Glacial, não daríamos 1 LoA, mas 1 LoA, 1 Mana Drain e 1 Dual. Isso sim chama atenção.
Ao mesmo tempo, percebo que torneios com maior premiação chamam mais pessoas para o formato. Desse modo, pretendo fazer algumas mudanças com a Liga Era Glacial. Mas qualquer tentativa de mudança só pode ser feita com ajuda.
Aproveito, mais uma vez, para convocar a "comunidade" Vintage. Convoco, assim como fiz no fim do ano passado, lojistas e organizadores a entrarem para a Liga Era Glacial. Acredito que construir um número cada vez maior de torneios locais é a solução para o formato. Tanto por criar um "ambiente" local, gerando interesse dos freqüentadores da loja para o formato, quanto pelo aumento na arrecadação e, conseqüentemente, da premiação dos torneios Nacionais, criando um círculo vicioso muito mais agradável e produtivo.
Sem esse tipo de luta e união, o formato está realmente fadado ao esquecimento. E, como repito também há dois anos, é o formato mais incrível que se pode conceber.
Espero que o próximo aniversário da Liga Era Glacial seja mais comemorado que este. E espero ter mais gente comemorando ombro a ombro comigo.

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Comentários

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JorgeTNT (14/08/2006 21:45:28)

vintage pra mim eh o máximo de magic.
eu gostaria muito de ter condições de participar de igual pra igual contra essas pessoas q tem suas moxes e talz.
acho o mais interessante formato de magic.
vlw!!!!

Chamelet (14/08/2006 01:21:23)

Concordo. Eu vou pra SP, ou pra MG se tiver um torneio grande. O próximo Nacional Vintage vai ser em Divinópolis-MG. Adivinha quem vai estar lá?

Doidera (13/08/2006 20:46:38)

viche, q coisa! O trabalho de vcs tá dicífil, quem lê vê como vcs tão brigando pra manter T1 no magic, q coisa!É uma pena! Mas o magic tá ruin no brasil até em T2! Mas uma coisa é legal! O trabalho de vcs! Vale a pena, sabe pq? Pq cresce o jogo no Brasil! Valeu pelo Chamelet, pelo Lancelot( aqui de Minas) q tão brigando pra fazer o T1 playável! Problemas sempre aparecem! Acho q essa reportagem mostra o problemas q eles passsaram, e servem para quem quer abrir o T1 em seu terrritório! Ver o q Lancellote dicertou sobre como montar T1 em MG, mostra como é difícil pra qqer um fazer o mesmo em seu território, e a falta de respeito e deswconfiança!

Potira (12/08/2006 18:23:23)

Pô, cara! Eu sinceramente fico admirado pela tua dedicação à coisa toda. Eu acho que o Vintage tem alguns problemas insolúveis e isso não é só o nosso Vintage brasileiro.

Jogador de Vintage é jogador velho. No mundo inteiro é assim. Com raras excessões, molequinho joga t2. Não quero dizer que t2 é coisa de molequinho, mas quando um cara começa a jogar é compreensível que ele não se disponha a tentar um formato com 8.000 cartas diferentes disponíveis. A maioria de nós (que ao menos gastam tempo lendo e respondendo a um artigo sobre o formato) comprou boosters com 8 cartas a R$2,00. Tivemos que "estudar" 4 coleções e 2 Core sets que não vímos. Imagina alguém começar agora e ter que entender que Gorilla Shaman é o cara!

O problema do ciclo de Tostines (ninguém joga porque ninguém joga) é, em grande parte, culpa dos jogadores. É claro, podemos argumentar lindamente que brasileiro é pobre e que o pedágio á caro e que gasolina não dá em torneira, mas existem sim jogadores. Eles só nunca se encontram. Eles não se deslocam de São Paulo ao Rio para jogar um campeonato. Eles não se organizam para juntar os 2 jogadores que se interessam de cada cidade e fazer, nem que seja uma vez no ano, um campeonato decente. Somos pobres, pretos, favelados, subdesenvolvidos, despowerizados e o cacete, mas não fazemos nem o que está ao nosso alcance (lotar um carro e ir ao Rio, por exemplo).Pode ler cada um dos eles nesse parágrafo como um nós.

Não adianta, ninguém que começou a jogar Magic com um pré-montado Orzhov vai jogar Vintage tão cedo. Convicámos com a idéia de que aumentar a comunidade Vintage não é aumentar o número de jogadores, mas sim de aumentar os vínculoes entre nós. Pra quem já assistiu De Olhos Bem Fechados do Kubrick a mensagem é clara: TEMOS QUE JOGAR MAIS. Magic ainda é um jogo, não é?

Aliás essa idéia de comunidade Vintage me transtorna. Acho que comunidade Eternal seria mais apropriado. Eu não ficaria nem um pouco chateado se o Legacy decolasse por aqui. Estou correndo atrás de Ganhos Mal-Adquiridos desde o ano passado. O Silvergreen provavelmente tá certo em dizer que O legacy seria um ótimo introdutor da cultura Eternal no Brasil.

Bom, depois eu continuo...

Cambraia (12/08/2006 15:38:37)

Muitas pessoas falam: Vintage só tem combo! Vitage é fireball na cabeça.. Vintage é apelão!

Vamos acabar com isso!!

Vassourada (11/08/2006 17:12:37)

Não. Também tem Dragon, Sullivan Solution e etc... talvez até um ou outro Oath.

FuZzY_No0b (11/08/2006 14:38:06)

Eu já disse, eu não estava lá, só fiquei sabendo. Mas independente disso, ainda foram 25 pessoas que estavam lá pra jogar um formato diferente do T2/T4 que dá Ranking Constructed e é mais "barato". A organização não liberou as Proxyes, então acho que tá de bom tamanho. TALVEZ, se fosse usado, o número seria diferente (para mais ou menos), mas ainda teriam cabeças o suficiente pra jogar.

Independente disso, esse foi o metagame que vc descreveu não deixa de ser Vintage. Ou vc acha que Vintage é só Grim Long / Gifts / Control Slaver / Stax?

E não querendo causar polêmica, mas ainda assim foi o dobro de pessoas do que no Nacional Vintage que dava uma LoA pro campeão.

Foi uma piada, droga ¬¬

VIP OURO SilverGreen (11/08/2006 01:13:03)

Vocês sabem porque faz quase 18 meses que eu abracei o Legacy como foco do meu esforço? Porque eu acho que o formato é muito mais adequado à nossa realidade. O Vintage tem um aura mítica em torno de si, parece uma coisa distante, inatingível. Até mesmo para pessoas mais tarimbadas e experientes isso é complicado. Salvo um ou outro iluminado (sem ironia), como o Chamelet ou o Pizza (que já começou no Magic jogando Vintage, segundo alguns relatos que eu já li), o Vintage é realmente um formato estranho, exótico.

Eu moro no Rio de Janeiro, terra natal da tal "escola carioca", que concentrava a maior parte da elite do MtG nos primórdios do jogo no Brasil. Eu assisti a essas pessoas jogando (era um tokenzinho na época), e mesmo naquela época, Moxen e LoA eram como aquelas lendas ancestrais, passadas de geração em geração de forma oral. Parecia mais fácil conseguir uma audiência com o próprio Deus do que sonhar em um dia ver uma Black Lotus. E isso permanece hoje. Independente da questão do uso de proxies, as pessoas ainda têm aquela impressão de que "Vintage é lenda". De certa forma, até mesmo eu me sinto um pouco assim, ao longo de toda a minha existência no Magic, eu fui doutrinado a acreditar nisso. Às vezes, a idéia de jogar Magic usando próteses daquelas lendas ancestrais soa como blasfêmia, como uma violação do sagrado.

Não poderia haver uma melhor definição do que realmente é o Vintage do que aquela que o Pizza deu. A transição para o formato se dá naturalmente, as pessoas chegam a um ponto de suas vidas onde, ou elas param de jogar (que é o mais comum), ou migram para o Eternal. E o Vintage é a apoteose disso: quando você não tem mais o sonho de ser um Pro Player multimilionário mundialmente famoso, quando você percebe que o jogo nada mais é que um hobby, que você ama, quer manter, mas que não paga suas contas e despesas, você adquire a percepção de que o melhor da aventura é a jornada, não o destino. Você passa a jogar mais pelo jogo e pelo que ele agrega, do que exclusivamente pelo desejo de vencer.

Sendo assim, você passa a considerar suas cartas como tesouros. Eu por exemplo, não me importo de emprestar minhas cartas T2 para os amigos, mas morro de ciúmes das minhas Duals, FoWs e foils. E é assim com a maioria das pessoas também. Qual de nós não adoraria fechar um playset de powers e semi-powers, pra poder colocá-las dentro de shields novinhos, pô-las todas juntas em cima da mesa do computador, e ficar horas e horas olhando pra elas, feito um bobo feliz? Eu ainda penso em fazer isso um dia. Mas não sou norte-americano ou europeu, minha vida tem prioridades diferentes no momento.

Eu acho que o Legacy seria uma porta de entrada natural para o Vintage no Brasil. É um formato que reúne o melhor dos dois mundos: toda a competitividade do T2 e do T4, e boa parte do glamour do Vintage, e de uma maneira acessível ao jogador de Magic brasileiro médio. Além do quê, seria até mesmo mais fácil conseguir algum tipo de suporte oficial para o formato, já que não haveria a questão das próteses envolvida. Qualquer loja poderia fazer torneios Legacy sancionados, e queiramos ou não, isso tem um impacto muito grande.

Só que tudo isso é tema pra debate. Um minucioso, longo e exaustivo debate.

Editada em: 11/08/06 11:25:24 por SilverGreen.

xito (10/08/2006 22:35:57)


putz axo ki eu ate viajaria e pagaria R$20,00 pra disputa uma mox, com ou sem proxy.

R$20,00 é ate uma taxa barata pela premiaçao.
eu axo.

Chamelet (10/08/2006 19:09:36)

hahaha, mox de beta... ai ai, tem cada uma.
Bom, os torneios de FDS nos EUA que dão power, Walk, Bazaar, etc, custam U$ 20-30. Eu pagaria R$ 20 tranquilamente pra disputar uma Mox.
Agora, se for sem próteses, vergonha, pizza, vergonha.

Lancellote (10/08/2006 18:05:30)

@ Fernando: Naum estou dizendo que o Vintage precise unicamente da garotada pra se estabelecer, porém os que gostam do formato, sabem jogar o formato, possuem as cartas do formato, esses já têm coisas mais imporantes para pensar e pouco ânimo pro Magic. Veja meu caso, trabalho em 2 empregos, tenho prestações de coisas importantes pra pagar e namorada, qual o meu tempo pro Magic? Qual a minha cabeça pra me dedicar? É preciso que a garotada, que tem mais tempo vazio, se interesse pelo formato, para eles tomarem a dianteira do negócio, primeiro que estão em maior número e segundo que eles que possuem o ânimo necessário.
Concordo com vc sobre o lance de ensinar, mas é preciso cabeça aberta para aprender. Eu disse que eu tirei xerox dos seus artigos e dei pra cada um dos jogadores daqui, passei fins de semana (minha folga) ensinando, explicando, mostrando, para a molecada o Vintage. Mas como mostrar que algo é legal e divertido para pessoas que acham que o formato é estagnado, coin flip e overpower? Essa é a questão!

@ Fuzzy: 25 pessoas jogando Vintage??? Vintage mesmo?? Ou seria Food Chain Goblin, Mono Black, infinidades de Oath, Sligh, Madness, Affinity, e demais decks que naum fazem o formato (exceção do Oath e Food Chain, Fish não conta, pq ele é unpower por natureza)???? Será que esse é o Vintage a que estamos fadados? Faço das minhas palavras oq ue o Fernando sempre diz quando alguém posta um mono U torto: Desmonta isso e monta um Legacy!

FuZzY_No0b (10/08/2006 17:09:59)

Preju na premiação menor? Vc tem N³ de coisa foils e bonitas que eu venderia a alma pra pegar!

Vou te dar um dado novo:

Champs Vintage sem proxys na OZ, pelo menos na semana passada (Me contaram, eu por acaso resolvi não ir!) deram algo em torno de 25 cabeças (Acho que foram um pouco mais!).

Tenta fazer isso, mas se for pegar a Mox, que seja de BETA! ;)

Chamelet (10/08/2006 16:58:06)

Eu não acho que a vida útil do Vintage dependa da moçada nova. Essa é a questão.
Acho q a moçada nova, e eu digo moçada em grande peso, só entra no formato quando ele estiveer estabelecido. Quando o pessoal mais velho falar: "vem jogar o T1 que é muito mais legal", e ensinar. Vc acha q as pessoas começam jogando T2, T4 como? Com alguém ensinando. Quando ela frequenta uma loja e naquele lugar as pessoas tem o costume de jogar o formato X ou Y.
Não é uma questão de mais novos ou mais velhos. Mas de criar um ambiente. E isso é que é difícil.
Mas estamos melhorando, imagino. Vamos ver como sai esse novo semestre de Liga EG, já com 1 reforço e mais alguns prováveis.

PizzaMan (10/08/2006 16:48:20)

Logo logo (espero eu que daqui a uns 2-3 meses) meu CC fica livre e eu vou conseguir pegar algo de fora (aka power).

Dai vou ver se monto um champ valendo Mox aqui no Brasil =D

O duro é que a inscrição vai ficar meio pesada... em torno de 20 reais por cabeça (talvez mais, talvez menos), com premiação de coisas menores pro restante.

Vou tomar preju na premiação menor, mas espero que o Champ pague pelo menos a Mox XD~

Lancellote (10/08/2006 16:26:45)

Pois é, o que eu ando vendo nesse tempo todo, é um medo muito grande de se jogar Vintage por parte da moçadinha. Ainda há preconceitos embutidos e eu juro que tente tirar a maior parte deles, mas é muito difícil quando a mentalidade de se aprender a jogar um formato diferente naum está bem articulada. O que importa é vencer agora, vencer a qualquer preço. Essa é a cabeça deles, cabeça Standardizistas, como disse o Pizza.
Aqui em Slço, onde muita gente naum tem nem Fábrica de Mishra e Espadas em Arados, eu joguei a idéia de fazermos um torneio com inscrição de 12,00, sem limites de proxys e com premiação em cartas para todos os jogadores, inclusive o último... Cartinhas, como essas que vc citou, coisinhas baratas que melhoram os baralhos e tal. Sabe qual foi a resposta? Com proxy eu naum jogo... Daí eu disse, beleza, vamos sem proxys então? Ahhhh, naum, daí vc ganha fácil... Porra, então vamos com proxys, que daí se eu ganhar, vai ser em igualdade de condições em cartas, talvez naum seja em técnica, mas pelo menos dá jogo....
Isso me irritou profundamente, pq o cara naum se contenta em jogar um torneio, mesmo sabendo que se perder todos os jogos, ainda sairá com, no mínimo, 1 set de espadas em arados....
Ou seja, a questão é um apanhado de coisas que imobiliza o Vintage no Brasil e cai no ciclo vicioso que o Fernando disse. Naum há torneios grandes pq naum há players e naum há players pq naum há torneios grandes... Como quebrar esse ciclo? Eu naum sei, juro que naum sei. Talvez seja o que o Pizza disse, que Vintage só tem graça pra galera das antigas, e esses, já se preocupam com várias outras coisas. Como cultivar a moçada nova a jogar Vintage? Seria legal as pessoas que naum jogam Vintage, exporem aqui, seus pontos de vista para que possamos debater e melhorar a situação do Vintage no Brasil.

Takuma (10/08/2006 15:10:49)

Lance, concordo na questao dos formatos, mas pra mim, sempre tem um jeito d um deck incomoda o otro. Beatdown contra tendrills based? se tem verde, oxidize, naturalizar e etcs atrapalham o adversario, veja bem, eu disse t2 com adaptações, quere para o tinker-colosso só na base do shinning shoal fica meio dificil hehe :)
Quanto ao preço d inscrição, é apenas um meio alternativo, vcs estao seguindo por um caminho, o caminho dos 2 pila é otro. Inscrição a 2 reais seria mais pro pessoal ``testar´´ o formato, aprende as malandragens com o pessoal mais velho (pq tem coisa q só se aprende tomando, e medos q só se perde vencendo), e ai o premio nem precisa ser algo graaaande, poderiam começar a ser sets de cartas bem uteis em vintage, um setzin d REB, BEB, STP, etcs, assim poderia se ter os mais novos melhorando seus arsenais, podendo utilizar as proteses para duals/powers/etcs :)

xito (09/08/2006 23:26:12)

muita pena o Vintage nao ter a mesma força que o Standart no Brasil.
eu moro em marilia-SP interior de SP, e eu e meu amigo tamo tentando organiza um camp t1, ate ki tem gente pra joga mas a maioria dos decks é for fun.

e quando eu falo pra eles sobre o uso de proxys, eles falam ki nao vira, nao vale, q fika muito xato.

os decks ki tem mais aki é MB, Goblin, e tem tb um Oath do meu amigo.

mas é muito complicado, pq o pessoal nao tem animo nenhum pra joga vintage, parece ki tem medo do formato.


:/

Lancellote (09/08/2006 18:41:04)



Editada em: 09/08/06 17:41:49 por Lancellote.

Takuma (09/08/2006 18:23:58)

Vintage é algo complicado, tudo q vo dize aki é em minha opiniao, quem n gosta, bate na parede e n enche o saco :D

Vintage é realmente para jogadores antigos, quando começamos, o maior premio q se vislumbrava era ganha o campeonato da galera e leva um armagedon pra casa, hoje em dia, tem criança q começa a joga sonhando em ganha uns 20mil num pt/gp/worlds. Criança q começa a joga estando feliz em gastar 500 reais (pra cima) pra monta um deck t2, tem esperanças d jogar um campeonato gigante, MAS TA SEMPRE NO MESMO LUGAR!
Sou contra t2? Nunca. Acho legal, e mesmo n tendo dinheiro pra comprara as tops, me divirto com as comuns. Mas é o pensamento T2 q afasta uma galera do T1. Pra mim, sao 2 os motivos q colocam o t1 meio pra baxo.

Pensamento T2: O cara qé se auto-sustenta, alta rotatividade d cartas, t2 com certeza tem mais torneios, e isso atrai players, mas boa parte deles joga sonhando em ganhar dinheiro.

Proteses e play lvl: Aqui é um problema na questao d visao. Sem proteses, praticamente qualquer deck t2 com os hates certos tem chances, só q ai n se tem o ambiente mundial, decks t2 sao longe d ser tier 1 em vintage. Com proteses, podemos ter um ambiente mais parecido com os torneios d fora, mas um ambiente mais dificil de qualquer garoto se aventurar.

O q falta sao pessoas com coragem para pegar seu decks t2, t4, t1.5 e jogar, n acreditem quando alguem diz q zoo n tem chance em vintage, é só questao d adaptação. Se o torneio permite proteses, mais facil ainda d adaptar.
Para vcs q estao organizando os torneios, vi q estao tentando faze-los com preços baixos, tentando conseguir um dinhero pra um grande nacional. Penso q é uma otima ideia, mas tentem fazer a 2 reais, com 0-5 proteses, ou melhor, façam uma pesquisa entre os jogadores das lojas pra ver quantas proteses seria melhor :D

Soydioalex (09/08/2006 10:09:25)

Cara eu não jogo apesar que por aqui rolou um champ T1.5 como eu não entendo nada dessas siglas antigas (já que jogo só T2), mas por incrivel que parece apareceram 31 muleques!!! Isso devido a mulecada praticamente não jogar o T2 mas no caso valia tudo né!!!! (pra nós que não temos as cartas tals!, vale tudo), ai aparece um punhado de deck T4 adaptado e tals, mas as estrelas são todas por sua perseverança cara, se a Devir tivesse uma pessoa como vc talvez nosso Magic não estaria na situação vergonhosa que está, eu mesmo que praticamente jogo apenas T2 to cada vez mais desanimado, já que nem boosters rpa comprar se encontra mais :(, uma verdadeira vergonha!

PizzaMan (09/08/2006 09:40:55)

Gastar 50-100 reais num cosplay (sendo que minha namorada costura pra mim) é uma coisa...

Gastar 700 reais numa Mox é outra.

Eu tenho um pouco de dindin.
E gasto com Magic, em especial Vintage/Legacy!
To mandando trazer de fora algumas cartinhas r0x (veja os Rolling Earthquake no meu flog).

To sem $$ por enquanto pra pegar Bazaar, W$hop, P9... :p

Chamelet (08/08/2006 21:30:33)

É a história do círculo vicioso que eu falo. Complicado. As pessoas perdem o interesse pq outras não têm interesse. Aí não tem torneio, pq "não tem ninguém interessado". E, claro, ninguém se interessa pq não tem torneio...

@Lancellote:
É complicado as pessoas desconfiarem assim. Aqui no RJ ninguém nunca falou isso, apesar de eu ter ficado em 1º em todos os momentos do ranking local e de, no ano passado, todas as finais terem a participação minha ou do Vassourada.
É realmente mais difícil introduzir Vintage a jogadores novos. É um universo muito amplo pra quem tá começando. Talvez se vcs fizessem uns Legacy aí pra introduzir, sei lá...
Mas agora teremos EG em Divinópolis-MG. Talvez vcs consigam aparecer lá.
E realmente uma pena o Nacional não ter sido aí. Talvez desse mais gente e desse uma animada na galera. Eu fiz aqui pq precisava acertar tudo com uma certa antecedência.
Enfim, boa sorte com o Magic aí na região. Vê se aparece no próximo Nacional.

Aqui no RJ talvez consigamos crescer um pouco as coisas... talvez tenhamos novidades durante o mês...

@Pizzaman
Ah Pizza! Nem vem com essa história de falta de dinheiro/tempo! Conta pra todo mundo que agora sua vida é o cosplay!!!!!!
Gostei das "tendências Standardistas". Soa uma opção política. E acaba que realmente é.

Lancellote (08/08/2006 15:40:05)

Primeiramente gostaria de pedir desculpas ao Fernando pelas coisas naum terem ocorrido como planejamos no começo do ano. Eu me prontifiquei a organizar a Liga Era Glacial aqui e Minas e falhei miseravelmente, por diversas razões que falarei mais abaixo.
A questão é que eu achei que de onde menos se espera é que se tira alguma coisa... São Lourenço tem aproximadamente 18 jogadores de Magic, desses, apenas 3 têm mais de 20 anos. "E daí?", vcs perguntam... Pois bem, muitos desses jogadores, estão começando a se aventurar no Magic, construindo seu primeiro baralho monocolor (elfos, soldados, tritões), ainda torcem o nariz pra espadas em arados pq dá vida pro adversário e pensam que mox é algo tipo MM´s.
Foi nesse cenário que eu tentei construir algo de Magic na cidade e vi na Era Glacial uma possibilidade bacana de estruturar torneios e um público de magic em São Lourenço.
No primeiro torneio que fizemos, apenas 4 pessoas compareceram, dentre elas 3 jogadores das antigas e 1 moleque. O primeiro impacto era o valor das inscrições, muito alto para o padrão da cidade.... 14,00 para full proxy aqui é como se fosse 50,00 em SP ou RJ. Então fizemos uma alteração no preço para o próximo torneio... Seria algo como 8,00 para 0 a 18 proxys; 9,00 de 19 a 45 proxys e 10,00 para 46+ proxys.
Já no segundo torneio, consegui um espaço muito bom na Casa da Cultura de Slço, conseguindo algo em torno de 6 jogadores, sendo que dos 4 do primeiro, só 2 jogaram o segundo. O nível do torneio foi baixíssimo, tinha elfo, mono blue sem force, suicide torto... Daí tive a idéia de divulgar os artigos do Fernando pra moçada daqui. Xerocava e entregava na casa de cada um os artigos que o Fernando escrevia, tirava dúvidas da molecada, reuníamos todos no sábado pra dar dicas de como montar baralho, conceitos como advantage, tempo, essas coisas todas. Daí vem o pior. Preconceito com as proxys: ao contrário do que o Fernando falou, aqui o preconceito partiu dos mais novos, sob o argumento de que eles naum sabiam nada das cartas antigas e eu e os outros mais velhos teríamos vantagens com relação a isso. Mesmo argumentando que se naum usássemos proxys, eu continuaria com mais vantagens ainda, naum foi capaz de reduzir à resistência da molecada aos xerox.
Mesmo com esse cenário desfavorável, conseguimos fazer o terceiro champ do mês com 8 pessoas, sendo que dessas 4 pessoas que não participaram dos outros dois. Mostrava que estava crescendo. O nível aumentou um pouco nesse torneio, com a presença de 2 Stax, 1 Control Slaver, 2 Oath e 1 Mono U bem armado, isso me animou bastantee confiante pra conseguirmos no mínimo 12 pessoas no próximo. Consigo uma Lan House, com mesas numeradas pra fazermos o quarto champ e aí....
Bem, e aí que compareceram 5 pessoas.... Fiquei chocado e decepcionado, pq a razão que deram para naum participar foi de que eles pagam e naum ganham nada, uma vez que só eu e os outros caras das antigas havia ganho os torneios e a premiação (de 1 a 2 boosters) sempre ficava entre a gente. Ou seja, começou a desconfiança de que estávamos fazendo o torneio pra "roubar" grana dos mais novos. Mesmo explicando que naum era isso, explicando da final nacional, explicando que eu naum tava ganhando nada com aquilo e mais um monte de stress (emprego, namorada, falta de grana) eu resolvi passar tudo pro outro cara das antigas organizar, o Júlio. Passei toda a grana arrecadada, o ranking e coloquei ele em contato com o Fernando. Naum sei o que rolou entre eles, mas acho que o Júlio naum facilitou nada o entendimento entre eles e meio que voltou pra mim a organização. Eu, meio puto com acusações, cheio de coisas pra fazer, devendo carro e a namorada me atormentando, resolvi empurrar com a barriga até o final. Eis que...
Eis que surge a possibilidade fazer a final aqui em SLço. Isso me deu um up e achei que faria o mesmo com o pessoal... Convoquei uma reunião com todos os jogadores da cidade... Mandei cartinha pra todo mundo, sabem quantos apareceram??? 6... 6 míseros jogadores pra conversarmos sobre os rumos da Liga em Slço.. Chegamos ao consenso que jogaríamos sem premiação, com a inscrição a 5,00, todo esse dinheiro revertido pra Liga. E com a possibilidade da final ser aqui, as pessoas acharam bacana e deram uma animada, sendo que...

Sendo que no quinto torneio, 6 pessoas compareceram, os mesmos 6 da reunião... Isso pq liguei pra TODOS os jogadores 1 semana antes, avisando as mesmas coisas que os 6 já sabiam... Acho que esse foi o melhor torneio de nível técnico. Bem, daí surge mais um problema... O Júlio que tinha ficado com o dinheiro da Liga, some no mundo. Estudando em outra cidade e voltando só no fim de semana, ficava muito complicado de falar com ele.
De uma lado o Fernando me pressionando com a grana, os jogadores me pressionando sobre o nacional, eu pressionando o secretário de cultura pra arranjar todas as coisas que o Fernando queria, namorada me pressionando, emprego me pressionando, meu banco me pressionando, eu tava ficando louco e sumi. Sumi do mapa por 1 mês. Consegui falar com o Júlio e ele me prometeu pagar o dinheiro em prestações, uma vez que ele tinha gastado a grana. Naum consegui nada com a prefeitura daqui nas datas que o Fernando queria e o torneio foi pro Rio.
Isso bastou pra matar o Magic aqui da cidade e tivemos que adiar o último torneio por 2 vezes por falta de quórum... Só 3 pessoas pra jogar nas 2 vezes.... Por último conseguimos 4 pessoas pra jogar o último e foi terrível... Ninguém animado, fizeram mais por consideração a mim que por qualquer outra razão.
Melancólico e triste isso tudo... Tanto que naum me animei de ir pro Rio jogar a final por 2 razões: vergonha do Fernando (pela grana e pelo fracasso) e falta de grana pra bancar ida e volta ao Rio...80,00 + despesas. Porém, já apertei o Júlio e ele vai me dar a grana pra eu repassar ao Fernando....
Depois disso tudo, me resta mais uma vez pedir desculpas ao Fernando e torcer para que o Vintage cresça mais no Brasil. Eu estarei pro que der e vier, mas naum dá mais pra organizar Magic aqui em Slço. Estou pensando seriamente em me mudar daqui e torcer pra que alguém organize isso em SP, que estarei dentro.
Parabéns a quem jogou o Nacional... Continuem apoiando o Vintage e contem comigo tb!

Nuclear (08/08/2006 15:37:49)

Bacana o artigo...soh é uma pena que as coisas não ocorreram como o esperado...

Eu jogo desde 4º bb, tendo parado no bloco de tempest e voltado em mirrodin...sempre joguei ffun...nunca fui um player genial, mas jah ganhei vários torneios...

Um certo dia estava olhando minhas cartas e percebi q tinha um monte de dual q não usava...resolvi vende-las pra comprar cartas t2...acho q foi uma escolha acertada, visto q n abri mão de nada e abri uma nova possibilidade...

Hje em dia eu soh jogo t1 se for um champ grande, com mais de 20 players, como o champ da eirpg com cinquenta e tantos players ou o ultimo na devir com 27, q eu soh n joguei pq n esperava q fosse
funfar desse jeito...infelizmente esses torneios acontecem mto de vez em qdo...

Qto ao uso de prótese, nem vou expor meus motivos...vamos entender q simplesmente n gosto e pronto, mas nada contra quem curte jogar com elas...

Qto aos players de SP...se for contar quem realmente joga eternal, tem cartas e tal, acho q o número n supera tanto assim o número de jogadores do rio...a questão eh q as coisas se concentram mais por aki, dando a impressão de que temos mais players...

Na verdade n é isso...o q acontece eh q qdo rola um torneio, joga quem estiver com um deck qqer na mão, ou seja, ninguem se prepara antes pra jogar, exceto aquele pessoal q jah tem uma identidade com o formato...esses 80% a gte n pode considerar pq eles sempre aparecem do nada, como aconteceu no ultimo sabado na devir...

Ahh, e outra coisa, se cobrarem 5 reais pra jogar, o champ jah corre o risco de ter metade dos participantes(os 2 champs citados foram de graça)...

Moral da história: pouquissima gte tem interesse no formato e quem tem ou tinha, como eu, está perdendo este interesse pq realmente eh desagradável ter q ficar procurando de 1 em 1 na porta da devir
um individuo q queira jogar o torneio vintage soh pra fechar 8 players... :/

Ahh, e qto a soh pensar em ganhar...quem nunca dropou em torneio q atire a primeira pedra :p...

Degas (08/08/2006 14:34:39)

Acho muito estranho a não participação dos Paulistas nesse torneio, tipo, penso eu que em São Paulo tem muitos Vintage Players, até porque sampa é o Estado mais rico da nação. Realmente algo precisa ser feito, só espero que não cheguemos ao ponto que coloquemos uma pedra no Vintage e lancemos a última pá de cal.

Ótimo artigo.

PizzaMan (08/08/2006 13:42:30)

Eu já me deparei com a pergunta: O que ta dando errado?!

E vi que o Vintage é o ambiente mais voltado pro for fun. Não existem premiações grandes em nenhum lugar do mundo.
A premiação é o jogo em si, além do tempo que se passa com os amigos.

O problema é que quando uma pessoa tem maturidade suficiente para entender isso, ele passa a ter outras responsabilidades na vida.
Dai acaba que não sobra nem tempo nem dinheiro para Vintage.

Eu mesmo tive de vender todas as minhas powers para pagar contas. Hoje sou praticamente casado, tenho uma casa no meu nome (comprada, reformada e (quase) mobiliada).
Tenho de pagar os moveis, fazer mudança, acompanhar reforma, resolver problemas aleatorios...

Com isso as coisas menos importantes acabam ficando pra tras...

Além do obvio fato de que meus amigos também pararam.

Era muito bom poder ir jogar com o Manowar, o Goiaba, o Chains, o ArchBoo...

Sem eles eu chego no torneio, vejo uma duzia de n00bs xaropes com tendências Standardistas que só pensam em ganhar.

sux...

Fildonius (08/08/2006 11:42:52)

Gostei muito da tua visão à respeito do formato no Brasil. Eu moro aqui no RS, onde Vintage é apenas uma palavra desconhecida nos vocabulários dos jogadores de Magic. Jogo Magic há mais de 10 anos, tenho várias cartas boas pro formato, mas tenho poucas duals e nennhuma P9, pois estas cartas aqui nunca foram vistas, com exceção de uma ou duas pessoas que conheci há muito tempo, e que venderam tudo... Gostaria de participar dos torneios de vocês. Meu irmão mora em SP e quem sabe eu vou pra lá um dia jogar um torneio da Liga Era Glacial, caso tenha um em Sampa...
Aqui no RS, temos grupos pequenos de jogadores que jogam vintage, mas sem próteses (o q na tua visão não se pode chamar de vintage heheheheh), e acaba sendo mais um Magic For Fun por não ter estímulo. Houve uma vez um torneio T1 num domingo na loja de POA que sedia os torneios T2, mas apareceram apenas 8 pessoas (e eu nem fiquei sabendo...). Mas era um torneio sem próteses, e havia um cara com P9 (o Catarina) que mesmo assim conseguiu perder, o campeão foi um MonoU podre!!!
Espero que os torneios fiquem grandes por aí e quem sabe eu poderei pegar um ônibus/avião e ir participar, pois aqui na minha terra isso jamais acontecerá!!
Como tu disseste, as prioridades dos jogadores antigos são outras, e o tempo é curto, logo fica complicado de se dedicar pra organizar algo.
Parabéns pelo artigo e continue assim!!!!!! Espero que os torneios prosperem aí no sudeste...

Um abração à comunidade Vintage Brasileira...

Et_das_Casinhas (08/08/2006 11:08:20)

É o que dá só ter torneio "PREMIER" no Rio,
os jogadores não tem nem lugar para jogar !
Estive lá no dia do torneio pessoalmente até me surpreendi com o número de pessoas jogando T1,para mim não eram tantos, da até pena!
Estarei lá no dia 12 ( no T4) e não me surpreenderei se achar uns 5 jogadores por lá(até pq eu conheço um grupo que joga T2,T3 e T4 por lá e já deu certeza de ir).
Sua disposição é comovente!

Editada em: 08/08/06 10:14:08 por Et_das_Casinhas.

jumanedu (08/08/2006 10:59:19)

muito interessante o retrospecto ...massa mesmo ... parabens pela disposicao .. e pode contar comigo k como combinamos estarei organizando ak torneio e o Nacional do ano k vem ...:)