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[VINTAGE DESVENDADO nº5] O Metagame do T1 atual
Vintage ficou anos e anos abandonado. Por muuuuuuuito tempo, T1 era restrito a jogadores casuais e uns poucos torneios, muito tímidos, e realizados apenas no norte do globo. O interesse era muito pouco, já que eram pouquíssimos os decks que chegavam a ser realmente competitivos. Além do mais, a Wizards parecia te..
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22/06/2008 22:30 - 9.392 visualizações - 40 comentários
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Vintage ficou anos e anos abandonado. Por muuuuuuuito tempo, T1 era restrito a jogadores casuais e uns poucos torneios, muito tímidos, e realizados apenas no norte do globo. O interesse era muito pouco, já que eram pouquíssimos os decks que chegavam a ser realmente competitivos. Além do mais, a Wizards parecia ter esquecido o formato, e não lançava nenhuma carta que realmente afetasse o formato. Assim, estagnado, o T1 foi caindo no esquecimento geral e virando formato de maluco.
Há pouco tempo (cerca de 1 ano, 1 ano e meio), isso começou a mudar. Por duas razões: 1- Proxyes. Não vou discutir mais essa. 2- A Wizards começou a se preocupar com Vintage. Depois do aumento do número de torneios devido ao uso de próteses e a diversas reclamações em fórums gringos do descaso da Wizards com o formato, Mark Rosewater revelou que Mirrodin seria um bloco-artefato, e que eles estavam desenvolvendo cartas especificamente para T1. E, como, vimos, era verdade.
Depois do lançamento do bloco de Mirrodin, o Vintage voltou a existir na prática. O bloco adicionou muitas cartas jogáveis ao formato, proporcionando o surgimento de arquétipos e a atualizaçao de outros. Platinum Angel, Sundering Titan, Pentavus, Mindslaver, Crucible of Worlds, Trinisphere, Thirst for Knowledge, Darksteel Colossus, Duplicant, Chalice of the Void, Goblin Charbelcher...a lista nao acaba.
Com isso, o formato passou a ter uma variedade incrível. Muitos decks novos, uma rotaçao de decks nos Top 8 enorme e uma incrível versatilidade, onde qualquer carta pode ser aproveitada. Como eu disse há alguns artigos atras, até Fabricate foi usado com sucesso.
Hoje, o Vintage tem um metagame diverso, onde todo deck é viável e tudo é possível. Assim, é difícil fazer uma lista de decks Tier 1 nesse formato e essa lista está longe de mostrar todos os possiveis decks, suas pequenas diferenças e possibilidades, mas é apenas uma lista dos mais conhecidos, ou seja, aqueles decks que voce tem que conhecer e estar preparado para enfrentar.
Agora, com Trinisphere restrita, o metagame vai mudar muito. Decks que deixaram de ser viáveis voltarão a sê-lo. Mesmo assim, dada a proximidade da restrição e a falta de dados sobre torneios sem Trinisphere, os decks de Stax ainda constam nessa relação. Assim, todos poderão entender o formato como ele era e tentar prever como ele será.

Decklists:
3C Control / 4C Control
Há alguns anos, o melhor deck disparado do formato era um chamado Keeper. Era um deck de controle com 5 cores, que se utilizava de todas as cartas-utilidade possíveis e imagináveis para controlar tudo, e então matava com Morphling, geralmente. Acontece que o formato ficou muito rápido para o tal Keeper, e ele foi desbancado por um deck chamado TNT, que basicamente consistia em jogar grandes criaturas artefato no cemitério (Phyrexian Colossus, Juggernaut etc) e animás-las com Goblin Welder. Keeper também tinha problemas com Suicide Black e outros decks rápidos.
O 4CC foi desenvolvido para superar esses problemas. Substituiu os Morphling pelo versátil Exalted Angel, o que permitiu o deck virar "aggro" quando interessasse; e por Decree of Justice. Ainda por cima utiliza como draw principal o sensacional Skeletal Scrying (uma das principais mudanças do Keeper p/ 4CC).
O verde se provou inútil para o deck e sua remoção deu mais consistencia de base de mana a essa versão. Depois de dominar o metagame por um breve período, perdeu muita da sua força com o lançamento de Crucible of Worlds, que desestabilizou por completo sua base de mana.
Recentemente, uma versão se 3 cores ficou em 4º lugar no SCG Power 9. O uso de 4 Meddling Mage e a remoção do Exalted Angel são as principais mudanças em relação à versão antiga.
De qualquer modo, o deck nunca sumiu dos Top 8 e, por sua versatilidade, sempre vai aparecer em torneios.

7/10
Esse é um filho hibrido do antigo TNT com os novos decks de prison. Consiste basicamente em colocar um Sundering Titan em jogo (via Goblin Welder) e destruir a base de mana do oponente (O Titan dá o nome do deck com seu poder e resistência). Muito rápido e poderoso, abusa de Thirst for Knowledge (assim como muitos decks de hoje). Perdeu um pouco de sua força muito recentemente dada a melhoria da base de mana da maioria dos decks para ter melhores chances contra Crucible+Wasteland.

Affinity
Sim, isso funciona até aqui. Eu não preciso explicar como esse deck funciona né? Só preciso dizer que foram acrescentados
oubos como Ancestral Recall, Tinker, Tolarian Academy, Mishra`s Workshop, Yawgmoth`s Will, etc. Há, e Skullclamp ainda é legal em Vintage. Mesmo assim, o Affinity sofre no metagame e não é, nem de longe, Tier 1. Tudo isso por causa do imenso hate contra artefatos no formato em forma de Null Rod, Rack and Ruin, Hurkyl`s Recall entre outros.

Belcher
Goblin Charbelcher é uma das mais originais kills de decks de combo. As diversas versões variam entre 2, 1 e 0 (isso, zero) lands, utilizando toda a aceleração do formato via artefatos para dar um Belcher 1º ou 2º turno e Tchau! Sem lands no grimório (pegas via Land Grant), o Belcher simplesmente mata em 1 ativação.
Tem muitos problemas para se estabilizar em Top 8 por causa de Null Rod, 3sphere e Chalice of the Void, que simplesmente acabam com as chances de vitória do deck. É, hoje, Tier 2 com certeza, mas com a queda de Trinisphere, pode voltar com força máxima.

Control Slaver
Aqui eu iria me perder em 376 versões de um dos decks mais fortes do formato. Consiste na mesma fórmula de outros decks de Goblin Welder: jogar artefatos grotescos no cemitério e reanimá-los. A diferença aqui e que o que vem é um Mindslaver, muitas vezes junto de um Pentavus ou de Crucible+land artefato, tornando sua escravidão mental permanente. Uma outra maneira de jogar o Slaver é atraves de Mana Drain o que torna o lock mais rápido do que voce pode imaginar. Sem contar que apenas uma ativaçao do Mindslaver, contra a maioria dos decks, é jogo ganho, portanto o lock infinito é opcional.
Muito consistente e com um draw engine dos mais absurdos, principalmente nas buils com Intuition, é um dos melhores decks do formato atualmente e o único deck de controle viável antes da restrição de Trinisphere.
Apesar de tudo, é extremamente difícil de pilotar e qualquer desavisado vai perder pra si mesmo quando jogar com isso pela primeira vez.

Doomsday
Surgiu logo apos a des-restrição de Doomsday. Consiste em dar um Doomsday rápido com a seguinte stack: Ancestral-Black Lotus-Dark Ritual-Mind`s Desire-Beacon of Destruction, precisando apenas de UB livres após o Doomsday para ganhar. De preferência voce terá uma Chromatic Sphere na mesa quando der o Doomsday para poder ganhar no mesmo turno, sem precisar esperar para comprar o Recall.
Como matar? Se você nao viu ainda, é bastante simples: (Com UB na pool) Dá o Recall (B na pool). Compra Lotus, Ritual e Desire. (spell count:1). Usa a Lotus e o Ritual (spell count:3)(UUUBBB na pool). Dá o Desire, que terá 4 cópias no total. A única carta no seu grimorio é o Beacon. Você dá ele e ele é re-embaralhado no seu grimório, sozinho. Isso se repete 4 vezes e surpresa: seu oponente tomou 20 de dano.
Muito consistente, permite ao jogador escolher quando vai matar, já que não depende de 10 magicas em 1 turno, mas apenas de um Doomsday bem encaixado.
É um dos decks de combo preferidos, já que pode ser facilmente montado com 5 proxies.

Dragon
Esse é um dos mais rápidos decks de combo do metagame. E também o mais vulnerável. Consiste em jogar um Worldgorger Dragon no cemitério e reanimá-lo via Animate Dead, Dance of the Dead e Necromancy. Com isso, o jogador irá gerar mana infinita e poderá usar seu Bazaar of Baghdad ou Compulsion até achar um Ambassador Laquatus e jogá-lo no cemitério, reanimando-o e deckando o oponente. Versões mais novas usam Eternal Witness para comprar o deck todo e matar de deck com Ancestral Recall.
É extremamente vulneravel pois qualquer remoçao de cemitério acaba com o loop, assim como um Blue Elemantal Blast ou uma Swords, ou um bounce qualquer.
Mesmo assim ainda faz Top 8 no mundo todo. A única razão para isso são os 3 Xantid Swarm que impedem que seu oponente pare seu combo. É muito rápido e consegue sair das situações mais adversas e é hoje o deck de combo que faz mais Top 8.
(obs: pra quem nao entendeu o combo:
Reanima o Dragon. Quando ele entra em jogo, remove todas as suas permanentes de jogo. Com isso, ele remove o Animate Dead também e, portanto, morre. Todas as suas permanentes voltam pro jogo, desviradas. Vc usa todas elas e, com o Animate Dead recém entrado em jogo, reanima o Dragon novamente e assim por diante. Quando tiver mana suficiente, anima o Laquatus e decka o oponente. Com Eternal Witness você dá o Animate no Dragon até a Witness e mais algum Animate estarem no cemitério. Aí você anima a Witness, volta um outro Animate pra mão e dá um Animate no Dragon de novo. Em cada ciclo vc pode voltar uma carta pra mão, pois a Witness vai ativar. Junto com Bazaar, vc pode colocar seu deck todo na mão. Assim, vc pode dar infinitos Ancestral Recall no seu oponente e matá-lo de grimório, sem medo de Gaea`s Blessing. Ah, algumas versões usam Memnarch pra roubar seu Platinum Angel e/ou sua mesa toda antes de ganhar).

Fish
Ah, o famoso Fish. Hoje tem várias versões em combinações de Azul e Vermelho, Verde e/ou Branco. A original (UR) joga com
Lavamantes, Cloud of Faeries, Spiketail hatchling e, dependendo, Pausa. É um deck muito conceitual, e trabalha num dos mais antigos conceitos de Magic: Tempo. Ganhou as versões com verde pra Jibóia e branco pra Meddling mage e Swords. Ainda é uma boa opção, mas tem tanto hate contra que é muito difícil levar o deck pra um Top 8. É outro que pode ter a sorte mudada com a restrição de Trinisphere.
(obs:O nome vem de decks de Merfolk antigos, principalmente da época de Máscaras de Mercádia. Hoje não usa sequer 1 Merfolk, mas o nome ficou...)

Food Chain Goblins
Consiste em baixar muitos goblins através de Goblin Recruiter, Ringleader e Warchief (você dá um Recruiter e pega vários goblins, sendo que a cada 4, bota 1 Ringleader). Depois de colocar milhares de goblins na mesa, você baixa um Piledriver e, como todos têm ímpeto, bate com tudo. Uma kill alternativa é o Goblin Sharpshooter + Skirk Prospector. Tudo isso ajudado pelo maravilhoso encantamento Food Chain. Assim o deck tem mana suficiente para combar rapidamente, antes de qualquer esboço de defesa do oponente. Sem contar o estilo de matar com um deck de goblins.
FCG já foi muito famoso, mas hoje em dia tem sido cada vez menos jogado, dado sua vulnerabilidade a muitos tipos de hate no ambiente. O aumento de Disenchants complica a kill via Food Chain, o que atrasa o deck em muito. Além do mais uma Swords bem dada ou um Mindslaver, ou até um countar bem usado podem atrapalhar o deck muito mais do que qualquer outro deck de combo do ambiente.

Landstill
Esse é mais um "Chato.dec". O nome já diz tudo: "Sim, eu mato com LANDS". O deck usa Standstill, Nevynirral`s Disk, Swords, Akroma`s Vengeance, etc, pra tirar tudo da mesa e matar com Faerie Conclave e Mishra`s Factory.
Já deu pra ver que, contra um deck que planeja matar lá pelo 20º turno, todo jogo vai ser muito chato, né?
O incrível é que esse deck, num formato rápido como o Vintage e com um clock de 20 turnos, tenha conseguido ficar em 2º lugar no último SCG Power 9.
É consistente e difícil de bater, mas tem os mais longos jogos de todos...

Longdeath
É, hoje, o pior deck de Tendrils of Agony entre os 3 existentes.
É descendente direto do Long.dec. (Aquele dos 4 Burning Wish e 4 Lion`s Eye Diamond), substituindo os 4 Burning Wish por 4 Death Wish. Já deu pra perceber que não é a mesma coisa né?
Com a entrada de Portal no T1, creio eu que uma versão desse deck com 4 Grim Tutor no lugar dos Death Wish seria uma excelente idéia. É esperar pra ver.

Meandeck Tendrils
Esse é o contrário do Landstill. Ou ele ganha nos 3 primeiros turnos, ou já perdeu.
É um dos mais incríveis decks já montados, pois tem 60-70% de chances de matar no 1º turno (sem intervenção do oponente). Apear disso, tem 10% de chances de SE matar no 1º turno...
Muito consistente, joga em cima de Spoils of the Vault para achar suas peças principais.
É muito perigoso, mas até a restrição de Trinisphere era considerado inofensivo. Alguns acham queele pode vir a dominar alguns torneios, mas eu acho difícil, já que um Chalice of the Void de 1 acaba totalmente com seus planos de vitória.

Mono Blue
Desde os primórdios de Magic o deck mais chato de todos. Pra se jogar contra, claro. Mono-Blue tinha sumido completamente do formato devido a Duress, ao fato de Morphling ter sido rebaixado a 2º lugar no ranking de criaturas pelo Psychatog e à velocidade do formato, que não parava de crescer. Na verdade, Mono-Blue sumiu do topo exatamente quando o Gro-a-Tog (aquele com 4 Gush) se glorificou. Depois que Gush foi restrito e Fish ascendeu, Tog deu uma diminuída de ritmo. Mas não foi por isso que Mono-Blue voltou, e sim por causa que uma de suas cartas qeu, de repente, se tornou muito boa: Ilha.
Isso mesmo. O fato de usar só terrenos básicos (fora wasteland, strip mine e LoA), e ainda por cima, ter 3 Back to Basics maindeck fez o deck-mala voltar à ativa. E continua com a mesma fórmula de antes: Counters, Powder KeG, Ofídio e Morphling. A única adição real de Mirrodin pra cá foram os Chalice of the Void, imprescindíveis para o deck conter decks mais rápidos e ter que anular menos coisas com outros.
Apesar de ser mais chato que o poodle da minha vizinha, é um deck consistente e forte. Mas como qualquer control puro, é muito vulnerável a um bom jogador, que faz aquilo que interessa cair. (ah, acho que Landstill compete de igual para igual no quesito chato.dec)

Oath
Esse surgiu depois de COK por causa de uma carta que o tornou viável: Forbidden Orchard. Oath sempre teve problemas no T1 por que T1 simplesmente não tem muitas criaturas e, se o oponente joga com criaturas, ele pode segurá-las até se livrar do Oath.
Depois do lançamento de Orchard, isso se tornou impossível. Muita gente tentou montar o deck de Oath perfeito logo apos o lançamento de Kamingawa. A maioria das versões era com Darksteel Colossus. Até que num dos maiores torneios de Magic dos EUA (SCG), 4 Oath apareceram no Top 8. Todos eles jogavam com Akroma + Spirit of the Night de kill e com uma estrutura de Mono-Blue, cheia de counters e Draws. O deck fez tanto sucesso (e ainda faz) que todos os decks hoje tem que ter resposta para encantamentos se quiserem sobreviver. E olha que no T1 nunca ninguem usa remoções de encantamentos. Foi uma mudança brutal.
O susto foi tão grande que no torneio seguinte todo mundo foi preparado. Todos os Oath presente foram destruídos por cartas como Ray of Revelation, Engineered Explosives e, claro, o bom e velho Disenchant (na forma de Selo da Purificação).
Mesmo assim, é ainda uma otima opção e um dos melhores decks do formato. Rápido e consistente.

Psychatog
Esse é outro que tem zilhões de versões. UBR, UBG, UBRG...bla, bla. Foi O deck antes de Gush ser restrito (na verdade, uma variante dele, com Quirion Dryad, chamada Gro-a-Tog). Hoje ainda é um deck forte e está sempre presente. Sua viabilidade se dá basicamente pela existencia de Cunning Wish, Berserk e Fling, dependendo da build. Abusa de Intuition + AK (+Deep Analysis) o draw engine mais absurdo da atualidade. Foi quase destruido pela ascensão de Fish, Stax e Oath (mirror match de Intuition+AK é um saco) mas depois de Fish ser contornado pelo metagame e Trinisphere ser restrita, voltou a ser viavel.

Stacker
Um dos decks de MWS. Usa o famoso rio profano Trinisphere + Crucible of Worlds + MWS. E um deck de agressivo que se utiliza de Juggernaut`s rápidos, seguidos de Welders, 3spheres, Thirst for Knowledge, Crucibles etc. Muito rápido, tem como principal arma o ganho de tempo proporcionado por Mishra`s Workshop, principalmente junto com 3sphere.
Muito forte, tem inúmeras versões, que variam na utilização de algumas cartas (alguns com Welder, outros sem. Uns com tangle Wire, outros com Sphere of Resistance. Teve até Illusionary Mask + Phyrexian Dreadnought na mistura) e no número de cores (UR ou 5-color). Era um dos decks dominantes do formato até a restrição de Trinisphere.
A grande diferença entre ele e o Stax é o uso de Juggernaut`s e Su-Chi`s, tornando-o mais "beatdown".

Tools n` Tubbies (TNT)
Foi o deck que desbancou o Keeper. Sumiu por muito tempo, mas voltou depois de Mirrodin. A grande diferença em relação ao Stacker é o uso de verde e Survival of the Fittest para jogar os bichos no cemitério e reanimá-los. Com algumas mudanças, tem a mesma base de outros decks de MWS: 3sphere, Crucible e Wastelands.
Não é tão agressivo quanto Stacker pois usa mais cartas não-artefato e, portanto, não abusa MWS tanto quanto devia. Isso é agravado pelo fato de Survival demandar bastante mana verde para ser rapido, o que acaba atrapalhando a velocidade do deck.
Já foi o melhor deck do formato há muitos anos. Hoje não aparece em nenhum Top 8. (obs: Survival é MUITO lento pro formato).

TPS
Existem basicamente três versoes de decks de combo com Tendrils como main-kill. Esse, o LongDeath e o Meandeck Tendrils. A diferença entre eles é que Long Death é o filho bastardo daquele deck absurdo que eu falei em vários artigos: o Long.dec. E por isso, é um deck que planeja matar o mais rápido possível. Assim como o Meandeck Tendrils.
A grande diferença entre TPS e Long Death é que TPS não planeja matar nos 2 primeiros turnos, mas sim, preparar a kill por uns turnos e aí partir pro abraço. Isso torna TPS menos vulnerável a disrupts como CotV e 3sphere. Muito mais consistente que Long Death, é o unico deck de combo-Tendrils que ainda faz Top 8, graças a belezuras como Hurkyl`s Recall e Rebuild.(tá, o Meandeck Tendrils fez um Top 8 em Waterbury, mas foi só isso).

Trinistax
E pra terminar, o deck que já não existe mais.
Mais um arquétipo que usa MWS e que tem milhões de variantes. Diferente de Stacker, este é um deck de "Prison", ou seja, que contém componetes daqueles que afetam todo mundo para lockar ou atrasar o oponente enquanto baixa muita coisa.
Esse tipo de deck surgiu ha muito tempo, com um lock antigo que envolvia Winter Orb+Icy Manipulator+Relic Barrier. Avançou para o uso de Sphere or Resistance + Smokestack + Tangle Wire. Mas apenas começou a brilhar com o bloco de Mirrodin, que lhe deu suas principais armas: Crucible of Worlds, Trinisphere e Chalice of the Void. Muito consistente, tende a baixar 3sphere no 1º turno com freqüencias absurdas, normalmente seguidos de Crucibles ou Smokestack, o que significa game-over.
A grande variante entre suas builds está em 2 fatores: o uso de apenas 2 cores (UR) ou 5 cores e a escolha entre Meditate ou Thirst for Knowledge. Essas escolhas dependem do metagame de cada área. Se confunde muito com Stacker, mas a diferença está no uso de Smokestack`s e outros locks, enquanto Stacker usa Juggernaut`s para bater e acabar com o jogo logo.
Foi o deck que causou a restrição de Trinisphere. Deve tentar substituí-la pela Sphere of Resistance, mas nunca vai voltar a ser o mesmo.

Decklists aqui!

Bom, é isso. É bom lembrar que esses são apenas os decks mais famosos. Vintage é o formato que mais permite o sucesso de decks novos, pois o elemento surpresa é crucial. O melhor deck no T1 é sempre o que for melhor preparado para o ambiente onde joga.
O sideboard também é muito importante e cada decisão sobre 1 carta pode definir sua presença ou não entre os primeiros. Portanto não se limite a esses decks. Existem muitas cartas que ainda não foram potencializadas no formato e que, a qualquer momento, poderão dar lugar a um novo deck.
O mais importante desse formato é que não importa seu estilo de jogo, sempre vai haver um deck que você gostará de jogar e sempre, sempre será possível torná-lo um deck competitivo e, por que não, vencedor.
Portanto assimile essa lista, entenda o funcionamento dos decks e o porquê das escolhas. Se alguma carta está em uma desses decks é porque ela mereceu seu espaço.
Depois de entender minimamente como funciona o formato, escolha seu arquétipo e mãos a obra! Você não vai se arrepender!
Comentários
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(Quote)
- 22/06/2008 22:30
Nooossa, muito bom o artigo! Sei que já tem 3 anos mas é bom para conhecer o formato melhor!

Achei um tópico no Decks que tinham as deck lists do artigo, mas ele está dando a mensagem "Você não tem acesso a este tópico." não sei porque. Alguém saberia me informar onde posso ter acesso a estas deck lists?

Ao autor: parabéns pelo ótimo artigo mais uma vez!
(Quote)
- 31/03/2006 13:24
Muito bom esse artigo.Conheci um monte de decks que nunca tinha ouvido falar antes.
Merece 5 estrelas.
(Quote)
- 19/07/2005 22:28
axei mto bom o artigo, flou bem sobre os decks e eu adoro decklists, mas bem q podia ter usado o gerenciador d decks msmo pq copiar tdos akeles decks no MWS eh fod*, com o gerenciador era soh baixar. na proxima naum esquece disso, mas o artigo tah mto bom, parabens
(Quote)
- 27/04/2005 17:46
Muito bom artigo, mostra algumas opções de T1, muito pouco procurado e talvez dê um incentivo pro pessoal jogar o formato. Só acrescentando que não á uma receita em T1, vc monta o deck como quiser, basta ter uma boa idéia. Por isso gosto, e só jogo T1.
(Quote)
- 15/04/2005 09:38

NOME_EM_INGLESDoomsday[/carta]

Faça um deck d 5 cartas e tome metade da life.

Top de Ancestral/Lotus/Crypt/Desire/Beacon of Destruction.

4 Spells = GG

Entendido? Não, neh... sou péssimo nisso...

Ah sim, o artigo!

Realmente, adorei toda a série (espero q ainda tenha mais...), mas esse em especial eu gostei mais, especialmente pelo "jogo de adivinhação" do futuro do vintage...

Só não foi 5 pq eu não gostei muito de algumas listas q, na minha opinião estavam horríveis (por mais q eu saiba q foram copiadas de alguns sites gringos...), mas msm assim vc está de parabéns!

PS: Adorei a idéia do Dicionário.

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