Modern Deckbuilding - Remoções!
16/09/2016 06:26 - 6,552 visualizações - 12 comentários

 

Olá Pessoal! Hoje temos a série: Modern Deckbuilding. 
Para aqueles que perderam o ultimo da série.
Lembrando que o artigo da semana passada foi sobre o Abzan.


Lembrando que esse é um artigo baseado nos livros Next Level Magic e Next Level Deckbuilding, do Patrick Chapin, com uma releitura para o cenário modern. Recomendo que leiam os livros!
 

Como sempre, me deem o feedback sobre o texto! o que curtiram ou não curtiram. Onde e em que melhorar, isso faz com que possa melhorar o conteúdo futuramente!

 

Vou parar de enrolar e vamos nessa!

 

"O conceito de remoção é conhecido e relativamente simples: remover algo que esteja nos atrapalhando."
 

Antigamente, numa época remota, quando nem existia o Modern, o trabalho de escolher as remoções era bem simples. Existiam poucas removals boas e todos jogavam com elas. Criaturas não eram tão fortes, logo não era necessário uma grande quantidade de remoções para elas, ou uma quantidade de decisões tão grande. Você tinha uma remoção e o oponente uma criatura, bastava usá-la.
 

Vivemos num mundo muito diferente agora.
 

 

Após vários anos e edições, os jogadores tem acesso a uma pool muito maior de cartas e uma quantidade enorme de permanentes para ganhar vantagens. As criaturas de hoje são muito melhores que as do passado, por exemplo. Também temos artefatos, encantamentos, planeswalkers e até mesmo lands que podem dificultar nossa vida dando uma vantagem de jogo para o nosso oponente a cada turno que estiver na mesa.
 

Mas além de permanentes, ao longo dos anos ganhamos remoções condizentes para o que poderia nos trazer problemas. Um mix muito grande de remoções, e as melhores opções mudam conforme o formato se encontra.
 

Por exemplo, Lightning Bolt é conhecido como um dos melhores, quiçá, o melhor removal do Modern, porém, em um ambiente de Thought-Knot Seer, Reality Smasher e Drowner of Hope, ele não é tão forte assim. Num ambiente desses, algo como Path to Exile e Terminate são melhores sem pestanejar. Porém, se o formato volta a mudar e aggros voltarem ao topo, mais uma vez Bolt volta a ser top tier removal.

 

Nem todo deck precisa ser capaz de remover todo tipo de permanente. Algumas vezes não precisamos remover nada. Não tem remoções para planeswalkers? Você pode tentar mirar suas criaturas nele. Não consegue remover um equipamento? Remoção de criatura pode ajudar a não deixar nada equipado. Não consegue remover encantamentos? As vezes a melhor maneira de removê-los é atacar para 20 (o famoso, "apenas ignore"). 
 

Alguns decks, como o Jund, vão utilizar toneladas de remoções. Já outros, como um G/W aggro, white weenies, e mesmo zoo's, podem jogar com poucos ou talvez nenhuma remoção. Entender a força e fraqueza de cada cor, os tipos de remoção que temos acesso, quando e em que utilizá-los, são skills importantes para termos na hora de montar o seu deck e prepará-lo para o ambiente.
 

Escolhendo a arma certa para o serviço
 

Hoje temos uma seleção enorme de remoções, seja se quisermos versatilidade, eficiência, poder ou custo baixo.
 

Por exemplo, imagine que falta um slot para terminarmos o nosso deck e queremos colocar uma remoção nesse slot. Se precisarmos de tempo no early game contra um oponente com vários 1 drops, Lightning Bolt, e até mesmo Seal of Fire, podem ser atrativos. Por outro lado, se já temos interações baratas o suficiente e estamos buscando algo mais bruto, podemos ir de Maelstrom Pulse, por exemplo.
 

Uma boa maneira de se guiar na hora de fazer esse tipo de escolha é se fazer a pergunta:
 

"eu preciso de velocidade ou poder?"
 

A resposta pode vir das maneiras mais diversas dependendo do deck que estamos utilizando e do metagame que pretendemos enfrentar. Geralmente, para controles, quando jogamos contra aggros, preferimos velocidade, contra outros controles preferimos poder. Os aggros por sua vez, querem mais força contra outros aggros e contra os controles querem continuar rápidos. 
 

Os midranges, por sua vez, precisam ver em que situação se encontram e decidir se você é quem é o agressor ou o control da match. A famosa pergunta “Who is the Beatdown” geralmente nos ajuda na hora de guiar o nosso deckbuilding e como nos comportar nas matchs.
Versatilidade
 

Primeiramente, uma carta ser mais versátil não significa necessariamente que ela é menos eficiente. As cartas de magic tem um enorme espectro de opções na hora de montarmos um deck. Oblivion Ring, por exemplo, é muito mais versátil que Rebuke, apesar de custarem o mesmo. Enquanto não podemos afirmar que uma é estritamente melhor que a outra, podemos avaliar que para decks construídos uma é muito mais utilizável que a outra.
 

Algumas vezes temos que decidir entre opções que nos levam a dois caminhos muito diferentes, por exemplo, se estivermos em dúvida de Dead Weight vs Oblivion Ring, que obviamente vão mudar o sentido que o deck poderá rodar. Ao passo que outras escolhas serão mais sutis, por exemplo, decidir entre Doom Blade e Go for the Throat.


Com Doom Blade e Go for the Throat, nós temos escolhas que funcionarão da mesma maneira em cerca de 90% das matchs. Qual desses será de fato melhor varia de semana pra semana dependendo do meta. Em um meta recheado de Affinitys, Doom Blade será a melhor opção. Se o que estiver em alta forem decks com criaturas pretas, como um Jund ou Abzan, seria melhor ter o Go for the Throat no deck. 
Quando estamos cara a cara com duas opções que são tão perto nas porcentagens e não temos certeza qual será o melhor para o meta, pode ser uma boa ideia utilizar um mix delas. Por exemplo, se tivermos 2 slots para essas remoções, utilizar uma de cada. Assim contra um Affinity, teremos apenas 1 carta morta e não duas. E contra um Jund/Abzan, podemos utilizar a Doom Blade em um Tarmogoyf e guardar as Go for the Throat para os Dark Confidant e Grim Flayer, evitando que tenhamos cartas mortas no game. Essa estratégia de mix, não tenta maximizar o poder de sua lista de acordo com o ambiente e sim minimizar a chance de “dar ruim”.
 

Outra escolha que nos vemos muitas vezes tendo que escolher é entre uma remoção baseada em dano e uma remoção pura de criaturas, como um Terminate. Burn Spells, não são apenas para os aggros, mas eles são extremamente eficientes em resolver criaturas pequenas, dar danos em planeswalkers e ainda nos ajuda a mudar a postura de jogo caso decidamos ser o aggro da partida.
Por contraste, cartas como o Terminate geralmente são melhores quando se trata de resolver criaturas grandes. É importante ser cuidadoso na hora de dar os alvos de suas remoções. Seus oponentes provavelmente terão um lequ muieto grande de criaturas, gastar seu Terminate em um mana dork pode te complicar quando chegar um Knight of the Reliquary. Logo, acertar as remoções é essencial e para fazer isso devemos conhecer os decks presentes no formato.

 


 

Outra hora em que pensaremos em “versatilidade vs Eficiência vs velocidade” é quando construirmos nossos sideboards e temos que decidir o que utilizaremos para resolver um problema que talvez nosso deck não consiga lidar tão bem. Por exemplo, caso precisemos de remoção para artefatos vindo do nosso side, vamos nos deparar com escolhas como Rakdos Charm (versatilidade), Creeping Corrosion (eficiência) e Ancient Grudge (velocidade).
 

Qual dessas devemos escolher? Depende muito para que vamos precisar desta remoção.
 

No modern atual, vivemos um momento de decks extremamente rápidos e eficazes no quesito “te matar rápido pra CAR$#@#!”, logo, os sideboards atuais preferem utilizar as cartas de velocidade e algumas de versatilidade para completar os slots. Caso existam matchs impossíveis de serem ganhas sem medidas extremas, algo com eficiência e velocidade é o caminho (como por exemplo um Rest in Peace contra um dredge).
 

Quando devemos fazer esse tipo de escolha, tanto para main deck quanto para o sideboard, é importante nos perguntarmos coisas do tipo:
 

- O que estou tentando fazer?
- O formato exige versatilidade?
- Em determinada match eu preciso ter velocidade?
- Que sacrifícios da minha lista vou ter que fazer para resolver esses problemas?

 

Antigamente em uma terra de cartas como Winter Orb e Stasis era necessário ter remoções de encantamentos e artefatos main deck. No modern atual podemos nos virar sem eles no main. 
É preferível ter um deck que siga um simples plano de agressão, bem singular a ponto de poder ignorar o que o oponente faz, ou então um deck que tenta resolver os problemas, e para isso precisamos de cartas mais abrangentes o possível. Cartas que nos livram de problemas antes deles nos atingirem como descartes e counters costumam ser boas pedidas quando queremos resolver problemas.
 

Adendo
 

Nem todo problema precisa ser resolvido em termos longos. Um “bounce” ,por exemplo, é uma maneira de resolver problemas temporariamente. Se isso te der o tempo suficiente para mover o jogo para uma posição de vitória então não importa se você matou ou não aquela criatura.
 

Outra coisa importante a se considerar nos bounces é a versatilidade no quesito proteger suas próprias criaturas contra remoções dos oponentes. Se fizermos isso associado à criaturas com habilidades ao entrar ao jogo, teremos um valor ainda maior para os bounces.
 

Keep it or Mull it
 

Link da semana passada
 

Minha resposta:
 

Estamos em uma match muito ingrata. É difícil abrirmos uma mão que adoraríamos nessa match ( no meu caso seriam 3-4 lands e 3 Collected Company). Essa mão que temos é basicamente o que o Jund quer. Temos os dorks para comer os Lightning Bolt dele e um descarte pode coroar nosso travamento. 
Ainda por cima, sabemos que ele utiliza Grim Lavamancer o que pode piorar ainda mais a match caso ele resolva um. 


Tendo tudo isso em mente, a mão é ruim, porém mulligar pode piorar ela ainda mais. Temos uma quantidade considerável de dorks para que eles apareçam na mão de 6 cartas e uma carta a menos facilita a vida dele para nos travar. Então temos que aceitar que a match será difícil e keepar essa mão.
 

Veredito: keep, e reza pro cara zicar!
 

Para essa semana:
 

Abzan- LSV & PV
15838 visualizações
07/09/2016
R$ 4.981,04
R$ 6.968,63
R$ 14.071,39
15838 visualizações
07/09/2016
Visualização:
Padrão
Cor
Custo
Raridade
Visual
CMC
Comprar Deck
Criaturas (14)
3  Hierarca Nobre 152,99
4  Esfolador Macabro  24,99
2  Lodo Necrófago  9,45
4  Tarmogoyf  169,99
1  Anafenza, a Principal   4,05
Planeswalkers (4)
4  Liliana do Véu   275,00
Mágicas (18)
4  Caminho para o Exílio 19,82
3  Capturar Pensamento 46,75
3  Inquisição de Kozilek 16,00
1  Brutalidade Coletiva  53,54
2  Denegeração Abrupta  8,00
4  Almas Penadas  0,80
1  Talho Assassino  0,12
Artefatos (2)
2  Bijuteria de Mishra 18,00
Terrenos (22)
4  Catacumbas Verdejantes159,90
3  Exaustor Trópego4,00
1  Floresta0,00
1  Jardim do Templo19,95
2  Lodaçal do Crepúsculo19,00
1  Pântano0,00
1  Planície0,00
3  Planície Pantanosa136,22
1  Sacrário Ateísta33,00
2  Tumba Abandonada23,49
3  Urzal Ventoso34,90
60 cards total

Sideboard (15)
1  Explosivos Fabricados 79,75
2  Extração Cirúrgica 169,90
1  Brutalidade Coletiva  53,54
1  Perseguição Fervorosa  0,20
2  Silêncio Pétreo  22,00
1  Liliana, a Última Esperança   195,62
3  Mago Fulminador   29,98
1  Pulsar do Maelstrom   14,27
1  Danação   65,00
2  Gideon, Aliado de Zendikar   28,90

 

Estamos utilizando a lista do mundial do LSV e estamos contra um deck desconhecido. Estamos no draw e abrimos a seguinte mão:
 


 

E aí ? keep it or mull it?
 

Bem galera, era isso que eu tinha em mente para hoje! Espero que vocês tenham curtido e caso queiram deixar uma opinião eu estou sempre aceitando para poder sempre melhorar o conteúdo aqui para vocês! Podem continuar mandando Inbox ou comentar aqui no texto mesmo que eu vou ler! 

 

Aquele abraço e até semana que vem! 

 

 


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Comentários

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VIP OURO Derkarus (19/09/2016 21:03)

Lingering Souls na 2, 3, 4 e 5?

Keeeeeeep!!

morgoth_lotr (16/09/2016 17:21)

Verdade. Corrigi o Blitkun e fiz o mesmo erro (apesar de que tenho 1 draw a mais pra comprar o land que preciso).

Fica mais difícil... mas ainda assim eu acho que keepo. Hierarca, souls e Lili são muito fortes em mtos matches.


Se for Tron eu vou perder de qualquer jeito... Não tem mta saída.

neimonteirolf (16/09/2016 17:01)

Keepo

Mesmo sem descartes e removal acredito que é uma mão que pode lidar, ou lidar temporariamente contra qualquer deck. O fato do oponente começar pode lhe dar muita informação e ditar como será a ordem de suas jogadas....ficaria um pouco preucupado com o Tron mas keeparia mesmo assim
E a qualquer momento pode vir um removal ou descarte(as chances são boas já que não veio na mão inicial)....dando mais segurança na sequência das jogadas

ravisor (16/09/2016 16:03)

Não jogo modern mas venho acompanhando sua coluna e tenho gostado bastante de ler. Parabéns pelo trabalho. Seria idiotice da minha parte tentar aplicar os conceitos abordados na coluna em outros formatos ?

Ruda (16/09/2016 11:39)

Obviamente

ArmySpy (16/09/2016 11:36)

Se castar a Souls no t2, também não consegue castar a Lili no 3... não sem pegar outra fonte preta, considerando jogar a Tomb no t1 com a hierarca, obrigatóriamente temos que jogar a Gardem pra jogar a lingering, ou a outra land tap...Caso seja um deck agressivo, já saimos perdendo 4 de life só nas lands... Acho arriscado, ir sem nenhum removal.
Faria muligan

inferrojado (16/09/2016 11:35)

Com essa mão não da para fazer soul na dois e Liliana na 3 sem esperar Swamp nos Draws:
Turno 1 - Shock, Hierarca
Então escolha entre
Turno 2 - Shock, Souls
Turno 3 - Manland tap, Souls
Turno 4 - Liliana
ou
Turno 2 - Manland tapped, Nada
Turno 3 - Shock, Liliana Ou Souls

VIP STAFF Blitkun (16/09/2016 11:34)

DERP eu contei a Overgrown Tomb 2 vezes HAOUIAHOAU
Tipo, pensei "turno 1 Tomb pra Hierarca, aí turno 2 Tomb pra Liliana" HAHAOUIHAO

Vlw pelo toque, não tinha reparado mesmo xD sorry

morgoth_lotr (16/09/2016 11:16)

Blitkun, só confere que pra fazer Liliana no 2 vc precisa comprar a fonte preta que não entre virada.
Com as cartas da mão, Lili só no 3.

De qualquer jeito, se o oponente matar seu hierarca turno 1, ele não está agressivando. Vc fica sem jogada de turno 2, mas logo começa a afundar ele em card advantage.
Se ele não matar o hierarca pra agressivar, turno 2 vc já tem lingering souls e Lili no 3, fica bem seguro.

Eu keeparia de boa.

VIP STAFF Blitkun (16/09/2016 11:05)

Gostei do artigo - acho muito importante ter em mente a discussão de versatilidade e eficiência, e achei bacana como você expôs esses conceitos ^^

Quando à starting hand, keep de boa. Potencial Liliana no 2 (a custo de 4 de vida) pode ser muito impactante, e contra um deck mais explosivo temos duas Lingering Souls pra ganhar tempo...

Turno 1 shock pra Hierarca e depois prestar bastante atenção no que o opp fizer. Se o hierarca morrer para um bolt, e a land acusar Jund (BR, por exemplo), seguir com Shambling Vent - Lili ou Souls, se tomar descarte.

Se a hierarca morrer para um bolt, e a land for uma basic mountain ou uma sacred foundry /stomping ground (acusando burn/zoo), priorizar as Souls pra ganhar tempo - é uma boa match, o deck tem bastante removal e criaturas eficiente pra virar o jogo.

Se a hirarca morrer para bolt/disfigure e a land for uma steam vents, sit back e relax porque a Lili pode ser MUITO boa.

O mesmo plano se mantém se a hierarca ficar viva - se o opp estiver de azul ou preto, faria Liliana no 2 pra +1 e começar a drenar recursos. Caso esteja de R/G, faria Souls pra começar o beatdown enquanto sustento a possibilidade de ter até OITO chump blockers contra um começo explosivo.

A mão parece sólida, e permite mais do que um plano de jogo - o que acho que é tudo que um midrange quer. A ausência de removal/discard inicialmente parece um problema, mas acho que vale o risco.

(obviamente uma decisão ruim)

Gildeonemtg (16/09/2016 11:01)

Bom dia, poderia fazer um artigo sobre o deck kiki chord, estou jogando com ele e tenho algumas duvidas do que utilizar etc e tal !

scarlatti (16/09/2016 10:55)

Obviamente o Rudá passou batido.